Oiii!! Finalmente julho chegou e com ele essa nova fic.

Disclaimer: Naruto não me pertence.

Esse capítulo ficou maior que o esperado, maspara não ficar tão pesado para leitura os próximos serão um pouquinhos menores ok?? Ou vocês preferem desse tamanho mesmo??

Espero que gostem e boa leitura!!


Just lifes

Um homem choramingava por sua vida enquanto era arrastado para seu julgamento. Seu rosto estava coberto por uma sacola de pano preta, suas mãos estavam presas por algemas, mas era possível ver que tremiam e sua calça estava completamente suja por um misto de terra e sangue de tanto ter resistido. Mas não haveria volta.

Quem o arrastava, entre puxões e empurrões era um homem corpulento e alto deveria ter por volta de 23 anos, com rosto sério e completamente livre de sentimentos, cabelo loiro pálido bem arrepiado e até longo, sempre rebelde; e seus olhos âmbar sequer se comoviam com os pedidos daquele pobre homem, mesmo sabendo muito bem qual seria o destino dele. Quem olhasse diria que ele estava até entediado por ter que ouvir aquelas súplicas, ele usava uma camisa preta com os primeiros botões abertos, jeans escuro sem um toque de sujeira e uma corrente prata grossa.

Depois de uma curta caminhada por uma série de corredores frios e mal iluminados os dois chegaram na frente de uma porta. O loiro bateu e esperou até ouvir autorização para entrar, ela foi dada por uma voz grossa, fria, calma e forte, uma combinação que com razão criou um arrepio no homem encapuzado que se encolheu levemente.

De qualquer forma, seu captor o segurou pela gola e literalmente o arremessou para o meio da sala com facilidade. Onde ficou de joelhos, paralisado pelo medo, em seguida seu capuz foi retirado e ele se viu em uma ajeitada sala privada, decorada com cores escuras e aconchegantes, principalmente tons vermelhos e pretos com detalhes em dourado. Mas sua preocupação estava atrás da mesa de carvalho antigo, onde um homem estava sentado em uma poltrona vermelha, ele usava uma estranha máscara laranja com uma espiral preta e apenas buraco para o olho direito.

O homem sendo julgado não tinha mais que 45 anos, mas era pequeno, gordo, barbado e quase completamente careca. Era um senhor perto das pessoas ao seu redor, usava um terno preto que agora mal podia ser reconhecido e estava com alguns ferimentos no rosto também. Mas ele não sentia dor, mas sim medo e seus olhos castanhos refletiam isso.

O loiro ficou apoiado na porta, tirando os três havia também uma mulher ruiva com cabelo longo e repicado, que usava óculos de armação grossa e escura, tinha corpo bem cuidado e olhos negros, usava uma blusa manga longa branca aberta nas costas e um shorts preto curto com botas cano alto. Ela estava um pouco atrás, mas ao lado do mascarado e parecia sadicamente feliz com a situação daquele senhor.

O mascarado apoiou os cotovelos na mesa e em seguida o queixo nas mãos, ele usava uma camisa branca manga longa arregaçada até um pouco abaixo do cotovelo, a gravata preta solta apenas ao redor do pescoço, alguns botões abertos e calça social grafite com um sapato preto social.

Desc: - Ora que surpresa Sr. Fukuda.

Fukuda: - M-Madara-sama, eu...

Mulher: - Não interrompa enquanto ele fala. -- Ruidosamente ela o interrompeu e o senhor se calou.

Madara: - Karin. -- Madara a repreendeu apenas com o tom de voz e depois de vê-la calada se virou mais uma vez para o senhor. -- Achou mesmo que poderia fugir da Hebi??

Não houve resposta, o senhor Fukuda pôde apenas tremer. O mascarado que foi chamado de Madara se levantou lentamente, contornou a mesa e depois se agaichou na frente do senhor para encará-lo com seu olho negro e frio, único à mostra.

Madara: - Ninguém pode fugir de mim.

Fukuda: - Madara-sama, por favor, eu imploro. -- A voz dele tremia.

