Sinopse: E se Edward tivesse terminado o relacionamento com Bella em Lua Nova de uma forma diferente, mais intensa e mais destruidora. Como Bella ficaria? Quais seriam as consequências do que ele faria? Lemon, violência, paranóia...
Essas violentas alegrias têm fins violentos, falecendo no triunfo, como a pólvora e o fogo, que num beijo se consomem. O mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia, confundindo com seu sabor o paladar mais ávido.
Romeu e Julieta, Ato II, Cena VI
N/A: Essa fic é sobre do fim do relacionamento de Edward e Bella e suas consequências. Mas a forma com que isso ocorre nesta fic é diferente, apesar do cenário ser o mesmo. O motivo de Edward ter deixado Bella é o mesmo do livro: medo de colocar Bella em perigo pelo o que ele e a família dele são.
Os personagens estão descaracterizados muitas vezes, especialmente Edward no começo da estória.
Esta fic contém violência, lemon, linguagem forte e é angst. Se você não quer ler cenas fortes de sexo explícito, por favor não leia. Esta fic não é recomendada para menores de 18 anos devido ao conteúdo de violência, sexo explícito e idéias de suicídio. Se você não está preparado, por favor não leia.
*The Twilight Saga não me pertence e sim à Stephenie Meyer.*
A fic começa no momento do livro Lua Nova, Capítulo 3, página 65:
"- Não! Tem a ver com a minha alma, não é? – eu gritava, furiosa, as palavras saindo de mim numa explosão. De algum modo, ainda parecia uma súplica. – Carlisle me falou disso e eu não me importo, Edward. Não me importo! Você pode ter minha alma. Não a quero sem você... Ela já é sua!
Ele respirou fundo e por um longo momento encarou o chão, sem ver. Sua boca se retorceu um pouco. Quando enfim ele se voltou para mim, seus olhos estavam diferentes, mais duros – como se o ouro líquido tivesse solidificado. "
Darkness (Escuridão)
Capítulo 1 – O fim
Bella's POV
Edward virou-se e começou adentrar a floresta. Eu o segui. Ele ia depressa para uma humana como eu, mas eu conseguia acompanhá-lo. Não sabia quais eram seus motivos. Imaginei se ele já estava fungindo de mim. Mas porque ele me permitiria segui-lo se realmente quisesse fugir. Eu não o deixaria ir embora, com ou sem explicação. Ele tinha que me levar com ele.
Depois de um tempo de caminhada pela floresta, ele parou de repente e começou a andar devagar na minha direção. Olhando em meus olhos de forma penetrante com seus olhos frios. Ele parecia irredutível. Sua mão acariciou meu rosto e se moveu para a minha nuca, me puxando para junto de seu corpo bruscamente e me beijando. Era um beijo diferente. Um beijo urgente e até um pouco rude. Correspondi sem relutância, apesar de estranhar o modo como ele estava me beijando. Abri minha boca dando passagem a sua língua fria. Edward me beijava com desejo. Sim, acho que era isso, desejo. E o desejo também era meu, porque sempre quis avançar na nossa relação, mas ele não permitia. Para ele, tudo era perigoso pra mim, inclusive seu desejo. Tanto seu desejo pelo meu sangue quanto por meu corpo. Ele dizia que também sentia desejo por mim, porém não demonstrava a não ser por alguns poucos momentos que conseguia se deixar levar. Isso não era muito frequente. Por isso eu me sentia insegura de certa maneira. Afinal o meu desejo por ele era bem maior.
Mas ele estava indo embora. Nada fazia sentido. Ele estava me deixando porque seu mundo não era para mim. Mas ele era o meu mundo. Ele não queria condenar a minha alma e mesmo assim condenava a minha vida. Porque que vida eu teria sem ele ao meu lado? Então quando Edward me beijou com desejo, me agarrei à oportunidade de que talvez eu conseguisse fazer com que ele mudasse de idéia. Com um beijo. Ingênua? É... Mas que armas eu tinha? Meus argumentos de nada tinham servido até agora. Era a minha única e última esperança.
