LOUCURAS EM UM CRUZEIRO
RESUMO: Cláudia e Rebecca finalmente estão autorizadas a fazer uma viagem num cruzeiro, como sempre queriam. O que elas não esperavam era a condição para elas viajarem: teriam que ir com mais quatro pessoas junto. E o pior, o relacionamento entre eles não é muito bom. Quem serão essas pessoas? E o que isso dará? Só lendo pra saber!
Gostaria de dizer que os nomes Isabel Fernanda e Giovana têm explicação. Giovana é em homenagem a uma ex-colega minha e Isabel Fernanda são nomes de duas "queridas" conhecidas nossas (Isabel é minha ex-colega e Fernanda da Morgane).
Ah, para não perder a mania, Saint Seiya não nos pertence, embora quiséssemos muito! XD
CAPÍTULO 1
Depois de uma semana conturbada pelas notícias bombásticas, Cláudia e Rebecca tentaram se animar e se conformar com o fato da companhia indesejada na viagem de férias... Paciência é uma virtude! (De poucos...)
Cláudia estava num sonho bom, onde certas pessoas não existiam, quando seu despertador tocou, insistentemente.
-Maldito Milo, só você pra me fazer acordar cedo num sábado... - Cláudia reclamou, sonolenta. Mas fez questão de se arrumar impecavelmente. O dia parecia ser perfeito para o vestido azul de alcinhas, que ia até o meio da coxa. Calçou a sandália de salto plataforma delicada, arrumou os cabelos e colocou seus óculos escuros Prada. (Ui bem, que chique!)
No caso da amiga não estava nada diferente, depois de uma noite mal dormida tendo pesadelos com um certo ruivo, Rebecca resolveu levantar, resignada. Estava com saudades do pentelho do irmão, deu uma risada enquanto se levantava, lembrando das bagunças que faziam, mesmo quando adultos...
-Rebecca... São 7 horas! Já de pé? - Ruth perguntou, tomando café enquanto Mauro assistia algum jogo pela ESPN na TV.
-Dormi mal pacas, mãe. - E sentou-se para beber um pouco de café enquanto a mãe lhe fazia uma torrada. Logo ouviu uma batidinha na porta e a cara da Cláudinha apareceu dentro do recinto.
-Oi, já tomou café, cabeça? - Rebecca perguntou, rindo internamente do visual da amiga. "Veio bem vestida, heim?" pensou, mas resolveu guardar o comentário pra si mesma, já que a mãe estava ali.
-Não, vim roubar as torradas da tia! - ambas riram e Cláudia se serviu de leite com café.
-Filha, liga para o Camus pra saber como vocês vão pegar o meu lindinho no aeroporto... - pediu a mãe de Rebecca.
-Ah mãe, sacanagem! - Rebecca bufou. Olhou para Cláudia que tomava seu café calmamente. Era mais sacanagem ainda pedir para a amiga. Não tinha jeito, tinha que ligar pra ele. Saiu da cozinha e foi até o quarto, pegar o celular. Discou alguns números...
Camus estava no meio da Avenida 13 de Maio nesse instante, tentando vencer um pequeno trânsito que se formava na sua frente. Quando viu no visor quem estava ligando, achou no mínimo intrigante. Ligou o viva voz e esperou que ela falasse.
-Alô? - Rebecca falou hesitante.
-Bom dia, Rebecca. - Aquela voz petulante e macia...
-Er... Então, nos encontramos no aeroporto para pegar o Milo? - Rebecca sugeriu antes que gaguejasse novamente. Lembrou o porquê de não gostar de falar com ele por telefone. Aquela maldita voz...
-Vou pegar a Isabel e a Giovana e depois estarei a caminho da sua casa. Nos encontramos aí.
-Mas já está ficando tarde... Já deveríamos estar a caminho! -Respondeu impaciente.
-Rebecca, sem pressa. Me esperem aí. - Ele falou pausadamente, com toda a calma do mundo. Aquilo irritou Rebecca profundamente.
