N/A: Olá, minhas leitoras! :)
Bem, estou de volta com uma nova shortfic. Esta fic abordará as inseguranças e os "sonhos" de uma mulher virgem aos 30 anos! SIM! TRINTA ANOS!rsrsrsrs...mas aviso que a Bella desta fic é ao mesmo tempo espirituosa e metódica...fala alguns palavrões, mas não é do tipo vulgar...E o aviso principal: o Edward desta fic não será um CULLEN, mas sim, um MASEN! :)

Gostaria de dizer que é uma fic diferente das demais que escrevi, pq esta me tirou da "zona de conforto", isto é, eu procurei mesclar comédia, malícia e romance, claro! Minhas amigas sabem que normalmente escrevo de forma romântica e tal...eu não abandonei este lado nesta fic até pq toda Bella para mim, tem que ter um "ar" de romântica!rsrsrsrs... E mais um aviso: a minha Bella vai ter os olhos verdes como os da Kristen (assim como foi na minha oneshot) e o meu Edward Masen vai ter os olhos azuis acinzentados como o Rob! :)

Meu povo, sinto muito em dizer que este capítulo foi "cortado", isto é, ele estava tomando proporções de uma oneshot, então achei por bem dividi-lo...a melhor parte deixei para o próximo capítulo que com certeza fará a alegria da galera...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkk
Bem, vamos deixar de milongas e partir para o que interessa! Nos vemos lá embaixo! ;)


Capítulo 1

O "X" DA QUESTÃO

As ruas movimentadas do centro de Los Angeles logo às sete e quinze da manhã, deixavam-me sempre com os nervos à flor da pele quando saía de casa atrasada. Era raro acontecer, mas quando isso ocorria eu ficava super estressada, simplesmente porque eu sempre detestei dirigir com pressa e chegar esbaforida nos meus compromissos, ainda mais quando se trata da empresa de cosméticos mais lucrativa da Costa Oeste dos Estados Unidos, a Adonna Cosmetics, na qual sou diretora executiva, ou seja, a manda-chuva.

E justo hoje que pedi à minha secretária e à equipe de trabalho para chegarem às sete e quinze na empresa, encontro-me dirigindo como uma lesma no trânsito lento.

_Oh droga! – murmurei para mim mesma, tamborilando os dedos impacientes no volante.

Deveria haver uma faixa exclusiva para os motoristas apressados como eu.

E enquanto era obrigada a seguir o fluxo tentando exercitar a paciência que nunca tive, meu celular tocou e o som de "Everybody" na voz de Howie dos Backstreet Boys, anunciava que quem me ligava era Alice, minha irmã.

_Bom dia, Aly – cumprimentei-a pelo dispositivo Bluetooth que estava conectado ao meu celular ligado.

_Bom dia, minha irmã linda. Pronta para logo mais à noite? – sua voz soava alegre até demais e isso indicava que ela queria algo ou estava aprontando alguma coisa para cima de mim.

_Alice, estou dirigindo e estressada. O que você quer? – perguntei, sem paciência, buzinando para um velhinho que dirigia à minha frente. Aquela lentidão me irritava.

_Nossa, mas que mau humor. Você está precisando de uma boa foda – gargalhou, me irritando ainda mais.

_Tchau, Alice – fingi que ia desligar a ligação.

_Ei, espera. Estava brincando, maninha. Sei que não gosta desse tipo de brincadeira e blá, blá, blá, mas convenhamos... se esperar mais tempo pelo tal Príncipe Encantado, a sua "teia de aranha" terá fios grisalhos – deu uma risadinha e eu não me contive. Ri também. Eu amava essa baixinha...

_Sem graça – rolei meus olhos. _Mas diga o que tem para falar. Já estou quase chegando à rua da empresa – pedi, atenta aos outros motoristas.

