.:: Blood Lust ::.
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Alexia Colfer, Jéssica Belmonte e Diana Rossini são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
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Capitulo 2: O Destino Conspira.
.I.
Suspirou cansada, enquanto sentava-se em um dos bancos espalhados pelos corredores. Estava cansada de ficar fugindo de tantos fotógrafos e repórteres, só agradecia por Diana estar ocupada e não em cima de si, lhe obrigando a cumprir com sua agenda.
Ter uma assessora com ela, era realmente perigoso se levar em consideração seus acessos de estresse, mas enfim...; suspirou passando a mão pelos cabelos desfazendo o coque.
-Que alivio; ela murmurou sentindo até o corpo mais relaxado depois que os fios prisioneiros haviam finalmente sido libertos.
Recostou-se no banco, virando a cabeça parcialmente para o lado, encontrando uma das sacadas abertas. À noite lá fora deveria estar linda; a jovem pensou lembrando-se que quando chegara ao museu, pode avistar no céu apenas um pequeno filete alaranjado.
Poderia jurar que aquela noite a lua estaria vermelha, como naquela; pensou sentindo a mente ser tomada novamente por velhas lembranças. Alexia lhe falara que um de seus 'colaboradores' havia sumido, mas o nome lhe era bastante familiar, alias, muito...
Levantou-se, retirando os saltos e sentindo os pés tocarem o assoalho, refrescando cada músculo tenso de seu corpo. Caminhou a passos calculados até a sacada e o que viu, lhe fez estancar.
A lua vermelha erguia-se imponente no céu, ao longe entre as torres antigas que circundavam toda Dublin, via finas cortinas de nevoas erguendo-se, enquanto nuvens escuras vez ou outra tentavam encobrir o brilho da lua. Tão vermelho quanto sangue...
Mas o que lhe chamou a atenção foram os longos cabelos azulados que moviam-se com graciosidade acariciados por mãos imaginarias, enquanto os orbes, verdes e cintilantes jaziam cravados sobre a lua, refletindo o mesmo brilho vermelho que jaziam nos seus agora.
-Linda noite, não?
Sentiu um arrepio correr pelo meio da espinha ao ouvir a voz suave atrás de si, de maneira calma e ponderada, porém não menos perturbadora. Não sabia ao certo se o que lhe deixava mais nervoso era ouvi-la esbravejar irritada, ou falar de maneira tão suave que era impossível saber se ela estava sendo sincera ou sarcástica.
-Quem sabe? –Kanon respondeu, virando-se de lado vendo a jovem de melenas vermelhas se aproximar, recuou um passo enquanto com um olhar inabalável, ela recostava-se no alpendre.
-Parece perturbado, ou é a minha presença que lhe perturba? –Jéssica perguntou enquanto os orbes castanhos erguiam-se na direção da lua e o brilho vermelho tomava conta deles por completo.
-Talvez um pouco dos dois; o cavaleiro balbuciou tendo a completa certeza agora que por trás de toda aquela docilidade ela estava sendo sarcástica, perigosamente sarcástica. –Pois não estou aqui para me divertir; ele arriscou-se em dizer, mas foi cortado por ela.
-Muito menos bancar a baba para você; ela completou virando-se para ele, enquanto as melenas vermelhas esvoaçavam levemente com o vento, fazendo alguns fios caírem com graciosidade sobre o colo da jovem. –Mas não era disso que eu me referia; a jovem continuou, aproximando-se dele de forma que o deixasse encurralado, impedindo-o de recuar.
-Não s-...
-Me detenha; Jéssica rebateu com um sorriso sarcástico nos lábios, aproximando-se dele, deixando os lábios a milímetros de distancia dos dele.
Sentiu a respiração prender-se, o coração batia agitado e desenfreado. Como as Deusas do Destino eram sádicas, alias, tão ou mais do que a jovem a sua frente que tinha um brilho divertido nos olhos ao afastar-se.
-É realmente cômico a forma como o destino tem de religar alguns velhos caminhos, não acha Kanon? –Jéssica perguntou, indo encostar-se do outro lado do alpendre.
-Uhn! –suspirou aliviado, antes de murmurou com ar confuso, porém assustado com a forma que seu nome era pronunciado pelos lábios da jovem.
Era estranho pensar que, um dia imaginara que isso fosse completamente impossível.
-Fazendo as mais improváveis pessoas se reencontrarem; ela falou fitando-o atentamente.
-Do que esta falando? –ele perguntou com a voz tremula.
Aquilo lhe assustava, havia pensando que ela jamais lhe reconheceria, alias, que lhe confundiria com 'ele', mas não, ela sabia e pelo olhar que lhe direcionava, tinha certeza de que ela sempre soube.
-Você me conhece o suficiente para saber quem fui e dos erros amadores que já cometeu; Jéssica falou com um meio sorriso nos lábios. –Mas eu realmente fico feliz que você esteja de volta agora com uma nova vida;
-Do que está falando? –Kanon perguntou com a voz ainda mais tremula.
