Hydra preparou tudo em casa no dia seguinte, como estava cercada de proteções, Peter se sentiu seguro em se despedir dela com um beijo e seguir para o trabalho, ela só deveria sentar e esperar.

A chave de portal, uma caneca de plástico rachada, seria a quarta a sair para a casa dos Weasleys, Hydra a encarava o tempo inteiro, logo seria o momento de esperar por Jorge e Lupin.

Foi o dia mais longo de sua vida, ela fez tudo, escreveu no seu Grimório pela primeira vez desde que descobriu por Harry Potter que o Príncipe Mestiço que a presenteou com o Grimório era Snape (o que a encheu de tristeza e raiva, como podia um homem que a ajudou tanto e escreveu uma dedicatória no presente com tanto carinho ser mau? Algo não encaixava para ela, apesar se não considerar Snape uma pessoa maravilhosa com os outros, ela via, sempre viu uma bondade nele, algo lá dentro, ao menos com ela e alguns outros ela tinha certeza que via algo), trabalhou em algumas poções, arrumou toda a casa, brincou com Lacerta, Lydra e Hérus, ficou sentada em seu banco preferido olhando o mar e o dia que terminava...

Hydra achou que avistou pessoas perto da entrada de sua casa por algumas vezes, mas nunca vira ninguém de fato, ficou pensando que então podia ser tudo paranoia sua.

Um pouco antes da hora combinada para Jorge e Lupin aparecerem, Hydra andava impaciente pela casa de um lado para o outro, ela queria usar o medalhão, para ver se Draco ou seus pais estavam aprontando algo, mas Peter havia escondido ele dela dizendo que seria extremamente prejudicial naquele ponto da gravidez (como quase tudo que ela queria fazer), tentou usar "ACCIO" algumas vez para ver se o medalhão aparecia, mas nada acontecia.

- Lacerta, eu vou enlouquecer aqui – Disse ela para a gata que sentava ao seu lado no sofá, Lacerta agora já era uma gata adulta e parecia sempre entender cada palavra que Hydra dizia.

A gata chegou mais perto de Hydra e esfregou sua cabeça em sua enorme barriga.

- Eu sei, eu tenho que ficar aqui por causa dela... Quem disse que ser mãe já é tão uma grande responsabilidade desde a gravidez? Certamente ninguém me avisou isso.

Lacerta a olhou com seus olhos verdes como se a recriminasse pelo que disse.

- Ok, eu gosto de ser mãe, eu não vou negar... É claro que eu já amo muito a Libra, muito, mesmo sem ter visto ela ainda, só queria que ela viesse logo, apesar de saber que ainda não é o momento e é melhor esperar o momento certo de ela estar formada direitinho...

O momento em que Lupin e Jorge deveriam chegar passou e eles não vieram, a chave de portal já estava perto do seu momento de partir, o coração de Hydra se apertava cada vez mais e ela chorava.

- Alguma coisa aconteceu, eu tenho certeza! – Dizia ela.

Então finalmente ela ouviu um barulho e correu até o jardim, Lupin trazia Jorge inconsciente e ensanguentado em seus braços.

Foi a pior cena que Hydra já tinha visto na vida, como se um pesadelo, seu pior pesadelo talvez estivese acontecendo, como uma cena vista quando se enfrenta um bicho-papão, seu coração pareceu acelerar muito por um segundo e depois bater acelerado, não podia ser aquilo...

- AI MEU DEUS! – Gritou Hydra chorando – Ele está morto?

- Não, só ferido, vamos levar ele para dentro – Disse Lupin.

Hydra sentiu um alívio enorme seguido de uma preocupação pelo ferimento de Jorge.

- Eu posso ver se tem alguma poção...

- Fomos traídos, os comensais sabiam sobre o nosso plano e nos cercaram, vamos pegar a chave de portal, ela já vai partir – Disse Lupin, interrompendo Hydra e entrando correndo pela casa, ela o seguiu correndo também.

- É aquela caneca ali – Disse ela apontando para a caneca em cima do balcão da cozinha.

Os dois colocaram a mão sob ela e a de Jorge e logo estavam girando em direção a Toca, Hydra aterrissou em pé, mas Lupin e Jorge caíram no chão.

