Capítulo dois - Revelações

'-Chegamos!-disse Blaise.

'-Ah! Que lugar mais lindo...- disse Marisa, assim que adentrou ao restaurante italiano.

'-É...- disse Virgínia, com cara de tédio ao comentário da amiga, fato que não passou despercebido por Draco.

Realmente, o lugar era bonito. As paredes em estilo rústico, o cheiro delicado de rosas, das quais estavam espalhadas por todo o lugar. Um violino dava sonoridade ao ambiente, por vezes também tocava o saxofone. Uma grande fonte na entrada, da qual na saída o cliente fazia o seu pedido e jogava uma moeda. Na maioria das vezes, os pedidos eram iguais pedidos como, casarem, serem felizes juntos, tudo muito...Meloso. A meia luz, o que dava o toque final, ao romantismo. Com certeza, um ótimo lugar para se levar uma pessoa que se estar junto. Ótimo para Blaise e Marisa. Mas e ela? E o malfoy? Os dois?

As horas passaram voando, para seu alívio, porém estava desconfortável. A maneira como o Malfoy a olhava, estava deixando desconcertada. Ele tinha aquele olhar fixo, frio e constante, pousado nela, chegava a dar arrepio. Outra coisa que não lhe saia da cabeça era a razão do Zabini não a chamar de Weasley, muito estranho, mas até preferia assim, sem muitas formalidade. Estava devaneando sobre tudo que tinha lhe ocorrido nessas ultimas horas, quando de repente, uma voz lhe tira da sua concentração.

'-Virgínia?- era uma voz arrastada, e arrogante, era a voz de Draco Malfoy.

'-Hum...Oi!- só neste momento percebeu que a amiga e Zabine estavam dançando na "pista".

'-Sabe, estava aqui pensando, esse lugar não é o que eu chamaria de um lugar muito bom para nós dois, se é que me entende. Porém isso não significa que não possamos nos divertir.- disse com a sua melhor voz de sedutor.

'-E?

'-Dança?

'-Por que não!

Mesmo que não quisesse dançar com ele, não tinha outra opção. Não poderia negar, ele não entenderia nada. E também não agüentava mais ficar naquela mesa sem fazer nada. O pior foi ter que sentir o cheiro dele, não que cheirasse ruim , para seu desespero aquele cheiro era entorpecente puro. Fora à sensação maravilhosa de ter o corpo dele no seu.

'-Você é sempre quieta, ou é a companhia que não está ajudando?- disse ao ouvido, para provoca-la.

'-Não é isso, estou um pouco cansada. – respondeu calmamente.

'-Se quiser podemos voltar para a mesa.

'-Acho melhor não, vamos atrapalhar o casal.- apontando para a mesa, que agora estava ocupada, por Blaise e Marisa.

'-É você tem razão.- disse o loiro, olhando na direção que a ruiva apontou.

'-Sempre tenho razão.- disse convencida.

'-Modesta, não!- disse, e ambos riram.

'-Realista. Apenas realista.

'-Então, diz pra mim, o que você faz sozinha? Deixou um francês com coração partido foi?

'-Há, há...Como você sabe?- disse ainda sorrindo, o que fez o loiro, acha-la ainda mais bonita.

'-Não sei, apenas imagino.- respondeu sorrindo.

'-Então, imagina errado. Não deixei nem um francês, alemão, nem nada...

'-Mas com certeza deixou um inglês...

'-Também não.

'-Mas vai me deixar não vai?- disse fazendo a sua melhor cara de inocente.

'-Não, como posso deixar alguém, que nada tenho?- respondeu sarcasticamente.

'-Não tem por que não quer...

'-Isso é uma proposta?

'-Mais ou menos. É mais uma espécie de ordem natural. Afinal, quem não quer um homem tão lindo e perfeito quanto eu?

'-Modesto, não?

'-Realista, apenas realista.

'-Acho que já ouvi isto antes.

'-É foi uma certa loira de olhos amendoados que deve ter dito.- ela riu, como comentário, logo, voltaram para a mesa.

'-Que bom que vocês se entenderam...- disse Blaise casualmente.

'-É que bom, pois a Virgínia não é fácil!.- Todos riram, exceto Gina.- completou Marisa.

'-Não é bem assim, é que não sei não gosto muito dos franceses, a partir daí denominaram-me de anti-social. O que de fato, é uma mentira.

'-Concordo!- disse o loiro olhando de forma provocante. Os outros dois entendendo o recado, fizeram a sua parte.

'-Virgínia, não se importaria se o Draco a levasse, é que a muito queria ter com a minha noiva.

'-É não quero incomodar, pego um táxi e...

'-Você vai comigo!

Já no carro, não podia pensar no quanto estava sendo inconseqüente, passara a noite inteira a jogar charme para um Malfoy, tudo bem que era difícil resistir a tentação, mas ela não podia se dar ao luxo de sair com ele. Tudo bem que esses dois últimos anos ela havia feito as maiorias loucuras, mas essa loucura ela não podia fazer...

Apesar dos problemas, tinha que ter a sua válvula de escape e, aquela loira com cara de travessa, poderia ser ela. Realmente, teria que agradecer ao Zabini há muito não conhecia mulheres assim: rosto puro e corpo diabólico. Justamente o que o enlouquecia, nos padrões Malfoy ela era bem feitinha. Loira, Bonita, sociável, fina, rica, e provavelmente puro sangue, apesar de não se lembrar da família dela. Molly? Nome estranho para ser de família, pelo menos não era trouxa, e para uma noite dava para o gasto.

'-Chegamos!- disse o loiro.

'-É ...Obrigada por ter me trazido. Não sei como lhe agradecer.- disse simplesmente, se arrependendo depois.