Não sentia aquela aura opressora nem sarcástica vindo dela mais, havia alguma coisa diferente. O que ela queria dizer com erros amadores? E como ela poderia saber sobre o retorno?
-Não me decepcione sendo tão amador Kanon; Jéssica falou em meio a um suspiro.
-Você não muda, sempre petulante; ele falou com um meio sorriso nos lábios ao descobrir a que ela se referia.
-Você esqueceu de parcialmente arrogante, egocêntrica e extremamente perfecionista; Jéssica respondeu desencostando-se do alpendre. –Ah! E como qualquer ser humano, não podemos ignorar o ladinho perverso para as ocasiões especiais; ela completou e nesse momento ele pode jurar que o brilho avermelhado em seus olhos não era proveniente da lua.
-Não, não podemos; o cavaleiro falou calmamente e no momento seguinte tinha seus braços a envolver a jovem de maneira carinhosa, como se a muito houvesse se esquecido como fazer aquilo.
-Temos muito o que conversar; ela murmurou, deixando as mãos correrem de forma suave pelos braços dele, indo enlaça-lo pelo pescoço.
-Temos sim; ele concordou. –Muitas coisas para conversar...
.::A História dentro da História - Aidan ::.
Quando o universo era apenas um fragmento de nada. Uma centelha acendeu-se e fez-se a explosão cósmica que deu origem ao universo, que da comunhão entre o Caos e a Ordem, deram vida a Luz, a Escuridão e seus filhos, titãs que aos poucos construíram o universo.
Lendas e mais lendas surgiram através dos séculos relatando à mesma passagem, explicando tudo àquilo que se passara até os dias de hoje. Um dia, no meio do oceano Indico uma ilha foi atacada, ali jaziam um povo pacifico, sábio e dotado de grande poder, por isso eles assustavam tanto os deuses que os consideravam uma ameaça.
Aquele povo pacificou jurara fidelidade a uma deusa, a Deusa da Justiça que em seu nome, jurando sobre as águas do Estige, prometeu proteger a Terra que tanto amava, com isso, uma legião de jovens de rara coragem manifestou-se, seguindo-a em todas as batalhas defendendo a Terra.
Por amor, pela justiça e por Athena...
Assim nasceram os sagrados, Santos de Athena e com eles, uma legião de armaduras com espírito tão fogoso quanto seus mestres. Cada uma com sua própria característica e poder, que foram passadas através dos séculos e preservadas até hoje, assim surgiam às armaduras de ouro, representando as constelações do que hoje conhecemos como Equador Celeste, as de prata e bronze com constelações pouco menos inferiores.
Infelizmente por uma fatalidade do destino, essa ilha ruiu e hoje o que sobrou dela, resumem-se a lendas vagas, porém alguns remanescentes desse povo ainda vivem, mantendo vivas as tradições de armeiros e impedindo que essas maravilhosas indumentárias morram.
A ilha se chamava... Lemuria.
Mil anos atrás.../ Romênia...
O barulho do martelo ecoava por toda a caverna, o calor ali dentro era sufocante, mas não para ele. Os orbes vermelhos cintilavam extasiados ao fitar o ferreiro trabalhar incessantemente para cumprir sua parte do acordo.
-Milorde; o sotaque carregado do velho ferreiro chamou-lhe a atenção.
-O que quer? –perguntou impaciente, enquanto desencostava-se da parede empoeirada, fazendo as vestes de veludo moverem-se com graciosidade.
-Está quase; Joshua respondeu, passando uma flanela enegrecida pela testa, aparando as gotas de suor que escorriam ate seus olhos.
-Seja rápido; Aidan respondeu dando-lhe as costas e deixando a caverna.
Aquela armadura era perfeita, não havia um só defeito nela; ele pensou satisfeito com a nova aquisição. Mas havia apenas um problema que estava sendo concertado naquele exato momento e em breve estaria com ela em seu corpo.
Deixou a caverna vendo um grupo de mercenários o esperando, mais ou menos cinco, arrastando ao todo dez pessoas acorrentadas, que gritavam pedindo uma ajuda que não viria.
Há séculos esperava para tê-la, não deixaria que mais ninguém lhe frustrasse os planos.
-Nós já vamos começar; ele avisou, enquanto a lua vermelha no céu parecia sorrir-lhe sadicamente.
Depois disso ninguém mais se colocaria em seu caminho e todos os exércitos tremeriam diante de seu poder, um poder que jamais deveria ter sido renegado a seus ancestrais. Aqueles a quem aquela terra verdadeiramente pertencia.
-Milorde, consegui; Joshua avisou, saindo na frente da caverna.
-Comece; Aidan falou.
-Com prazer, milorde; um dos mercenários falou com um sorriso de escárnio nos lábios ao puxar os cabelos de uma jovem, deixando a lamina grossa de sua espada deslizar pela pele fina da garganta da jovem, tirando-lhe um filete vermelho.
