- O "seu" Ecklie. deve ser uma pessoa horrível! – Falou Catherine, como se um mau-cheiro lhe invadisse as narinas.

- E é... – respondeu Sara ainda rindo.

Nisso, chegaram a uma porta, da qual Sara não se lembrava. Aliás, em seu pensamento tinham andado tanto, que poderiam até ter saído do prédio... Catherine estancou. Sara parou também e ficou aguardando as ações da loira, para fazer igual. Tudo lá, parecia às avessas do que ela conhecia.

Catherine bateu à porta com discrição. Uma grossa voz masculina falou "entre", Catherine girou a maçaneta e entraram. Lá uma enorme surpresa aguardava Sara: Grissom vestido de Papai Noel.

- Gil, o que você faz aqui caracterizado como Papai Noel?-Perguntou Sara, atônita.

Com um jeito bonachão ele explicou que seu nome era Nicolau. Sara olhava para ele, com ar de descrédito.

- Aposto que esses muitos quilos a mais, não são seus, é enchimento, certo?- Se atirou sobre ele, apalpando-o mesmo sobre a malha de lã, que ele usava.

As apalpadelas dela causavam cócegas no homenzarrão, que ria, mesmo a contragosto. Queria ficar sério, mas não conseguia inibir a sua risada de gordo.

Já repararam como todo gordo ri? Ele joga a cabeça para trás, creio que para ter equilíbrio; segura a barriga, como se ela fosse cair, e ri hohoho! Nunca hahaha nem hehehe!Só hohoho, mesmo!

- Tenha modos, mocinha! Pare de me atentar!

- E esta barba é falsa, não é? Você não está com a cabeça branca, feito um algodão, e uma barba deste tamanho!

- É tudo natural! – Ele exclamou com orgulho. – Não pux... AI! Por que puxou?

- Desculpe! Não deu pra segurar! Eu precisava me certificar...

- E agora, tem certeza?

Ela olhou para ele com desconfiança.

- Bem, sei que você não está usando nada nada prova que você não é o Gil... Aliás, O QUE FIZERAM COM VOCÊ?

- Pare com isso, moça! Que idéia fixa. O que esse Gil é seu?

- É meu marido! Não se faça de desentendido, Gil Grissom!

- Não me faço nada! Qual é o caso dessa moça? Hoje é noite de natal e eu estou ocupadíssimo!

- Bem, ela não quis dizer quem é, nem o que faz aqui em trajes tão impróprios! – Relatou Catherine.

- E então, moça: o que tem a me dizer?

- Em primeiro lugar, pare de me chamar de "moça". Isso é muito irritante e você sabe que me chamo Sara!

- Pare de me provocar, Sara, isso não são trajes de se apresentar a ninguém. Sou casado!

- Claro que é: COMIGO! E, não sei porque tanta história: você já me viu com bem menos. – Disse Sara, muito provocante.

- SARA! – E o Papai Noel, ficou extremamente sem graça, com as bochechas, pegando fogo. – A Sra. Noel, decididamente, não gostará disso!

- Sra. Noel?

- A mulher com quem estou casado há séculos...

- Isso não é possível, Gil! Você me ama, eu sei!

- Basta! Estou muito ocupado esta noite. Tenho de me vestir e cuidar de muitos preparativos, não posso perder mais tempo! Catherine chame os elfos e tire essa criatura daqui...

- Sim senhor!

Catherine tinha uma postura de respeito, ante ele. Assim como os elfos, encarregados da segurança, que afastaram uma Sara histérica, que não parava de falar em altos brados: "Você me ama, Gil, eu sei"...

- Claro que amo, querida!

O rosto de Grissom de gorrinho de Papai Noel, estava bem na sua frente, ou melhor, em cima dela. Ela abriu os olhos de uma vez e, a imagem dele a fez pular, do sofá onde estava deitada.

- Calma! Está tudo bem, você está comigo, em nosso apartamento, em Paris. Está tudo bem!

Ela sentou-se no sofá, sofrendo de uma súbita falta de ar.

- Pesadelo, querida?

-Mais ou menos! Sonhei com você, mas não era você!

Ele abraçou-a:

- Não importa! Já passou!

Ela levantou-se e foi até a sacada. Coberta de neve, aquela era a sua Paris... Ao fundo a Torre Eiffel dava um tom de cartão postal à paisagem. Ela começou a tiritar de frio. Entrou. Grissom estava contente. Ofereceu-lhe uma taça de vinho.

- Tome antes que congele!

Sara pegou o vinho e começou a lembrar-se: tinha deitado um pouco, para se livrar de uma tontura, causada por um certo excesso daquele vinho tão gostoso. Fora passar as Festas com Grissom em Paris. Tinham combinado, para o Natal, um jantar íntimo, no seu apartamento. Só os dois e seu belo e imenso amor.

Grissom aproximou-se dela e esticou um estojo, na direção dela.

- Já é quase meia-noite, então: Feliz Natal, Sara!

Ela abriu o estojo e encontrou um fio de ouro branco, onde pendia um coração de rubi. Sara sorriu.

- De muitas maneiras, meu coração é seu! Te amo, Sara! – Disse Grissom, beijando-a.

- Também te amo, Gil!

Mas o melhor presente, eles receberiam, nove meses mais tarde, como uma linda e amorosa bonequinha viva. Só um amor tão lindo, produziria algo tão especial. À meia- noite em ponto, um trenó mágico, conduzido por um senhor gorducho, vestido de vermelho, sobrevoou o apartamento dos Grissom e espargiu um pó dourado.

Nos braços de Grissom, Sara julgou ouvir um hohoho...

