Narrado por James Sirius Potter
- Eu nem acredito no que meus olhos vêem. Pensei que tivesse esquecido a família James Sirius. – Vovó disse com os olhos estreitados. Fazia mais de um mês que eu não aparecia nos tradicionais almoços de domingo. Mas, era simplesmente impossível com a quantidade de trabalho que estava tendo no ministério. Ainda mais esse mês específico.
Fazia quase quatro anos que tinha saído de Hogwarts e trabalhava sem parar em projetos de lei sobre o uso dos artefatos trouxas. Eu queria que os bruxos vissem que o mundo não mágico tinha muitas coisas a oferecer. E isso seria a obra da minha vida. O meu jeito de entrar pra história do mundo bruxo. E há exatamente um mês, por obra direta do próprio Merlin provavelmente, eu consegui uma reunião com o Ministro da Magia pra falar dos meus projetos.
E eu faria o que fosse possível pra essa reunião ser perfeita. Inclusive abrir mão das reuniões de família. Mas, hoje eu não poderia faltar. 31 de julho. Aniversário do velho Harry Potter. Se eu não aparecesse eu seria crucificado vivo. E dona Ginny Potter pararia de mandar comida pro meu apartamento.
- Meu filho. É tão bom saber que você está vivo. – Mamãe disse enquanto me abraçava. – Seu pai está lá fora. Vá falar com ele.
Quando cheguei à varanda encontrei Al, Lily, papai, vovô, Tio Ron e Hugo conversando. Tia Mione estava com mamãe e vovó na cozinha. O resto da família ainda não tinha chego.
- Filho pródigo a casa torna. – Papai disse sorrindo.
-Parabéns papai. – Disse enquanto o abraçava. – Desculpe, mas o presente vem depois. Não tive tempo de comprar.
Papai fez um gesto displicente com a mão. Então cumprimentei os outros.
- E então Hugo e Lily, o resultado dos NIEMS?
-Oh. Chegaram. – Lily disse sorridente. – Você está diante de uma futura curandeira James Sirius.
- E de um futuro auror. – Hugo disse estufando o peito. Era realmente engraçado pensar que nenhum dos filhos do grande Harry Potter se tornou auror. Quer dizer da nossa geração Hugo seria o primeiro da família. E provavelmente o único.
- Como andam as coisas Albus?
- Muito bem James. E a reunião com ministro é quando? – Albus perguntou como se soubesse de algo que eu não sei.
- Esta semana. Na sexta feira.
- Vai correr tudo bem. Quem diria que meu filhinho se empenharia tanto em algo não?- Mamãe chegou carregando uma travessa e colocando em cima da mesa.
- Você se lembra quanto trabalho ele nos deu no ano dos NOMS?
- Oh não me lembrem aquele ano. – Albus disse desgostoso. – Rose e James chegaram muito perto de se matarem realmente ali.
Todos então começaram a rir.
- Entre mortos e feridos salvaram-se todos. – Disse Fred que chegava com a noiva Isabelle nesse exato momento. Quem diria que Fred seria o primeiro a se amarrar? – Inclusive a gente. Mas, falando em Rose por onde aquela prima ingrata anda? O ultimo postal que eu recebi já tem quase dois meses.
- Então você está no lucro. – Disse Dominique. Ei quando foi que chegou tanta gente que eu nem reparei? – O último que eu recebi faz pelo menos cinco meses. Se não fosse por vovó eu nem saberia daquela maluca.
- Não reclamem. Os únicos que recebem postais com freqüência são meus pais e vovô e vovó. O ultimo que chegou pra mim faz um mês. E eu sou o irmão.
- Ai que você se engana querido Hugo. – Lily disse com uma careta. – Al recebe tantos cartões quanto vovô e vovó.
- Bom, eu sempre fui o preferido. – Al disse fazendo pose. – E se Rose fosse escrever com freqüência pra todos nós era melhor ela nem ter ido viajar porque passaria o tempo todo escrevendo.
- Agora você disse uma verdade. – Tia Mione disse zangada. – Era melhor que não tivesse ido. Com aquela história de viagem pelo mundo pra decidir o que fazer. - Tia Mione resmungou. – Ela disse que ficaria fora um ano e já fazem quase dois.
