Olá pessoinhas!

Não faz muito tempo, mas cá estou eu de novo com mais um capítulo de MIRAI E, na verdade, eu já estava com ele pronto, só faltava dar uma olhada.

O capítulo anterior foi uma espécie de pequena introdução da história, nesse aqui o nosso querido e amado Shaoran Li finalmente aparece, e todos conhecerão o "tal mestre chinês" que treinará a Sakurinha.

Disclaimer: Sakura Card Captor, infelizmente não me pertence (que droga!) e sim a CLAMP.

Boa leitura e até mais!

CAPÍTULO II

Amanhecia em uma tranqüila floresta localizada no extremo norte da China, e é numa imponente montanha, rodeada por essa mata espessa, onde vive um famoso mestre de magia e artes marciais. Muitos jovens, que possuíam magia, o procuravam para serem treinados, mas mestre Yun, com era chamado, escolhia os seus discípulos de acordo com a sua vontade, e não era nada fácil conseguir ser treinado por ele, só pessoas de grandes poderes mágicos o foram.

Nesse exato momento, Sakura se dirigia ao lugar onde Yun vivia, para ser treinada. Do jeito que Eriol havia lhe pedido.

- Ai, ui, ui, eu estou mesmo um caco, será que esse matagal não tem fim, não? - Sakura caminhava lentamente pelo tal "matagal", carregando uma enorme mochila nas costas e uma pesada mala em uma das mãos.

Consultou o pequeno mapa que Eriol lhe dera e viu que ainda teria que andar muito até chegar ao seu destino.

- Bem que o Touya me disse pra trazer pouca bagagem... - falou a garota se lembrando do comentário do irmão - 'Ei, monstrenga quanto tempo você pretende ficar na China, um ano ou uma década?' - Touya havia dito.

- O bobão do meu irmão, daria boas gargalhadas se me visse agora.

De repente, ela ouviu um barulho muito suspeito por perto, então começou a caminhar apressadamente, pois tinha quase certeza de estar sendo observada por alguém, ou alguma coisa.

E se fosse um tigre, ou um urso?

Ou pior e se fosse...

- Ai, ai, ai, e se for um fantasma? – passou a caminhar ainda mais depressa ao pensar nessa possibilidade – Ui, ui, ui, eu tenho medo de fantasmas! - era de se espantar que uma garota de dezesseis anos tivesse medo de fantasmas e espíritos, e o fato de Sakura temê-los era um dos motivos das muitas brincadeiras de seu irmão, mas a garota não podia fazer nada...

Desconfiava que esse medo fosse algum trauma de infância e fugia de seu controle elimina-lo, ou controla-lo.

- Eu fico me perguntando que tipo de pessoa fala sozinha, ainda mais andando sem rumo por aí, mas percebo que é melhor permanecer na ignorância, pois essa pessoa só pode ser louca - disse em chinês uma voz masculina que veio de ninguém sabe onde.

Ao ouvir isso, Sakura esqueceu completamente o medo e sentiu ser dominada pela irritação.

- Ora! A quem esse espírito maligno e asqueroso está chamando de louca!? - ela gritou, no mesmo idioma, para a tal voz.

De repente um rapaz, com uma bolsa nos ombros, saltou de dentro de um arbusto, parecendo ofendido.

A primeira coisa que Sakura percebeu em relação ao desconhecido, foi que ele era alto. Muito alto.

- Ei, sua essa magricela, quem você está chamando de espírito maligno? - falou irritado

- Mas vejam só! Foi o senhor que começou com os insultos aqui, e magricela é a senhora sua mãe, viu? - falou Sakura para o desconhecido, aliviada por ele não ser um fantasma afinal.

- E por acaso eu tenho culpa se a senhorita anda por aí sem direção, toda desgrenhada e resmungando sozinha?

- Olha aqui, para o seu governo, e não que eu lhe deva alguma explicação, "eu não ando por aí sem direção", eu sei muito bem para onde estou indo, e também não "resmungo sozinha", só estava falando comigo mesma e, por último, eu não estou desgrenhada! - retrucou Sakura olhando, indignada, para o rapaz de revoltos cabelos castanhos e olhos da mesma cor - E se o senhor me der licença eu ainda tenho muito o que andar - falou, enquanto passava por ele.

'Mas que menina atrevida!' - pensou Shaoran, olhando a tal garota ir embora - 'Se eu não estivesse com tanta pressa, diria umas boas verdades para ela' - pensou ainda, enquanto subia em uma árvore e saltava rapidamente de uma para outra, seguindo, sem saber, o mesmo caminho da "menina atrevida".

No final da tarde daquele dia

Sakura, finalmente, terminou de subir a gigantesca escadaria que a levou até o topo da montanha.

Suspirando, a garota pensou que, se não estivesse louca de vontade de conhecer seu futuro mestre, deitaria naquele chão e dormiria por uma semana... No mínimo!

Tinha feito uma longa viagem desde o Japão até esse lugar perdido nos confins da China... Só ela e Kami-sama sabiam o quanto as suas costas estavam doendo naquele instante.

Largando a pesada mala no chão, sentou-se sobre ela e passeou o olhar em volta, permitindo-se alguns instantes de descanso.