_Parabéns pelo seu dia. Finalmente uma balzaquiana. Isso merece comemoração à altura, portanto já estou avisando que à noite, nós vamos à boate comemorar o seu aniversário e o sucesso da transação com a empresa japonesa. Tenho certeza que ganhará mais essa – disse, toda animada. _Ah! E Emmett levará um amigo modelo que chegará hoje à tarde de Nova York. Parece que está de férias e quer curtir as praias da Cidade dos Anjos – sua voz era bem maliciosa e eu desconfiava seriamente que tinha algo por trás disso, mas não me deixei afetar.

_Hum... legal – fiz pouco caso, enquanto meus olhos já avistavam a fachada do meu trabalho.

_Ai, Bella. Deixa de ser chata. Hoje você completa 30 anos. Escutou? – elevou a voz. _Não custa nada despir-se da fachada de CEO e agir como Isabella Swan. É só isso que te peço, por favor. Não seja estraga prazeres. Pensa bem: noite-boate-aniversário-bebida-gatinhos...e no fim, tudo pode rolar – riu, enquanto eu só rolei os olhos, sem falar nada. _Bella? Está aí?

_Sim – respondi, concisa. _Alice, vou falar rapidinho só uma coisa que você esqueceu de mencionar – disse, já manuseando o carro para estacionar na minha vaga.

_O quê?

_Eu tenho namorado. Meu relacionamento pode não estar 100%, mas eu nuncafaria nada para magoar Riley – disse séria para que ela entendesse.

Ouvi seu suspiro, como se estivesse entediada.

_Esse é seu único erro. Manter um relacionamento morno. O Riley é legal, mas é muito sem iniciativa, mana. Aposto que nesses 4 meses de namoro vocês só ficaram na primeira base – falou com desdém. _Bella, você precisa de alguém que acenda uma pira olímpica no seu íntimo, e não um garoto com cara de nerd, aparelho nos dentes e que acha que clitóris é nome de banda – gargalhou e isso me enervou.

_Chega, Alice! Não admito que fale assim dele e quem sabe da minha vida sou eu – exasperei-me. _Estou uma pilha de nervos e o que menos preciso agora é alguém zombando da minha vida pessoal. Nos vemos depois. Tchau – desliguei a conexão, profundamente chateada com a intromissão dela.

Bati no volante. Péssima hora para a baixinha brincar.

Eu raramente ficava ranzinza. Porém, havia um assunto proibido que me tirava do sério: minha virgindade... aos 30 anos! E a única que conhecia esse meu fardo e fazia questão de me lembrar, era justamente uma das pessoas que eu mais amava da minha família adotiva: Alice Cullen.

E pensar que eu entrei para uma das famílias mais poderosas de Los Angeles ao ficar completamente sozinha no mundo, achando que após a morte de minha mãe, eu seria entregue ao orfanato.

Cabeça de criança...

_Bella, Bella... sempre tão absurda – murmurei meneando a cabeça, rindo em seguida, ao recordar da minha infância enquanto dava uma breve olhada em meu carro para ter certeza que não havia esquecido nada.

Enquanto o trancava e seguia em direção ao elevador, recordava da importância deles em minha vida desde os meus seis anos de idade. Sem Renée presente e sem conhecer meu pai biológico, Carlisle e Esme me adotaram. E desde aquele tempo eu passei a assinar : Isabella Marie Swan Cullen. Em compensação, sempre pedi para me chamarem de Bella Swan. Não porque queria desmerecer um sobrenome tão forte como "Cullen", mas sim porque não queria esquecer minhas origens. Filha de uma governanta que prestou seus serviços de maneira irretocável à importante família, mas que nunca foi tratada como tal, e sim, como mais um membro da mesma.

Se alguém me perguntasse o que os Cullen significam para mim, eu diria: Minha vida!

Sou muito grata pela oportunidade que eles me deram. Desde cedo dediquei-me aos estudos com seriedade. Não queria ser motivo de desgosto para meus "novos" pais, muito menos criar desavenças com meus "novos" irmãos, Alice e Emmett, este sempre tão protetor comigo. Como o amo...

E assim que chegou a época decisiva sobre a escolha da vida acadêmica para ingressar em uma faculdade, eu tinha nota suficiente para ser aceita em qualquer uma de renome. Optei por estudar Administração na Universidade Stanford, em Palo Alto - Califórnia.