-Tá... - Respondeu depois de contar até 10 mentalmente. - Tchau! - Desligou antes que ele respondesse outra coisa.
Pena que ela não viu o sorriso que ele soltou do outro lado.
-O Camus vai vir pra cá com as chatas!! - Deu um grito do quarto, pra avisar todo mundo da casa o quanto estava desgostosa com aquilo. - E a gente já devia estar lá!! - Completou emburrada.
-Ah, deixa Rebecca... A gente almoça alguma coisa gostosa no aeroporto mesmo. - Sugeriu Cláudia. Ela sempre tinha alguma coisa boa pra lembrar. - Tá! Vou me trocar... - Só aquela hora viu que ainda estava com o pijama de bolinhas coloridas.
Depois de vinte minutos Rebecca estava com a sua mini-saia jeans favorita, uma blusinha com o escrito sugestivo "Love Sucks". Calçando um sapatinho boneca de salto baixo e com a bolsa da Betty Boop a tira colo, começou a bater o pé insistentemente. Já deveriam estar no aeroporto!!
Enquanto isso, nosso inveterado francês (já que ele foi parido nas terras francesas) tentava a todo custo fazer com que as queridas jovenzinhas fossem mais ágeis. Parecia que elas terminavam de se arrumar em câmera lenta. Lentíssima, por sinal...
-Isabel e Giovana, já deveríamos estar a caminho. Terminem de se arrumar, sim? Eu não quero receber ligação de ninguém me aporrinhando por causa de vocês. E ainda temos que ir na agência hoje à tarde.
-Está bem querido, daqui a pouquinho eu termino. - Ela se olhou no espelho pela décima vez, conferindo o vestido florido curto e a sandália de tiras e salto fino. Jogava o cabelo para um lado, depois para o outro... Camus já estava fazendo estatística de tantas vezes que ela arrumava e desarrumava os cabelos. Suspirou. Nem a amiga Giovana agüentava, pobrezinha. Estava quase dormindo no sofá.
-Agora vamos. É sério! - Camus disse, já irritado, depois de constatar que ela refaria todos os movimentos na frente do espelho mais uma vez. Levantou e foi até a porta. Sabia que Rebecca poderia ligar a qualquer momento para lhe atazanar. Ela detestava atrasos.
Quando o interfone tocou na casa dos Albuquerque, uma série de impropérios saiu da boca da filha mais nova da família. Uma risada da boca do pai e um suspiro da mãe. Cláudia só riu discretamente... Os pais iam ficar em casa, aproveitar para preparar um lanche gostoso para o filho e descansar um pouco.
Rebecca e Cláudia entraram no carro e Rebecca deu a partida, viu de relance o Audi A4 prata com a loira tingida e maquiada em plena madrugada do sábado (eram só umas 9 da manhã). Pensou em rir alto. Mas preferiu provocar o seu alvo, que no caso era o ruivo chato.
-Camus, você está atrasado. Me siga!! E vê se não dirige feito uma moça... É um desperdício esse Audi na sua mão! - Deu um sorriso e antes que ele respondesse, arrancou. Cláudia quase teve um treco de tanto rir. Obviamente o seu Wolks não era páreo para o Audi do moço ruivo, mas mesmo assim dirigia sempre com velocidade superior a dele.
-Maldita... - Ele sussurrou, seguindo-a. Resolveu manter a atenção no trânsito e no carro amarelo a frente, onde podia ver as duas gesticulando como duas malucas. Rebecca entrou na Ayrton Senna e seguiram tranqüilos. "Pelo menos não tem trânsito aqui." pensou.
Por sorte ou azar Milo não tinha chegado ainda, pois seu vôo estava pelo menos umas 3 horas atrasado. Bem vindos ao Brasil, crianças!
Quando Cláudia leu no telão que o vôo ia demorar bastante, soltou um suspiro. Olhou pra Rebecca, que evitava olhar para os três empecilhos que as acompanhavam.