- Por Merlin. Deixem a menina. – Ouvi tio Carlinhos resmungar. – Ela sempre foi a mais responsável. Era muita expectativa em cima dela. Ela precisava de um tempo.
- Mas, tanto tempo assim?- Foi a vez da vovó Molly reclamar.
Então de uma hora pra outra a casa já estava cheia com todos os Weasleys possíveis e alguns amigos próximos.
- Então James Sirius. Ouvi falar da sua reunião com o ministro. Existe muita expectativa nesse seu projeto - Neville comentou sorridente. – Quem diria hein? Depois de todo o trabalho que nos deu em Hogwarts. Eu diria que um bom punhado dos meus cabelos brancos foi por sua culpa.
Eu apenas sorri em resposta. Bem verdade que os anos que eu passei em Hogwarts eu dei um tremendo trabalho.
- Oh sim. – A voz de Minerva atingiu meus ouvidos. – Eu provavelmente nunca acertei tanto numa decisão quanto escolher Rose Weasley como monitora.
E eu nunca pensei que um comentário de Minerva fosse levar a tantas gargalhadas. Principalmente proveniente dos meus primos.
Mas, quando me lembro do meu sétimo ano chego a sentir arrepios.
- Rose colocou James na linha. – Minha irmã caçula alfinetou. – Papai e mamãe estavam pensando que James teria que se apaixonar como vovô Potter pra poder se endireitar.
- Eu sempre disse que minha afilhada era uma garota esperta. - Mamãe disse contente.
- Na verdade Rose só fez se aproveitar da situação pra brigar ainda mais comigo. Foi abuso de poder. – Eu me defendi tentando entender porque sempre quando o assunto chegava no meu nome ele atingia o nome de Rose por tabela.
- O pobrezinho. – Molly caçoou. – Eu queria ter estado em Hogwarts pra ver isso. James de um jeito ou de outro sempre conquistava os monitores. O azar dele foi que Rose era imune ao charme dele. Eu tenho que admitir quando fui monitora sempre acabava aliviando a barra pro James.
- Oh. Por favor. Louis deu mais trabalho do que eu. – Eu comentei tentando mudar o rumo da conversa. Louis ainda iria começar o sétimo ano em Hogwarts. Ele e Lucy seriam os últimos Weasleys ou Potter em Hogwarts por um bom tempo.
- Ei, pode parar por ai. Eu tomei jeito ainda no quarto ano.
- Lógico que tomou. – Lucy comentou rindo. – Rose era monitora-chefe e capitã do time de quadribol.
- Vocês estão vendo como ela era abusiva? – Eu comentei.
- Acho que quando ela voltar eu vou oferecer uma vaga pra ela como professora em Hogwarts. Alguns alunos estão precisando de um jeitinho. – Minerva comentou sorrindo. – E eu tenho certeza que ela seria uma ótima professora em qualquer disciplina.
- Eu posso comentar sobre isso na minha próxima carta. Quem sabe assim ela não volta? Ela sempre adorou Hogwarts. – Tia Mione comentou empolgada com essa nova idéia de trazer a filha de volta pra casa.
- Eu realmente adoro Hogwarts. Mas, vou ter que recusar a proposta. – A voz de Rose Weasley soou na entrada do jardim assustando todos nós.
Quando me virei não pude mais vê-la. Ela estava sendo abraçada simultaneamente pelos pais e avôs. Fora Al que já estava posicionado na frente esperando a vez dele.
Depois quando a vi pude apreciar o quão bonita minha prima tinha ficado. Rose tinha os cabelos ruivos, mas ao contrário da maioria das minhas primas o dela era cheio e ondulado. Eu pude ver os olhos azuis que Lily sempre disse querer iguais e a pele branca livre das tais sardas que deixavam Lucy louca. E ela não tinha ficado alta, mas tinha crescido se é que me entendem.
- Até que enfim você chegou. Se eu tivesse que ouvir mais uma vez sua mãe lamentando de saudades eu ia acabar contando que você chegava hoje. –Al comentou enquanto passava o braço pelos ombros de Rose.
