:Cap2:
A fragância das lembranças do amor
Konan remexeu-se na cama. Tudo parecia vazio e a escuridão presente no quarto a fez lembrar de como os dois começaram sua história de amor.Triste e ao mesmo tempo especial.
FLASH BACK
E mais uma vez lá estava ela,na varanda da casa; não fitava nada em especial, apenas admirava o horizonte.Lamentava internamente a destruição de seus sonhos amorosos.
Mas ter o portador do Rinnegam ao seu lado, se não como amante, mas como companheiro, já era o bastante para aquele amor altruísta. Por difícil que fosse esse amor, ela não o deixava desvanecer.
Continuaria a amá-lo, por mais que houvessem regras. E as várias mulheres entrando e saindo da casa todos os dias.
Ouvir os sons vindos do quarto de Pain cada vez que uma dessas mulheres estava lá era a parte mais difícil. Certa vez, ela ousou reclamar com ele. Foi uma discussão feia. Pain até chegou a perguntar se ela era alguma virgem para reclamar do barulho; Naquela ocasião, ela não respondeu. Afinal quem era ele,para saber dessas coisas?A kunoichi apenas repreendeu-o e voltou, indignada e ultrajada, para o seu quarto. Por mais imbecis que fossem as atitudes dele, seu amor pelo ruivo não diminuía, mas também não era encorajado a aumentar.
O vento quente bateu em seu rosto frio mais uma vez. E o contato a fez fechar os olhos.O sobretudo da Akatsuki balançava calmamente com o vento.O doce aroma de girassóis, que vinha de campos longínquos,a deixa em paz.
A paz presente com o vento e os cheiros a fazia esquecer que era uma criminosa Rank-S.Os cabelos esvoaçavam levemente.
A passos silenciosos e impacientes, Pain a procurava por ali.Queria falar sobre a Akatsuki,como de costume.Ela era a única em que confiava,e precisava dividir seus pensamentos e medos.
Ao entrar na varanda, ele percebeu a moça encostada no batente da porta com os cabelos ao vento,um rosto angelical e uma paz em sua face.
Aproximou-se em silêncio. Ela só percebeu sua presença quando o cheiro cítrico, uma mistura de suavidade e frutas invadiu as narinas dela. Era o cheiro dele:Pain.Seu sofrimento e seu prazer.Ela abriu os olhos.
Percebeu que novamente ele estava próximo demais.E ele como sempre com a expressão fria,como seus piercings;kunais e armas.
-O que foi? -disse ela seca,saindo do batente da porta e caminhando para o terraço.
-Nada. -encarando-a.
-Hum. -ela não evitava encara-lo.Não queria vê-lo;estava magoada e decepcionada com ele.
-Quando vamos encontrar Madara? -perguntou ele ignorando os sentimentos dela.
-Em breve. -disse ela sem olha-lo.
Ela caminhou até se sentar em uma cadeira, sempre olhando a paisagem.Pain continuava em pé,prestando atenção aos movimentos dela. Percebia a frieza com a qual ela estava tratando-o, e isso o incomodava.
-Por que você está assim? -disse ele no habitual tom frio;
Mas no fundo do coração, ele sentia falta da outra Konan. Aquela que sempre lhe pediria "por favor" ou aquela que simplesmente olhava-o silenciosamente.
-Por nada. -disse ela o cortando.
-Tem alguma coisa, é melhor você falar . . . -ele tentava a todo custo se manter calmo. Mas do jeito que ela estava o tratando... isso estava se tornando impossível.- . . .isso pode atrapalhar a Akatsuki.
-Não me interessa a Akatsuki. -ela disse ressentida.
-Konan,olha para mim.
-Não, você não merece que os outros te dêem atenção! -disse ela enfurecida.
Ela se levantou e parou ao seu lado,seus olhos estavam frios.As lágrimas estavam escondidas pro trás de seus orbes azulados.
Pain não se assustou com o olhar dela.
-Por que você não está mais ligando para a Akatsuki?
-Porque você está nela. E você . . .
-E você . . . ? -perguntou ele frio.
-Pain você não tem nada a ver comigo. -disse ela friamente,aproximou seus lábios do ouvido direito de Pain e sussurou - E eu não olho quem não merece . . . convide sua amiga para te olhar,ou fazer outra coisa!E a Akatsuki pode esperar! -disse num tom que misturava raiva e tristeza.
Afastou-se de Pain e começou a caminhada até seu quarto.Pain estava estático.Ela havia estado tão próxima,e ao mesmo tempo tão distante e fria.Os pensamentos dele vagaram entre lembranças dela.Algumas felizes, outras tristes.Ela havia se tornado uma mulher tão diferente da garotinha que ele conhecia...
Algumas coisas não mudam nunca, Mas outras... mudam tanto que nem parecem que um dia foram de ouro jeito. E os sentimentos são uma dessas coisas.
Ele não sentia-se bem, as palavras dela foram como as armas em seu bolso: letais. Capazes de ferir e até matar.