-Sabia que ia atrasar. Viu, Rebecca? Eu disse que não necessitava pressa. - Camus disse aquilo calmamente, pra irritá-la de propósito. Ela suspirou...
-Não tem problema! - Claúdia disse, - eu e a Rebecca vamos passear. Com licença! - Sem dar chances de qualquer outra aporrinhação elas viraram e saíram andando.
As duas foram olhar as lojinhas e quiosques do aeroporto. Na maioria eram de importados ou artigos brasileiros com aquele precinho "camarada" para os gringos. Subiram as escadas rolantes e pararam no quiosque da Havanna, pra tomar um café com nutella e comer um alfajor (1). Passaram numa loja de livros e compraram revistas. Cláudia comprou uma "Nutrição em pauta" e Rebecca, uma "Scientific American".(2) Voltaram até onde o trio se encontrava.
Camus tinha uma cara de entediado, lendo um panfleto qualquer. As duas, Giovana e Isabel, conversavam animadamente. Mas pararam assim que Cláudia e Rebecca chegaram. Elas sentaram mais ou menos perto dos três e abriram suas respectivas revistas. Uma hora depois e algumas bufadas, finalmente o avião em que Milo estava resolveu pousar em Guarulhos. Os cinco se levantaram para esperar o distinto.
As portas de vidro se abriram como um passe de mágica e Milo apareceu, empurrando seu carrinho com uma cara de sono. Com uma roupa social meio amassada da viagem, com os cabelos presos... Mesmo amarrotado, sonolento, ainda era o Milo. As madeixas claras estavam presas num rabo de cavalo baixo, e a camisa com os primeiros botões abertos. As moças ao lado suspiravam enquanto aquele "monumento" passava por elas (até um homem passante suspirou...).
Milo avistou o melhor amigo, altivo como sempre com aquela namorada sem graça a tira colo, a amiga da namorada (mais sem graça ainda, coitada). Viu a irmãzinha com uma saia curtíssima! Onde já se viu aquilo!!! E do lado dela uma morena sexy com um vestidinho curto... Sorriu confiante. Geralmente gostava de se divertir com as amigas da irmãzinha (sem que ela soubesse, claro).
Milo chegou perto dos amigos, Giovana se adiantou, indo ao encontro dele.
-Milo, que saudade! Como sempre muito bonito. - Comenta maliciosa.
-Obrigado Giovana! - Ele dá um beijo na bochecha dela, cordial. Vai direto até Camus, dá um abraço apertado no melhor amigo. Rebecca tirou uma foto dos dois. Ele cumprimentou Isabel, que deu um sorriso meio forçado.
-Oi Becca! - Apertou Rebecca num abraço e lhe fez cócegas. - Quem deu permissão pra andar com saias tão curtas, heim?
-Pára, seu bobo!! Eu visto o que me dá na telha! - De repente Milo olha para o lado direito de Rebeca e lança o seu olhar sensual e provocante sobre a morena ao lado da irmã.
-Então, Becca. Tá de amiga nova? - Milo perguntou. Rebecca cai na gargalhada, até Camus não aguentou e deixou soltar um risinho.
-Milo, não acredito que você não me reconheceu! - Cláudia ficou meio surpresa. "Desgraçado, ele voltou só para eu ficar cada vez mais apaixonada. Ele está mais lindo do que nunca!" pensou, tentando não ficar sem graça com os olhares que ele estava lançando. - Você nunca vai deixar de ser desligado, né? Não me reconheceu! - Milo soltou o carrinho e arregalou os olhos. Não era possível que ela era a Cláudinha. Tava linda!! Comentou de queixo caído.
-Ah, mas também você mudou muito, teimosinha! - deu um beijo e um abraço. Eram amigos de infância, afinal (e tinha que tirar algum proveito disso).