-Mas sem desperdícios; ele avisou.
Um zumbido cortou o ar no momento que preparava-se para cortar-lhe a garganta, ignorando os protestos, pedidos de socorro e gritos da pequena indefesa presa entre seus braços.
Com agilidade Aidan recuou ao ver setas flamejantes cortando o ar derrubando um a um, os mercenários contratados por si para aquela empreitada.
Seus olhos cintilaram de pura ira ao ver sobre o alto de um monte um corcel negro surgir iluminado pela lua e seu cavaleiro revelar-se como aquele que mais odiava.
-GABRIEL; ele berrou desembainhando a espada que jazia em sua cintura.
Jamais permitira que ele novamente se intrometesse em seus planos, depois daquela noite banharia aquela armadura com o sangue daquele infeliz que um dia lhe desafiara.
O corcel empinou e com tamanha destreza seu cavaleiro galopou em direção aquela clareira ao pé da montanha, uma besta em sua mão, cuspia flechas a cada segundo com extrema precisão que logo viram-se apenas os dois ali.
Saltou do cavalo logo desembainhando uma espada de prata. Os orbes esverdeados cintilavam perigosamente enquanto os cabelos vermelhos esvoaçavam com o vento.
A caverna aos poucos incendiava-se, devastando tudo a sua volta, inclusive aquilo que estava selado lá dentro.
-Pagara caro por me desafiar Gabriel; ele falou movendo-se como um felino enfurecido.
-É você que pagara caro por desafiar as leis divinas e vir a esse mundo corrompendo-o com seu mau; o jovem segurando com firmeza a empunhadeira com uma pedra verde fixada.
-Ah! Faz-me rir, mensageiro dos Deuses; Aidan escarneceu. –Pro inferno você e seus descendentes;
-Somente levando você comigo; Gabriel respondeu. Os orbes verdes cintilaram junto com as espadas que no momento seguinte chocavam-se uma contra a outra lançando faíscas para todos os lados.
Longas horas passaram-se e nenhum dos dois guerreiros parecia desistir ou denunciar cansaço. O vale em volta estava destruído, a montanha estava em chamas consumindo todo tipo de vida.
-Pode me matar, mas outros virão; Aidan avisou, desviando de um golpe lançado pelo outro.
-Eu e meus herdeiros garantiremos que todos seguirão o mesmo caminho que ti; Gabriel avistou afastando-se com agilidade antes de investir com mais ferocidade. –Mostrando-lhes o caminho para o inferno, lugar que você jamais deveriam ter saído.
Uma explosão aconteceu, uma aura violeta tomou conta da montanha em chamas, aos poucos transformando o vermelho das chamas por azuis e negras. As línguas de fogo pareciam querer rasgar o céu, serpenteando indomáveis e sem controle.
Num momento de deslize, sentiu o fio da espada prateada deslizando por seu coração. Os orbes arregalaram-se surpresos e virou-se encontrando os orbes verdes sobre si. Aquele que encarava a sua frente não possuía a mesma expressão angelical que lhe conferia o nome.
Gabriel era tão ou mais perverso do que si, mas não era ele a ter o coração perfurado pela prata. Sentiu a lamina saindo e o corpo entorpecido. Não iria desistir de lutar, jamais.
Uma explosão de chamas irrompeu os céus, viu-o afastar-se dando aquela batalha por encerrada, mas não seria vencido.
-Nem que mil vidas se passem, não vou lhe deixar em paz. Nem você, nem aqueles que seu sangue correr nas veias, eu prometo;
-Que Deus e a rainha, perdoem sua alma corrompida e que mesmo no inferno, encontre a expiação por todos seus pecados; Gabriel falou em tom solene afastando-se em direção a montanha.
-ISSO NÃO ACABA AQUI; Aidan gritou sentindo o corpo tombar, caindo de joelhos no chão.
A espada em suas mãos tombou na terra e o sangue tomava-lhe conta dos dedos deixando-os tão vermelhos quanto à lua. Ergueu os orbes para o céu e os mesmos refletiam com igual intensidade as labaredas vermelhas.
-Tu abandonaste a mim e aos meus, não darei descanso aos teus amados filhos. Farei um por um pagar pelo que me fizeram e lhe encontrarei no dia que não restar mais ninguém para lutar pela paz que tanto prega;
O ar faltou-lhe nos pulmões, a respiração entrecortada enfraqueceu pouco a pouco. Os orbes azuis fecharam-se completamente.
Do alto da colina, Gabriel fitava o cenário arrasado, muitas vidas haviam se perdido naquela noite por causa da ambição sem medida de apenas um homem, mas não permitiria que aquilo voltasse a acontecer. Aquele mal que pretendia ser despertado, o poder supremo que os enviados de Deus mandaram a Terra, como prova de sua confiança nos cavaleiros que lutavam pela paz, não sairia das entranhas daquela montanha. Enquanto o seus caminhassem sobre aquele solo.