Madara: - Sabe por que está com medo?? -- Ele não esperou a resposta. -- Por que sabe o que acontece com todos que me traem. Eu poderia te deixar viver, mas então as pessoas não teriam mais medo de mim... Infelizmente é assim que funciona.

A calma de sua voz era inacreditável para alguém que falava de uma vida humana, seu tom era como o professor que ensina pela primeira vez a uma criança que dois mais dois é quatro, uma verdade que ela precisaria aceitar.

Fukuda: - Mas... Mas me obrigaram.

Madara: - Eu sei, mas por sua causa eu perdi dois dos meus melhores agentes. -- Sem aviso socou o senhor que caiu de lado.

Madara se levantou e passou a mão pelo seu cabelo negro levemente azulado, curto e arrepiado atrás e com a franja um pouco mais longa.

Madara: - Não é fácil encontrar bons assassinos hoje em dia, isso será um problema... -- Mas ele não falava como se fosse verdade, sua voz mantinha um ar quase debochado, depois ele se virou para se sentar novamente. -- Eu não suporto olhar para traidores. Juugo, sabe o que fazer.

O loiro que até a pouco fitava uma das paredes com interesse, se aproximou, mas quando estava prestes a pegar o senhor Fukuda pela gola o mesmo se desesperou. Saiu do alcance do loiro, engatinhou até as pernas de Madara e segurou a calça do mesmo com pânico refletido em seus olhos, seria sua última tentativa.

Fukuda: - Eu... Eu tenho informações sobre a Akatsuki.

Madara parou e Juugo fez o mesmo.

Fukuda: - Eles tem uma base no distrito de Nibi. -- Um longo período de silêncio se seguiu e por instantes Fukuda acreditou que viveria.

Madara: - Não, eu a destruí.

Mal terminada a sentença Juugo arrastou o homem para fora, a morte dele seria apenas mais uma entre tantas, apenas mais uma voz a atormentar seus sonhos, mas não que isso o incomodasse.

A porta se fechou e Karin viu a chance de ficar sozinha com ele, mas mal se moveu e ele fez um movimento com a mão para que ela saísse. Contrariada, mas incapaz de contestar a garota se retirou. Finalmente sozinho Madara retirou sua máscara, revelando um rosto chamativo pela beleza, sério e austero apesar de ter apenas 22 anos.

Odiava aquela máscara, mas não podia deixar que seu rosto fosse visto, digamos que não tinha poucos inimigos. Seus olhos negros e inexpressivos pareciam fitar o nada, porque nada fazia sentido, nada tinha importância além de seu objetivo. Matar seu irmão, mesmo que isso significasse se esconder do mundo, morrer como ser humano, ser apenas um nome que causava medo nas almas fracas.

Uchiha Madara era o líder de uma organização tão influente quanto a poderosa e tradicional Akatsuki e ao contrário dela não precisava recorrer ao tráfico de narcóticos ou prostituição para ter dinheiro, seus clientes eram um pouco mais amplos.

O que acha de acabar com seu inimigo?? Mas com muito mais profissionalismo. Ele criou uma nova forma de assassinato encomendado, não mais aquele "Um amigo de um amigo faz esses bicos...", não importa quem, motivo, idade, apenas o preço. E se puder pagar seus problemas acabarão em um piscar de olhos, ou melhor com o disparo de uma bala.

Seu irmão Uchiha Itachi trabalhava para Akatsuki, por isso para alcançá-lo precisava combater a organização e na verdade tinha muito sucesso. Seria uma questão de tempo para que a própria Akatsuki entregasse Itachi e assim ele poderia finalmente vingar seus pais.

Infelizmente ser requisitado significava não ter descanso, massageou as têmporas, mas logo sua pequena paz foi atormentada por batidas na porta. Rapidamente recolocou a máscara e suspirou.

Madara: - Pode entrar.

Um homem que não deveria ser muito mais velho que ele entrou, tinha pele clara, olhos azuis com um brilho estranhamente maníaco, cabelo curto e também azul, mas o mais incomum eram seus dentes serrilhados, usava uma camisa azul aberta sobre uma regata branca e uma calça jeans clara, uma roupa mais casual. Ele era menor e mais baixo que Juugo, e possuía algo que o loiro e Madara pareciam não ter, prazer com o que fazia, seu nome: Suigetsu.

