N/A: Oi pessoal. Desculpem a demora na atualização, mas essa vida de faculdade, trabalho, e Oncer não é fácil. Mas prometo que vou tentar postar pelo menos um capítulo por semana de agora em diante. Agradeço os comentários que recebi. Foram dois, mas já foi muito por se tratar da minha primeira história. Bom, eu espero que vocês gostem, e deem sua opinião e sugestões. Estou meio zonza ainda com a Season Finale, mas vou tentar dar meu melhor. Quaisquer erros, podem ficar a vontade para apontar. Críticas são muito bem vindas. Bom, é isso. Espero que vocês tenham uma boa leitura! Beijoo!
-SQ-
Pouco mais de duas horas haviam se passado desde que Emma saíra da mansão. Regina se afundou em seu escritório, cercada por frascos, concentrada em sua missão. A prefeita adicionou uma gota de uma substancia escura no frasco que segurava e o líquido vermelho se tornou azulado. Regina suspirou frustrada e jogou o frasco numa pilha com mais outros oito. Mais uma poção falhara. A mulher não sabia mais o que tentar. O telefone tocou e Regina sabia bem quem era. Emma. Se levantou e pegou o aparelho, suspirado.
-Senhorita Swan. - Regina disse mais áspera do que pretendia.
-Oh, Regina... Hey. Está tudo bem? - Emma perguntou cautelosa. Regina suspirou e fechou os olhos antes de reponder.
-Não, Emma. Não está nada bem. Nada funciona e a menos que você lance o feitiço para que Zelena não consiga quebrar por magia de sangue, eu não tenho mais nenhuma ideia do que fazer. - Emma sentiu a frustração na voz da mulher.
-Porque você não vem para o apartamento? O feitiço não vai ser lançado aqui? Talvez você consiga pensar melhor se estiver aqui. - A morena pensou, franzindo a testa.
-É isso! - Emma não entendeu.
-É isso o que Regina?
-Estou a caminho! - Regina nem pode ouvir Emma murmurar qualquer coisa. Já tinha o telefone desligado e juntava alguns vidros. Colocou o que precisava numa caixa de madeira e saiu da casa. O dia continuava bonito, ela pensou enquanto simplesmente de desfez numa nuvem de fumaça roxa e apareceu na porta do apartamento dos Charmings. Bateu uma vez, e logo David surgiu segurando o que parecia ser um mapa e um pedaço de madeira. Regina franziu a testa enquanto passava pelo homem. Madeira por todo o lado. Emma estava sentada no chão tentando decifrar as instruções do que parecia ser um berço. Regina conseguiu segurar um comentário desdenhoso, mas não conseguiu segurar o sorriso irônico ao ver pai e filha quebrando as cabeças. Um olhar trocado entre ela e Mary Margaret deu a entender que aquela situação já durava horas. - Odeio interromper essa cena encantadora, mas preciso de um fio de cabelo de cada um de vocês.
-Para que, Regina? - Mary Margaret perguntou, seguida dos olhares do marido e da filha.
-Confiem em mim, vai funcionar. - A mulher sorriu, caminhando até David, que arrancou um fio de seu cabelo curto, depositando no frasco que estendeu a ele, estendendo depois a Mary Margaret, que repetiu a ação do marido. Regina olhou para os dois fios de cabelo se entrelaçando por um momento e saiu sem dizer mais nada. David e Emma continuaram seu trabalho na montagem do berço.
-Já vi planos inimigos mais fáceis de entender que isso. - David disse olhando as instruções.
-Me deixe ver. - Emma pediu, segurando o mapa e as peças nas mãos - Tudo bem, aqui diz "Passe os parafusos E com as arruelas D pela barra C usando a chave inglesa F, que...não veio inclusa. - Ela terminou frustrada.
-Poque vocês simplesmente não ligam para o Marco? Ele é realmente bom com essas coisas. - Mary Margaret disse num suspiro.
-Não! - Emma disse ao mesmo tempo que David.
-Estamos bem! - O príncipe falou pomposo.
-Nós realmente devíamos estar fazendo isso? - Mary Margaret deixou escapar, ganhando a atenção dos dois. - Desde a luta entre Regina e a Bruxa nós não vimos Zelena ou Gold. Não devíamos estar pensando no que ela vai fazer?
-Nós estamos, mas não podemos deixar de viver. - Emma disse olhando para a mãe.
-E esse berço é uma confirmação. Nós não vamos perder outro bebê. - David falou com o olhar sério.