-Eu vou voltar...;
Ignorando aquela voz em sua mente e coração, Gabriel afastou-se, nas costas a besta de madeira polida jazia pendurada, a capa negra bailava com o vento e na cintura, a esmeralda brilhava intensa como os orbes de seu mestre.
Mais uma missão cumprida...
O
OO
O
Deu um meio sorriso, enquanto entrava no maserati azul, se Diana descobrisse que havia sumido iria querer esganar-lhe, mas era por uma boa causa. Muito boa por sinal...
-Espero que sua assessora não fique irritada; Kanon comentou.
-Ela certamente vai querer comer meu fígado amanhã cedo, mas depois ela se acalma; Jéssica brincou, recostando-se melhor no acento.
-Menos mal, não queria entrar na lista negra da Diana; ele respondeu com uma gotinha de suor frio escorrendo da testa.
-Então, ainda se lembra dela?
-E como esquecer, ela me proporcionou momentos de grande alegria com as surras que já deu no Cadmo; o cavaleiro respondeu com um sorriso matreiro, lançou-lhe um olhar de soslaio, vendo-a apoiar o braço na porta e olhar vagamente para as ruas. –Mas se isso lhe preocupa, lhe deixo em casa antes da meia noite, se quiser; ele brincou.
-Não se preocupe, não vou virar uma abóbora se é com isso que está lhe preocupando; ela falou com os orbes levemente serrados.
-Convenhamos que a cor não favorec-... Ai; Kanon resmungou quando a jovem deu-lhe um beliscão.
-Acho que você andou perdendo a noção do perigo, nos últimos anos; Jéssica falou em tom de aviso.
-Era brincadeira; ele apressou-se em responder. –Havia me esquecido que com cancerianos não se brinca;
-Muito inteligente; ela falou com um sorriso matreiro. –Mas me diz, o que esta fazendo em Dublin?
-Trabalho com Alexia na New Land; Kanon respondeu enquanto paravam em frente a um luxuoso prédio e o portão automático da garagem abria-se.
-Pensei que nunca fosse deixar o santuário; Jéssica murmurou com um olhar vago.
-Muitas coisas mudaram; ele falou.
-Não duvido, mas reparei numa coisa; ela comentou distraída.
-O que? –o cavaleiro perguntou enquanto estacionava o carro em uma das vagas livres.
-Você ainda detesta usar gravata; a jovem comentou apontando para o banco de trás onde a gravata preta jazia jogada, alias, fora jogada ali assim que eles deixaram o museu e ele entrara no carro.
-Ahn! Bem... ; Kanon balbuciou, passando a mão nervosamente pelos cabelos, enquanto abria a porta para que ela descesse.
-Mas não foi só nisso que eu reparei; ela continuou fitando-o longamente. –Você esta diferente, por um momento quase não o reconheci;
-Aposto que havia pensado que era o Saga; o geminiano resmungou aborrecido, ao aproximarem-se do elevador e tomar a dianteira, abrindo-lhe a porta para que passasse primeiro.
-Kanon, o espaço aqui é pequeno, então não me faça fazer malabarismo para lhe dar uma surra aqui dentro; Jéssica avisou e o mesmo instintivamente encolheu-se num canto seguramente afastado dela. –Jamais o confundiria com Saga, então não faça comentários ridículos;
-Você sabe que é verdade; o geminiano sussurrou desviando o olhar. –Todos sempre falam a mesma coisa, mas já estou acost-...; ele parou fechando os olhos quando sua cabeça moveu-se para os lados e um estalo foi ouvido e registrado pela câmera do elevador pouco acima de suas cabeças.
-Eu avisei; Jéssica falou em tom ferino. –Pensei que depois de todos esses anos você houvesse amadurecido, mas agora muitas coisas ficaram claras;
-Do que esta falando? –ele perguntou com a voz tremula.
-Você esta em Dublin porque esta fugindo... Provavelmente de alguém; ela falou e aquele sorriso sádico voltou a bailar em seus lábios. –Tão previsível que chega a ser patético;
-Você não sabe do que esta falando; rebateu em tom frio.
-Não, tem certeza? –Jéssica falou num tom que ele simplesmente teve medo de saber o que significava. –Kanon. Kanon... tsc. Tsc. tsc; balançou a cabeça levemente para os lados em completo sinal de desaprovação.
A porta abriu-se e calmamente a jovem saiu, vendo-se em meio a um corredor, com apenas duas portas uma em cada extensão.
-As Deusas o Destino são bem sádicas, acho que foi exatamente por culpa delas que nos encontramos novamente; ela comentou casualmente.
-Não duvido, ainda vou descobrir quem é mais sádica, você ou elas; Kanon falou passando pela jovem e abrindo uma porta com o cartão magnético que tinha em mãos. –Por favor; ele falou afastando-se para que pudesse passar, mas não pode evitar engolir em seco diante do olhar enviesado dela.