- E estragaria toda surpresa seu fofoqueiro.
- Você sabia? – Vovó Molly perguntou. - E porque não nos disse? Eu teria feito sonhos. – Vovó disse desgostosa lembrando-se dos doces preferido de Rose.
- Por que era uma surpresa.
- Você contou pro Albus e não me disse. – Ouvi tia Mione reclamar.
- A surpresa não era pra ele. – Ela disse balançando os ombros. – Sem falar que eu precisei da ajuda dele pra algumas coisas.
- Rose sua interesseira. Desse jeito todo mundo vai pensar que você mandava mais postais pra mim só por causa disso.
- Mas, era só por causa disso. – Ela disse como se fosse óbvio enquanto todos riam.
- Então você finalmente se encontrou? – Tio Rony perguntou sorrindo como um idiota. – E vai voltar finalmente pra sua casa.
- Pode-se dizer que sim. – Ela disse misteriosa. – Sua filha agora tem um emprego fixo por assim dizer. Não um free-lance novo.
- E o que é? – Tia Mione disse com a voz preocupada. – Por que eu soube das suas aventuras com dragões. – Ela disse brava olhando pro tio Gui. E me surpreendendo com isso. Rose e dragões?
- E com todos aqueles animais mágicos esquisitos. – Vovó Molly completou.
- E dos seus inventos perigosos. – Tio Rony concluiu.
- Ei meus inventos não foram perigosos. E apesar dos pesares não será em nenhum desses ramos que eu vou trabalhar.
- Então você finalmente voltou porque conseguiu um emprego? Você teve um milhão de propostas antes disso. – Vick comentou curiosa.
- Não. Eu voltei porque não poderia estar longe quando o mais novo membro da família nascesse. – Ela disse enquanto abraçava a barriga da Vick. Babona.
- Certo. Agora que você já babou sua prima você pode dizer no que minha afilhada vai trabalhar? Por que você ta tirando a atenção da festa do verdadeiro homenageado por aqui. – Papai comentou brincalhão.
- Oh. Desculpe Tio Harry. Parabéns. Eu trouxe seu presente, mas só em pensar nas minhas malas eu sinto calafrios. Assim que eu arrumar minhas coisas eu levo pra você. – Ela disse rápido enquanto abraçava o papai.
- Bom, agora que você falou em presente está desculpada.
- Então Rose? – Tio Ron olhou pra ela ansioso.
- Então o que? – Ela perguntou se fazendo de inocente e Al começou a rir. Ele já deve saber no que essa louca se enfiou.
- Vamos Rose- Eu comentei e todos olharam pra mim. – Você já tem toda atenção em você. Dê logo a notícia.
Mas, ela não pareceu realmente se importar com meu comentário. Na verdade ela apenas sorriu. Eu pude notar que todos ficaram meio na expectativa diante do meu comentário e pareceram surpresos com a reação dela. Qual é? Nós somos adultos agora. Eles esperavam o que? Um duelo?
- Certo James Sirius. Eu gostaria de comunicar que vocês estão diante da nova atacante dos Canhões de Chudley.
- O que? – Eu fui o primeiro a me recuperar aparentemente e me senti na obrigação de fazer essa perguntar. Definitivamente por essa (de novo) eu não esperava.
- Você é a contratação secreta que eles têm negociado há quase um mês? – Lily por fim perguntou.
- Bom. É. É com isso que Al tem me ajudado. Deve ter sido uma tortura pra ele não escrever isso no profeta. – Ela comentou divertida e Albus fez uma careta.
- Mas, o time dos Canhões de Chudley não tem nenhuma mulher. – Fred comentou parecendo confuso ainda.
- Não tinha na verdade. – Ela comentou alegre. – Agora tem.
- Ow. Até que enfim. Esse ano o título é nosso. Meus parabéns querida. – Tio Gui levantou e a abraçou. Seguida por todos os homens da família. Menos eu. E por fim todos pareceram compreender a notícia. Ela recebeu muitos parabéns, mas era possível ver como tia Mione tinha ficado preocupada.