Viu uma paisagem bonita e tranqüila, composta por uma casa de madeira, árvores e um chão coberto de flores e vegetação rasteira, sentiu a brisa refrescante acariciando o seu rosto, então fechou os olhos e aproveitou o momento de paz.

Relaxou, se deixando dominar por aquela calma toda... Aquele lugar a deixava, realmente, sossegada.

Infelizmente, todo o seu sossego foi quebrado por uma voz alterada.

Se levantando e pegando a sua mala, Sakura resolveu descobrir o que se passava e, para isso, seguiu o som da voz que gritava a plenos pulmões.

A gritaria a estava levando até os fundos da casa, quando a garota chegou lá, se surpreendeu com o que viu.

O dono da voz alterada era, ninguém mais ninguém menos, que o garoto chinês "tapado", com que tinha discutido mais cedo na floresta, e ele parecia estar ainda mais bravo.

- Isso não é possível! Como assim tenho que disputar com alguém para treinar aqui? Pelo amor dos deuses, eu sou um Li! O futuro líder do clã Li, na verdade! Mas que história é essa de disputa? - gritava ele para um senhor idoso de cabelos brancos e compridos, vestido com roupas claras, que o encarava sem nada dizer.

Sakura não sabia ao certo, mas desconfiava que essa discussão tinha, e muito, haver com ela.

A garota de olhos verdes já ia pedir atenção aos dois, quando, para sua surpresa, o velho senhor falou:

- Olhe aqui meu jovem rapaz, sei muito bem a que família pertence, mas devo avisá-lo que eu treino quem eu quero, independentemente a que família pertença - esse comentário, feito em voz baixa, foi o suficiente para fazer o exaltado rapaz se acalmar.

Um minuto de silêncio se seguiu.

- Sinto muito mestre Yun, peço que perdoe meu comentário, mas é que me surpreendi com a sua revelação, pois me disseram que o senhor já havia me aceitado como discípulo. – o rapaz deu um sonoro suspiro - Mas esse detalhe é irrelevante agora, e não me resta fazer outra coisa além de perguntar ao senhor com quem terei que disputar o seu treinamento - falou mais humildemente o rapaz.

Nesse momento os olhos negros do mestre Yun pousaram, pela primeira vez, em Sakura.

- Creio, meu jovem Shaoran Li, que para ter sua pergunta respondida basta que olhe para trás.

Shaoran fez o que o mestre falou e tomou um susto quando viu aquela garota com quem havia brigado logo cedo.

'Ele só pode estar brincando!'

- É contra essa garotinha magricela que eu terei que disputar? - perguntou espantado.

Ao ouvir aquele garoto convencido chamando-a daquilo de novo, Sakura estremeceu de raiva.

- Ora mais eu já disse que magricela é a senhora sua mãe, seu garoto mal-educado!

- Como é que o senhor quer que eu lute com uma garotinha fraquinha dessas, ela não vai agüentar nem um segundo de luta comigo, mestre! - disse Shaoran ironicamente, ignorando o comentário de Sakura.

- COMO É QUE É? - gritou uma indignada Sakura

Mestre Yun riu.

- Não se engane jovem Shaoran, vejo que você não sabe, mas essa garotinha aqui, é a mestra das cartas mágicas criadas pelo mago Clow, e possui uma grande magia - disse o mestre.

Shaoran ficou mudo de surpresa, então essa garota era a razão dele ter ouvido piadinhas de seus primos, por não ter sido ele, o descendente direto do famoso mago Clow, o escolhido para ser o mestre das cartas? Essa japonesa magrinha de língua afiada?

Ela era a principal razão dele se dedicar tão arduamente aos seus treinamentos, pois seu principal objetivo era derrotá-la em uma luta de magia e tomar as cartas dela.

'Não posso perder esse desafio de jeito nenhum' - pensou e lançou, para ela, um olhar fulminante.

Ao ver esse olhar Sakura sentiu um frio percorrer-lhe a espinha.

- Mestre, vejo que o senhor já sabe quem sou, mas mesmo assim vou me apresentar, sou Kinomoto Sakura – fez uma reverência - Gostaria de lhe dizer que não sabia que, para ser sua discípula, eu deveria disputar com alguém - falou e dirigiu um olhar rápido para Shaoran.

Mestre Yun apenas lançou um olhar misterioso para ela.

- Bem, meus jovens, então só me resta, agora, falar no que consiste essa disputa, mas antes gostaria que vocês se apresentassem.

- Mas mestre eu acabei de fazer isso - falaram os dois ao mesmo tempo

- Sim, vocês se apresentaram para mim, mas não se apresentaram - falou o mestre com um meio sorriso, se referindo ao fato de Sakura não ter dito seu nome a Shaoran e vice versa.

- Sou Li Shaoran - disse brusco

- Sou Kinomoto Sakura - retribuiu ela, num tom frio.

'Kinomoto, você vai se arrepender por ter me feito de bobo perante o clã Li' - pensou Shaoran.

- Bem, a disputa será dividida em dois combates, um de artes marciais e outro de magia, quem sair vencedor desses combates será o meu discípulo - resumiu o mestre chinês.

- E quando nós disputaremos, senhor? - questionou Sakura.