Foi o dia mais feliz da minha vida e chorei como uma criança, pois queria ter dividido aquela realização com minha mãe.

Como os Cullen não deixam passar em branco nenhum tipo de comemoração, meus pais fizeram um jantar íntimo. Eram apenas eu, eles e meus irmãos.

E bem no meio do jantar, Carlisle tomou a palavra agradecendo a Deus por ter sido abençoado com filhos extraordinários. Dois biológicos que apimentavam o clima familiar, e uma adotiva que acalentava o coração de todos. Se eu disser que não fiquei comovida estarei mentindo. Na verdade desabei, no sentido literal da palavra. Era muito amor para uma família só!

Como agradecimento por tudo que fizeram por mim, reneguei as festas da faculdade durante os quatro anos de estudos acadêmicos. Virei nerd, mas sempre mantendo meu jeito espirituoso de ser, portanto passei ilesa pelas provocações das irmandades e dos populares.

Quando formada, fiz especialização na área de negócios.

Minha escolha agradou tanto meu pai, que após o período de estágio e trabalho ao seu lado na empresa, ele achou que já era hora de se aposentar e delegar as responsabilidades do cargo de CEO para mim. Queria apenas permanecer como presidente do Conselho. Tarefa fácil para ele...

Para mim, restou o papel de líder e trabalho árduo, coordenando a empresa com mão de ferro, mas sem perder o respeito pelos meus colegas de trabalho e subordinados.

Logo, minha vida pessoal sempre esteve jogada para escanteio.

Contudo, agora... Agora cheguei a um ponto crucial da mesma: tentar achar o equilíbrio!

_Bom dia, Angela – cumprimentei minha secretária de modo cordial, bem diferente do meu jeito bem humorado de ser. Eu ainda estava fulas da vida com Alice.

_Bom dia, Bella – cumprimentou-me estreitando os olhos. _Err... vejo que não está em um bom dia, acertei? – perguntou hesitante, endireitando sua postura na cadeira e ajeitando os óculos de grau.

_Acertou – disse, direta, enquanto andava até minha sala.

_Posso ao menos pegar um café? – sua voz estava bem atrás de mim, indicando que estava me seguindo.

_Pode não. Deve! – virei-me para ela quase nos chocando por ter parado de caminhar, vendo seu rosto empalidecer.

Esbocei um sorriso.

_Embora esteja estressada hoje, não mordo, Angel – chamei-a pelo apelido carinhoso. _Agora me acompanhe até a sala. Depois pegue meu café, por favor – pedi.

_Ufa! Pensei que hoje teria meu pescoço degolado antes mesmo de irmos para a reunião – sua voz era bem mais natural agora.

_E já teve alguma vez em que fui grossa com você? – girei a cabeça para trás, olhando-a pelo canto do olho enquanto dava a volta em minha mesa.

_Não. Absolutamente – negou com a cabeça, sentando na poltrona em frente à mesa. _Mas é que raramente a vejo de mau humor – encolheu os ombros, meio sem jeito.

_Tem razão. É que há tanta coisa para resolver em pouco tempo e ainda tenho comemoração em família logo mais à noite. Já sei que vou ter que me ausentar mais cedo para ter algumas "horas de mulherzinha" – rolei os olhos, omitindo a parte que realmente me estressou, já que não era pertinente.

_Ó meu Deus! – tapou a boca com as mãos, arregalando os olhos. _Hoje é seu aniversário. Que tipo de secretária sou eu? – perguntou para si mesma. _Desculpe pela gafe, chefa. Parabéns pelo seu dia e que Deus te conserve com este coração bondoso – sorriu.

_Angel, graças a Deus e à sua própria competência você é o tipo de secretária que esquece coisas fúteis, mas não das importantes. E outra, não me chame de chefa. Sabe que detesto. Fica parecendo que sou inatingível, o que não é verdade – sorri, enquanto abria a gaveta da minha mesa para ver se o mini álbum de fotografias da minha família continuava intocável ali.