Harry (o verdadeiro), que já tinha chegado, correu para os dois e segurou as pernas do rapaz. Juntos, ele e Lupin carregaram Jorge para dentro de casa, e da cozinha para a sala de visitas, onde o deitaram no sofá. Quando a luz do candeeiro iluminou a cabeça dele, Gina prendeu a respiração, Hydra não tinha reparado que Jorge havia perdido uma orelha e soltou um grito de dor e nervoso. O lado de sua cabeça e o pescoço estavam empapados de sangue espantosamente vermelho.

Nem bem a sra. Weasley se curvou para o filho, Lupin segurou Harry pelo braço e o arrastou, sem muita gentileza, de volta à cozinha. Hydra continuou ao lado de Jorge, acariciando seu rosto e chorando.

- Será que não podemos ajeitar? – Perguntou ela – Talvez Peter consiga...

- É um ferimento mágico minha querida, não tem como... Ai meu pobre Jorge... – Dizia a Sra Weasley chorando baixinho.

- Pelo menos e ele está vivo, está aqui conosco e vivo, meu Jorge, meu irmão querido... - Dizia Hydra chorando.

Hydra ouviu passos e foi correndo para o lado de fora, dois vultos tinham se materializado ali, e ao correr ao seu encontro, ela percebeu que eram Kingsley e Hermione, agora retomando sua aparência normal, ambos agarrados a um cabide de casacos, amassado. Hermione atirou-se nos braços de Harry, que estava ali perto, mas Kingsley não demonstrou prazer algum ao vê-los. Por cima do ombro de Hermione, Hydra o viu erguer a varinha e apontá-la para o peito de Lupin.

– Quais foram as últimas palavras de Alvo Dumbledore para nós dois?

– "Harry é a melhor esperança que temos. Confie nele" – respondeu Lupin calmamente. Kingsley apontou a varinha para Harry, mas Lupin disse:

– É ele mesmo, já verifiquei.

– Tudo bem, tudo bem! – Concluiu Kingsley, guardando a varinha sob a capa. – Mas alguém nos traiu! Eles sabiam, sabiam que era hoje à noite!

– É o que parece – replicou Lupin –, mas aparentemente não sabiam que haveria sete Harrys

– Grande consolo! – Rosnou Kingsley. – Quem mais voltou?

– Só Harry, Hagrid, Jorge e eu. Hermione abafou um gemido com a mão.

– Que aconteceu com você? – Lupin perguntou a Kingsley.

– Fui seguido por cinco, feri dois, talvez tenha matado um – enumerou o auror. – E vimos Você-Sabe-Quem, ele se juntou aos Comensais mais ou menos no meio da perseguição, mas desapareceu em seguida. Remo, ele é capaz de...

– Voar – completou Harry. – Eu o vi também, veio atrás de mim e Hagrid.

– Então foi por isso que sumiu: para seguir você! – Concluiu Kingsley. – Não consegui entender por que tinha desistido. Mas o que o levou a mudar de alvo?

– Harry foi bondoso demais com Lalau Shunpike – disse Lupin.

– Lalau? – repetiu Hermione. – Pensei que ele estava em Azkaban, não? Kingsley deu uma risada sem graça.

– Obviamente, Hermione, houve uma fuga em massa que o Ministério abafou. O capuz de Travers caiu quando eu o amaldiçoei, ele deveria estar preso também. Mas que aconteceu com você, Remo? Onde está Jorge?

- É verdade, realmente teve, eu fiquei sabendo que meu pai também fugiu, só não sabia dos outros, eu cheguei a avisar a ordem... – Disse Hydra com a vergonha de sempre quando falavam do seu pai.

Lupin depois de falar mais da fuga continuou falando sobre Jorge.

– Perdeu uma orelha – informou-o Lupin.

– Perdeu uma...? – Repetiu Hermione com a voz esganiçada.

– Obra de Snape – disse Lupin.

– Snape? – Gritaram Hydra e Harry.

– Você não disse... – Completou Harry.

- Ele perdeu o capuz durante a perseguição. O Sectumsempra sempre foi uma especialidade de Snape. Eu gostaria de poder dizer que lhe paguei na mesma moeda, mas pude apenas manter Jorge montado na vassoura depois que foi ferido, estava perdendo muito sangue.

