Saint Seiya não me pertence ele é do tio Kurumada e isto é somente uma fic sem fins lucrativos!

Pesadelos

Olhou em volta avistando somente escuridão... breu... sentimentos começaram a brotar do seu peito fazendo com que avançasse até o cérebro e acabasse por provocar o mais pavoroso de todos os sentimentos... O Medo.

Ouvia vozes, olhava adiante, mas novamente nada avistava, pensava ser coisa da sua imaginação perturbada. Sons estranhos rondavam o local e em uma tentativa de fugir de tudo se agachou e com as mãos bloqueou os ouvidos tentando abafar aquele som horrível que não parava.

Vozes conhecidas gritando o seu nome cada vez mais alto e flashes iam e vinham em uma velocidade aterrorizante. Uma hora era simplesmente o garoto fraco e tímido e outra se transformava naquele ser que tanto lutava para se libertar. Chorava e gritava, um soco em seu peito fez com que ele levasse a mão ao coração e gritasse de dor. E então aquela voz de novo, aquela voz desprezível, aquele Universo em um manto, aquela garota, a aparência de si próprio com um semblante maligno.

"VOCÊ É O MEU ESCOLHIDO! VOCÊ É MEU!"

"NÃO!!!!!!!!!!"

- NÃO, NÃO, EU NÃO QUERO, SAIA!!!

- DR. EU PRECISO DE AJUDA AQUI.

- ELE ESTÁ PERTURBADO, RÁPIDO TRAGA O HALDOL.

- CUIDADO ELE VAI O ATINGIR! DR!!!!

- EU ESTOU BEM, TRAGA A MERDA DO HALDOL.

- 5 MG, ENTRANDO.

- SEGUREM-NO.

- NÃO, SAIAM DAQUI, SAIAM TODOS, ME DEIXEM EM PA...

- PRONTO, ELE ADORMECEU. NINA, NÃO TIRE OS OLHOS DELE A NOITE INTEIRA.

- SIM, DR.

No leito do Hospital um sereno Shun agora dormia, depois de causar tantas tribulações aos médicos e enfermeiras que estavam cuidando do plantão.

E assim se sucedeu por longas noites, durante uma semana inteira, de pura agonia, de noites em claro que só se rendiam as altas doses de calmante.

Hyoga continuava a ir visitá-lo sempre, todos os dias olhava-o da pequena janela que havia na porta do quarto sem que ele percebesse. Hyoga simplesmente não conseguia entender o que acontecia com Shun, além do mais, só podia se aproximar dele quando este estava dormindo, e era a hora que Hyoga mais aproveitava da visita, era a única hora em que não ouvia os gritos de Shun, era a única hora em que não via o seu amargo e solitário sofrimento.

Ficou parado em frente ao leito o admirando, era tão belo e calmo quando estava dormindo... Pegou a frágil mão e começou a acariciá-la não deixando de notar o quanto ela estava ferida devida às altas doses de Haldol a que ele estava sendo submetido. Uma pequena lágrima escorreu pelos olhos azuis e Hyoga a enxugou. Não entendia como poderia se sentir daquela maneira pelo sofrimento de Shun, ele era o seu mais amado amigo, um irmão, mas mesmo assim... Por que não conseguia tira-lo da cabeça? Ele estava cada dia mais confuso em relação aos seus sentimentos, não sabia ao certo o que ocorria com si próprio. A mão de Shun se mexendo quebrou os seus pensamentos e Hyoga se pôs a fita-lo, aguardando ansiosamente o momento em que ele abriria os olhos. E ele o fez, de uma maneira totalmente graciosa, totalmente perfeita e Hyoga não parava de olhar aquela perfeição. Quando Shun encarou aquele que segurava a sua mão começou a gritaria novamente:

- HYOGA? SAIA DAQUI, AGORA! É UMA ORDEM!

Shun se cobria com o lençol e com a mão que estava livre começou a tatear em busca da campainha que acionava a enfermeira.

- Shun, acalme-se, por favor sou eu, eu não vou lhe fazer mal.

- HYOGA! EU NÃO FALAREI NOVAMENTE, SE AFASTE!

- O que está acontecendo aqui? – A enfermeira entrou e olhava a cena assustada.

- TIRE-O DAQUI! EU NÃO QUERO NINGUÉM NESTE QUARTO! NINGUÉM!

- Tudo bem Shun, tudo bem, eu estou saindo! Mas saiba de algo! Eu voltarei, eu não irei deixar que você se destrua!

- Hyoga, vamos, vamos deixá-lo sozinho. – A enfermeira puxava Hyoga para fora do quarto e longe da visão de Shun.

- Eu não consigo entender o que acontece com ele! – Hyoga colocava a mão sobre os cabelos e bagunçava-os demonstrando o seu nervosismo.

- Calma, ele vai melhorar, eu tenho certeza disso. Só dê um tempo a ele.

- Ele está assim há uma semana! Ele não é o Shun que eu conheço! Estou começando a perder as esperanças.