Começou a caminhar em direção ao quarto de Konan. Assim que chegou a porta dela, uma sensação muito estranha invadiu seu coração. Era um frio que entrava em seu coração e se espalhava pelo restante do corpo. Abriu a porta.
Ela estava deitada em sua cama; os lençóis vermelhos lembravam um sentimento impossível,pelo menos para ela:o amor. As cortinas abertas permitia ao sol iluminar todo o local, mas o quarto continuava melancólico.Uma lágrima solitária rolou por seu rosto angelical.
A porta começava a se abrir,Pain entrava sem pedir a menos licença ou bater.A moça se sentou em sua cama.
-Como você vai entrando no quarto de uma mulher assim?! -disse ela num tom elevado de voz,o repreendendo.
-Me desculpe. Foi por impulso. -disse ele como se aquilo fosse normal.
-Senhor Deus o que você quer? -deu enfâse no Deus.
-Eu queria só te perguntar uma coisa.
-O que?
-Aonde foi a Konan que sempre me pedia "por favor" e cuidava de mim em silêncio?
-ELA MORREU!NO DIA EM QUE VOCÊ TROUXE AQUELA MULHERZINHA PARA CÁ! -disse abaixando o rosto,e seus cabelos cobrindo o mesmo. –Porque você nunca vai ser o que aquela Konan queria!
-O que você quer? -perguntou ele friamente.
-Por favor não pergunte.
-Você nunca terá coragem de falar.
-Então escute.
Ela se aproximou de Pain,lentamente.Pôs seus braços entre o rosto dele.Ele encostado na porta.
-O que você está fazendo?
-A coisa que eu deveria ter feito a muito tempo. -os dois se olhavam fixamente, nem uma piscada ou mesmo um músculo se mexia.
-E o que seria isso.
-Contar-lhe a verdade.
-Que verdade? -Pain perguntou a olhando fixamente.
-Sobre meus sentimentos. E sobre o quanto você é cego!
-Eu não preciso saber disso. -disse ele friamente.
-Então, por que está aqui? -ela perguntou com sarcasmo.
-Pela nossa organização!
-Você não vê que tudo está desmoronando e você só vê a Akatsuki?
Ele não respondeu.
-Eu te conheço desde a minha infância e você não sabe nada de mim!
Pain não tinha resposta, apenas a olhava fixamente.Queria saber o que ela sentia,mas ele não tinha nenhum tipo de sentimento com relação a ninguém.
-Você só enxerga você!E suas amigas! E agora você as trás para casa sem o menor pudor. - disse ela, segurava as lágrimas em seus olhos cerrados.A cabeça baixa. - Eu sou abrigada a ouvir você fazer sexo com outras. E você nunca procura saber nada de mim.E você me perguntou ainda se eu era "virgem para ficar reclamando do barulho" . . . - falou. As lágrimas caíram. Encarou-o - A resposta é sim Pain,eu sou virgem. – Ele começava a caminhar em direção a cama.
-Desculpe-me,Konan.
-Não!
Ele ficou estático.
Ela se sentia como uma caixa vazia e oca.O coração estava despedaçado e extremamente pesado.Tudo o que estava preso em sua garganta havia sido dito. Agora, ela precisava saber se uniria tudo que fora despedaçado.
-Por favor se retire do meu quarto. -disse ela que se deita,chorando. Entre os soluços ela disse.-SAIA!EU QUERO FICAR SOZINHA!
Pain se retirou em silêncio. Dirigiu-se ao seu quarto,onde entrou e fechou a porta.O seu coração não entendia os sentimentos e nem o tipo de lágrimas derramadas por Konan.Tudo para ele se resumia em palavras.
Ao olhar sua cama,era como se visse cada uma das mulheres que passaram em sua vida.Umas cheiravam a perfume, outras ao suor derramado durante suas atividades... mas nenhuma acima de tudo cheirava a violetas.Violetas era o cheiro que Konan exalava quando dormia.
Um dia ele entrou no quarto dela e a viu dormindo, e pode sentir o cheiro de violetas que a mesma exalava.O ruivo se sentiu bem ao lembrar do perfume.O cheiro incomparável dela,e o jeito... eram coisas que ele mais gostava,mas não tinha plena convicção de que a amava.E as regras impostas por Madara?
-Impossível! -sussurrou ele.
Tentou se sentar na cama,mas não se sentou.Lembrou das palavras de Konan.Ele a fez sofrer?Escutar o gemido de prazer dele com outras mulheres era difícil,mas pelo menos não devia falar do jeito que ela o falou.Queria compreender que tipo de sofrimentos,sentimentos e prazeres ela tinha em relação a ele.
O ruivo se dirigiu novamente ao quarto dela.
FLASH BACK OFF
Konan deixou mais de uma lágrima cair com essa parte das lembranças,tudo indicava que realmente ele não a amava e isso era o que doia mais.Se afundou mais na cama.O motivo dessa briga agora havia tido nem um ponto de razão.Cerrou os olhos.O primeiro beijo tinha que ser lembrado nessa linda história de amor.
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E agora avisando:Toda sexta eu posto a fic!Kisses!