O silêncio se abateu sobre os quatro ao erguerem os olhos para o céu. Não havia sinal de movimento; as estrelas retribuíram seu olhar, sem piscar, indiferentes, sem sombras do resto das pessoas que deveriam ter voltado já.

Hydra só pensava como Snape foi capaz de ferir Jorge daquele jeito, seu professor, machucou o seu irmão de coração daquele jeito... Que coisa triste pensar no que ele se tornou, ou melhor, no que ele talvez era e ela não sabia...

Ela voltou para a sala, a Sra Weasley tentava estancar o sangue de Jorge.

- Eu preciso de algumas coisas, acho que você tem na cozinha, eu vou tentar fazer uma poção que vai parar o sangramento – Disse Hydra correndo para a cozinha.

Hydra procurou todos os ingredientes rapidamente e com a mão tremendo e fez a poção, não levou muito mais de dez minutos, logo ela entregou para a Sra Weasley que o fez beber e o sangramento pareceu estancar.

– Como está ele? – Perguntou Harry Potte entrando na sala com Hagrid.

A sra. Weasley se virou para responder:

– Não posso recompor uma orelha que foi decepada por Artes das Trevas. Mas poderia ter sido muito pior... ele está vivo.

– Graças a Deus – disse Harry.

– Ouvi a voz de mais alguém no quintal? – Perguntou Gina.

– Hermione e Kingsley. – Felizmente – Sussurrou Gina.

Logo ouviram um grande estrondo na cozinha.

– Vou provar quem sou, Kingsley, depois que vir o meu filho, agora saia da frente se sabe o que é bom para você!

O Sr Weasley gritava de uma forma que ela nunca viu antes.

O bruxo irrompeu na sala, a careca brilhando de suor, os óculos tortos, Fred em seus calcanhares, os dois pálidos e ilesos, Hydra sentiu um alivio tão grande de ver Fred ileso, que correu para abraçá-lo.

- Você está bem- Disse ela para o amigo.

- Estou, Palerma, por que não estaria? – Respondeu ele sorrindo.

– Arthur! – Soluçou a sra. Weasley. – Graças aos céus!

– Como é que ele está? - O sr. Weasley ajoelhou-se ao lado de Jorge.

Hydra se afastou de Fred que parecia não saber o que dizer. De pé, atrás do sofá, olhava boquiaberto para o ferimento do irmão, não devia estar conseguindo acreditar no que via, nem Hydra acreditava.

Despertado talvez pelo barulho da chegada de Fred e do pai, Jorge se mexeu.

– Como está se sentindo, Jorginho? – Sussurrou a sra. Weasley. O rapaz levou os dedos ao lado da cabeça.

– Mouco – murmurou.

– Que é que ele tem? – Perguntou Fred lugubremente, com um ar aterrorizado. – A perda afetou o cérebro dele?

– Mouco – repetiu Jorge, abrindo os olhos e erguendo-os para o irmão. – Entende... Surdo e oco, Fred, sacou.

Hydra chorou e a Sra Weasley soluçou mais forte do que nunca, sentiu vontade de bater e abraçar Jorge ao mesmo tempo por fazer uma piada em uma hora dessas.

– Patético – respondeu Fred ao irmão. – Patético! Com um mundo de piadas sobre ouvidos para escolher, você me sai com "mouco"?

– Ah, bem – Disse Jorge, sorrindo para a mãe debulhada em lágrimas. – Agora você vai poder distinguir quem é quem, mamãe.

Ele olhou para os lados, apertou a mão de Hydra e colocou a mão em sua barriga, depois falou com Harry.

– Oi Harry... você é o Harry, certo?

– Sou – respondeu Harry, aproximando-se do sofá.

– Bom, pelo menos você voltou inteiro – comentou Jorge.

– Por que Rony e Gui não estão rodeando o meu leito de enfermo?

– Ainda não voltaram, Jorge – disse a sra. Weasley. O sorriso de Jorge desapareceu.

- Como não? Aconteceu algo com eles? – Perguntou Jorge fraco.

- Não sabemos, mas não pense nisso, eu vou na cozinha preparar uma poção que vai te deixar mais forte, você perdeu muito sangue – Disse Hydra, fazendo carinho na cabeça do amigo.

- Virou curandeira agora? – Brincou Jorge que parecia ainda nervoso e preocupado com os amigos e família que ainda não chegaram.