'-Mas eu sei. Que tal você me mostrar sua suíte. Vendo a cara de horror da loira.

'-Completou.- Sem segundas intenções, é claro.

'-Como você quer que eu confie em um sonserino?- disse rapidamente, querendo que ele fosse embora.

'-Sonserino? Como você sabe? Não me diga que estudou em Hogwarts.

'-Estudei.- respondeu unicamente.

'-Você era sonserina, suponho?

'-Não, grifinória.- não pode deixar de rir ao ver a careta do loiro.

'-Hum...Temos quase a mesma idade, o que me leva crer que cheguei a te conhecer, mas a questão é que não me lembro de você.

'-Mas lembra da minha família, tenho certeza.- disse querendo dar um fim de uma vez por todas a aquela conversa.

'-Sua família? Não.

'-Meu nome é Virgínia Molly Weasley.- disse abrindo a porta do carro.

'-Como assim Weasley? Não estou entendendo a brincadeira!- disse o loiro impaciente com tudo.

'-Acho que não preciso desenhar para entenderes!- respondeu ácida.

'-Mas Weasleys são ruivos e pobres e...

'-Chega! Estou farta! Muito obrigado, por me trazer, mas saiba que sou sim uma Weasley, a mesma que te estuporou, a mesma que seu pai desgraçou no primeiro ano. Agora que já sabe pode ir embora, a não ser que queira dizer o quanto sou pobre, insignificante e...

Não pode dizer mais nada, logo sentiu ser pressionada no carro, mãos abeis em sua cintura, e uma fusão de gostos: estava beijando Draco Malfoy. Para seu desespero, ele beijava como ninguém e, cada vez mais sentia o calor invadir o seu corpo. Estavam no meio da rua, se beijando como loucos...E ainda por cima ele era seu inimigo e, isso era totalmente errado, o que fazia ser mais gostoso. Gemeu ao sentir as mãos dele em sua barriga, frias, porém sabiam o caminho exato por onde percorrer. Arfadas, mordidas...

'-Você...Está...louco?- disse tentando regular a respiração.

'-Você quis tanto quanto eu.-respondeu calmamente.

'-Eu já disse, sou uma Weasley pode perguntar ao Zabini.

'-Não duvido disso, mas isso não me impede em nada de beijar-te.

'-Como não? Você não me suporta, eu não te suporto. Simples não?

'-Você me quer, eu TE quero. Simples , não?

'-Infelizmente, não podemos ter tudo que queremos.- disse deixando o loiro pra trás.

'-Isso é o que nós vamos ver!- murmurou para si, vendo ela longe.

A única certeza que os dois tinham era de que essa noite fora sem dúvida a mais estranha por qual eles passaram. De uma certa forma, não podiam negar a atração que sentiam, era algo muito forte, inexplicável e novo. Apesar de ter fama de aventureira, Virgínia não era assim, mulher de ficar com um homem sabendo que não teria futuro, mesmo com toda a energia que tinha, ela sempre quis ter uma vida como a dos seus pais. Draco estava meio confuso, tinha acabado de ir contra os seus princípios, havia beijado uma Weasley, tudo por culpa do Zabini, que não havia avisado quem era ela. E o pior é que tinha gostado, era tão impulsiva, tinha uma energia fora do comum, o que o deixava bem "animado". O desejo falou mais alto no momento que a viu, ali gritando com ele, como nenhuma das suas amantes fizeram. Ela tinha um brilho no olhar. Era desafiador. Um desafio que agora seria sua diversão...

Final do segundo capítulo

N/A: Oi gente, eu sei q pode parecer um pouco confuso de inicio, mas essa fic vai ser bem legal. È a minha segunda, q é simultânea com a primeira, apesar da primeira estar bem mais a frente, eu não sei o final dela quanto a essa o enredo já está pronto!

Ahhhh! VC q escreve fanfic, jah teve problemas com o ff? Jah tentou postar e ele comeu seus caps, ou entaum simplesmente apagou sua nota? Ele não te deixa usar travessões em paz? Vc chega a ter pesadelos na noite véspera de postar cap? Então vc eh uma autora desesperada como nós! Eu e a Tataya Black estamos montando uma associação : o MAPRUFF (Movimento das Autoras (os) Pela Reforma Urgente do FF), interessadas entrem em contato com a gente! Pela liberdade de escrita! Entrem em contato!

Agora, resposta das Reviews:

Bela Malfoy: Q bom q vc gostou do Draco! Ele realmente é o q há! Estou tentando ao máximo dar a vcs a visão q tenho dele, apesar q vc pensarão q ele é bom, mas depois vc verão a verdade, rs,rs ( deixa eu calar meus dedinhos antes q eu diga mais do que devo )

Carol Malfoy Potter: Pode deixar não demorarei a atualizar, mas tbm não vai pensando q ele vai ser um amor com ela, a minha intenção é q isso fique bem dramático...opa! de novo falei o q não devia...

Franinha Malfoy; Realmente eu li Serpent'Bride, na verdade, é a minha fic preferida, mas essa e "o que na verdade somos" não terá muitas semelhanças com a da Reiko, a não ser na definição de q o Draco é mulherengo e td de bom, mas isso tem em todas as fics! Te encontro no msn! Rs,rs E a parte dela ser loira é justamente para dar o não reconhecimento dele de cara!

Bjinhos a todas vcs q comentaram e minha amiga preguiçosa , bjinho Nathy

Continuem comentando, sem vcs não sou nada ( q dramático!)

Gente o meu msn é: se esqueçam das reviews, aproveitem é de grátis, quanto mais vcs mandam mais rápido eu atualizo...Faça sua boa ação, me deixe feliz ; D