Capítulo 2: Movimento

(Tradutora Mili YLJJ)

"Eu só tenho mais uma semana e um desses vai ter que servir. Estou saindo assim que completar dezoito anos." Estávamos na picape de Jasper, eu entre Edward e Jasper. Tínhamos apenas mais dois apartamentos para olhar e eles estavam dentro da estreita faixa de valor que Jasper podia pagar. Os três últimos tinham sido todos no mesmo edifício e foram completamente descartados para a lixeira, o que explicava os baixos preços. Nós não estávamos otimistas de que os dois seguintes seriam mais promissores.

A mão de Edward estava na minha coxa, porque eu estava usando uma saia, por isso a minha perna nua era como um ímã para ele, seu dedo mindinho estava logo abaixo da bainha. Esta era a roupa que eu usava regularmente já que ela ainda servia em mim e você a poderia nomeá-la de uniforme. Uma saia com elástico na cintura e camiseta larga era isso. Amanhã eu começaria a usar as roupas de maternidade.

Hoje éramos apenas nós três à caça do apartamento. Alice e Rosalie tinham arrastado Emmett para Port Angeles para comprar roupas para a escola. Lembrei-me do quanto ele ficou entediado dez minutos depois de ficar na loja de roupas quando eu comprei o meu vestido para o não-baile. Isso me fez rir.

"O que é tão engraçado?" Jasper perguntou.

"Eu estava apenas refletindo em compras junto com Emmett." Não houve necessidade de maiores explicações. Os dois riram, também. "Por que você está com tanta pressa para sair de casa? Por que você não espera até que seu pai se mude?"

"Porque eu já fiz a minha cabeça e eu quero concluir isso. Não há qualquer forma que eu queira estar no meio de um conflito quando as aulas começarem de qualquer maneira."

"Faz sentido", eu assenti. Ele entrou em uma rua estreita. Se outro carro estivesse vindo em nossa direção, ele teria que dar ré para deixá-lo passar, ou então, bater. As árvores que se alinhavam na rua eram velhas e maciças e as casas eram velhas e uma miniatura em comparação a elas. "Como você está lidando com tudo isso? A sua mãe está no Texas agora, certo?"

"É. Eu estou bem. Ainda não consigo descobrir o que deu errado entre eles, mas Alice é tão contagiante que eu vou ficar, você não tem nem que sequer tocar fisicamente nela para sentir a sua emoção para que você perceba o efeito, de modo que eu tenho certeza que você pode imaginar como é para eu estar ao redor dela."

"O que você sente quando esta perto de nós?" Eu peguei a mão de Edward da minha perna e entrelacei os dedos com os dele.

"Calmos. Vocês dois são calmos e seguros. Mesmo Edward constantemente querendo... uh, ficar sozinho com você."

Eu olhei para Edward, que sorriu para mim. "Sério? Agora?" Ele não respondeu. Ele olhou para janela em vez disso.

"Bella" Jasper disse. "Lembra-se do primeiro dia que você se sentou com a gente na hora do almoço?"

"É claro. No dia em que as fofocas de Jessica escaparam."

"Bem, vamos apenas dizer que, naquele dia, ele estava lutando contra algo, muito parecido com o que ele está lutando agora."

Edward soltou a minha mão e segurou a minha coxa novamente, movendo-a um pouco mais alto debaixo da minha saia desta vez. "Jasper, cara, é melhor você parar ou eu vou passar para o lado de Emmett e manter distância de você."

"Tudo bem cara," ele riu "mas ela perguntou. A sua namorada perguntou. Qual é o endereço que eu estou procurando?"

O administrador dos apartamentos nos deixou entrar no estúdio e nos deixou olhar ao redor. Era tudo em um grande ambiente, a cozinha era a única coisa distinguível por causa do quadrado em piso no chão mais os armários e a geladeira, que estavam alinhados em uma parte da parede. Havia duas portas na parede oposta. Uma levava a um pequeno banheiro com uma pia, vaso sanitário e chuveiro, sem nem mesmo um armário. A outra porta era para um armário que não era maior do que o tamanho da porta.

"Não tem nem mancha no carpete", eu disse. Em seguida eu verifiquei onde mais a limpeza teria importância para mim, o banheiro. Eu abri a porta do box do chuveiro. "E, o azulejo é branco!"

"É isso. Eu estou cansado de procurar. Eu vou alugar este." Jasper deu dois passos para a cozinha e ligou para Alice.

Entrei na sala de estar que estava vazia e agarrei os dedos de Edward.