-Pra melhor ou pra pior? - Cláudia perguntou, encarando-o com os olhos semi cerrados. Pose típica desafiadora. Milo sorriu confiante.
-Pelo visto sua aparência mudou, mas a personalidade chata, irritante e teimosa não mudou absolutamente nada! - O restante dos amigos se afastou levemente, rindo. Rebecca estava adorando a briguinha... Sabia que a amiga ainda arrastava um bonde para o besta do irmão mais velho, mas não descia do salto.
-O mesmo eu posso dizer de você, seu pentelho. Sempre muito desligado, irritante e implicante!! - Cláudia colocou as mãos na cintura, falando com o nariz impinado. Iam começar outro "round" de impropérios quanto foram interrompidos.
-Vamos parar com isso? Eu tô morrendo de vontade de saber as novidades, Milo. - Rebecca tinha que concordar com aquela coisinha chata da Giovana, os pais já deviam estar verdes de tanto esperá-los.
No estacionamento, todos decidiram que Milo e Camus iam num carro, sozinhos e, Rebecca levaria o "resto" da bagagem. "Eu mereço?" ela pensou. Olhou para Cláudia, que parecia estar em outra dimensão, de tão pensativa. "Ai, que saudades...", Cláudia estava perdida com seus pensamentos enquanto a amiga colocava uma música do Motörhead, alta o suficiente para não ouvir a conversinha chata das duas malas no banco de trás (nem qualquer reclamação).
Enquanto isso no outro carro...
-Como foi o MBA, Milo? Camus perguntou. Milo sorriu, estava muito feliz de ter voltado ao Brasil... Não suportava mais a comida alemã e muito menos a frieza das garotas loiras sob seu lençol. Mas tinha sido uma experiência boa.
-Profissionalmente foi muito melhor do que eu esperava. As faculdades na Alemanha são muito capazes em colocar qualquer trabalho em prática. Tive contato com muita gente importante da administração e trabalhei muito. Infelizmente não posso dizer o mesmo das pessoas... Muito fechadas, esquisitas, mas suficientemente razoáveis para passar à noite num bar. Se é que você me entende. - Ele deu um sorriso no final. - Aliás, - acrescentou, - fiz questão de me especializar na parte de administração de empresas que estão no setor de engenharia. E pretendo fazer uma apresentação na empresa do seu pai, assim que for possível.
-Quem diria que você, Milo, ia chegar ao Brasil falando de negócios... Você está muito mudado, mon ami!!
-Se estivesse no meu lugar, provavelmente iria entender. É falta das moças brasileiras... - E ambos soltaram uma risada. Conversaram sobre outros assuntos...
Passados alguns minutos, estavam todos em casa, mais propriamente descarregando as coisas do Milo. Cada um levou alguma coisa e ao chegarem em casa encontraram os pais na porta. Milo largou a mala para abraçar os pais, enquanto Rebecca tirava mais fotos... Dentro de casa, depois de arrumar a bagunça, Milo resolveu abrir a mala de presentes, e dar lembrancinhas a todos. Assim podia descansar mais depressa. Todos se encontravam na sala, comendo aperitivos, bebendo um refresco gelado e conversando.
-Vamos Milo, conte-nos o que rolou na Alemanha... - Todos estavam curiosos. Milo contou sobre os costumes "bizarros" dos alemães, o trabalho, as baladas e o rio de cerveja que tinha bebido.
-Ah, sempre tem algum festival da cerveja em alguma cidadezinha alemã. Cada cidade tem uma cervejaria tradicional! Apesar de estar meio entediado com a culinária meio repetitiva da Alemanha, já não se pode falar de bebida. Sempre tem alguma coisa nova!
Todos riam, enquanto ele deu alguns presentinhos. Uma camiseta de Munich para o Camus, além de uns cds de Jazz. Uma caixinha de música para a irmã (adorava aquela baixinha!!), dois vidrinhos de perfume, um para Isabel e sua amiga Giovana. E uma caixa de chocolates suíços Lindt para Cláudia, que custou esconder o sorriso de satisfação... Não era todo dia que se ganhava chocolates suíços.