Desde que assumi a diretoria resolvi trazê-lo da casa dos meus pais para o escritório. Era uma forma de mantê-los sempre perto de mim, já que agora eu morava sozinha, como uma verdadeira mulher independente financeiramente.

_Desculpe, Bella. E desculpe pelo que vou dizer também. Mas aniversário não é algo fútil. Você deveria estar feliz. Tem uma família que te ama e os poucos amigos que têm, e me atrevo a dizer que faço parte deste grupo, também a amam. Eu sou muito agradecida pela oportunidade que me deu ao contratar alguém recém-formada e sem experiência no cargo – ajeitou os óculos novamente, abaixando o olhar para o tampo da mesa.

Estava envergonhada por ter sido sincera.

_Angela, olhe para mim – inclinei meu corpo para a frente colocando meus braços sobre a mesa. _Você é muito competente. Acredite sempre nisso. Eu não a elogiaria se não fosse verdade. Aliás, nem a contrataria se não acreditasse em seu potencial e gana por conhecimento – estiquei a mão para que ela a segurasse, e mesmo morrendo de vergonha, estendeu a sua. _Eu realmente só cheguei até aqui porque duas pessoas maravilhosas me deram a oportunidade de ser "alguém na vida", como se diz por aí – sorri fraternalmente. _Confiaram em mim e eu apenas retribuí estudando. Dando tudo de mim. E foi isso que eu fiz com você também. Dei a oportunidade que precisava e você está retribuindo à altura, querida. O que seria de mim se não tivesse uma secretária poliglota? – arqueei uma sobrancelha, sorrindo enviesado. _Eu apenas sei falar a minha língua-mãe, além de francês e espanhol. Você, no entanto, tem uma carta na manga para hoje. Será a minha tradutora, caso os japoneses não entendam inglês - estalei a língua, arrancando um riso contido dela.

_Obrigada, Bella. Obrigada pela confiança – vi suas bochechas corarem, assim como, as minhas quando ficava envergonhada.

Sorri, acenando a cabeça em concordância e apertando sua mão, soltando-a em seguida.

_Err... Bem, você quer o seu café agora? – perguntou, em dúvida.

_Na verdade, acho melhor tratarmos da organização para a reunião primeiro. Você viu se Jasper, Emmett e Jessica já chegaram? – dei uma olhada no meu relógio de pulso, constatando faltar dez minutos para as oito. Estávamos super atrasados.

A reunião com o grupo japonês seria às 10 em ponto!

_Sim, Jasper já chegou. Mas acho que os out... – duas batidas na porta interromperam o que Angel falava.

_Entre – falei.

_Olá, aniversariante do dia e cunhada preferida – Jasper colocou primeiro a cabeça para dentro, para em seguida abrir a porta e entrar em minha sala.

_Oi, Jasper. Se bem sei, você só tem eu como cunhada – apontei para mim estreitando os olhos para ele enquanto levantava da minha cadeira indo em sua direção para receber um abraço afetuoso e um beijo na bochecha.

_Desconfiada e ciumenta – abraçou-me mais um pouco.

_Sou mesmo – acenei a cabeça repetitivamente.

_Interessante... – ele falou, ao me soltar, fitando meus pés e tentando prender o riso.

Assim que olhei para baixo, me dei conta do que era.

_Oh merda! – dei um tapa na minha testa. _Na pressa de sair do carro esqueci de trocar o All Star dourado pelos saltos. E ainda dei uma boa olhada no interior do veículo para ver se não havia esquecido nada – bufei.

_Pode deixar que eu pego antes da reunião, Bella – Angela se prontificou. _Eu não havia reparado – sorriu. _Mas continuou estilosa.

_Ah, parem! E obrigada, Angel – agradeci um pouco envergonhada por fazê-la ir até o estacionamento.

_Você pode ter chegado à fase madura, Bella, mas continua a mesma garota "desligada"... tsc, tsc, tsc – Jasper meneou a cabeça, exibindo um sorriso zombeteiro.

Apenas olhei-o com cara de poucos amigos, mas que em nada afetou o seu bom humor.

_E então, como se sente agora que chegou à casa dos trinta? – riu.