Em seu intimo sabia que havia falado besteira, mas admitir isso... Jamais. Pelo menos não para ela.
Mal deu dois passos para dentro, viu-se em um ambiente moderno de mais; Jéssica pensou torcendo o nariz. As cores eram sóbrias, paredes, moveis e todos os artefatos que compunham a decoração. Os sofás pretos da sala principal formavam um L entre as paredes. Os moveis variavam entre branco e preto, tudo muito moderno. Ergueu os orbes para a parede e serrou-os imediatamente ao ver painéis com abstrato.
Não que não gostasse daquilo, mas achava o estilo acadêmico, sem duvidas melhor. Um quadro que nada representa alem de um ínfimo momento, com ou sem inspiração, não representava desafios que a retratação de paisagens e rostos requeriam.
-O que acha? –Kanon perguntou fechando a porta e parando atrás dela.
-O neto da minha mãe que ainda não nasceu, pode fazer melhor; ela falou sem esconder o desagrado no tom de voz.
-Porque eu não esperava outra resposta; ele murmurou, pousando a mão levemente em seu ombro. –Fique a vontade;
-Isso inclui jogar tudo isso fora e decorar isso como uma casa de verdade? –Jéssica perguntou com um meio sorriso, enquanto jogava os sapatos em um canto qualquer e sentava-se confortavelmente no sofá preto.
-Podemos negociar isso; ele falou, aproximando-se de um barzinho próximo às portas de vidro que levavam a um dec anexo à sala.
-Eu até gosto de coisas modernas, mas na medita certa; Jéssica falou, cruzando as pernas calmamente.
-E isso es-...;
-Exageradamente moderno; ela o cortou. –E sem vida;
-Desde quando moveis tem vida? –ele brincou.
-Desde quando você coloca seus sentimentos para decorar aquilo que você chama de 'lar'; Jéssica rebateu, vendo as mãos dele tremer enquanto enchia duas taças de vinho. –A menos que você só esteja aqui, usando isso como válvula de escape;
-Você fica detestável falando assim; Kanon resmungou estendendo-lhe uma taça.
-Antes detestável falando a verdade, do que falsa, lhe agradando e sendo politicamente correta; ela rebateu, com um meio sorriso nos lábios, erguendo a taça. –Saúde;
-Saúde;
O tilintar suave das taças ecoou pelo ambiente, enquanto em seguida o silêncio caia sobre eles. Fitou-a atentamente, enquanto levava a taça aos lábios, tinha os orbes castanhos da jovem cravados sobre si e simplesmente não conseguia imaginar o que ela estava pensando.
-Você sempre soube, não foi? –Kanon arriscou-se em perguntar.
-...; Jéssica assentiu calmamente, apoiando a taça semi cheia no colo.
-Porque nunca me disse? –o cavaleiro perguntou intrigado.
-Iria fazer diferença? –ela rebateu.
-Não sei; ele respondeu suspirando pesadamente.
-E agora? Saber que eu sempre soube, faz alguma diferença? –Jéssica perguntou, levando uma das mãos até a face do cavaleiro, numa breve caricia. –Vai mudar algo?
-Eu gostaria de ter essas respostas; Kanon sussurrou, apoiando a mão sobre a da jovem, sentindo-a tão tremula quanto a sua.
Balançou a cabeça levemente para os lados, virando-se de lado no sofá. Tantos anos já haviam se passado, que nada que fosse dito agora iria fazer alguma diferença, quem sabe há alguns anos atrás, mas agora... Não.
-Não vale a pena busca-las mais; Jéssica respondeu.
-Porque não? –Kanon perguntou fitando-lhe intensamente.
-Porque apesar de tudo, você ainda não aprendeu a sua lição; ela falou deixando a taça sobre a mesa e afastando-se dele.
-Jéssica; ele chamou vendo-a afastar-se em direção a porta.
-Não se preocupe, eu chamo um táxi; ela avisou, pegando os saltos, mas ao erguer-se sentiu as costas tocarem algo macio.
-Do que esta falando? –o cavaleiro perguntou num sussurro, porém não escondendo sua confusão.
Serrou os orbes por alguns segundos, sentindo as mãos dele pousarem suavemente sobre seus ombros e o mesmo manter-se tão perto que sentia seus sentidos embriagados pela presença dele. Poderiam se passar mais vinte anos e isso sempre voltaria a se repetir; ela pensou dando um baixo suspiro, derrotada.
Afinal, que mortal em sã consciência seria imune a um deus grego daqueles, uma encarnação de Adônis daquelas; ela pensou.
-Você não é o Saga, Kanon; Jéssica começou. –Você passou tanto tempo tentando viver a vida dele, ou melhor, ensina-lo a viver a sua vida, que se esqueceu de quem você realmente é;
-Uhn? –ele murmurou vendo-a virar-se em sua direção.