Sua língua explorava minha boca, enquanto sua mão na minha nuca puxava meus cabelos e sua outra mão estava na minha cintura me pressionando contra seu corpo. Joguei minhas mãos ao redor de seu pescoço, beijando-o com intensidade. Essa intensidade me roubou o fôlego um tempo depois. Eu tentei quebrar o beijo, apenas para respirar. Edward não permitiu e continuou me beijando sem parar. Minhas mãos em seu peito tentavam o afastar. Ele nem parecia sentir. Somente após um tempo, ele me deixou respirar ofegante. Ainda assim me mordia o lábio inferior suavemente, enquanto eu tentava recuperar o fôlego. Aos poucos eu começava a sentir mais calmamente seu doce e envolvente aroma em minhas narinas. Inspirei profundamente aquele aroma como se fosse a última vez, numa tentativa de guardá-lo na minha lembrança.
Tentei não pensar no que ele havia dito e nem na forma contraditória que estava agindo agora. Tentei apenas me concentrar em conquistá-lo, convencê-lo a ficar comigo ou a me levar com ele. Na verdade não sabia o que dizer agora. Tive medo de que se eu dissesse uma palavra errada, o feitiço se quebrasse e ele se desse conta do que estava fazendo, ou do que eu estava fazendo. Pensando nisso, enquanto seu cheiro já começava a me entorpecer, senti Edward me morder com mais força no lábio. Não pude deixar de gemer àquela dor que me atingiu. Não tinha me cortado, mas tinha doído. Como se tivesse sido para me machucar. Fiquei admirada com sua atitude, afinal Edward era sempre gentil comigo e nossos beijos eram sempre suaves, apesar de toda a força inumana que ele possuía. Imaginei que ele tivesse descontrolado a intensidade da mordida, sem querer é claro. Ele nada disse. Não pediu desculpas. Apenas tomou meus lábios novamente num beijo intenso e profundo.
Abracei-me mais a ele, colando nossos corpos, o meu cada vez mais quente e o dele cada vez mais gelado. O beijo me envolvia e a mão que estava em minha cintura agora descia e subia, percorrendo meu corpo. Suas carícias aumentaram e ele me deitou no chão. No chão da floresta, em meio aos galhos, folhas e raízes. Suas mãos continuaram a explorar meu corpo. Elas tocavam minha cintura, meus seios, iam pelas minhas costas, minha bunda, minhas coxas. Soltei um gemido baixo, aquilo estava me excitando. Edward nunca tinha feito nada parecido comigo. Entreguei-me, me deixei levar pela luxúria. Ele estava me abandonando e eu sabia que não tinha nada mais a perder, era o que eu achava.
Eu também aproveitei para explorar seu corpo, enquanto nos beijávamos com volúpia. Seu corpo era suave, frio e duro, como mármore. E era também perfeito. Eu o abraçava com força. Meus dedos se enterravam em seus cabelos. Edward tirou minha blusa e minha camiseta, e com a mesma rapidez tirou sua própria blusa. Confesso que não acreditava no que estava acontecendo. Não era o local que eu tinha imaginado pra aquilo acontecer. E nem o momento. Mas quem se importava? Certamente ele não se importava. Era visível. Era palpável sua agitação e impaciência para ter meu corpo naquela hora.
Pela primeira vez desde que o conheci, o frio de sua pele me incomodava. Seu corpo gelado junto ao meu me fazia tremer, de frio e de antecipação. Quando seu peito nu encostava em minha pele exposta era como se uma corrente elétrica passasse por mim. Edward não estava prestando atenção aos meus tremores ou sensações. Ou pelo menos não demonstrava isso. Sua atitude não me proporcionava segurança. Segurança para um ato de entrega. A minha entrega. Eu não deveria pensar. É, eu tinha que continuar, eu tinha que me entregar. Só assim eu teria uma chance. Uma chance de ficar com ele. Por isso não questionei suas atitudes. Por isso era melhor não hesitar.