"Bella?" Jasper disse, com a mão cobrindo seu telefone. "Batom vermelho ou rosa para Alice?"

"Por que você está me perguntando isso?"

"Ela quer a minha opinião."

"Mais uma vez, por que você está me perguntando isso?"

"Porque, o que eu escolher vai ser a resposta errada. Rosalie está tentando convencê-la com o rosa. O que Emmett acha?" Jasper perguntou para o telefone e então eu o ouvi rir.

"O que ele disse?"

Ele cobriu o telefone novamente. "Ele disse para pegar os dois e dar o fora daqui."

"Diga a ela para ficar com o vermelho" Edward disse.

"Você tem uma opinião sobre isso?" Eu perguntei quando Jasper disse a ela, "fique com o vermelho", ao telefone.

"É o que ela sempre usa", ele encolheu os ombros.

Eu coloquei minha mão em seu peito. "E a meu respeito? Eu devo usar vermelho?"

Ele tocou meus lábios. "Você não usa batom."

"Eu sei, mas eu devo? Você já desejou que eu usasse maquiagem?"

"Você acabou de me perguntar isso?"

"Eu acho que sim."

"Bella. Eu nunca tive esse desejo. Desde que eu te conheço você nunca usou maquiagem. E foi assim que eu me apaixonei por você. Porque é que eu desejaria algo diferente?"

"Porque isso pode me deixar bonita."

"Você sabe que é linda".

"Mas não bonita."

"Você é bonita. Qual é a diferença?"

"Algumas pessoas acham que eu não sou bonita o suficiente para você."

Ele levou a mão ao meu rosto. "Que pessoas?" Mas ele não me deixou responder. "Sabe quando você pensa que meu cabelo parece muito arrumado, e você coloca os dedos neles e mexe?"

Concordei, e fiz isso nele logo em seguida.

"Eu me sinto da mesma maneira sobre você. Se você usasse maquiagem por qualquer motivo que não fosse uma ocasião especial, eu desejaria que você a tirasse. Adoro ver seu rosto." Ele beijou meu rosto. "Sua pele". Ele beijou a minha outra face. "Seus lábios." Ele beijou meus lábios. "Não os cubra." Ele me beijou mais profundamente até Jasper atingir suas costas.

"Estou feliz assim como vocês também. Vamos assinar o contrato e entregar todo o meu dinheiro. Estou me mudando na próxima semana."

Emmett estava entrando e saindo com caixas mais rápido do que qualquer um. Sentei-me no balanço da sacada observando todos eles trabalhando e suando. Era aniversário de dezoito anos de Jasper e todos estavam ajudando ele a se mudar (bem, eles estavam ajudando). Era tudo que ele queria. Ninguém me deixou ajudar, no entanto. Jasper me trouxe um copo de limonada por isso eu estava sentada bebendo, com uma mão no meu estômago. Eu já estava usando as roupas de maternidade da irmã de Rosalie. Esta tinha padrões de galhos por toda ela. Meu dedo traçou ao longo dos galhos desenhando enquanto eu me perguntava quem teria possivelmente escolhido esse padrão para um vestido.

Alice parou Jasper quando eles se cruzaram. "Feliz Aniversário!" Ela se levantou para beijá-lo, então ele riu e se inclinou para que ela não tivesse que pular.

"Você já disse isso."

"Ainda é o décimo segundo dia de agosto?"

"Sim".

"Então, ainda é seu aniversário, então eu não vejo nada de errado comigo por te desejar um feliz aniversário." Eles começaram a se beijar de novo e então eu me virei e pensei sobre o aniversário de dezoito anos de Edward há dois meses, bem antes de Jasper começar a sua busca por um apartamento, e bem antes da minha caminhonete quebrar na chuva no final de julho.

Esme havia lhe dado uma festa sem álcool ou festa do pijama. O presente que ele recebeu de seus pais não foi exatamente para ele. Foi para o bebê. Carlisle tinha tirado o antigo berço de Edward do sótão, o montou no meu quarto, colocou um enorme laço vermelho sobre ele e nos trouxe para o andar de cima dizendo: "Feliz Aniversário, meu filho."

Nós ficamos no meu quarto olhando para ele em silêncio. Eu chorei um pouco com a visão dele. Havia apenas um curto espaço entre o berço e o lado da cama, mas isso não importava. Logo meu bebê estaria dormindo ali ao meu lado.

Rosalie foi a primeira a falar. "Você tem certeza de que é seguro?"