- Como assim quando? Mas é claro que é agora - respondeu o velho – Sigam-me!

Sakura não sentia vontade de mover nem um músculo, a menos que fosse em direção a cama mais próxima, pois tinha feito uma viagem de quatro horas de avião e mais cinco horas de ônibus, além daquela bendita marcha pela floresta...

Resumindo, estava se sentindo como uma pessoa que acabou de ser atropelada por um caminhão, mas não iria dizer isso para aqueles dois, principalmente depois de ver o olhar desafiante que Li lhe lançou...

Mestre Yun os levou até uma clareira próxima de um riacho, que ficava perto da casa, onde seria possível lutarem.

- Tomem posições, quero que vocês lutem sem magia primeiro, entenderam? Sem magia nenhuma!

Os dois puseram as suas bagagens no chão e caminharam até ficarem um de frente ao outro, cada qual em posição de luta.

A batalha iria começar.


'Esses dois lutam muito bem' - Pensou mestre Yun observando a disputada batalha que se desenrolava à sua frente.

Shaoran atacava ferozmente Sakura, que não podia fazer nada além de se defender.

Ela só começara a treinar artes marciais há poucos meses, o que a deixava um pouco insegura quanto a essa luta, porque percebeu que Li lutava muito bem.

'Droga, esse cara é alguma espécie de máquina de luta!' - pensou depois de se defender com um braço, de um chute direcionado a lateral de seu corpo. Conseguiu conduzir sua perna esquerda em direção ao rosto de Li, mas ele deu uma cambalhota para trás se defendendo do seu golpe, ao mesmo tempo em que tentava atingi-la na cabeça com os pés, mas Sakura deu um passo para trás se protegendo.

Li investiu mais uma vez contra Sakura, dessa vez com uma impressionante seqüência de socos direcionados ao rosto dela, que mal conseguiu se desviar.

'Droga! Preciso fazer alguma coisa... se não vou acabar perdendo!' - pensou desesperada, então ergueu a perna direita tentando acertar a lateral esquerda do corpo dele.

Ela poderia esperar que ele se defendesse de seu golpe, mas não que conseguisse segurar a sua perna e a fizesse cair no chão.

Sakura, deitada no chão, viu que ele se jogava em sua direção tentando lhe acertar na barriga com o cotovelo, então rolou para o lado, se desviando por pouco do ataque dele, em seguida, se pôs imediatamente de pé, no que foi seguida por ele.

'Será que essa garota pode ler os meus pensamentos? Ela consegue se defender de todos os meus ataques... Tenho que pensar em alguma coisa rápido, não posso perder!' - pensou Shaoran.

Agora era a vez de Sakura atacar com uma seqüência impressionante de socos, e foi a vez de Shaoran se desviar com dificuldade. O garoto pensava com rapidez, buscando formular um plano para derrotar, de uma vez, aquela garota impertinente.

'Talvez se eu fizer com que ela pense que tem alguma vantagem sobre mim, eu consiga penetrar nessa muralha que é a defesa dela' - pensou o chinês - 'Essa é a minha única chance'

Seguindo seu plano, ele "deixou" Sakura atingi-lo no rosto.

Viu algumas estrelas, mas como previu, por uma fração de segundo, ela se distraiu e baixou a guarda, então ele conseguiu dar um potente soco na barriga dela, que a fez praticamente voar em direção ao tronco da árvore mais próxima.

Li achou que esse era o final da luta, mas, para sua surpresa, ela conseguiu se erguer e se colocou em posição de ataque vindo em sua direção.

'Essa não! Do que essa garota é feita afinal?' - se perguntou surpreso, enquanto se defendia de uma série de socos e chutes dela.

Decidiu que já estava na hora dele acabar logo com aquilo.

Deu um salto e subiu numa árvore próxima, sendo seguido pela japonesa, mal chegando ao alto da árvore, o chinês voltou a saltar, dessa vez em direção à Sakura, que vinha subindo.

'Agora!' - pensou enquanto conseguia acertá-la com um potente chute na barriga, jogando-a ao chão.

Era o final da luta.

- Muito bem, jovens! - disse o velho chinês ao se aproximar dos combatentes.

Sakura estava apoiada em um dos joelhos, segurando a barriga com uma das mãos, levantou-se lentamente se apoiando no tronco da árvore da qual caíra, enquanto Shaoran limpava o sangue que escorria de sua boca devido ao soco que havia recebido dela, antes.

'Mas que soco poderoso foi aquele? Estou vendo estrelas até agora!' - pensou impressionado, chacoalhando a cabeça de um lado para o outro, tentando clarear a visão, em seguida, lançou um olhar para Sakura, procurando ver como ela estava depois de ter recebido um chute daqueles.

Toda a sua preocupação se dissipou ao ver que ela estava de pé e bem.

- Se aproximem! - pediu o mestre - Quero dizer que ambos lutaram impressionantemente bem - falou quando os dois ficaram a sua frente - Gostaria de parabenizá-lo jovem Li, por sua vitória - o jovem chinês balançou a cabeça, orgulhoso.