- Não, mas de poções eu entendo, isso você pode ter certeza – Disse ela beijando sua mão e pedindo para que Fred a acompanhasse para ajudar.

Hydra preparava nervosamente e ainda tremendo muito, uma poção com os ingredientes que tinha encontrado, sendo ajudada por Fred, ela não conseguia conter as lágrimas, Fred pegou em sua mão e a fez parar de picar uma planta.

- Você precisa se acalmar, está tudo bem... – Disse ele atrás dela, ela se virou.

- Eu achei... Por um segundo eu achei... Que o Jorge estava morto, quando ele chegou lá em casa daquele jeito, eu achei que ele estava morto, eu quase morri junto, Fred.

Disse Hydra chorando muito e abraçando Fred apertado.

- Estamos aqui, Palerma, pare de chorar por nós, estamos com você – Dizia ele enquanto a abraçava.

- Eu amo vocês tanto, seus idiotas... - Disse Hydra chorando novamente, ainda abraçada ao amig0.

Hydra preparou uma poção revigorante para Jorge, uma que ela mesmo tinha aprimorado e deu para ele beber, a cor pareceu voltar ao seu rosto imediatamente.

- Você precisa me passar essas receitas novas filha – Disse a Senhora Weasley a agradecendo.

- Eu vou ensinar, tenho tudo anotado no meu... – Hydra perdeu a fala, queria falar grimório, mas isso a fez lembrar de quem o deu para ela em primeiro lugar, antes que pudesse completar a frase, ouviu o grito de Hermione interrompendo seus pensamentos.

- São eles! – Gritou Hermione do lado de fora.

Todos correram para o lado de fora, Hydra decidiu ficar com Fred e Jorge.

- Então, você acha que eu continuo gato? – Perguntou Jorge.

- Extremamente gato, o mais gato de todos... – Fred fingiu tossir para chamar atenção – Junto com o Fred, é claro! - Brincou Hydra.

- Agora sim – Disse Fred rindo.

- Eu senti tanto medo Jorge, tanto medo por você, por mim, por nós! – Disse Hydra quase chorando.

- Para de chorar, eu estou bem, estou bonitão, você já imaginou como isso da uma boa desculpa para falar com as garotas? Posso falar que é uma ferida de guerra, isso é um verdadeiro imã de garotas.

Fred, Jorge e Hydra riam das palhaçadas de Jorge, Hydra sentiu Libra chutando dentro de sua barriga e levou a mão até ela.

- Está doendo? Aconteceu algo? – Perguntou Fred nervoso.

- Não, ela só está chutando, acho que ela não gosta de ver o padrinho machucado.

De fato, Libra chutava tanto que incomodava Hydra, mas no momento em que Jorge colocou a mão na sua barriga, os chutes pararam.

- Viu? Ela já me ama! – Disse Jorge sorindo de orelha a...Bem...

- Ela já te ama sim e ama o Fred também – Acrescentou vendo a cara de ciúmes que o Fred fazia. Ele ficou feliz com a afirmação e também colocou a mãe na barriga dela - Seu padrinho também - Completou Hydra.

Os três começaram a conversar sobre todos os meios que Jorge poderia começar uma cantada.

- E aí gatinha, pode falar, sou todo... Ouvido – Disse ele.

- Ai que ridículo Jorge! – Dizia Hydra rindo.

- Fala sério, é uma cantada maravilhosa...

- Você é patético irmão – Dizia Fred e os três gargalhavam.

Os outros entraram na sala, acompanhados agora por Fleur, Gui, Tonks e Rony.

Hydra levantou na mesma hora para abraçar a prima.

- Graças a Deus, eu estava tão preocupada – Disse ela.

Mas então percebeu que o rosto deles era de tristeza enorme.

– Que aconteceu? – Perguntou Fred, vendo os rostos das pessoas à medida que entravam.

– Que aconteceu? Quem...?

– Olho-Tonto – disse o sr. Weasley. – Morto.

As risadas dos gêmeos se transformaram em caretas de sobressalto. Ninguém parecia saber o que fazer. Tonks chorava silenciosamente, levando o lenço ao rosto, Hydra passou os braços em seu ombro e ela descansou a cabeça no ombro dela.