-Bom, chega de falar da Alemanha... Eu mais trabalhei e estudei do que me diverti! Como as coisas estão com vocês? - Ele perguntou, abraçando a irmã de lado, que resolveu contar o que estava fazendo.
-Ah, eu estou fazendo mestrado e trabalhando com a minha orientadora (3) numa junta de médicos e físicos que fazem tratamento de câncer com laser. É um trabalho bacana... Mas eu ainda me impressiono com muita coisa...
-Bom, Milo, não tem muito mais novo pra te contar. Estou trabalhando com meu pai. - Camus contou. - Ainda não sei se opto por uma pós graduação nesse momento. Eu estou mais pensando no resto da empresa. Já as meninas falaram de nutrição como um todo... Só a Cláudia que trabalhava com algo diferente.
-Meu trabalho é um pouco diferente da Isabel e da Giovana. Eu passei num concurso agora pra tomar conta da parte de bioética e biossegurança na área oncológica. Ajudar na alimentação pós cirúrgica de pacientes com câncer é essencial! - Cláudia amava o seu trabalho, todo mundo ouvia ela com atenção. Dava pra perceber que era algo muito especial. "Hum... Ela está mudada, muito bem mudada por sinal" pensou Milo. Mas não perdeu a chance de irritá-la.
-E você está cuidando bem dos pacientes, Cláudinha? Porque se você trata seus pacientes como me trata eles ficarão muito mal! - Ele sorriu sarcástico, fazendo troça.
-Acontece Milo, que os meus pacientes não são implicantes e irritantes como você! - Outra briga ia começar quando dona Ruth resolveu apartar...
-Milo, filho, deixa de ser assim! Vá se deitar e tomar um banho, depois vocês vão até a agência para resolver sobre o cruzeiro. - Milo saiu logo, sendo levado pela mãe. Os outros ficaram na sala, trocando algumas palavras.
Horas depois... Mais precisamente na agência de turismo.
Tão alto quanto um edifício de 20 andares com quase 300 metros de comprimento, o Costa Atlântica lançou um novo conceito em navio, sendo o parapeito das varandas feito todo de vidro dando a impressão de que o céu e o mar fazem parte do ambiente aconchegante das cabines. Hum... Será que todos iam achar isso?
-Tem muita coisa que eu quero pesquisar, mas olha só o que tem no Costa Atlântica, que é o que a gente já tinha combinado. - Cláudia mostrou o profile do cruzeiro, com salas de ginástica, 4 piscinas, restaurantes, cassino, discoteca, boutique, bares, teatro, cyber café, atividades na piscina com jogos e música, entretenimento noturno com clubes e shows, tem musicais também! E com atividades para diferentes grupos etários...
-Já pensou se fosse um cruzeiro para terceira idade? - Milo ironizou, dando uma risada. - Aí só ia ter bingo pra jogar. - a irmã complementou a piada e todos riram.
-Olha só, tem muitas bebidas inclusas! - Rebecca disse, chamando à atenção. Tinha Manhattan, Bloody Mary, Cuba Libre, Mojito, Tequila, Margarita, Caipirinha, Amaretto, Baileys, Amarula, Ballantines, Vodka Smirnoff... - Ai, ai, coitado do meu fígado! - Rebecca ironizou.
-Ai, bebida alcoólica eu não bebo, pois engorda! - Isabel disse, cortando o barato. Rebecca e Cláudia ignoraram (até a Giovana ignorou) e continuaram a ver tudo sobre o cruzeiro.
-Ah, e cada noite tem uma festa diferente, olha só. Primeira noite: festa não temática na boate, segundo dia: festa à fantasia, terceiro dia: festa havaiana, quarto dia: noite do comandante (festa de gala), quinto dia: rave, sexto e sétimo dias: festa não temática na boate. - Cláudia falou.