- Agora darei a vocês alguns minutos para que se recuperem e se preparem, antes da disputa mágica, na qual cada um de vocês terá três chances de lançar magia no adversário que terá que se defender – explicou com simplicidade - Agora vão!

Shaoran e Sakura se dirigiram até as margens do riacho, onde se abaixaram, beberam um pouco de água e lavaram o rosto.

- Você luta muito bem Li... Parabéns! - cumprimentou Sakura baixinho, num tom desanimado.

- Obrigado, mas já era de se esperar que uma magricelinha como você não fosse capaz de me vencer, posso apostar que agora a sua barriga deve estar doendo como o diabo - falou lançando para ela um olhar divertido.

Sakura sentiu que ficava vermelha de raiva.

- Não é possível! Eu estou te parabenizando e você fica aí se gabando, e ainda tem a audácia de continuar me chamando por esse nome ridículo! - os olhos verdes brilhavam de raiva.

Saiu pisando duro, em direção às árvores, desaparecendo do campo de visão do jovem chinês.

O que ela não sabia, era que Shaoran havia feito aquele comentário apenas para afastar do olhar dela aquele brilho de desânimo, pois ele detestaria ter que duelar contra alguém desanimado.

'Como é fácil irritá-la' - pensou divertido enquanto massageava o rosto dolorido.


'Mas que insensível sem coração!' - pensou Sakura furiosa, enquanto caminhava por entre as árvores - 'Atrevido mal-educado! Ele vai ver só!' - caminhou mais um pouco, até que parou em frente a uma imponente árvore.

- Puxa, mas que linda! - exclamou maravilhada, olhando para a imensa árvore.

Apoiou o braço direito nela, levou o esquerdo até a barriga, que, como Li dissera, estava doendo bastante, e fechou os olhos.

'Preciso me acalmar' - pensou e, inexplicavelmente, foi invadida por uma grande tranqüilidade, inspirou profundamente e soltou um grande suspiro, se sentia estranhamente calma.

Abriu os olhos.

– Obrigada! - falou para a árvore e depois, agilmente, subiu num de seus galhos, sentou-se, encostou-se no tronco, e começou a pensar em como iria utilizar as cartas no próximo combate. Não podia perder.

- Não vou perder de jeito nenhum!- disse determinada.

Depois de alguns minutos analisando as suas cartas, Sakura, finalmente, saltou da árvore, e caminhou lentamente até o lugar onde o mestre Yun estava, ao chegar lá, ela viu que o jovem chinês já a aguardava, percebeu, pelo olhar do rapaz, que por aí viria um comentário que a aborreceria.

Dito e feito!

- Finalmente a nobre dama nos deu o ar da sua graça! - falou Shaoran, como de costume, ironicamente.

- Olha aqui, é melhor você calar a boca, seu pirralho atrevido - rebateu a japonesa.

- Pirralho atrevido? Quem você pensa que...

- É melhor vocês dois pararem de brigar, e começarem a duelar, porque já está ficando tarde e eu estou com fome - interrompeu o velho chinês.

Nesse momento os dois jovens perceberam que, há muito, o sol tinha se posto e uma densa escuridão os envolvia.

- Se preparem! - ordenou o mestre

A exemplo da primeira disputa, os dois jovens se puseram frente a frente.

- Quem começa? - perguntam os dois ao mesmo tempo, olhando para Yun.

- Tenho um método, que nunca falha, para resolver esse tipo de impasse - falou o velho num tom baixo e misterioso, causando um estremecimento de expectativa nos jovens.

- E qual seria, mestre? - perguntou Sakura, séria.

- Par ou impar - disse simplesmente.

Sakura e Shaoran caíram no chão ao ouvirem esse comentário. Os dois se levantaram meio sem graça

- Par - disse Sakura

- Então eu serei ímpar.

"Excelente dedução, Sherlock!" – Sakura pensou.

- Certo! Então quem ganhar será o primeiro - disse o mestre.

Li e Sakura colocaram as mãos às costas e as mostraram ao mesmo tempo, Sakura mostrou dois dedos e Shaoran três.

- Ganhei, então eu começo – falou o rapaz.

- Ótimo! Tomem as suas posições - ordenou Yun.

O jovem chinês e a japonesa afastaram-se alguns metros um do outro.

Li pegou as suas esferas mágicas e as transformou numa espada, enquanto que Sakura pegou a sua chave mágica e disse simplesmente:

- Liberte-se - pegou o seu báculo mágico.

Estava mais do que preparada. Confiava nas suas cartas e confiava na sua magia.

Estava concentrada.

- Deus do raio, vinde a mim! - ouviu Li falando e preparou-se para se defender.

Sakura percebeu, vindo em sua direção, raios resplandecentes, mas não se preocupou, começou a correr, pegou uma carta.

- Corrida! – gritou.

Com isso, atingiu uma velocidade impressionante, deixando para trás os raios conjurados pelo rapaz, mas percebeu que eles a estavam seguindo, sorriu e passou a correr em direção a uma grande árvore.

- 'Mas o que ela está tentando fazer?' - se perguntou Li.

Sakura diminuiu a velocidade e, quando os raios estavam prestes a lhe atingir, ela fez algo impressionante.