Hydra estava em choque, não sabia bem o que dizer ou o que pensar, Olho-Tonto era o homem mais forte e corajoso que conhecia depois de Dumbledore e agora os dois estavam mortos, até o final da guerra, quantos homens bons iriam perder assim? Nessa guerra ridícula...

Hagrid, que se sentara no chão, a um canto mais espaçoso, enxugava os olhos com um lenço do tamanho de uma toalha de mesa.

Gui foi ao aparador e apanhou uma garrafa de uísque de fogo e alguns copos. – Peguem – disse ele e, com um aceno da varinha, lançou no ar doze copos cheios, um para cada pessoa e um com água para Hydra, mantendo o décimo quarto copo no ar.

– A Olho-Tonto.

– A Olho-Tonto – disseram todos, e beberam.

– A Olho-Tonto – secundou Hagrid, atrasado com um soluço.

– Então Mundungo desapareceu? – Disse Lupin, que bebera todo o uísque de um gole. Houve uma mudança instantânea na atmosfera. Todos pareceram se tensionar e observar Lupin.

– Sei o que está pensando – Disse Gui –, e me ocorreu o mesmo pensamento quando estava voltando para cá, porque eles pareciam estar nos esperando, não é? Mas Mundungo não poderia ter nos traído. Eles não sabiam que haveria sete Harrys, isto os confundiu no instante em que aparecemos, e, caso tenham esquecido, foi Mundungo que sugeriu esse pequeno ardil. Por que omitiria esse ponto essencial para os Comensais? Acho que Dunga entrou em pânico, foi só. Primeiro não queria ir, mas Olho-Tonto o obrigou, e Você-Sabe-Quem investiu direto contra os dois: isto é suficiente para fazer qualquer um entrar em pânico.

– Você-Sabe-Quem agiu exatamente como Olho-Tonto previu – disse Tonks, fungando.

– Olho-Tonto disse que ele calcularia que o verdadeiro Harry estaria com os aurores mais fortes e capazes. Perseguiu, primeiro, Olho-Tonto, e, quando Mundungo os denunciou, virouse para Kingsley...

– É, tude stá muite bem – retrucou Fleur –, mes inde nam exxplique come sabiem qu' iamos trransferrir Arry hoje à noite. Alguém foi descuidade. Alguém deixou scapar a date prra um strranhe. É a unique explicaçon prra eles conhecerrem a data, mas nam o plane tode.

Ela olhou séria para todos, os filetes de lágrimas ainda visíveis em seu belo rosto, desafiando silenciosamente que alguém a contradissesse. Ninguém o fez. O único som a romper o silêncio foi a tosse de Hagrid, abafada por seu lenço.

– Não – disse Harry em voz alta, e todos olharam para ele surpresos - Quero dizer... se alguém errou – continuou Harry – e deixou escapar alguma coisa, sei que não errou por mal. Não é culpa dele – repetiu outra vez, um pouco mais alto do que teria normalmente falado. – Temos que confiar uns nos outros. Eu confio em todos vocês, acho que nenhum dos presentes nesta sala me venderia a Voldemort.

Às suas palavras, seguiu-se mais silêncio. Todos olhavam para ele.

– Muito bem falado, Harry – disse Fred, inesperadamente.

– É, apoiado, apoiado – emendou Jorge, com um meio relance para Fred, cujo canto da boca tremeu. Lupin tinha uma estranha expressão no rosto quando olhou para Harry: beirava a piedade.

– Você acha que sou tolo? – Perguntou-lhe Harry.

– Não, acho que você é igual ao Tiago – respondeu Lupin –, que teria considerado a maior desonra desconfiar dos amigos.

– Temos trabalho a fazer. Posso perguntar a Kingsley se...

– Não – Gui o interrompeu. – Eu farei, eu irei.

– Aonde estão indo? – Perguntaram Tonks e Fleur ao mesmo tempo.

– O corpo de Olho-Tonto – explicou Lupin. – Precisamos resgatá-lo.

– Não podem... – começou a sra. Weasley, lançando um olhar suplicante a Gui.

– Esperar? – Perguntou Gui. – Não, a não ser que a senhora prefira que os Comensais da Morte o levem.

Todos se calaram. Lupin e Gui se despediram e saíram.

Todos se sentaram, menos Harry, Hydra sentou ao lado de Tonks e Fleur, consolando as meninas que estavam nervosas por seus parceiros.