-E graças a mim vocês não vão. - Regina entrou novamente pela porta de madeira branca. - Terminei. - Falou enquanto guardava os frascos na caixa de madeira sobre a mesa.
-Então? Funcionou? - David perguntou, se levantando, esperançoso. Emma olhou para Regina ansiosa enquanto Mary Margaret permaneceu sentada em sua poltrona. - Conseguiu colocar um feitiço de proteção?
-Um que não pode ser desfeito por magia de sangue. - A prefeita disse sorrindo. - O que significa que Zelena não será capaz de colocar as mãos neste bebê. - Ela se sentou seguida pelos olhares dos três.
-Alguma ideia do porque ela o quer? - Mary Margaret perguntou.
-O número de feitiços envolvendo a participação de bebês surpreenderia você. - Regina respondeu. - Aquela verdinha é mesmo uma bruxa estranha, mas enquanto estivermos aqui, estaremos a salvo.
-Isso é inútil. - Emma rebateu. - Precisamos parar de nos defender e começar a atacar.
-Você não viu como eu quase não ganhei dela ontem? - Regina virou sua atenção para a loira sentada no chão, sentindo uma crescente necessidade de debochar, mas se segurou, usando um argumento válido. - Ela tem magia. Magia poderosa.
-Eu tenho magia também. Você já me viu usar, eu só não consigo sempre controlar. - Emma tentou procurar os olhos chocolate de Regina. - Mas se nos uníssemos, se você me ensinasse...
-Sim, porque isso soa tão familiar? - Dessa vez, a prefeita não conseguiu segurar o sarcasmo em sua voz.
-Estou pronta dessa vez. - Emma disse séria e Regina debochou.
-Tubo bem, mas se vamos fazer isso, faremos do meu jeito. - Ela falou enquanto se levantava, sem tirar os olhos de Emma. - Não é tomar café velho numa tocaia ou seja lá o que você fazia como cobradora de fiança. - Regina estreitou o olhar tentando amedrontar a salvadora, e num gesto dramático, tocou a caixa que continha os ingredientes para poções, com um sorriso presunçoso. - Isso é um meio de vida. Você tem que estar completamente comprometida.
-Isso não é um problema. - Emma continuou séria, enquanto assistia Regina suspirar, pegando a caixa.
-Me encontre no meu cofre em uma hora. - A prefeita disse sem quebrar o contato visual e saiu, sem dizer mais nada, mas dando um último olhar a Emma, que continuou séria. Regina desceu o lance de escadas com um sorriso no rosto. Isso seria divertido se a antiga xerife não fosse tão irritante, mas funcionaria. Chegou na porta que dava para a rua e saiu sentindo o vento gelado em seu rosto. Inspirou profundamente, olhando para o céu e pensando como ela havia mudado. Há anos atrás ela teria dado tudo para matar Snow White, e agora, no entanto, ela acabara de lançar um feitiço para proteger a família de sua enteada. Ela se sentiu estranhamente leve. Deu mais uma olhada no céu azul límpido, sem nenhuma nuvem, e desapareceu numa nuvem de fumaça roxa. Foi diretamente para seu cofre. Olhou ao redor e abriu as portas de madeira talhada. O caixão de seu pai era sua primeira visão. Regina se aproximou, retirando uma das luvas de couro vermelho, e tocando a pedra polida, onde se podia ler o nome Henry Mills. - Papai... Você me disse que eu poderia ser feliz, mas eu não sei como isso é possível. - Seus olhos se encheram de lágrimas, que deviam ser derramadas em outro momento. - Queria ter a esperança que você sempre teve...
-Então tenha. - Regina se assustou ao ouvir a voz de Emma, mas não conseguiu se virar para encontrar os olhos verdes da loira. - Mas se existe algo melhor que esperança, Regina... - Emma se aproximou da mulher e tocou seu ombro, sentindo-a enrijecer. - é confiança. Confiança de juntas nós podemos derrotar Zelena. - Regina não olhou para trás, nem se desvencilhou da mão em seu ombro. Simplesmente empurrou o caixão e começou a descer as escadas, seguida por Emma, que não tirava os olhos da prefeita.
-Não toque em nada. - Regina falou com a voz indecifrável.
-Como devo aprender magia se não posso tocar em nada? - Emma rebateu enquanto seguia a mulher pelo corredor de pedra. Regina continuou andando até chegar a frente de um grande baú.