Correu pelo tronco da árvore e depois deu uma cambalhota fazendo com que a magia o atingisse. Antes de chegar ao chão, ela conjurou uma magia de ataque.

– Trovão! – raios, muito maiores e mais velozes que os que Li invocara, se lançam na direção do rapaz.

Tudo foi tão rápido que ele não pôde sequer se mover.

– Droga! Vou ser atingido! – disse, pego totalmente de surpresa.

Mas ao contrário do que pensou, não foi nem tocado pelos raios.

Na verdade, Sakura os fez atingir um galho de árvore que caiu na da cabeça do garoto.

Sakura riu ao ver o irritante rapaz levar uma das mãos ao local onde foi atingido.

Li ficou furioso ao ouvir o riso da japonesa.

- Deus do fogo, venha! – conjurou.

Sakura não se assustou ao ver as chamas da magia do rapaz

'Vou combater fogo com fogo' - pensou com um sorriso - Fogo! – gritou.

Uma figura feita de fogo contra atacou, diretamente, as chamas conjuradas pelo jovem chinês. Foi formado um imenso fogaréu, num duelo de força mágica, do qual Sakura saiu vencedora.

A carta do fogo superou a magia de Li e avançou com o intuito de atacá-lo.

O chinês correu em direção ao rio e mergulhou, ficando submerso, conseguiu se proteger do ataque da carta.

Sakura recolheu o poder da sua carta, pois não queria que o rio inteiro evaporasse, olhou para a água e esperou o contra ataque do guerreiro chinês, que não tardou a acontecer.

Li deu um salto saindo do rio ao mesmo tempo em que disse:

- Dragão da água, venha! – conjurou sua magia e esperou que seu último ataque conseguisse derrotar a japonesa.

O redemoinho formado por sua magia se uniu ao rio, formando um poderoso ataque aquático, mas Sakura logo se defendeu.

– Escudo! - uma barreira mágica se formou ao seu redor no exato momento em que o ataque do chinês ia atingi-la.

Li, muito satisfeito, pensou que a tinha acertado em cheio, mas, quando seu ataque se encerrou, percebeu, com espanto, que a garota nem se quer se molhara com a sua investida.

Sakura decidiu dar uma lição naquele atrevido e terminar de vez aquele duelo, então ela rapidamente chamou outra carta.

- Vento, transforme-se em correntes da justiça!

'Mas que droga é essa?' - se espantou o rapaz, ao ver aquela figura mágica surgir, ninguém sabe de onde, e aprisioná-lo no ar de modo que não conseguia se mexer e muito menos invocar a sua magia.

Havia sido derrotado.

- 'Droga!' - sempre havia imaginado que a batalha mágica contra aquela japonesa seria difícil, já que ela possuía as "cartas Clow", mas nunca havia passado pela sua cabeça ser tão facilmente derrotado.

'Essa garota possui poderes mágicos surpreendentes' - pensou no momento em que Sakura recolheu a carta, libertando-o.

- Muito bem! Seus dotes mágicos são surpreendentes, minha jovem! Não é de se espantar que o mago Clow a tenha escolhido como dona das cartas dele - falou o mestre Yun fazendo uma reverência à Sakura.

Ao ouvir o comentário de ancião, Li se enrijeceu.

- Muito obrigada, mestre - respondeu a jovem fazendo uma reverência a ele também.

Shaoran se manteve calado, sentia-se um pouco humilhado, mas em seu íntimo começou a surgir uma pequena chama de respeito pela japonesa... Entretanto ele nunca iria admitir isso, nem sob tortura.

- Mestre, ela venceu uma disputa e eu outra, então quem será o seu discípulo? - perguntou o jovem chinês expondo a dúvida que Sakura também tinha.

- Quanto a isso não se preocupem, está tudo saindo como eu planejei. Venham até a minha casa, devem estar com fome - respondeu Yun.

O estômago de Sakura escolheu aquele exato momento para roncar.

- Er... Desculpem-me! – falou corando até a raiz dos cabelos. - Eu estou morta de fome! - completou envergonhada.

O velho os fez seguir até a sua moradia, uma casa feita de madeira com um espaçoso terraço.

- Logo será servido o jantar, mas vocês devem estar querendo tomar um banho, então venham por aqui - disse indo em direção aos fundos da casa, sendo seguido pelos jovens.

Caminharam um pouco até que, para surpresa e satisfação dos garotos, chegaram até uma fonte termal que era dividida ao meio por um muro.

– Damas à direita e cavalheiros à esquerda, não vale espiar, ouviram? - brincou Yun fazendo tanto Sakura quanto Shaoran ficarem vermelhos. - Ali vocês poderão se trocar e encontrarão todos os aparatos que precisarão para o banho, suas mochilas já estão lá dentro – falou, ainda apontando para duas casinhas que ficavam uma em cada lado da fonte, e se dirigiu de volta para a casa.

Quando o mestre sumiu em meio às árvores, Sakura e Shaoran foram até a fonte, quando a garota ia passando por ele, em direção ao lado direito do muro, Shaoran a segurou pelo braço, impedindo-a de caminhar.

A garota o olhou assustada.

- Eu gostaria de te cumprimentar por sua vitória na disputa mágica - falou o garoto enquanto soltava o braço dela.