- Acalme-se, vamos encontrar uma solução. – A moça sorria afavelmente para Hyoga que também sorriu e sentiu as suas energias serem revigoradas. Um plano começou a ser bolado pelo loiro.

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Mais uma noite mal dormida, com o mesmo pesadelo de sempre. Shun passava pelos canais da televisão e nada o interessava, ele não estava prestando a mínima atenção em nada, estava com sono, estava stressado, tinha aquele monte de fios invadindo as suas veias e quando ele menos espera a enfermeira abre a porta com a medicação. Shun simplesmente trocou o controle de mão e a estendeu para a enfermeira sem nem sequer olha-la.

Após a medicação ser trocada ela iria dar o café mas neste instante o seu celular toca.

- Com licença.

Shun nem se virou para consentir, continuou com a sua empolgante atividade de mudar os canais da televisão.

- Pois não? Ah, sim, ele está sim! – Shun encarou a enfermeira que agora sorria e o passou o seu celular.

- É para Você! Vamos pegue!

- Por que ligariam do seu celular para falar comigo?

- Eu não sei! Vamos atenda!

Shun timidamente pegou o celular e o posicionou em frente a sua orelha.

- Pois não?

- Bom dia! Hoje o sol está lindo, chegaremos a 27º graus e a tarde teremos a visita de uma adorável chuva primaveril que nos irá agradar com a sua presença!

- Hyoga! Por que insite? Eu já falei que...

- Shiiii, não me interrompa! Garoto malcriado! Ahãm, bom, continuando, um grupo de crianças fez hoje bem cedo uma passeata em favor da paz, um garoto de 07 anos com Síndrome de Down foi adotado e agora terá um lar para viver!

- Hyoga! Eu não estou entendendo nada...

- Como você não está entendendo? Eu simplesmente estou cumprindo com o meu dever perante a você.

- Como assim?

- Rs, é fácil, durante o tempo que você dormia eu lia todas as notícias boas que existiam no jornal, pois sei que você ama coisas alegres e felizes, então como não podia ler porque estava dormindo eu passei a ler para você.

Shun com os olhos marejados olhou para a enfermeira, meio que perguntando se ele estava dizendo a verdade.

- Sim Shun, durante um mês! Ele não falhou um único dia sequer.

- Hyoga...

- Vai parar com essa criancice e me deixar entrar agora? Acredito que você queira ver as fotos que foram tiradas das crianças na passeata.

Silêncio, um silêncio mortal se fez do outro lado da linha, até que o celular foi desligado. Hyoga suspirou vencido, estava se retirando quando a porta do quarto foi aberta.

- Vamos! Ele quer falar com você!

Hyoga correu até o quarto de Shun e foi recebido com o sorriso mais doce que só alguém como Shun conseguia fazer. Fez menção de abraçá-lo, mas foi parado pelo garoto.

- Ei Hyoga! Vamos com calma, certo?

- Tudo bem!

Os dois se encararam pela primeira vez após a batalha e Hyoga pôde perceber que os olhos de Shun estavam frios, vazios, tristes...

- Amigo! – Shun sorriu e abaixou o rosto tentando esconder os olhos marejados.

- Bom, acho que você quer ver o jornal, não é?

Shun assentiu com a cabeça e puxou o jornal das mãos de Hyoga e começou a folheá-lo, vez ou outra comentando com Hyoga alguma notícia que o alegrava.

Hyoga ficou com ele o dia inteiro e quando olhou no relógio se assustou pelo avançar das horas.

- Shun, eu preciso ir!

- Mas... Já?

- Sim, além do mais, você precisa descansar, senão eu nunca vou conseguir te tirar daqui.

Shun sentou no leito e um olhar de criança assustada se fez presente naquele belo rosto.

- Não Hyoga, por favor, não se vá!

- Shun, eu...

- Só até eu dormir, por favor!

Hyoga encarou aqueles olhos verdes e vendo que não iria resistir, sentou-se no sofá do quarto e abriu novamente o jornal.

- Bom, eu acho que não tem problema, afinal estou sozinho na mansão mesmo.

- Obrigado Hyoga!

- Agora trate de ir dormir, vamos, cobrindo-se.

Com se fosse uma criança Shun deitou na cama e puxou as cobertas para o seu frágil corpo, e desta vez os pesadelos não vieram, desta vez ele estava seguro, desta vez, ele estava em paz.

Adormeceu e Hyoga ficou a velar-lhe o sono e sem que percebesse também estava adormecido no sofá.

Os plantonistas nem acreditaram que Shun dormiu a noite inteira, pela primeira vez depois de várias noites o garoto havia acalmado.

CONTINUA!

Gente!!!! Hoje é o meu niver!!! Sim! Eu sou Virginiana que nem o meu Shunzinho...

Bem, obrigada a todos pelos reviews e algum deles não foi respondido, não se sinta mal e não fique bravo comigo, eu responderei todos!!!!

Nossa, que romântico o Oga... Eu quero um loiro assim pra mim!!!rsrsrsrs, bjos obrigada novamente pelos reviews e amanhã eu coloco o número três!!!

Bjokas!!!