"O que?" A maioria de nós perguntou.

"Berços antigos, eles eram feitos de forma diferente. Alguns não são seguros. Isso é tudo que estou dizendo."

"É seguro. É resistente", Carlisle disse, e foi até ele dando-lhe um tranco para nos mostrar o quão resistente era. "As fendas são próximas o suficiente para que a cabeça do bebê não fique presa e eu mesmo o montei, para que todos os parafusos estivessem todos firmes no lugar." Ele o balançou de novo, mais forte, como para mostrar que ele não desmontaria. Ele pareceu ficar ofendido pelo comentário de Rosalie.

"Eu amei isso", eu disse, correndo a mão ao longo da borda superior. "Eu amei o seu presente de aniversário, Edward."

"Eu também", ele disse e nós dois agradecemos e abraçamos seus pais.

A ligeira discórdia entre Rosalie e Carlisle foi a parte mais agitada daquela noite. O restante da noite, depois do bolo, passamos jogando um jogo de trivia, então Emmett estava todo feliz já que isso chegava muito próximo dos seus jogos mentais e como ninguém conseguia o vencer. Ficou claro que ele ganharia, dessa forma, isso o fez não só feliz, mas muito satisfeito consigo mesmo, também.

Mais tarde, Edward e eu nos deitamos juntos na cama de frente para o berço, o braço de Edward sobre mim, quando eu senti o movimento no meu estômago. Sentei-me, colocando a mão no meu estômago e o senti novamente. "Oh Deus".

"O que?" Edward sentou-se comigo e eu peguei a sua mão e a coloquei no meu estômago.

"O bebê mexeu", eu ri porque foi uma sensação que eu nunca senti antes. Esperei para sentir isso de novo, segurando a mão de Edward contra mim.

"Eu não sinto nada."

"Shh," Eu o silenciei como se o bebê não se mexesse, se houvesse qualquer ruído. "Só... espere."

Ele esperou. Nós dois esperamos, mas não houve nenhum movimento. Eu suspirei.

"Bella, se você quer que eu te toque, tudo o que você tinha que fazer era pedir." Sua mão moveu-se do meu estômago para o meu peito e os seus lábios e língua encontraram os meus.

"Toque-me", eu disse contra seus lábios, recebendo uma respiração profunda dele quando seu beijo aumentou e ficou mais profundo e ele levantou a minha camiseta. Ele beijou meus seios acima do meu sutiã enquanto ele soltava a parte de trás.

"Você fechou a porta?" ele perguntou, inclinando-se sobre mim, me empurrando de volta pra cama, ainda me beijando.

"Eu não... eu ... acho que não."

Ele puxou a minha calcinha enquanto beijava o meu estômago arredondado e depois voltou-se para os meus seios novamente. "Tudo bem", ele disse, fazendo o seu caminho até a minha garganta e para os meus ávidos lábios. "Eu vou fechá-la em... um minuto." Mas os minutos se transformaram em vários já que parecia que não poderíamos romper o nosso beijo e eu precisava senti-lo mais então eu abri suas calças e as empurrei para baixo com os pés até que ele estava deslizando para fora delas. Eu envolvi minhas pernas em volta dele e o puxei contra mim. Ele gemeu e seu rosto caiu para o meu ombro, beijando a curva do meu pescoço.

"Edward?" Eu mal respirava. "A porta?"

"Sim... sim... um minuto..." E então, em menos de um minuto ele estava se movendo dentro de mim contra mim e nem um de nós se lembrou de que uma porta sequer existia. Nós fizemos amor no meu quarto comemorando o aniversário de Edward, enquanto seus pais estavam limpando as coisas.

"Feliz Aniversário", eu disse quando ele ficou ao meu lado. Desde que meu estômago estava maior, ele tinha o cuidado de não colocar todo seu peso sobre mim. "Feliz aniversário, Edward."

"Sim, é o meu." Ele descansou a cabeça no meu ombro. "Eu não tranquei a porta, não é?"

"Não." Ele começou a se levantar, mas eu o segurei.

"Fique". Ele me beijou e puxou um lado do edredom sobre nós.

"Apenas no caso", ele disse.

"Sim, porque seria terrivelmente horrível se alguém entrasse agora ao contrário de há dois minutos."

Ele riu. "Dois minutos atrás, eu não tinha um cérebro."

"E eu nem gosto quando isso acontece." Eu puxei a sua cabeça para mim, porque eu queria sentir seus lábios novamente.