FIM

- O "seu" Ecklie. deve ser uma pessoa horrível! – Falou Catherine, como se um mau-cheiro lhe invadisse as narinas.

- E é... – respondeu Sara ainda rindo.

Nisso, chegaram a uma porta, da qual Sara não se lembrava. Aliás, em seu pensamento tinham andado tanto, que poderiam até ter saído do prédio... Catherine estancou. Sara parou também e ficou aguardando as ações da loira, para fazer igual. Tudo lá, parecia às avessas do que ela conhecia.

Catherine bateu à porta com discrição. Uma grossa voz masculina falou "entre", Catherine girou a maçaneta e entraram. Lá uma enorme surpresa aguardava Sara: Grissom vestido de Papai Noel.

- Gil, o que você faz aqui caracterizado como Papai Noel?-Perguntou Sara, atônita.

Com um jeito bonachão ele explicou que seu nome era Nicolau. Sara olhava para ele, com ar de descrédito.

- Aposto que esses muitos quilos a mais, não são seus, é enchimento, certo?- Se atirou sobre ele, apalpando-o mesmo sobre a malha de lã, que ele usava.

As apalpadelas dela causavam cócegas no homenzarrão, que ria, mesmo a contragosto. Queria ficar sério, mas não conseguia inibir a sua risada de gordo.

Já repararam como todo gordo ri? Ele joga a cabeça para trás, creio que para ter equilíbrio; segura a barriga, como se ela fosse cair, e ri hohoho! Nunca hahaha nem hehehe!Só hohoho, mesmo!

- Tenha modos, mocinha! Pare de me atentar!

- E esta barba é falsa, não é? Você não está com a cabeça branca, feito um algodão, e uma barba deste tamanho!

- É tudo natural! – Ele exclamou com orgulho. – Não pux... AI! Por que puxou?

- Desculpe! Não deu pra segurar! Eu precisava me certificar...

- E agora, tem certeza?

Ela olhou para ele com desconfiança.

- Bem, sei que você não está usando nada nada prova que você não é o Gil... Aliás, O QUE FIZERAM COM VOCÊ?

- Pare com isso, moça! Que idéia fixa. O que esse Gil é seu?

- É meu marido! Não se faça de desentendido, Gil Grissom!

- Não me faço nada! Qual é o caso dessa moça? Hoje é noite de natal e eu estou ocupadíssimo!

- Bem, ela não quis dizer quem é, nem o que faz aqui em trajes tão impróprios! – Relatou Catherine.

- E então, moça: o que tem a me dizer?

- Em primeiro lugar, pare de me chamar de "moça". Isso é muito irritante e você sabe que me chamo Sara!

- Pare de me provocar, Sara, isso não são trajes de se apresentar a ninguém. Sou casado!

- Claro que é: COMIGO! E, não sei porque tanta história: você já me viu com bem menos. – Disse Sara, muito provocante.

- SARA! – E o Papai Noel, ficou extremamente sem graça, com as bochechas, pegando fogo. – A Sra. Noel, decididamente, não gostará disso!

- Sra. Noel?

- A mulher com quem estou casado há séculos...

- Isso não é possível, Gil! Você me ama, eu sei!

- Basta! Estou muito ocupado esta noite. Tenho de me vestir e cuidar de muitos preparativos, não posso perder mais tempo! Catherine chame os elfos e tire essa criatura daqui...

- Sim senhor!

Catherine tinha uma postura de respeito, ante ele. Assim como os elfos, encarregados da segurança, que afastaram uma Sara histérica, que não parava de falar em altos brados: "Você me ama, Gil, eu sei"...

- Claro que amo, querida!

O rosto de Grissom de gorrinho de Papai Noel, estava bem na sua frente, ou melhor, em cima dela. Ela abriu os olhos de uma vez e, a imagem dele a fez pular, do sofá onde estava deitada.

- Calma! Está tudo bem, você está comigo, em nosso apartamento, em Paris. Está tudo bem!

Ela sentou-se no sofá, sofrendo de uma súbita falta de ar.

- Pesadelo, querida?

-Mais ou menos! Sonhei com você, mas não era você!

Ele abraçou-a:

- Não importa! Já passou!

Ela levantou-se e foi até a sacada. Coberta de neve, aquela era a sua Paris... Ao fundo a Torre Eiffel dava um tom de cartão postal à paisagem. Ela começou a tiritar de frio. Entrou. Grissom estava contente. Ofereceu-lhe uma taça de vinho.

- Tome antes que congele!

Sara pegou o vinho e começou a lembrar-se: tinha deitado um pouco, para se livrar de uma tontura, causada por um certo excesso daquele vinho tão gostoso. Fora passar as Festas com Grissom em Paris. Tinham combinado, para o Natal, um jantar íntimo, no seu apartamento. Só os dois e seu belo e imenso amor.

Grissom aproximou-se dela e esticou um estojo, na direção dela.

- Já é quase meia-noite, então: Feliz Natal, Sara!

Ela abriu o estojo e encontrou um fio de ouro branco, onde pendia um coração de rubi. Sara sorriu.

- De muitas maneiras, meu coração é seu! Te amo, Sara! – Disse Grissom, beijando-a.

- Também te amo, Gil!

Mas o melhor presente, eles receberiam, nove meses mais tarde, como uma linda e amorosa bonequinha viva. Só um amor tão lindo, produziria algo tão especial. À meia- noite em ponto, um trenó mágico, conduzido por um senhor gorducho, vestido de vermelho, sobrevoou o apartamento dos Grissom e espargiu um pó dourado.

Nos braços de Grissom, Sara julgou ouvir um hohoho...

FIM