Suigetsu abriu a porta, mas deixou que um homem se aproximasse da mesa de Madara. O desconhecido usava um terno muito bem cuidado e pela aparência caro, óculos escuros, gravata vermelha em contraste com o grafite de suas roupas, mas os detalhes do físico dele em si Madara não notou. Não eram importantes.

Madara: - O que quer??

A pergunta direta surpreendeu o homem, provavelmente por que estava acostumado a ser tratado com respeito, não daquela forma fria e direta.

Homem: - Finalmente tenho o prazer de conhecer o famoso Madara.

Madara: - Famoso talvez, mas prazer eu duvido muito. Quem seria o alvo??

O engravatado deixou um meio sorriso se formar em seu rosto.

Homem: - Não gostaria de saber para quem vai trabalhar??

Madara: - Seu nome não é do meu interesse, apenas o dinheiro. Se não quiser me falar que seja.

Homem: - Ótimo, eu quero que mate essa mulher.

O homem estendeu uma pasta bege e Madara a abriu, ali estavam todos os dados do alvo, nome, idade, profissão, endereço e até uma foto. Como de costume ele gravou aquele rosto, pele clara, traços delicados, olhos esmeralda e cabelos compridos estranhamente rosados.

Madara: - Qual é sua oferta?? -- O bom negociador nunca dá o primeiro lance.

Homem: - Sete mil.

Madara: - Para quando quer a morte??

Homem: - Um mês no máximo. -- Foi possível ouvir um leve murmúrio por trás da máscara.

Madara: - Essas são as missões que precisam ser completadas. -- Ele indicou uma fila de pastas enfileiradas do lado direito da mesa. -- Há uma fila de espera de quase um ano e você ainda faz essa proposta absurda??

Homem: - Quanto quer para encurtar a data??

Madara: - Cinco mil por pasta pulada. -- O homem fitou a fila, mas não pareceu satisfeito, afinal existiam ali pelo menos cem pastas.

Homem: - Posso arranjar outro para fazer o serviço. -- Ele se virou para sair.

Madara: - Não duvido, mas o que acontecerá quando seu nome for relacionado ao assassinato de uma doce garota?? Médica promissora, gentil, trabalhou na Cruz Vermelha, faz parte de organizações beneficentes... -- Seu tom de voz não escondia a ironia e deboche. -- Seria um escândalo ver um homem tão poderoso envolvido com um assassinato frio e injustificável... Creio que perderá importantes aliados se seu nome estiver vinculado a um crime tão hediondo.

Homem: - Três mil por pasta e eu fecho por quarenta mil.

Madara: - Fechado. Mas terá que esperar por volta de seis meses.

Homem: - Que seja. -- Contrariado e roubado o homem deixou a sala, Suigetsu estava atrás da cadeira de Madara e se esticou para ver, por trás do ombro do chefe, a foto da garota.

Suigetsu: - Que desperdício matar uma garota tão linda, o que será que ela fez contra esse cara??

Realmente ela era bonita, um sorriso gentil e animado enfeitava aquela foto de uma forma quase mágica, os cabelos rosados e longos esvoaçavam ao vento, combinavam harmoniozamente com os olhos esmeraldas e tão cheios de vida... Tão diferentes dos olhos negros que os fitavam.

Madara: - Não sei e não tenho interesse em saber. -- Ele apenas colocou a pasta em seu lugar, no fim da fila. -- E os novos recrutas??

Suigetsu: - Uma dupla chamou atenção pela sincronia, serão bons substitutos. -- Suigetsu entregou dois papéis que tirara do bolso. -- Os nomes são Yamanaka Ino e Sabaku no Gaara. -- Madara apenas passou os olhos por eles sem dar muita importância.

Madara: - É difícil ver uma mulher se interessar por esse ramo hoje em dia.

Suigetsu: - É verdade, mas esses dois prometem ser uma das nossas melhores duplas.