Ele se virou de costas e eu coloquei meus braços em volta do seu pescoço e descansei em cima de seu corpo. Seus braços me puxaram para mais perto, e só então, o bebê se moveu novamente.

"Isso foi estranho", ele disse. "Eu senti no meu estômago." Ele levou a mão entre nós e fez cócegas na minha barriga com um dedo. "Oi, amor. É bom sentir você." Sua mão segurou meu rosto e ele me beijou. "Vire". Eu fiz o que ele disse e ele pôs a mão na minha barriga e sua cabeça em meu travesseiro ao lado do meu ombro. "Eu quero sentir isso de novo."

Nós dois dormimos esperando o bebê se mexer. Nós não acordamos até que ouvimos uma batida na minha porta. "Bella?" Esme disse. "Edward está ai?"

Eu olhei para Edward com os olhos arregalados. Ele procurou sobre a cama pela minha camiseta e a entregou a mim. Então ele se levantou para colocar as calças. "Sim, eu estou aqui. Espere".

"Posso entrar?"

"Apenas..." Ele olhou para mim. Eu tinha colocado a minha camiseta, mas eu não podia me mexer. Não importava se eu colocasse a minha calça. A cama estava uma bagunça, e nós também, e era completamente óbvio o que estávamos fazendo aqui. Esme abriu a porta. Eu me sentei e cobri as pernas nuas. Seus olhos correram de mim para Edward, que ainda estava sem camisa.

"É tarde. Eu verifiquei o seu quarto primeiro, Edward. Você sabe como seu pai e eu, nos sentimos sobre isso."

"Mamãe. Você sabe o que se passa entre nós. Que diferença faz onde vamos dormir?"

Eu caí para trás em constrangimento e puxei o edredom sobre a minha cabeça.

"Eu sinto muito, Bella, mas eles não são estúpidos. Nós vamos ter um bebê juntos."

Eu levantei o edredom. "Esme! Sentimos o movimento do bebê esta noite." Sim, eu estava tentando mudar de assunto. Eu rezei para que isso funcionasse. Pareceu que Esme relaxou um pouco com a mudança de assunto.

"Isso é ótimo, Bella." Ela se sentou na cama e puxou um pequeno pacote embrulhado para presente para Edward. "Eu tenho algo para você."

"Obrigado, mãe." Ele pegou o pacote e afrouxou o laço.

"Não é meu. É do seu avô."

"O que?" Ele parou de desembrulhar e olhou para sua mãe.

"Depois que ele faleceu e nós estávamos separando as coisas... encontramos isso, guardado em uma caixa marcada: Edward XVIII"

Ele tirou a tampa da caixa e retirou o que parecia ser uma pequena pilha de papéis e os folheou.

"Eles são títulos de capitalização" Esme disse, "Finalizados por agora."

Edward desmontou-se na cama. "Tem mais... de nove mil dólares aqui."

Os olhos de Esme estavam encobertos por lágrimas. "É tudo para você. Você os use com sabedoria."

Mãe e filho compartilharam de um longo abraço. Esme parecia pequena em seus braços.

"É quase meia-noite", Esme disse.

"Não se preocupe, mamãe. Quando for a hora, eu vou para o meu quarto. Eu não vou gostar. Mas eu vou." Ela beijou sua bochecha, então nos deixou sozinhos novamente.

"Eu não posso acreditar que seu avô fez isso."

Ele se sentou na cama de costas para mim, com as mãos segurando a caixa de títulos de poupança em seu colo. "É uma sensação estranha. Como se ele estivesse aqui. Como se ele ainda fizesse parte da minha vida." Eu me arrastei para perto dele o abraçando por trás e beijando as costas de seu ombro.

"Ele sempre será uma parte de sua vida." Eu levantei meu pulso para mostrar-lhe a pulseira que eu ainda usava. A que ele fez com as pedras que seu avô tinha encontrado para ele. Ele pegou a minha mão e a beijou, em seguida, inclinou-se soltando a caixa em cima da minha cômoda.

"Então, o que você quer que eu compre?" Edward nos puxou em direção ao topo da cama, de costas contra a parede e me inclinou contra ele.

"Não, Edward, você não vai comprar nada para mim."

"Eu sei", ele disse. "Eu não vou. Mas eu quero. Se nós não estivéssemos tendo um bebê, eu compraria uma coisa muito legal."

Minha cabeça caiu e minhas mãos encontraram o meu estômago. Ele levantou meu queixo.

"Não. Eu não quis dizer isso assim. Isso só não era esperado."