- Isso foi meio surpreendente não? – Molly perguntou agora rindo do lado da prima.
- Meio surpreendente? Você ta sendo bem sutil querida irmã. – Lucy comentou quando se recuperou da crise de riso. – Rose pode ter sido incrível no quadribol. Ter sido a primeira capitã garota em anos.
- O recorde de gols marcado em um campeonato. – Fred completou.
- Mas, não é como se ela não fosse boa em tudo que fazia. – Hugo por fim terminou a linha de raciocínio. – Você sempre foi muito boa em tudo. E todo mundo achava que o quadribol era mais pra provocar o James.
Hugo terminou e eu olhei pra ele espantado.
- Pra dizer a verdade no começo foi mais pra provocar o James mesmo. – Rose comentou sorrindo e eu olhei pra ela com as sobrancelhas arqueadas. Hoje é o dia internacional Rose surpreenda James Sirius?
- Certo. – Eu disse por fim quando me recuperei. – Na verdade todos nós esperávamos que você fosse seguir uma carreira que colocasse esse seu cérebro assustador pra trabalhar integralmente. Que você inventasse uma poção incrível. Ou que escrevesse um livro. Ou então que fosse virar a próxima ministra da magia.
- Eu tenho que admitir que pensei na possibilidade de ser irmão do ministro da magia. – Hugo comentou risonho. – Mas, dane-se minha irmã é atacante dos Canhões de Chudley. Isso é igual a entradas pros jogos. Sem falar em todo o sucesso. Você vai enlouquecer com todos aqueles jornalistas.
- Não vai mesmo. Rose me prometeu uma exclusiva quando eu comecei a ajudá-la. – Albus disse rindo.
- Sabe, eu sempre pensei que vocês fossem melhores amigos. Mas, agora eu entendo a rede sórdida de interesse que acerca a relação de vocês dois. – Fred comentou rindo.
Rose desde o meu comentário olhava pra mim curiosa.
- De qualquer jeito James, você não passou tão longe nas suas suposições. – Albus comentou e todos olharam pra ele.
- Qual é? Agora você vai dizer que Rose vai ser a próxima ministra da magia? – Louis perguntou com as duas sobrancelhas arqueadas.
- Não. Mas, ela não ficou exclusivamente se metendo em perigos diferentes ao redor do mundo.
- Como assim? – Tio Rony perguntou. – E por que Albus parece saber mais coisas a respeito da minha filha do que qualquer um?
- Por que ele é um maldito curioso e fofoqueiro. – Rose disse enquanto girava os olhos. – Acontece que durante esse tempo que eu pesquisei o que eu poderia fazer eu fiz alguns estágios. Bom, como Al já se antecipou eu acho melhor contar pra vocês que Lucy e Louis vão usar esse ano um livro que eu escrevi.
- O que?- Tia Mione perguntou quase chorando de emoção.
- Eu pensei que poderia trabalhar com poções. Eu sempre gostei disso. E passei cinco meses estagiando na Noruega.
Ela esteve na Noruega? Ao contrário de todos os membros da família eu recebi exatamente quatro cartões de Rose. Dois de natais e dois de aniversário. Curtos e sem informações substanciais.
- Então eu escrevia tudo que aprendia. Era um bloco de notas, com observações pessoais. Quando eu terminei vi que tinha ficado razoável e mandei pro Al ler. Ele sempre foi péssimo com poções. Foi mais uma brincadeira com ele.
- Eu sei. Acontece que não é razoável. É ótimo. Ele é muito mais didático que qualquer outro que eu já tinha visto. Então eu acionei uns contatos no profeta e levei numa editora. Eles ficaram apaixonados pelo livro.
- E porque a gente não reparou isso na lista de materiais? – Louis perguntou curioso.
- Oh porque na lista veio só nas iniciais do autor. R.W. As primeiras edições estão todas assim. As cópias que chegam segunda feira as livrarias são as primeiras que têm meu nome.
- E lá se vão completamente minhas esperanças de ser o astro da festa. – Papai comentou divertido. – Minha sobrinha intelectual de um metro e sessenta vira jogadora de quadribol do time mais brutamontes da Inglaterra. E pra ficar completamente paradoxal a situação ela escreve um livro. De poções.