- Você também duelou muito bem, Li - respondeu Sakura e foi embora. - Mas o meu poder mágico é muito maior que o seu - alfinetou antes de contornar o muro que dividia a fonte.

- Ora sua...! - resmungou Li irritadíssimo, e ficou com mais raiva ainda ao ouvir a risada da garota, do outro lado do muro.

Ainda rindo, por ter conseguido irritar o chinês, Sakura entrou na casinha que o mestre indicou.

Era um banheiro, na verdade.

Lá havia um chuveiro, uma pia abaixo de um enorme espelho, uma privada e um armário, onde ela pôde ver toalhas e sabonetes.

A garota resolveu não perder mais tempo.

Tirou rapidamente a roupa, olhou para si mesma e viu os inúmeros hematomas por todo o seu corpo, o que doía mais era uma enorme mancha roxa que se estendia por sua barriga, a garota suspeitava que tivesse tirado uma costela do lugar, mas ela tinha a solução para esse problema...

Concentrou sua magia na mão esquerda, que emitiu uma luz rosa, a pousou no local roxo, um calor agradável a envolveu e a dor sumiu por completo, logo em seguida sentiu uma forte tontura, que a obrigou a se sentar num banco próximo.

Sakura apoiou os cotovelos nos joelhos, curvou um pouco as costas doloridas e tapou o rosto com as mãos.

Sempre que usava essa magia curativa, que havia aprendido com Eriol, ficava debilitada.

Lembrou-se da vez em que Tomoyo havia rolado as escadas do colégio, porque Sakura, que havia dormido na casa dela, tinha demorado a acordar fazendo com que as duas se atrasassem para o colégio. A coitada da Tomoyo tropeçou, enquanto subia correndo as escadas do colégio e caiu por cima de um braço que ficou num ângulo estranho, Sakura, se sentindo culpada, resolveu usar a magia da cura para "consertar" o braço da amiga...

O resultado foi que Sakura desmaiou e ficou inconsciente por quatro dias seguidos, deixando todo mundo preocupado.

Sorriu ao lembrar a cara de choro que a Tomoyo tinha e do abraço apertado que ela lhe deu assim que acordou.

- Pobre Tomoyo - falou e o sorriso em seus lábios aumentou, ao se lembrar da prima.

Sakura então, se ergueu e decidiu não usar essa magia para curar os outros machucados.

'Afinal, nem estão doendo tanto' – pensou.

Pegou uma toalha e um sabonete no armário, tomou um banho rápido, se enrolou no pano de tecido felpudo e saiu, pretendendo se banhar na fonte.

Quando chegou, entrou pé ante pé, para se acostumar com a temperatura. Pensando em como o mestre Yun decidiria quem seria seu discípulo, deu um pequeno mergulho, depois permaneceu com o corpo submerso até o queixo e relaxou os músculos tensos.

- Humm... Mas que maravilha! - sussurrou fechando os olhos.

Todos os seus problemas e dúvidas desaparecem.

Sakura permaneceu por uns dez minutos na fonte, até que decidiu que era hora de sair. Enrolou-se novamente na toalha e se dirigiu para o banheiro, lá ela abriu a sua mochila e escolheu uma camiseta branca e uma calça jeans azul clara.

Vestiu-se e calçou um par de tênis preto que estava na sua mala, penteou os cabelos, pegou a sua bagagem e caminhou até a casa do velho chinês.

Ao chegar perto da casa, encontrou com Li, ele estava vestindo uma camisa cinza e uma calça jeans preta, ambos trocaram um olhar fulminante e caminharam em direção a casa.

Ao entrarem o velho mestre os recebeu com um sorriso e os convidou a sentarem e comerem.

O jantar foi, para Sakura, um manjar dos deuses, pois estava faminta.

Comeu duas tigelas de arroz e tomou três de sopa, depois de acabar de engolir tudo suspirou feliz.

- Puxa, que delícia! – exclamou satisfeita

- Você comeu como alguém que passou anos perdido no deserto – comentou Li, terminando de tomar a sua sopa.

- Mas o que você está tentando dizer? Você comeu três pratos de arroz e tomou quatro pratos de sopa!- retrucou Sakura.

- Comparando o meu tamanho com o seu, eu tenho que comer mais mesmo, sua nanica! - comentou o rapaz olhando para Sakura

- Nanica?! – Sakura estava irritadíssima, na verdade,l ela media 1.70, não poderia, de jeito nenhum, ser chamada de nanica, mas comparada a ele, que não devia medir menos de 1.85, era baixinha mesmo...

Mas isso não dava o direito daquele intrometido chamá-la de nanica.

- Olha aqui seu gigante rabugento, acho melhor o senhor guardar os seus comentários ridículos para si mesmo, ok?

Quando Li se preparava para responder o mestre Yun resolveu intervir.

- Já chega – falou num tom brando - Shin, você poderia, por favor, retirar a mesa, pois eu preciso conversar com esses dois brigões aqui – completou ele falando com o monge que o ajudava nas tarefas domésticas.

- Bem, garotos, sigam-me.

Sakura e Shaoran se retiraram da mesa, o mestre os guiou até uma saleta.