"Eu entendo. É só que... de vez em quando, a vida me cobra. É como se, bem aqui estamos nós, vivendo juntos todos os dias, mas nós nem sequer percebemos a vida passar. É como se estivesse lá, invisível e silenciosa. E então algo acontece para nos lembrar do que viver significa. O que isso significa, é que quando, de repente, do nada tudo está tranquilo e do nada isso se rompe e a vida grita com você."

"Bella. Há algo incomodando você?"

"Não. Não é nada."

"Tem algo. Me fala." Seus dedos estavam ainda segurando meu queixo, e ele puxou meus lábios nos dele. "Diga-me".

O que eu deveria dizer pra ele? Quando ele pensou sobre um presente que ele compraria pra mim se não houvesse um bebê, eu refleti em como eu estaria começando o meu último ano neste outono, o processo de seleção para uma faculdade. Eu não teria um berço no meu quarto e eu estaria rindo com minhas amigas por todos os dias durante o horário do almoço. Eu não podia dizer isso pra ele. Mesmo que ele quisesse, eu, eu não poderia.

"Eu... eu não posso."

"Você pode. Por favor, me diga."

"Não. Eu não posso. Pare de perguntar."

"Bella. Você acabou de me dizer que a vida está gritando com você. Diga-me o que é. Talvez eu possa ajudar. Eu não posso ver você sofrendo, você sabe disso. Diga-me."

Eu não respondi.

"É sobre a vida? É... é sobre... o que você está deixando de lado?"

Lágrimas caíram dando a ele a minha resposta. Ele as pegou na minha bochecha e depois beijou as novas removendo-as. "Bella".

"Eu sinto muito."

"Pelo o que você está triste? Você está autorizada a chorar."

"Às vezes... às vezes eu me lembro do fato de que eu sou apenas uma garota, mesmo parecendo que eu não seja uma delas mais. Eu não posso mais ser uma."

"Mas você quer ser? Você sente falta disso?"

Eu balancei a cabeça. "Às vezes. Isso é ruim? Isso significa que eu não amo o nosso bebê, certo?"

"Não, isso não é ruim. Isso significa que você é humana. Você ama o nosso bebê, nós dois sabemos disso. Recorde-se do momento anterior, quando o bebê se mexeu? Você se lembra de como você se sentiu?"

Eu sorri.

"Veja, você pode amar o bebê e sentir falta daquilo que você está deixando ao mesmo tempo."

"Certo".

"Tudo bem. Estou feliz que você tenha me contado."

"Eu não contei pra você, você adivinhou."

Ele riu e balançou a cabeça. "Venha aqui". Ele estava deitado de costas e puxou a minha cabeça em seu peito, seus dedos roçando meu rosto. "Prometa vir falar comigo quando você se sentir assim."

"Eu prometo". Eu passei um braço em volta dele.

"Você se sente melhor?" ele perguntou.

Eu balancei a cabeça contra seu peito.

"Ótimo. Porque eu tenho que ir para o meu quarto em breve, mas eu não vou sair, a menos que você se sinta melhor."

"Então eu não estou melhor, e você fica."

"Vou ficar até que você esteja dormindo."

"Fique até que você esteja dormindo, também."

"Então, quem vai me levar para o meu quarto?"

"Você já está em seu quarto."

"Eu estou?"

"Sim, você está." Eu beijei seu peito e fechei os olhos.

"Eu te amo, Bella."

"Eu também te amo."

De volta ao presente, no segundo andar, no novo estúdio de Jasper, estávamos todos sentados no tapete comendo sanduíches enquanto caixas e móveis esperavam para serem retirados da sua caminhonete. Se a minha caminhonete não estivesse na mecânica, tudo já estaria completo. Sendo assim, provavelmente estaríamos fazendo mais três viagens de ida e volta. Eu ainda não tinha decidido em como eu pagaria por isso. Como não havia absolutamente nenhuma maneira de eu permitir que os Cullen pagassem pela minha picape, eu admiti isso para mim mesma, conforme mordia o meu salame com queijo no pão de trigo, que eu não tinha escolha a não ser falar com meu pai. Não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer. Como o restante do mundo, eu não podia tirar dinheiro do nada.

"Edward?"

"Sim?" Ele estava sentado ao meu lado, com uma mão na minha perna.

"Eu vou fazer o jantar para o meu pai hoje à noite."

"Você precisa de ajuda? Você quer que eu vá?"