Eu até agora estou tentando me recuperar do susto. Eu sempre soube que Rose ia fazer coisas que iriam orgulhar toda a família. Ela sempre foi a garota gênio. Mas, eu não cheguei a pensar que seria desse modo. Sem falar que isso não combina com ela. Ou pelo menos não combina com a imagem que eu sempre fiz dela. E ela parece mais alegre e mais calma. O que aconteceu nessa viagem?
- Não foi só a viagem sabe. – Ouvi Lily comentar do meu lado e olhei bravo pra ela. – Eu não estou praticando legiminência. Só que é muito fácil imaginar o que você ta pensando. Rose e você nunca conseguiram lidar com as diferenças entre vocês e sabe o que é mais irônico?- Eu virei pra ela imaginando o que poderia ser mais irônico do que aquele dia todo. – Rose está na profissão que esperávamos de você. Enquanto você está numa profissão que todos poderíamos perfeitamente imaginar Rose.
Oh sim. Ainda mais essa.
- De qualquer jeito Jay, Rose nunca foi realmente chata como você costumava pensar. E ela só era teimosa como uma mula. E você um perfeito egoísta mimado. E depois ela mudou muito depois que você saiu de Hogwarts. Os meninos quando queriam implicar com ela costumavam dizer que ela sentia muita falta sua.
Eu apenas ri imaginando a cena. Rose com as orelhas vermelhas, ofegando de raiva e com uma única sobrancelha arqueada. Ou os olhos estreitados.
- E ela não ficava nervosa como ficava com você. – Lily concluiu rindo. – Ok. Eu pratiquei um pouquinho de legiminência agora. Você lembra com detalhes da aparência que ela ficava não é mesmo? –Ela gargalhou diante do meu olhar zangado e foi se juntar aos outros.
Já estava escurecendo quando eu decidi ir pra casa. Eu ainda estava pensando em trabalhar alguns tópicos do projeto hoje. E me recuperar de todos os sustos que levei hoje.
- Então James Sirius? Isso é tudo trauma das quarenta e sete detenções que eu apliquei em você?
-Quarenta e oito detenções Rose. – Eu comentei sem entender do que ela estava falando.
- Foram quarenta e sete James Sirius. Eu não cheguei realmente a registrar aquela última. Eu achei que você merecia uma aliviada. Você a cumpriu porque quis. – Ela comentou sorrindo travessa.
- Você resolveu dar uma aliviada? – Eu perguntei incrédulo.
- É. Digamos que você melhorou um bocado aquele ano. – Ela disse e eu me segurei pra não levantar os ombros numa pose orgulhosa ridícula. Por mais estranho que fosse eu me senti feliz com esse comentário. – Eu não sou tão carrasca assim. Pergunte ao Louis depois.
- Se você diz. – Eu disse deixando claro que eu não acreditava muito nisso. – Mas, então de que trauma você está falando.
- Ora, da sua prima que passou dois anos longes e você não cumprimentou direito e não deu sequer um abraço. E meu aniversário é dia 16 de novembro caso não saiba. E o natal dia 25 de dezembro. – Ela disse sorridente. Só agora eu realmente me toquei que não escrevi sequer um cartão pra ela durante esses dois anos.
- Certo Rose Weasley. – Eu disse sorrindo de canto e a abracei. – Acho que nós podemos deixar de lado todas as nossas brigas infantis.
- Não mesmo. – Ela retorquiu séria. – E perder as melhores lembranças da minha infância? – Ela completou risonha.
- Ok ok. Eu prometo lembrar do seu próximo aniversário. E você promete entradas pro próximo jogo. Nas cabines Rose.
- Trato feito. – Ela disse enquanto apertava minha mão.
Eu fui pra casa ainda pensando no dia maluco que tinha tido. E tentando entender todo o relacionamento complicado que eu e Rose sempre tivemos.
Mas tudo que acontece na vida
tem um momento e um destino
Viver é uma arte, é um ofício,
só que precisa cuidado
Pra perceber que olhar só pra dentro
é o maior desperdício