Assim que entraram, ele se pôs de joelhos e indicou que os dois fizessem o mesmo. Se posicionaram de modo que ficaram de frente ao velho.

- Devem estar se perguntado qual de vocês será o meu discípulo... - disse mestre Yun.

Sakura e Shaoran o encaram, com crescente expectativa, e balançam a cabeça afirmando.

- Então não vou fazer mais suspense, o meu discípulo será... - mesmo dizendo que não faria mais suspense o velho mestre fez uma pausa dramática – Os dois.

- COMO? – Exclamaram ao mesmo tempo, Shaoran e Sakura.

- Isso mesmo que ouviram, os dois foram escolhidos.

-COMO? – Repetiram eles, em uníssono.

- Talvez seja melhor eu rever a minha decisão, já que vocês aparentam ter algum problema mental que os impede de entender o que os outros falam e só ficam repetindo a mesma coisa - comentou o mestre,

Os dois jovens coraram, meio sem graça.

- De-desculpe mestre, mas o senhor tem que concordar que tudo está muito confuso aqui. – comentou Sakura – Primeiro o senhor disse que nós teríamos que lutar para decidir quem seria o seu discípulo, e agora diz que nós dois fomos escolhidos.

- Sabe, jovem Sakura, desde o inicio eu já havia decidido treinar vocês dois – o mestre revelou.

- Mas então por que o senhor nos testou daquela maneira, mestre? – questionou Li.

- Eu precisava saber quais eram os pontos fortes de vocês e por esse motivo eu os incentivei a disputarem daquele jeito. – o velho deu um leve sorriso – Pude perceber que o jovem Li é um excelente lutador e que a jovem Sakura domina maravilhosamente a magia.

- Mas mestre, havia mesmo necessidade de esconder que nós dois seríamos treinados pelo senhor? – questionou Sakura.

- Claro! O fato de vocês pensarem que estavam disputando algo... fez com que lutassem com todas as suas forças. – respondeu Yun.

- Sempre me foi dito que o senhor só treinava uma pessoa de cada vez, por que agora treinará nós dois, mestre? – questionou Li

- É que nunca antes me foi solicitado treinamento por pessoas com habilidade tão especiais, caro Li. – respondeu o velho.

Os dois jovens se sentiram muito satisfeitos ao serem elogiados pelo velho mestre chinês.

- Agora é melhor deixarmos de conversa fiada! Venham que eu irei mostrar para vocês os seus aposentos. Já é muito tarde e amanhã quero vocês de pé ao raiar da aurora – Falou Yun se levantando com um ar misterioso – Peguem a sua bagagem e venham.

Os dois jovens fizeram como o velho pediu e ele os guiou através de um corredor, até que parou em frente a uma porta e a abriu, tratava-se de um quarto simples composto por um guarda-roupa, uma estreita cama de solteiro e um biombo, que estava posicionado num canto do quarto.

- Este será o quarto de vocês dois.

- O QUÊ!? – Gritaram ao mesmo tempo Sakura e Li.

- Isso mesmo que vocês ouviram, como eu só treino um discípulo de cada vez, é natural que eu só disponha de um quarto para oferecer. – explicou o velho.

- Mas mestre, como vamos dividir o mesmo quarto? – Perguntou Sakura levemente corada, pensando que nunca imaginara ter que dividir o quarto com aquele garoto chinês.

O único garoto com quem havia dividido um quarto, além de Touya, foi o Yukito e esse não contava, devido a relação que tinha com o seu irmão.

- Não se preocupe jovem Sakura, eu confio muito em vocês dois e sei que não farão nenhuma bobagem.

Shaoran e Sakura coraram violentamente ao ouvirem o comentário de Yun.

- Mais é claro que nas não faríamos nada! – responderam em uníssono.

- Gente, eu só estava brincando! – retrucou o velho.

- Está bem mestre, depois de tudo eu não vou discutir por causa de um quarto, mas só tem uma cama, como é que vai ser? – questionou Shaoran.

- Bem jovem Li, sinto muito, mas você não terá o privilégio de dividir a cama com a bela Sakura.

Li e Sakura, que ainda estavam voltando à cor normal, voltaram a assumir a tonalidade vermelha.

- MESTRE! – Falaram ao mesmo tempo.

- Foi outra brincadeira, minha gente! Definitivamente vocês não têm nenhum pingo de senso de humor! – comentou o mestre com uma expressão de fingido desapontamento - Vou oferecer para vocês um colchão para que um dos dois o utilize - comentou o mestre chinês com um sorriso.

- Bem, vamos deixar de conversa fiada! Vão logo dormir porque amanhã será um dia muito longo. – falou Yun enquanto os empurrava para dentro do quarto e fechava a porta.

- O colchão está dentro do guarda-roupa, junto com lençóis, travesseiros e cobertores! – gritou do corredor.

Dentro do quarto Sakura e Li se encaravam nervosos.

- Bem como é que vai ser? Quem vai dormir na cama? – Perguntou o jovem chinês voltando a assumir a sua postura séria.

- Você deveria se comportar como um cavalheiro e me ceder a cama, o que acha?- sugeriu Sakura, esperançosa.

