II parte
Havia acabado de tirar toda a maquiagem e posto uma roupa normal – calça jeans, uma blusa preta e um tênis preto – estava quase saindo do camarim quando a porta foi se abrindo e Gerard apareceu ali.
- Você não disse que ia me esperar?
O jeito em que sua língua foi passando pelos seus lábios fez um arrepio passar por toda a minha espinha. Eu apenas sorri, como se dissesse "Eu estou aqui não estou?".
- Sabe... – ele se aproximou de mim – Não pense que eu não reparei que você não parava de me encarar.
Senti meu rosto – agora sem maquiagem – corar com o toque suave da mão de Gerard. Pensei que ele iria me agarrar com violência e...
Cedo demais para conclusões. Sua mão, antes em minha bochecha, correu rápida para minha nuca, Gerard me puxou com força para si. Minhas mãos encontraram seu peitoral em busca de apoio e seus lábios correram para se juntar aos meus com tamanha sede que, instintivamente minha boca se abriu e sua língua invadiu-a, chocando-se com a minha ocasionalmente. Tomou meu lábio inferior entre seus dentes. Abri os olhos e deparei-me com seus olhos verdes; ele sorriu e soltou meu lábio antes de se fazer ouvir:
- Na minha casa ou na sua?