-Eu sempre soube quem era um e quem era o outro, mesmo sendo gêmeos e você tentando agir como o Saga; a jovem falou tocando-lhe a face. –Vocês podem ser iguais na aparência, mas ser gêmeo, não se resume a isso;
-Resume-se a que então? –Kanon perguntou desanimado.
Durante muito tempo na infância e adolescência, quando andava pelo vilarejo, as pessoas o chamavam de Saga. Ninguém alem de Eraen, o Grande Mestre e Aioros sabiam a existência do outro, que no caso era ele.
Saga era venerado como um homem com coração divino, alem de ser o cavaleiro que Eraen escolhera para ser o guardião. Novamente o irmão se sobressaia e ele se tornara o espelho e a sombra.
-Cada um tem o que o outro não tem por isso se completam; Jéssica explicou.
-Me desculpe, mas não acredito nessa teoria de Yin e Yang; ele falou em meio a um pesado suspiro, enquanto jogava-se no sofá cansado.
-Você sabe que não é apenas uma teoria; ela falou sentando-se a seu lado. –Por isso esta aqui;
-Havia me esquecido de como você pode ser irritantemente otimista quando quer; Kanon resmungou.
Quantas vezes já não ouvira as pessoas falando sobre isso, que gêmeos eram para se completarem, mas foram muitas as vezes que se revoltou pelo irmão sempre levar a melhor, enquanto ele precisava dar o sangue para conseguir sobreviver.
-O problema Kanon é que você se deixou cegar pelo ciúme; Jéssica falou calmamente. –Esqueceu o porquê de ter começado a lutar e deixou-se levar por sentimentos que não faziam parte de você;
-Foi você mesma que disse que cada um se completa, o Saga era o certinho e eu, bem... Você já sabe; ele falou com o olhar vago.
-Tudo é relativo; ela falou recostando-se no sofá, apoiando a cabeça sobre o ombro dele. –Todos temos um lado bom e outro ruim, escolher qual será alimentado, vai do livre arbítrio;
-Acha que foi eu quem escolhi aquela vida? –Kanon perguntou quase indignado.
-Você teve o poder de melhorá-la, mas escolher tropeçar no caminho e não se levantar, mas quando mudou de idéia, aceitou a mão errada pra continuar; ela falou pacientemente.
-Não gosto quando usa metáforas; ele reclamou.
Balançou a cabeça levemente para os lados.
-Como anda sua relação com o Saga então? –ela perguntou casualmente.
-Não tentamos mais nos matar quando estamos juntos; Kanon respondeu como se isso fosse algo que deveria aparecer no Guiness como milagre do ano.
-Já é um começo; Jéssica murmurou.
-E você, o que andou fazendo da vida, nos últimos anos? –o geminiano perguntou, querendo visivelmente mudar de assunto.
-Estudando, pintando quadros... Coisas de gente normal; ela brincou com um meio sorriso, porém estremeceu ao sentir os braços do cavaleiro enlaçando-lhe pela cintura cuidadosamente e fazendo-a recostar-se sobre seu peito.
-Como daquela vez; ele sussurrou.
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Viu-a fitar o horizonte com um olhar vago, enquanto o sol escondia-se aos poucos entre as altas montanhas romenas. Sentou-se ao lado dela, tendo rapidamente a atenção dela atraída para si.
-Em que esta pensando? –perguntou vendo a face da jovem antes tão calma contrair-se em aborrecimento e não pode deixar de sorrir com isso, um sorriso cínico e nada inocente.
-Isso não lhe diz respeito; ela respondeu num tom seco, tencionando se levantar, porém ele puxou-lhe pelo braço, impedindo-a de recuar, acabando por ter a cintura enlaçada pelos braços deles.
-Será que não existe um momento que você deixe de ser petulante? –foi a vez dele perguntar num tom aborrecido.
-Quem sabe, acho que naqueles momentos que não tenho que te aturar; ela rebateu ferida, tentando se soltar, porém perdeu o fôlego quando os braços dele se apertaram ainda mais em torno de si.
Soltou a respiração pesadamente, enquanto sem ter como evitar seu corpo relaxou. Sentiu a respiração quente dele chocando-se suavemente contra a lateral de sua face, enquanto ele apoiava o queixo sobre seu ombro.
-Prefiro você muito mais em silencio; o cavalerio sussurrou, fazendo-a serrar os orbes instintivamente diante do tom embriagante da voz dele.
-Oras...;
-Xiiiiiiiii; ele falou erguendo uma das mãos e apontando algo logo a frente deles.
Acompanhou-lhe o olhar, vendo uma fina linha vermelha perdendo-se no horizonte enquanto o sol era preenchido por magenta e logo, tornar-se-ia carmesim.
-Em vez de ficar reclamando deveria prestar atenção naquilo que realmente vale a pena; o geminiano falou.
Entreabriu os lábios para rebater, mas aquietou-se sem ter argumentos. Pelo menos nisso tinha que concordar com ele.