- De jeito nenhum! Afinal estamos aqui em pé de igualdade, ou seja, nada de tratamento especial por aqui. – respondeu Shaoran acabando com as esperanças da jovem japonesa.

- Então o que o senhor sugere? – perguntou Sakura, que no fundo sabia que o chinês não concordaria com a sua proposta.

- Acho que poderíamos tirar no par ou ímpar que nem fizemos no duelo de magia, o vencedor dorme na cama hoje, mas amanhã dorme no chão, assim nós dois poderemos desfrutar dessa cama dura, o que acha? – sugeriu Shaoran, olhando friamente para Sakura.

- Por mim está tudo bem – concordou a garota.

- Dessa vez eu serei par – falou Li.

- Tá bom...

Ambos esconderam as mãos atrás das costas e, em seguida, as colocaram para frente.

Sakura mostrou o número um e Li o número quatro.

"Droga!" - pensou irritado.

- É parece que hoje não é o seu dia de sorte, não é? – comentou Sakura, que no íntimo estava radiante por poder dormir na cama, se bem que do jeito que estava cansada poderia dormir no chão sem colchão nem nada.

A garota caminhou até a sua bagagem e de lá tirou um pijama de tecido leve cor de rosa, caminhou até o biombo.

- Nem pense em espiar, viu! – falou para Shaoran.

- Quem vai querer espiar uma magricela como você?

- Ora seu... – se irritou Sakura e, mesmo achando melhor não continuar com aquela discussão, não resistiu e atirou na direção dele o travesseiro que estava na cama. – Imbecil!

Shaoran se desviou facilmente do travesseiro voador e observou a garota se dirigir até o biombo par se trocar, sentiu-se satisfeito por ter conseguido irritá-la mais uma vez. Contudo, apesar do comentário que fez para irritá-la, no seu íntimo até que desejaria dar uma espiada naquela japonesa, que era bem bonitinha, apesar de ter a língua afiada.

Ficou vermelho com o pensamento.

Quando Sakura terminou de se trocar, caminhou em direção a cama e notou que Li já tinha arrumado colchão no chão.

A japonesa deitou na cama e se cobriu com o cobertor, preparando-se para dormir, enquanto Li se dirigia ao biombo para se trocar.


A madrugada já ia longe e Sakura, apesar do cansaço, não conseguia conciliar o sono.

Algo a estava incomodando muito, então, depois de se virar pela milésima vez na cama, decidiu resolver logo o que a afligia.

Levantou-se da cama e caminhou para fora do quarto.

Li também não conseguia dormir, devido ao barulho que Sakura fazia se virando sem parar na cama, já ia reclamar quando percebeu que a garota se levantou e saiu do quarto, resolveu segui-la, afinal vai saber que tipo de loucura aquela garota era capaz de fazer...

Sakura caminhou para fora da casa e foi até o lugar onde tinha lutado com Li, se aproximou da árvore que por sua culpa havia sido atingida pelos raios da magia do garoto chinês, passou a mão carinhosamente pelo tronco danificado pelo ataque mágico e depois se afastou um pouco.

Transformou a chave mágica no báculo e se preparou para invocar a magia certa, puxou um das cartas Sakura e a lançou no ar.

- Envolva esse ser vivo e devolva a ele todo seu antigo resplendor, bosque! - falou enquanto girava o bastão mágico e tocava a carta com ele.

Dito isso, um ser mágico em forma de mulher envolveu a árvore machucada numa luz verde ofuscante e quando a luz esmaeceu o tronco da árvore, que antes estava todo marcado pelo ataque recebido, parecia nunca ter sofrido mal algum.

Sakura se aproximou de novo da árvore e passou a mão no tronco.

- Me desculpe por tê-la machucado. – falou a garota e em seguida se pôs a caminho da casa do mestre.

Não sabia ela que um certo jovem chinês, havia observado todo o desenrolar daquela cena e agora se apressava para chegar no quarto antes dela.

Li estava realmente espantado com a atitude da garota.

Ao entrar no quarto, Sakura encontrou Shaoran dormindo (ou fingindo) deitado no colchão estendido no chão. Ela se encaminhou para cama e assim que se deitou dormiu rapidamente.

O dia seguinte prometia ser muito longo...


Continua...


OLÁ...! OLÁ...? (grita Yuki-chan desesperada, notando que não tinha viva alma no recinto)

Espero que, as poucas pessoas que estão dispostas a acompanhar MIRAI E tenham gostado do capítulo T.T. Puxa gente apenas uma pessoa me mandou review ( Obrigada Melzin-chan!)... Mesmo com poucas reviews eu vou continuar a escrever essa fic.

Antes de ir embora gostaria de lembrar que a Saky falou com Li e com o mestre todo o tempo em chinês ( se lembram que o Eriol ensinou para ela ?). Puxa vida como a Sakura e o Shaoran brigam não é mesmo? Tomara que isso não dure muito...(rsrsrsrsrsrsr). Não se preocupem, logo darei um jeito para que esses dois se tratem bem e virem "amigos"... (Yuki olha para o céu com expressão sonhadora)

Sei que a dor do parto é muito grande, mas depois de tudo isso tenho que partir (minha nossa senhora, que piadinha infame! ¬¬').

O-Ren ;)