Madara: - Ótimo... Entregue essa missão a eles. -- Madara pegou uma pasta aleatoriamente, aquela história de ordem era apenas um blefe, Suigetsu deixou um meio sorriso se formar seu rosto.

Suigetsu: - Você é um cretino, mas por isso paga bem.

Madara: - Descobriu alguma coisa??

Suigetsu: - Não, Pein está mais cauteloso agora, os pontos de tráfico estão vigiados pela polícia, ele pode estar em busca de outros, mas ao que parece você estava certo. A Akatsuki está investindo a algum tempo em boates de striptease também e isso torna as coisas um pouco mais complicadas por que ao que parece eles tem contato com grandes empresários, juízes e até altos cargos da polícia. O jogo está se invertendo e isso não é bom para nós.

Madara: - Ainda é do interesse do governo que a Akatsuki fique fraca e não se atreveriam a se opor a nós.

Suigetsu: - Por enquanto... Enfim, Itachi está em Yonbi pelo que minhas fontes dizem, não é muito longe.

Madara: - Tem um endereço??

Suigetsu: - Essa é uma suposição, mas dessa vez acho que vale à pena investir. -- Ele colocou na mesa uma pequena folha com um endereço escrito. -- Eu posso ir essa tarde.

Madara: - Não, eu vou e sozinho. -- Suigetsu não queria contestar, sabia que Itachi estava fora dos limites da Hebi e da estranha amizade deles, mas era seu dever zelar pela vida de seu sustento.

Suigetsu: - Yonbi está fora da nossa influência, é perigoso demais.

Madara: - Você se preocupa muito.

Suigetsu deu de ombros, depois saiu da sala para cumprir suas tarefas, afinal nem todos da organização poderiam se dar ao luxo de ficarem sentados o dia todo como Madara.


Um grande prédio no centro da cidade chamava atenção dos visitantes por sua imponência e arquitetura moderna, com seus vidros espelhados e assimetria. Entre os diversos andares, todos de escritórios, um chamava atenção por ser destinado a um setor especial da polícia de Konoha.

Dentro de uma sala um homem com pele muito pálida, cabelo negro curto e olhos negros, alto e magro, lia concentrado um documento, na verdade seus traços belos e sérios lembravam muito Madara, ele usava um terno preto muito bem alinhado, uma camisa branca e gravata preta. Apenas foi interrompido por batidas na porta. Toshimori Sai, 22.

Homem: - Pode entrar.

Uma mulher entrou com uma pasta entre os braços. Ela possuía cabelos loiro platinado, lisos e muito compridos, presos em um rabo de cavalo alto e com uma franja comprida a cobrir seus olhos azuis celeste. Corpo bem moldado e chamativo, pele clara e uma sensualidade aparente, usava uma calça jeans lisa, uma blusa manga curta roxa aberta nas costas e um tênis.

Mulher: - Sai-kun?? Está muito ocupado??

Sai: - Não, pode entrar Ino.

Ino: - Eu preciso sair o mais rápido possível, mas precisava te avisar. Parece que consegui.

Sai: - Mesmo?? -- Ele a fitou com o máximo de sentimento que conseguia demonstrar o que não era muito, mas parecia uma notícia boa, por que Ino sorriu, deixou a pasta na mesa e literalmente sentou no colo dele enquanto enlaçava com os braços seu pescoço. -- Não acredito.

Ino: - Nem eu, parece que outra dupla foi morta em uma emboscada e agora eu e meu parceiro somos os substitutos.

Yamanaka Ino, 21, uma agente dupla infiltrada na Hebi e cujo namorado não era nada mais nada menos que o chefe da divisão especial de investigação contra o crime organizado, mais conhecida como DEICCO. Temida pelas gangues, respeitada por grandes organizações como a Hebi e a Akatsuki, pertencia à Polícia, mas ao mesmo tempo era uma parte completamente nova, também apelidada de "Raiz".