_A mesma de sempre, como você mesmo notou – dei de ombros.

_Que bom. Então está satisfeita com tudo em sua vida? – perguntou sem malícia, mas a pergunta me fez refletir pela segunda vez sobre o que pensei momentos antes de enveredar pelo meu escritório.

_Em suma, estou. Se bem que algumas coisas podem ser melhoradas com o tempo – sorri, sem explicitar ao que me referia.

_Ah, sim. Estamos sempre em transformação, querida. Sempre tentando melhorar algo que não nos agrade muito.

_Bem, vamos deixar de papo furado – fui direta. _Angela, ligue para Emmett e Jessica, por favor. Se eles não chegarem em 5 minutos começaremos sem eles – falei indo me sentar no sofá de couro, tendo Jasper ao meu lado enquanto minha secretária efetuava a ligação.

_E Alice, já te ligou? – perguntou baixinho enquanto abria sua própria agenda para conferir alguma anotação.

_Claro. Aquela ali foi a primeira – ri baixinho.

_Ela me ligou agora pouco dizendo que era para eu te expulsar mais cedo da empresa – riu.

Rolei os olhos.

_Ela não vem para a loja hoje? – perguntei, franzindo o cenho.

O empreendimento da anã ficava no entrada do prédio.

_Acho que não. Você sabe... Ela só faz o que quer. E tratando do seu aniversário... - deu de ombros.

_É inacreditável – balancei a cabeça negativamente. _Por que ela não abre um buffet para a alta sociedade "angelina" ao invés de manter uma loja de roupas de grife? A baixinha só pensa em festa – falei, abismada.

_Pergunte a ela – gargalhou.

O assunto foi encerrado o notarmos Angela voltando com uma expressão nada boa.

Problemas...

_Err... Emmett avisou que vai chegar atrasado porque Ethan está febril e Rosalie não sabe o que fazer para baixar a febre. Parece que vão levá-lo ao médico. Já a senhorita Stanley disse que estará aqui em cinco minutos – mordeu o lábio, nervosa. Angela só chamava pelo primeiro nome aqueles que lhe permitiam tal referência.

Suspirei profundamente, tentando manter a calma.

_Tudo bem. Imprevistos acontecem – relancei um olhar para Jasper, que me devolveu um olhar confiante.

_Vai dar tudo certo – piscou.

(...)

A reunião não foi tão desgastante como pensei.

Foram duas horas e meia analisando a proposta dos japoneses que estavam interessados em vender a "ideia" de uma linha de maquiagem pessoal para a nossa empresa devido à abertura de falência da firma deles em função de desvios internos de dinheiro, impossibilitando-os investir mais recursos no ramo dos cosméticos.

Após conversar sobre os riscos de mercado com Jasper, e os direitos de contrato com Emmett, a Adonna Cosmetics Company enfim, estava pronta para ampliar seus negócios neste ramo.

O diferencial de agora em diante, será com relação a uma linha de maquiagem de alta qualidade, com grande variedade de produtos e cores altamente pigmentadas, mas que ofereça preços atrativos, para que as mulheres possam usar e abusar sem culpa.

Isso ficará a cargo da Diretora de Criação, Jessica Stanley, que parecia entusiasmada com a novidade.

Depois de me despedir do grupo de empresários e da equipe de trabalho, prometendo a Emmett que eu estaria na boate, segui para minha sala. Estava com o estômago vazio, faminta...

_Angela, peça o nosso almoço, ok? – pedi, massageando minhas têmporas.

Quando ficava horas sem comer minha dor de cabeça atacava.

_O de sempre para você? – perguntou, despreocupada.

_Sim – confirmei abrindo a porta.

E assim que fixei meus olhos nas duas figuras sentadas no sofá de couro, meu sorriso saiu de forma espontânea.

Meu começo de tarde havia iniciado muito bem.

_Pai...Mãe – corri para abraçá-los.

Eu podia ser a CEO na empresa. Podia estar completando 30 anos, mas perto deles eu era só uma garotinha.