– Eu tenho que ir também – anunciou Harry. Onze pares de olhos assustados o olharam.

– Não seja tolo, Harry – disse a sra. Weasley. – Que está dizendo?

– Não posso ficar aqui. Ele esfregou a testa. – Todos vocês correm perigo enquanto eu estiver aqui. Não quero...

– Mas não seja tolo! – Protestou a sra. Weasley. – A razão do que fizemos hoje à noite foi trazê-lo para cá em segurança e, graças aos céus, conseguimos. Fleur concordou em casar aqui, em vez de na França, já providenciamos tudo para que possamos ficar juntos e cuidar de você...

– Se Voldemort descobrir que estou aqui...

– Mas por que descobriria? – Perguntou a sra. Weasley. – Há outros doze lugares onde você poderia estar agora, Harry – lembrou o sr. Weasley.

– Ele não tem como saber para qual das casas protegidas você foi.

– Não é comigo que estou preocupado! – Contrapôs o garoto.

– Nós sabemos – replicou o sr. Weasley em voz calma. – Mas, se você for embora, teremos a sensação de que os nossos esforços desta noite foram inúteis.

– Você não vai a lugar nenhum – rosnou Hagrid. – Caramba, Harry, depois de tudo que passamos para trazer você para cá?

– É, e a minha orelha sangrenta? – Acrescentou Jorge, erguendo-se nas almofadas.

– Sei que... – Olho-Tonto não iria querer isso...

– EU SEI! – Berrou Harry.

– Onde está Edwiges, Harry? – Perguntou a Sra Weasley. – Podemos colocá-la com Pichitinho e lhe dar alguma coisa para comer.

Harry bebeu um outro gole de uísque-de-fogo e não respondeu, Hydra imaginou o que aquilo significava, sentiu a dor que era perder um bichinho que você amava, não conseguia pensar em perder Lydra ou Lacerta, nem Hérus a quem já se afeiçoava desde cedo.

– Espere até espalharem que você conseguiu novamente, Harry – disse Hagrid. – Escapou dele, o repeliu quando estava em cima de você!

– Não fui eu – negou Harry categoricamente. – Foi a minha varinha. Minha varinha agiu sozinha.

Passados alguns momentos, Hermione argumentou gentilmente:

– Mas isso é impossível, Harry. Você quer dizer que usou a magia sem querer; reagiu instintivamente.

– Não – respondeu Harry. – A moto estava caindo, eu não saberia dizer onde estava Voldemort, mas a minha varinha rodou a minha mão, localizou-o e disparou um feitiço, e não foi um feitiço que eu conhecesse. Nunca fiz aparecer labaredas douradas antes.

– Muitas vezes – disse o sr. Weasley –, quando o bruxo está em uma situação crítica, é possível ele produzir feitiços com que nunca sonhou. Isso acontece muitas vezes com as crianças, antes de terem estudado...

- Sim, nossa mente, nosso corpo é capaz de produzir feitiços sem pensar em situações extremas... – Completou Hydra

– Não foi assim – retrucou Harry com os dentes cerrados.

Todos se calaram, Hydra não acreditava muito, não que ele estivesse mentindo, pensou ela, mas duvidava que ele não tivesse feito a magia mesmo que sem querer.

Harry pediu para ir dar uma volta, pegar um pouco de ar puro e saiu pelo jardim.

Hydra foi em direção a Jorge para ver sua ferida.

- Eu vou pedir para o Peter dar uma olhada melhor em você quando ele chegar.

- Hydra, eu preciso falar com você – Disse o Sr Weasley.

- Sim, quer ir...

- Não, pode ser aqui – Disse ele – Você não pode andar mais sozinha na rua, agora que sua casa foi protegida, Você-sabe-quem sabe que você faz parte da ordem com certeza, ou você ou Peter, ou seus sogros, de qualquer maneira vai querer te punir por ser filha do Lúcio...

- Eu não vou mais me esconder em casa – Disse Hydra enérgica.

- Não precisa, é só não sair mais sozinha, evite sair de áreas protegidas, esse tipo de coisa, nenhum de nós vai se esconder, não por enquanto, mas enquanto ele achar que Harry pode estar com você, na sua casa, você tem que tomar cuidado, ok?

- Ok, pode deixar - Disse Hydra.