Raiz por que mantêm a ordem da cidade de Konoha através de um estranho e muito polêmico jogo de poderes, sempre escondida e misteriosa. Sua existência é desconhecida pela maioria das pessoas, mas seus meios são definitivamente nada ortodoxos. Com o tempo a DEICCO se tornou igual à Akatsuki e à Hebi, mesmo que seus membros não admitam, se tornou tão poderosa e manipuladora quanto as outras duas. Com o equilíbrio entre essas três forças, Konoha encontrou uma paz aparentemente perfeita, guangues pequenas foram liquidadas pela concorrência, tudo se tornou bem organizado e se uma delas tentasse prevalecer as outras duas se uniriam para suprimí-la. Infelizmente Paz não costuma ser duradoura e os espiões eram uma forma de evitar possíveis tentativas de uma organização prevalecer.

Sai: - Parceiro??

Ino: - Você o conheceu, lembra?? -- Mas pela falta de reação ela assumiu que não. -- O ruivo com o kanji "amor" tatuado na testa.

Sai: - Me lembro vagamente. Mas não deveria estar aqui, é muito arriscado.

Ino: - Eu contei que meu namorado trabalha para polícia, mas eles não acharam grandes problemas, o que é bom por que tenho passe livre para vir aqui sem levantar suspeitas.

Sai: - É verdade.

Sai mantinha as mãos envolta da cintura da namorada e selou seus lábios com os dela no beijo que desejava desde que ela entrara.

Sai: - Só tome cuidado, é muito perigoso mexer com a Hebi.

Ino: - Não se preocupe, eu sei o que estou fazendo.


Um jovem com seus 21 anos sorria radiante ao se ver livre do claustrofóbico hospital, alto, com porte atlético e pele clara. Seus cabelos loiros curtos e bem arrepiados pareciam realçados pela luminosidade, estava com os olhos cerrados e braços abertos como se quisesse abraçar o Sol e recebia muitos olhares curiosos por isso. O rosto de expressão confiante e belo, com três riscos em cada bochecha e sempre enfeitado por um sorriso amigo, fazia com que as pessoas sentissem uma instantânea simpatia por ele.

Ele abriu os olhos lentamente revelando seus olhos tão azuis quanto o céu naquela manhã, eles surpreendiam pelo brilho cheio de vida e força. Ele usava uma camisa laranja aberta sobre uma preta, um tênis claro e um jeans escuro. Seu nome: Uzumaki Naruto.

Desc: - O está fazendo aqui Naruto??

Uma voz feminina à suas costas obrigou o Uzumaki a se virar e com um sorriso ainda mais feliz em seu rosto, afinal reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Uma jovem da idade dele se aproximava em passos rápidos, seus longos cabelos rosados chamavam atenção mesmo presos na trança frouxa, realçados pelos impressionantes olhos esmeralda e em harmonia com as feições delicadas daquele rosto. Corpo bem cuidado chamativo pelo conjunto, ela usava uma calça jeans lisa e clara com uma regata verde com detalhes em vários tons e uma melissa branca simples, mas elegante. Aquela era Haruno Sakura.

Naruto: - Sakura-chan!! Finalmente convenci o Kakashi-san a liberar minha alta.

Sakura: - Que bom, mas seria melhor que ficasse pelo menos até à tarde, talvez tenha uma recaída.

Naruto: - Eu estou cansado do hospital, se precisar Kakashi me passou o celular dele.

Sakura: - E o que estava fazendo parado aqui no portão se quer tanto ir embora?? -- Sakura deixou um sorriso divertido enfeitar seu rosto quando viu o Uzumaki corar um pouco.

Naruto: - Eu já estava voltando para casa.

Sakura: - Mas já que está aqui, aproveite e convide a Hinata-chan para almoçar. -- Ela piscou pra ele.

Naruto corou mais um pouco, Sakura fez um leve movimento com a cabeça e por isso ele virou para ver a pequena Hinata se aproximar lentamente. Quando Naruto voltou para falar com Sakura ela já estava indo para o hospital.

Naruto: - Mas...

Sakura andou alguns passos de costas para ficar de frente para o amigo, mostrou a língua travessa e depois acenou deixando Naruto com seus próprios... "Problemas". Mas ele não teve tempo de pensar muito, por que logo ouviu uma voz fina e delicada o chamá-lo.