_Filha, meus parabéns. Desculpe não ter sido a primeira a ligar para você, mas eu queria dar a minha felicitação pessoalmente – a voz de Esme soara abafada pelo abraço duplo que recebi. _Morro de saudades de você – confessou com os olhos marejados.

_Mãe, não chora. Eu também sinto sua falta – sorri com meus olhos marejados também.

_Bella, viemos te raptar para almoçarmos junto. Já estou sabendo que a nossa empresa vai ampliar o mercado e mudar um pouco o foco de investimento. Estou super orgulhoso de você e da sua equipe bastante competente. Vamos comemorar em dose dupla – o sorriso radiante de Carlisle era reflexo do meu.

_Obrigada, pai. Obrigada por confiar em mim – fui abraçada por ele, que me ninou em seus braços e pude sentir o perfume bom dele. _Mas eu ainda tinha alguns relatórios para analisar antes de sair daqui – dei um muxoxo.

_Filha, se você acha tão necessário realizar essa análise, leve para casa e faça isso por algumas horas amanhã porque no domingo haverá o famoso almoço em família – Esme piscou.

_Concordo com sua mãe. Você já fez a sua parte hoje como empresária, agora faça como nossa filha – sorri ouvindo a palavra que reverberava em meu coração... "filha". _Ah, só por curiosidade. Estava olhando a sua sala e vi que não fez nenhuma mudança em termos de decoração, como disse que ia fazer. Lembre-se que sua mãe é designer de interiores, querida. Acho esta sala muito masculina para você – disse, com uma voz afável.

_Eu não mudei simplesmente porque eu esqueci. Sabe como sou em relação a decorações minimalistas – encolhi os ombros, envergonhada.

_Deixe a menina em paz, Carlisle. Quando ela quiser mudar algo ela virá até mim, com certeza – sorriu, maternalmente.

_Está bem – ele meneou a cabeça, sorrindo.

_Eu prometo que em breve sentarei com você para ver a melhor opção – disse para minha mãe, dando-lhe um beijo estalado na bochecha. _Bem, me deem licença um instante. Só vou passar algumas coordenadas para minha secretária. Sei que ela segurará as pontas para mim – disse, voltando para a área de recepção. _Angela, já pediu o almoço?

_Sim, Bella – afirmou.

_Então, fique com o outro almoço. Estou saindo bem mais cedo que o previsto para almoçar com meus pais. Cancele qualquer outro compromisso que eu tenha para agora à tarde, tudo bem? Estou levando alguns relatórios para casa. Na segunda a gente se fala melhor.

_Tudo certo – bateu em continência para mim, sorrindo.

Estreitei os olhos, desaprovando o gesto, mas não disse nada. Antes de retornar à sala para chamar Esme e Carlisle, lembrei-me de reiterar meu convite sobre a festa.

_Angela, não esqueça da festa. Se não tiver nada de bom para fazer numa sexta à noite, já sabe onde se divertir – pisquei, sorrindo.

_Err... hum... é que... bem, é que comecei a namorar o Ben, que trabalha no setor de Recursos Humanos essa semana e ele não gosta de lugares muito agitados. Desculpe não ter falado antes, mas fiquei sem jeito – revelou, envergonhada.

_Não tem nada para se desculpar. Eu sei quem é o Ben. E sei que é um ótimo rapaz. Fez uma ótima escolha – sorri. _Então nos vemos na segunda.

_Sim, senhora – fez de novo o sinal de continência.

_Se você fizer isso novamente, não te dou mais as caixinhas de "wafers" austríacos da Manner – chantagiei-a com um sorriso vitorioso.

_Não faço mais. Prometo – juntou as mãos como se fosse uma súplica.

_Acho bom – ergui meu queixo, séria, arqueando uma sobrancelha.

Assim que dei as costas, ri, escutando a risada contida dela.

(...)

_Alice, estou cansada de ficar sentada deixando meu rosto à mercê de seus dedos. Por favor, não me deixe com cara de palhaça – resmunguei.

Fazia meia hora que eu estava praticamente imóvel sentada de costas para a minha cômoda deixando minha irmã me maquiar.