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-...; assentiu, sabendo perfeitamente aquilo a que ele se referia. –E você, o que andou fazendo?
-Infelizmente não o mesmo que você; Kanon balbuciou, vendo que iriam voltar no mesmo assunto de antes. –Mas você ainda não me disse, o que mais anda fazendo, pelo visto já conheceu muitos lugares; ele comentou.
-Nem todos que eu gostaria; ela suspirou pesadamente.
-Para onde vai depois que a exposição acabar? –Kanon perguntou.
-Itália possivelmente; Jéssica respondeu sorrindo.
-A eterna amante dos italianos; ele brincou com um sorriso matreiro nos lábios.
-Também sou fã de gregos; ela respondeu como quem não quer nada.
-Devo me sentir lisonjeado, então; sussurrou sedutoramente no ouvido da jovem, fazendo-a estremecer.
-Só não fique mais egocêntrico do que já é; Jéssica falou, tentando disfarçar o leve rubor que tingia sua face. Definitivamente, só sendo louca mesma, pra conseguir ser imune a ele.
-Pensei que a egocêntrica aqui fosse você; Kanon continuou.
-Então, agora somos dois; ela respondeu dando de ombros.
-...; o cavaleiro assentiu concordando, enquanto apoiava-se melhor no sofá, inclinando-se sobre as costas do mesmo e acomodando-a melhor entre seus braços. –E o que mais?
-O que? –Jéssica perguntou, vendo-o mudar de assunto novamente.
Sabia que a cada momento que o silencio parecia querer cair sobre eles, ele dava um jeito de mudar de assunto, sabendo que ela iria perguntar; a jovem pensou. Daria uma trégua a ele por enquanto, mas até o fim daquele reencontro iriam ter uma conversa séria.
-Há alguma pessoa interessante na sua vida? –Kanon perguntou casualmente. –Algum namorado ciumento que eu deva me preocupar? –ele quis saber.
-Sabe, vou te confessar uma coisa; ela começou com um sorriso matreiro.
-Contanto que não seja aquele lance de 'amigo gay' fique a vontade para confessar todos os seus segredos, até aqueles bem guardados; ele falou prontamente.
-Uhn?
-Aquele lance de você vir falando que sempre quis ter um amigo gay; Kanon falou emburrado, como se não fosse a primeira vez que veria uma situação daquelas, o que era bem constrangedora.
-Não se preocupe, não era isso que eu ia falar, mas eu até que queria um; ela murmurou.
-O que, namorado ou amigo gay? –ele perguntou com um sorriso matreiro.
-É melhor mudarmos de assunto; Jéssica esquivou-se.
-Você ainda não respondeu minha pergunta; Kanon falou com um sorriso matreiro, fazendo-a virar-se parcialmente para si.
-Qual delas? –a jovem perguntou vendo o sorriso nada inocente nos lábios dele e os orbes verdes ainda mais cintilantes.
-Há algum namorado ciumento que eu deva me preocupar? –ele perguntou num sussurro enrouquecido, roçando-lhe os lábios suavemente.
-Porque não deixa pra descobrir isso amanhã; ela rebateu com um olhar de desafio.
-Ótima idéia; o cavalerio falou deixando os dedos prenderem-se com suavidade entre as melenas vermelhas, antes de selar seus lábios num beijo que estava longe de ser casto.
-o-o-o-o-o-
Passou a mão nervosamente pelas melenas negras, batendo o pé com fúria no chão. Onde ela estava? –a jovem se perguntou, vendo um garçom passar por si e tirou da bandeja do mesmo mais uma taça de champanhe.
Ao longe no salão, viu um rapaz de cabelos rosados andarem por todos os lados como se procurasse por alguém. Se estivesse certa, poderia tirar alguma informação dele.
Deixou a taça semi-cheia em um canto qualquer e aproximou-se a passos rápidos.
-Com licença;
-Pois não, senhorita? –Yo perguntou ao ver a garota se aproximar.
-Você por acaso não viu a Jéssica Belmonte por ai? –Diana perguntou.
-Sinto muito, mas não a vi; o marina respondeu olhando para os lados novamente.
-Pelo que vejo esta procurando por alguém também? –ela comentou casualmente.
-Sim, um dos marin-... Dos rapazes que veio comigo; ele apressou-se em corrigir-se.
Diana franziu o cenho, fitando-o atentamente, o que fez o cavaleiro engolir em seco diante do olhar minucioso da garota.
-Nós já nos conhecemos? –Diana perguntou intrigada.
-Creio que não; ele respondeu apressadamente.
-Mas você me parece familiar; ela continuou aproximando-se, fazendo-o instintivamente recuar, isso é claro se não fosse encontrar um empecilho a suas costas, que o deteve.
-Deve ser impressão a sua? –Yo falou incomodado, tinha alguma coisa com aquela garota, que ela não era normal.