Hinata: - B-Bom dia N-Naruto-kun.

Naruto: - Bom dia Hinata-chan.

Ele sorriu sem graça, mas a pequena Hyuuga Hinata dificilmente poderia ser ultrapassada no quesito vermelhidão. Uma jovem de 21 anos, pequena, corpo bem torneado, com curvas chamativas, mas sempre escondidas pelas roupas largas. Pele bem clara, olhos de um incomum rosa perolado e cabelos longos negros, levemente tocados pelo azul. Ela usava uma camiseta roxa não muito apertada e uma calça jeans simples com uma sandália branca discreta.

Hinata: - Kakashi-san te deu alta?? -- A voz dela foi sumindo durante a frase, mas já era um avanço à alguns meses atrás ela dificilmente completaria a frase sem desmaiar.

Ou então Naruto, sempre escandaloso, a cortaria por não estar escutando. Os dois estudaram juntos no colégio e fundamental, Hinata sempre foi nuito apaixonada por ele e mesmo depois, na faculdade, nunca foi capaz de esquecê-lo completamente. Mesmo depois de alguns namorados, ela não conseguia dizer que sentira a mesma coisa. Aquele era seu grande amor platônico. (N/A: Não falem nada que eu sei como é isso -.- é involuntário, eu entendo a coitada da Hinata.)

Naruto: - Até que enfim não é?? Se bem que... -- Ele corou um pouco e passou a olhar um ponto distante, para não ter que ficar ainda mais sem-graça. -- Agora não vou poder ver você e a Sakura-chan todos os dias.

Hinata corou um pouco, mas na verdade não tanto quanto deveria ou poderia, por que ela acreditou que Naruto disse aquilo por que gostava da Sakura. O Uzumaki alimentou no colégio uma paixão pela Sakura que fazia questão de gritar aos quatro-ventos. Isso era um golpe terrível para o coração dela, mas com o tempo ela se acostumou...

O que ela não poderia saber é que depois de muitos anos Naruto descobriu que o que sentia pela Haruno era o que sentiria por uma irmã e só agora tentava desvendar o que era aquilo que sentia perto da Hyuuga.

Hinata: - Pode nos visitar ainda.

Naruto: - É... Talvez eu passe aqui amanhã... Que horas você sai Hinata-chan??

Hinata: - Seis e meia.

Naruto: - É bem... -- Ele estava com as mãos atrás da cabeça, parecia procurar as palavras certas e tentava não olhar diretamente para os olhos da Hinata. -- O que acha de... Não sei... Jantar amanhã??

Hinata demorou para processar a informação e a falta de resposta não ajudou a diminuir o nervosismo do loiro.

Naruto: - Quer dizer, é claro que você vai jantar amanhã, mas eu estava pensando se não gostaria de ir ao Ichiraku comigo.

Um longo e perturbador silêncio se fez presente.

Naruto: - Não faz mal se não quiser ir. Finja que eu não perguntei nada.

Hinata: - Não! -- Talvez a frase mais alta que ela já tenha falado para o Uzumaki, mas teoricamente nem frase é. -- Quer dizer... Amanhã está ótimo.

A voz dela foi sumindo durante a frase, ela fitava os pés com interesse e mexia os dedos em sinal de vergonha. O rosto do loiro se iluminou com um sorriso mais aberto.

Naruto: - Yoshii!! Amanhã eu venho te buscar aqui então, amanhã seis e meia.

Hinata estava corada da cabeça aos pés, fez um leve sim com um movimento da cabeça e depois viu Naruto sumir no horizonte. Ele disse algo como ter que ir para casa, antes de ir embora, mas a mente dela estava presa na frase "(...)amanhã seis e meia.". Depois de alguns segundos ela desmaiou, seu corpo perdeu a sustentação e ela teria caído no chão se alguém não a tivesse segurado.

Desc: - Certas coisas não mudam mesmo.