Minhas costas já doíam.

_Se você não ficar quieta, vou demorar mais meia hora – retrucou, passando o blush em minha bochecha.

_Você não precisa usar de tanto esmero na maquiagem. Não sou celebridade. E se eu ficar mais imóvel do que já estou me transformo na Estátua da Liberdade – falei com desdém.

_Já estou quase acabando. Falta apenas passar o delineador na sua boca e o batom – disse, verificando o leque de opções que havia numa maleta de maquiagem dela própria.

_Para quê toda essa produção? Riley nem vai estar lá para borrar meu batom ou desgrenhar meus cabelos – falei, rindo. _E ele adora fazer isso.

isso que ele sabe fazer mesmo – enfatizou. _Ainda bem que ele não vai. Ainda bem que está de plantão cuidando dos pacientes. De repente surge um gatinho disposto a ocupar o lugar do mosca-morta – entortou o canto da boca em desgosto.

_Alice, não comece. Ele me enviou uma mensagem de texto linda e um buquê de rosas vermelhas imenso. Um belo gesto de que gosta de mim. Se você continuar com a implicância não vou mais à boate – ameacei.

_Nem ouse cogitar essa hipótese. Já reservei a melhor e maior área vip da casa, com direito à vodka Grey Goose sabor cereja e garrafinhas de água de coco importadas do Brasil para fazer a alegria do Jasper e do Emmett. Além de quitutes da cozinha da boate e o bolo de aniversário, claro! – falou de uma vez.

_Minha nossa! – exclamei, assustada. _Isso tudo é um exagero. Quantas pessoas você chamou?

_Apenas nós mesmos, além do amigo do Emmett e da Rose – disse, finalizando a maquiagem. _Prontinho – sorriu confiante, girando-me de frente para o espelho da cômoda.

_Caramba! Essa sou eu mesma? – perguntei mais para mim do que para ela, fitando todos os ângulos do meu rosto.

_Não, Bella. Esta pessoa que você está mirando é uma nova mulher. Aquela que será mais condizente com a idade que tem – falou séria, me olhando pelo espelho com os braços cruzados. _Homem nenhum gosta de mulher muita pudica nem muito atirada. Homem gosta de ter os dois tipos em um único corpo. Agora, tem que saber usar os dois lados da moeda, sem perder o brilho que todas nós temos. Reflita sobre isso. Você ainda não se descobriu como "mulher" – piscou.

_Uau! Falando desse jeito está parecendo uma expert no assunto – disse, fitando-a surpresa com a colocação das palavras. _Se bem que qualquer mulher que não seja mais virgem vai saber do que você está falando – dei de ombros.

_Ah, deixa de besteira – rolou os olhos, espanando com a mão. _Mana, eu sei que você fica irada quando brinco com relação à sua virgindade – cochichou, sem necessidade.

Não havia ninguém em casa, já que dispensei Sue, minha governanta e "terceira" mãe, bem mais cedo do que o normal.

_Mas acho que está perdendo o melhor da vida. Eu vejo nitidamente que não é feliz com Riley. Ele não é o cara ideal para você. Quem sabe hoje você conheça um CEO de tirar o fôlego e molhar a calcinha. Já ouvi falar que esse tipo de cara exala testosterona – riu. _Não é à toa que muitos deles têm suas secretárias como amantes. Ah! E normalmente eles têm pau grande – gargalhou.

_Alice, mas que coisa! Parece que só pensa em sexo – empertiguei-me, levantando da cadeira, e ajeitando meu roupão de banho, indo em direção ao closet para escolher uma roupa apropriada. Algo que não denunciasse que eu iria ficar parecendo uma puta e muito menos pudica! _E como é que você sabe que os homens que ocupam cargo de CEO tem pau grande? – girei na direção dela na entrada do closet, arqueando a sobrancelha.

Agora ela havia aguçado minha curiosidade.

_Intuição, mana – deu de ombros. _Um cara que normalmente tem que dar conta de duas têm pênis grande – gargalhou outra vez.