-Cof! Cof! Cof! – uma tosse seca chamou-lhes a atenção.
Diana virou-se encontrando o olhar envenenado de uma jovem de melenas esverdeadas sobre si. Arqueou a sobrancelha, cruzando os braços elegantemente na frente do corpo, mantendo a pose impertinente.
-Sim?
-Então, Yo. Encontrou-o? –Alexia perguntou, aproximando-se do marina e enlaçando-lhe o braço, como medida de segurança.
-Infelizmente não, creio que ele deve ter ido embora; ele respondeu fitando-a confuso. Alexia parecia realmente irritada, será que era pelo sumiço de Kanon ou por outro motivo. Balançou a cabeça levemente para os lados, deveria ser besteira.
-Então, é melhor irmos, já esta tarde, não? –ela falou e ele pode jurar que se, se negasse a ir, era o mesmo que pedir pena de morte.
-...; ele assentiu. –Senhorita, espero que encontre sua amiga; ele falou numa reverencia cordial.
-Obrigada; Diana respondeu com um meio sorriso que não agradou nem um pouco a outra, pois viu a mão que jazia apoiada no braço do rapaz serrar-se nervosamente e o mesmo engolir em seco, quando as unhas finas espetaram-lhe o braço.
-Vamos; Alexia falou puxando-o para longe.
-Algum problema, senhora? –o marina perguntou ao afastarem-se alguns passos.
-Não; ela resmungou com ar contrariado.
-Não é o que parece; Yo comentou casualmente. –Algo a esta aborrecendo e eu gostaria de saber? –ele perguntou suavemente.
Virou-se para o cavaleiro, ponderando o que deveria falar, até que...
-Senhorita Diana!
-Sim;
Parou de andar ao ouvir a jovem logo atrás responder, voltou-se na direção dela ouvindo um leve resmungar a seu lado, mas a curiosidade falou mais alto.
-O segurança lá de fora disse que a viu saindo em um maserati azul; um senhor de idade avisou.
-Maserati azul; Diana murmurou. –Não conheço ninguém que tenha um maserati azul. Quero que reúnam os seguranças e achem esse caro de preferência, mandem pro Tártaro o idiota que seqüestrou a minha amiga; ela vociferou irritada.
-Maserati azul, será? –Yo murmurou.
-O que foi Yo? –Alexia perguntou, mas no momento seguinte, viu-o se desvencilhar de seus braços e aproximar-se da morena, o que acabou por irritar-lhe ainda mais.
-Senhorita;
-Uhn? –Diana murmurou, vendo o marina se aproximar e quase riu diante do olhar assassino da jovem atrás dele.
-Creio que não será necessário chegar a extremos; ele falou calmamente.
-Como?
-Creio que Senhorita Jéssica esteja bem e 'a salvo'; ele falou com um fino sorriso nos lábios. Bem, a salvo... Tudo depende do ponto de vista.
-E você é quem, para me garantir isso? –Diana perguntou desconfiada.
-Me perdoe a indelicadeza. Yo, a seu dispor; o marina falou em tom galante, estendendo-lhe a mão.
-Diana Rossini; ela falou, vendo-o cordialmente inclinar-se, pousando um beijo suave sobre as costas de sua mão, fazendo uma jovem a poucos passos atrás deles, querer mandá-la para o tártaro.
Parou fitando-a atentamente, aquele nome lhe era familiar.
-Acaso é parente de Giovanni Rossini? –ele perguntou.
-Prima, por quê? –Diana perguntou, arqueando a sobrancelha.
-No começo do ano, estive na Sicília numa reunião na Coliseu; ele explicou referindo-se a empresa presidida pelo italiano.
-Ah! Então, por isso você me é familiar; a jovem falou com um largo sorriso. –Não costumo esquecer fácil das pessoas, principalmente dos mais atraentes; ela completou com um sorriso nada inocente, fitando-o longamente.
-Ahn! Bem... ; Yo balbuciou, sentindo o olhar fuzilante de Alexia sobre si.
-Mas porque não conversamos no bar, a atmosfera ta muito pesada aqui; Diana falou enlaçando o braço do cavaleiro e puxando-o consigo.
-Senhorita Diana; ele falou estancando.
-Ah céus; Diana exasperou soltando-o. - Mil perdões, sua namorada ali e eu querendo conversar com você, me desculpe, mas eu realmente gosto de conversar com as pessoas que se lembram de mim; ela completou com ar inocente, sabendo que para a outra, sua desculpa não colara.
-Alexia não é -...;
-Sua namorada; ela completou voltando-se para a jovem que ainda estava no mesmo lugar com um olhar incrédulo.
-...; ele assentiu sem conseguir colocar aquilo em palavras.
-Ah, então ela não vai se importar de eu te seqüestrar um pouquinho; Diana falou voltando a enlaçá-lo pelo braço e leva-lo para a outra extremidade do salão, deixando uma Alexia verdadeiramente furiosa para trás.
Continua...