-Além de voltar sem fígado, vou voltar sem os pés também... - Comentou Rebecca, rindo com a Cláudia, - com certeza, amiga! - Ela respondeu.
-Não esqueçam que o telefone, fotos com os tripulantes, cyber café, boutique, lojas e o roteiro fora do navio não estão inclusos no pacote. - Camus alertou. - Hum, bem lembrado, Camus, - Milo comenta, - mas o que está incluso? A comida, pelo menos?
- Claro né, cabeção! São 6 refeições, as bebidas, cabeleireiro, primeiros socorros, jacuzzis, saunas seca e úmida e massagista. - Rebecca mostrou o profile.
-Bom, e aí, cabeças. Falta mais alguma coisa? - Milo já queria dar o fora daquela bagunça. Não aguentava mais ouvir bufadas e Giovana olhando pra ele.
-Falta ver qual cabine nós vamos comprar, - Camus falou com pesar. Aquilo ia dar briga...
-Tem uma cabine grande e externa, que acho que serve para vocês. Cláudia comentou.
-Como assim, externa? - Perguntou Camus. - Quer dizer que é do lado mais externo do navio. São mais caras, mas as maiores. - Rebecca explicou. - Essa é a presidencial. Mas não tem espaço para todos.
-Mas eu e Rebecca resolvemos que vamos pegar uma cabine interna e mais barata, para duas pessoas. - Cláudia foi enfática.
-Hunf, viu... Ficaremos na melhor suíte! - Isabel comentou toda sorridente, fazendo pouco caso.
-Como se a gente fosse passar o tempo todo dentro da suíte, né? - Cláudia respondeu à altura.
-Talvez isso seja a melhor para nós. - Camus replicou, antes que Isabel falasse mais alguma coisa. - O que você acha, Milo?
-Bom, já tô vendo que vai ser o maior chiqueiro... Mas acho que tudo vai dar certo no final.
Até que Milo tinha um pouquinho de bom senso... Ou não?
Depois de cada um deixar um rim, quer dizer, pagar o cruzeiro da forma que cada um podia, voltaram para suas casas. Milo voltou no carro da Rebecca, observando enquanto elas conversavam sobre tudo o que iriam fazer na viagem. Ele achou que sua irmã e a amiguinha tinham mudado. Não tinha ficado muito tempo fora de casa, mas elas pareciam ser mulheres diferentes, decididas demais, ousadas demais, bonitas demais... Suspirou. Ele e Camus iam ter um trabalho árduo vigiando essas duas malucas.
CONTINUA
N/M: Ufa, terminei... Ficou grande, mas tá aí, até com propaganda do Costa Atlântica, que de fato existe!!
MUITÍSSIMO OBRIGADA PELOS REVIEWS!!! E obrigada aos que não postaram review também, pois muita gente leu, mas não comentou. Não me importo, pelo menos alguém leu XD
Rodapé:
(1) Gente, eu recomendo qualquer coisa do Havanna. O café, o capuccino e os alfajores são espetaculares. Caros, mas espetaculares!!! É tão gostoso quanto Starbucks!! xD
(2) Nutrição em Pauta é uma revista científica de nutrição e a Scientific American é mais uma revista de divulgação científica (a única decente ultimamente).
(3) Orientador é o professor que é responsável pelo aluno de mestrado/doutorado. Geralmente isso acontece no caso da pós graduação stricto sensu em que o aluno faz cursos e participa ativamente de um projeto escrito por ele e pelo orientador. No final da duração do projeto (geralmente um ano ou mais) há a defesa da tese de mestrado, daí você tem o título de mestre.
Outra pós graduação é a latu sensu, onde o aluno só faz cursos de especialização. Que ocorre muito na área da saúde, por exemplo. Minha amiga é enfermeira e foi fazer um curso de punção lombar intraóssea, (medo!) que é uma especialização, mas só ocorre quando se está formado, ou seja, pós graduação também!