_Nada a ver, Alice. Pelo que ouvi uma orientadora sexual falar outro dia num programa de rádio quando eu ia para o trabalho, o tamanho independe na hora de proporcionar prazer à mulher. Na verdade, o homem tem que saber fazer – enfatizei, indo em direção às várias opções de roupa.

_Você acredita nessas crendices porque ainda não sabe o que é bom – riu, adentrando o closet para colocar seu olhar clínico nas minhas roupas.

_Ai, tá bom. Chega! Essa conversa não vai levar a lugar algum – disse, pegando um dos cabides para mostrar a roupa a ela.

_Você que sabe – deu de ombros. _Ah, não. Nessa roupa você vai ficar parecendo é uma velha. Pega outra – ordenou, fazendo-me rolar os olhos.

_E esse? – mostrei um vestido de alta costura que ficava justo no meu corpo, porém não apertado. Era bonito.

_Negativo – balançou a cabeça veementemente. _Muito formal – opinou.

_Ah, dane-se! Estou sem paciência para isso – saí do closet à procura dos acessórios, mas estanquei no meio do quarto ao perceber que só poderia escolhê-los depois que tivesse escolhido a roupa.

Bufei, cruzando os braços na altura do peito, emburrada.

_Pegue esse vestido, Bella, apesar de não ser muito o meu gosto, mas reflete o seu. Isso que importa. Ele é leve, com ótimo caimento no seu corpo, tem um decote perfeito para um gatinho dar uma boa espiada e é curto na medida certa para mãos masculinas realizarem um belo "passeio" rumo à sua flor-de-lis – ela falou tão naturalmente que fiquei estática, encarando-a de boca aberta, até eu ter uma crise de riso.

_Você... você é doida – disse, tentando tomar fôlego de tanto que eu ria descontroladamente com lágrimas nos olhos.

_Ainda bem que a maquiagem é à prova d'água porque senão, já estaria tudo borrado e eu ia ficar puta da vida com você – pior que ela falou sério como se não tivesse falado nada demais minutos antes.

_Alice, você não é normal... – meneei a cabeça, ainda soltando algumas risadas.

_Ah, não enche, Bella. Cala a boca e se vista porque também quero me arrumar – ela jogou o vestido para mim. _Jasper vai nos encontrar lá – disse, indo em direção ao banheiro. _Ah! Não deboche do que eu falo, porque hoje você pode encontrar um cara que valha a pena desabrochar a sua flor-de-lis, afinal sua beleza é única. E esses seus olhos verdes, contrastando com o tom de seu cabelo e de sua pele deixam os homens babando. Digo isso, porque já vi várias vezes lá na empresa quando vou te visitar eles torcerem o pescoço quando você passa – falou séria.

Sabia que estava chateada por eu zombar de suas "premonições", porém não custava lembrá-la mais uma vez sobre um fato importante.

_Eu. Sou. Comprometida. – pontuei tranquilamente para que ela entendesse de uma vez por todas o "X" da questão.

_Foda-se! Um cara que não comparece, estimula a mulher a procurar outra pica. Uma grossa, grande, veiuda, torta, reta, etc... – explodiu, batendo a porta com força.

Eu não estava mais rindo, embora fosse cômico o jeito que ela falou.

Na verdade, estava pasma com a explosão da baixinha.

Eu sabia que no fundo ela só queria abrir meus olhos. Queria que eu fosse verdadeiramente feliz.

Que eu descobrisse o que é ser "mulher".

_Merda! – murmurei.

"Uma mulher espirituosa é um tesouro; uma beleza espirituosa é um poder."

(George Meredith)

Continua...


N/A: Oiiiiiiiiiiiiiiiii... :)
E então, o que acharam deste capítulo?
Alice está provando que tem uma veia cômica que normalmente se aplica ao Emmett, não é mesmo?kkkkkkkkkkkk

Bem, nos vemos daqui a poucos dias SE HOUVER PELO MENOS ALGUM REVIEW. Se não houver, eu vou excluir a fic do site, assim como fiz com a longfic... :)!
bjossssss e aguardo os reviews de vcs! :)