Um homem a segurou com facilidade com apenas um dos braços enquanto a outra mão se mantinha dentro do bolso da calça. Ele não deveria ter mais de trinta e cinco anos, mas já possuía cabelos totalmente brancos, arrepiados em um corte bem displiscente, seus olhos negros não refletiam interesse ou surpresa, pelo contrário mostravam tédio. Mas ele era assim, uma figura bem peculiar, com uma máscara a cobrir seu nariz e boca, além da faixa colocada propositalvemente sobre o olho direito. O avental pendurado em seu ombro levava o nome dele escrito em pequenas letras bordadas: Dr. Hatake Kakashi.

Kakashi: - Yare yare, se eu não estivesse atrasado isso seria um acidente e tanto.

Com relativa facilidade ele pegou a Hyuuga no colo e a levou para o hospital, uma cena curiosa qua atraiu diversos olhares enquanto eles atravessavam o estacionamente externo, mas o Hatake não se incomodou. As portas do grande hospital se abriram automaticamente quando ele se aproximou e lá dentro mais uma dúzia de curiosos esperava por os olhos neles.

Sakura estava com um avental, acabara de sair de uma sala de consultório e passava uma instrução para uma das enfermeiras enquanto anotava algumas coisa na prancheta em sua mão. Ela passou a prancheta para enfermeira e acidentalmente seus olhos se pousaram em Kakashi e Hinata, a Haruno franziu o cenho e se aproximou com passos rápidos, preocupada.

Sakura: - Kakashi-sempai o que aconteceu??

Kakashi: - Adivinhe. Naruto causa um efeito estranho nela. -- Sakura deixou um sorriso mais calmo e gentil enfeitar seu rosto, Kakashi suspirou. -- Bom, vou deixá-la na sala de descanso, mas quando ela acordar a mande para minha sala certo?? Preciso falar com ela.

Sakura: - Mas não é culpa dela, sabe que ela sempre desmaia perto do Naruto.

Kakashi: - Não é sobre isso não se preocupe. -- Kakashi continuou pelo corredor e Sakura apenas o viu se afastar. -- E antes que eu esqueça, há quanto tempo está trabalhando Sakura?? -- Ele se virou mais uma vez.

Sakura: - Acabei de chegar. -- Ela mentiu com um sorriso amarelo no rosto.

Kakashi: - Você saiu apenas para tomar um café, eu te vi.

Sakura: - Sabe que eu não conto, acho que vai completar seis horas daqui a pouco.

Kakashi: - Sakura... -- Ele tomou um tom mais reprovador, como um pai brigando com uma filha, mas vendo que a garota não iria ceder, suspirou. -- Só prometa que vai descançar está bem?? Sei que está escalada para o turno da noite então tente descançar à tarde... E também arranje um namorado.

Sakura: - Sempai!! -- Ela corou com a insinuação do mais velho sobre sua vida pessoal.

Kakashi: - O trabalho não é tudo nessa vida.

Sakura: - Olha quem fala. -- Aqueles dois mais um pouco se tornaria, parte da decoração do hospital. Viviam apenas "do" e "para" o trabalho.

Sakura: - E mais uma coisa, quando você deu alta para o Naruto??

Kakashi: - A enfermeira da noite me ligou às três da manhã desesperada por que ele não parava de dar problemas, eu tive que liberá-lo por telefone mesmo. -- Suspiro. -- Ele está tentando me matar...

Em passos lentos ele continuou seu caminho, mas Sakura sabia que apesar de reclamar Kakashi considerava o Uzumaki como um filho, ele era o médico-chefe da ala de patologia, um dos homens mais inteligentes e bondosos que ela conhecera e apesar do jeito um pouco excêntrico era um exemplo de profissional. Ele tratava Naruto diretamente e eles mantinham em segredo a doença do Uzumaki, Sakura só podia imaginar que se tratava de algo sério devido às freqüentes internações do loiro, mas quão sério ela apenas poderia supor.


Obrigada pelas reviews: Neko Sombria, Vicky-chan11, Pyta-chan, nathysama, Camila, Hyuuga Florine, Lecka-chan e Demetria Blackwell.

Isso sempre me inspira, continuem mandando reviews onegai!!

Obrigada por ler

Sary-chann