-Da mesma forma que fiz com Rumple. - Regina falava sem olhar para trás. Emma pegou o que parecia ser a mão de um morcego gigante e olhou cuidadosamente. - Nós vamos criar uma base forte primeiro, e então construiremos suas habilidades... - Regina se virou para olhar a mulher e viu o objeto negro em sua mão. - Eu disse para não tocar. - Tomou a peça de Emma com um olhar severo e se voltou para ou baú. - Então, enquanto estamos aqui, quem está cuidando de Henry? Os Desencantados? - Regina abriu o baú.
-Na verdade, Hook está. - Emma disse cautelosa. Regina se virou instantaneamente com os olhos semicerrados e uma pontada no estômago.
-Esses dois tem passado muito tempo juntos. - Regina não conseguiu disfarçar o desconforto com a ideia de seu filho andando por aí com um pirata.
-Hook é bom com Henry, e Henry gosta dele. - Emma disse com indiferença.
-Ele é propenso a violência, impulsivo, e tem um gancho no lugar de uma das mãos. O que um garoto de 12 anos não gostaria? - A morena vasculhava o baú enquanto falava. Regina sabia que Hook era apaixonado por Emma e provavelmente estaria usando seu filho para se aproximar da salvadora. Isso não a agradava.
-Eu confio nele. Ele me trouxe de volta para Storybrooke, e ele não tinha essa obrigação. - Emma colocou as mãos para trás enquanto observava Regina procurando no meio de tanta velharia.
-Oh, é claro que ele trouxe você de volta. - Regina não se conteve.
-O que isso quer dizer? - Emma inclinou a cabeça para ver Regina se virando e encarando-a com os olhos inquisidores.
-Sério? Você vai fingir que ninguém percebe os suspiros e olhares apaixonados? - Regina se arrependeu prontamente de ter feito essa pergunta. Provavelmente Emma pensaria que ela estava com ciúmes. Mas foi surpreendida pela resposta séria da mãe biológica de seu filho.
-Eu não suspiro. - Emma viu algo nos olhos da prefeita. Medo. E mágoa. Provavelmente medo de perder Henry de novo, e mágoa por Emma permitir isso. Mas era verdade, ela não suspirava... Não pelo Capitão Gancho.
-Talvez. - Regina sentiu seu estômago se acalmar, mas continuou olhando nos olhos verdes de Emma. - Mas ele sim. - Emma pôde sentir a voz da rainha quebrar levemente, mas não conseguiu decifrar o que aquilo significava, porque Regina pegou um livro nas mãos. Emma olhou para a capa prateada com o coração de rubi no meio. Parecia algo ligado a Cora. Isso deu a ela arrepios. - Começaremos com raízes para encantamentos. - Regina falou se virando novamente para Emma, abrindo o livro numa página com uma árvore desenhada envolta por letras de um alfabeto esquisito. Emma não conseguia entender um único símbolo.
-Você está brincando comigo? Que língua é essa? Espanhol? - Emma perguntou tocando o livro na esperança de entender algo.
-Não estamos fazendo tapas, estamos fazendo magia. - Regina falou como se fosse óbvio. Mas era claro que não era, afinal, se tratava de Emma. - É élfica. Bom, metade élfica.
-Nunca entenderei isso. - A loira disse frustrada. - Foi assim que Rumple te ensinou? Pense em como foi com você, que outros métodos ele usou? - Regina compartilhou da frustração da mulher a sua frente.
-Rumple era um valentão. Ele não aguentava tolices, e certamente não acolheu seus alunos. Ele tentava te ensinar a nadar, e se você não aprendesse, então se afogava. - Regina jogou o livro de volta no baú, fechando-o de costas para Emma.
-Se afogava? - Emma perguntou com descrença. Então algo brilhou nos olhos de Regina.
-É isso! - Uma ideia brilhante, de fato. Regina sorriu consigo mesma e com o medo que brilhou nos olhos de Emma.
-Isso o que? - A mulher não respondeu. Com um sorriso e um movimento dramático com as duas mãos, uma nuvem de fumaça roxa as envolveu. Foi apenas por um minuto. Emma quase não conseguiu processar a informação. Num momento estava no cofre de Regina, e agora estava no meio de uma ponte de madeira e cordas há mais de 200 metros acima de um rio violento que passava entre duas montanhas rochosas. Se segurou forte nas cordas para não cair e viu Regina parada numa das extremidades da ponte, uns cinco metros a sua frente. O vento soprava forte, Fazendo a ponte balançar. Regina tinha um sorriso vitorioso no rosto. Se Emma não estivesse prestes a se afogar, teria gasto mais tempo observando a mulher. - O que diabos você está fazendo? - Emma gritou para que Regina a ouvisse. A morena tinha as mãos juntas no meio do corpo e sorriu ainda mais.
-Te ensinando a nadar.