"Não. Eu preciso falar com ele a sós. Acho que seu turno termina às 8 hoje, por isso será um jantar." Ele inclinou-se para beijar o lado da minha cabeça. "Ok".

Fomos interrompidos por uma palavra vinda de Emmett. "Seniores".

"Sim", Jasper disse, "em duas semanas".

"Jasper, você já se sentiu como um androide na escola?" Emmett perguntou. "Como se alguém estivesse segurando o controle remoto e suas ações não fossem as suas próprias?"

"Não. Eu posso dizer honestamente que eu nunca me senti assim."

"Por exemplo. Somos seniores agora, porque disso é o que eles nos chamam. Mas eu discordo. Tenho certeza de que fui um sênior o tempo todo."

"Emmett," Rosalie disse. "Seu problema é que você não pode se conformar com nada. Eles têm que nos classificar para que haja algum tipo de ordem. Isso não é sobre como controlar você."

"Bem, eu vou ter que concordar com Emmett em um ponto", Edward disse, "porque agora eu não estou no controle da minha própria educação. Alguém está segurando o meu controle remoto e eu não sou nada. Só estou à espera para ver o que acontece."

"Quem?" Emmett perguntou.

Por favor, não diga que sou eu, por favor, não diga que sou eu. Fechei os olhos e rezei para ele não dizer, Bella.

"Jessica". Meus olhos se abriram e eu me virei para ele.

"O que ela tem a ver com a sua educação?"

"Eu me encontrei com o meu orientador ontem. Eu precisava das cópias do meu arquivo para enviar para a bolsa. Você se lembra daquela vez que eu fui mandado para casa da escola por ameaçar ela?"

"Não!"

"Sim. Isto está no meu arquivo e com isso contra mim, eu nunca vou conseguir a bolsa. Isso não vai acontecer."

"Deve haver algo que possamos fazer", eu disse, juntamente com Emmett dizendo, "Fodeu".

"A única coisa que pode ajudar é se ela se retratar da sua acusação. Se ela admitisse o que realmente aconteceu, assim eles poderiam removê-lo do meu arquivo. Mas eu não posso pedir isso a ela. De jeito nenhum. Se eu pedisse isso, seria como persuadi-la. Isso deve vir dela. "

"Eu vou falar com ela", eu disse.

"Não, Bella. Ela nunca foi boa com você."

"Eu não me importo. Eu vou falar com ela. Ela pode ser tão má quanto ela quiser. Eu não vou deixar isso me incomodar. Isto é sobre você."

"Eu vou com ela," Rosalie disse.

"Eu acho que eu tenho que fazer isso sozinha. Se você estiver comigo poderia parecer que nós estamos nos agrupando contra ela. Eu vou... Eu vou até a casa dela. Vou agradecer a ela pela carta de desculpas e apenas iniciar uma conversa. Eu posso fazer isso, Edward. Deixe-me fazer."

"Deixar você fazer? Eu nunca fui capaz de impedi-la de fazer algo que você já tenha decidido fazer."

"É pouco provável."

"Eu duvido disso. Mas se ela incomodar você, você simplesmente vai sair, ok? Eu não a quero estressando você. Você pode fazer isso?"

"Sim, senhor". Edward se inclinou para me beijar e eu deixei cair o meu sanduíche no meu colo para segurar seu rosto perto do meu.

Em algum lugar distante eu ouvi Alice dizer, "Jasper, eles estão se beijando de novo."

"Você quer que eu os separe?"

"Não. Eu quero que você me beije."

"Se todos vão se beijar, então nós também, não é Rose?"

"Não. Se você queria me beijar, você deveria apenas ter feito. Não me beije por reação às outras pessoas."

E então ninguém mais estava se beijando porque estávamos todos rindo... exceto Emmett.


NOTA DA TRADUTORA

Ah enquanto uns crescem e vão em busca da sua autonomia, como é o caso de Jasper para ficar pertinho de Alice, outros como os nossos pombinhos sentem a pressão da vida os mordendo na bunda!

Ops é complicado a situação deles, algo não planejado o despreparo, ou seja, o combo todo, então complicado pra dizer o mínimo disso, certo?

Esperemos que tudo dê certo com a Bella indo falar com a Jessica e com o Chefe!

E que coisinha mais cute ele dizendo "Oi, amor. É bom sentir você." Ahhhhhhhhhh eu amo essas partes! Eu tive um falador com as barrigas, no meu caso e foi assim MARAVILHOSO!

Diga oi pra gente!

Bjos

Mili YLJJ


Sim! Diga oi pra gente!

Beijo, Nai.