Sem eu perceber ele já estava com os lábios em meu pescoço. Seu nariz em meus cabelos. Senti ele inspirando profundamente o meu cheiro, minha essência. Ele parecia inebriado com meu aroma, com o cheiro do meu sangue, meu doce sangue que cantava chamando por ele. Foi quando, por um instante, achei que havia chegado a hora. Sim, era isso o tempo todo. Ele estava me proporcionando até agora os meus últimos momentos como humana. Sim, sim, ele iria me transformar. Eu consegui. Eu consegui convencê-lo quando disse que minha alma já era dele e por isso ele a estava tomando de vez. Uma felicidade surgiu em meu peito e sorri com a constatação. Era tudo o que eu queria, tudo o que eu quis, mas ele não queria. Meus olhos se encheram d'água. A felicidade crescia em meu peito, enquanto seu dente roçava meu pescoço.
Então ele me beijou no pescoço em vez de me morder, como eu achava que aconteceria. Foi um beijo demorado e calmo, prolongando minha frustração. Resolvi falar. Ia implorar para que me transformasse. Não sei, diria qualquer coisa.
- Edward. – eu chamei e ele não se moveu um milímetro, como se não tivesse percebido.
- Por favor, me transforme. Quero ser sua pra sempre. Seu mundo seria o meu e daí não teríamos mais problemas. Eu não seria mais frágil, nem vulnerável. E poderíamos ficar juntos. Poderíamos ser felizes e...
- Shhhhh... – foi o que ele disse, tampando a minha boca com a mão.
Eu me senti uma tola naquele momento. Não sabia o que fazer, não sabia o que falar. Até mesmo porque, ao que parecia, aquilo não era mais uma conversa ou qualquer tipo de comunicação. As regras eram dele e eu seguia, cegamente, como se não houvesse mais volta. Minhas mãos, que estavam em seu corpo, caíram ao meu lado, em desânimo. Edward tirou sua mão de minha boca e me beijou os lábios novamente, segurando meu rosto em suas mãos. Seus lábios frios desceram pelo meu queixo, seguiram a linha da mandíbula, desceram mais uma vez ao meu pescoço e se dirigiram para meu seio. Com um movimento, ele rasgou meu sutiã, deixando meus seios à mostra. Ele capturou em sua boca meu seio esquerdo, sugando o com força. Soltei um gemido. E mais uma vez ele estava me deixando excitada. Com a mão, ele apanhava o seio direito e o acariciava, às vezes beliscando meu mamilo e me fazendo gemer cada vez mais.
Uma de suas mãos foi para o cós da minha calça enquanto a outra me tocou por cima do tecido, me fazendo arfar. Logo ele desabotoou minha calça e a retirou com força de mim. Não, ele não iria esperar. E com certeza nós estávamos indo rápido demais. Eu não conseguia decidir se eu gostava disso ou não. Mas eu já tinha entendido que não seria eu quem decidiria alguma coisa aqui e que eu tinha que escolher: aceitá-lo, com seu amor e suas condições, ou perder tudo. Fiquei um pouco apreensiva, mas sabia o que estava fazendo. Eu queria me entregar a ele. Ele era tudo pra mim. O homem que eu amava. A escolha já estava feita, e há algum tempo.
Edward me examinou, me olhou de cima abaixo, como se me admirasse e me olhou brevemente nos olhos. Vi de relance neles algo como angústia, mas logo estes se endureceram novamente e não estavam mais olhando para os meus e sim para baixo. Minha calcinha. Tremi involuntariamente. O chão da floresta estava úmido e frio. Algo não estava certo. Achei que era a situação e o local, nada parecido com o que eu tinha sonhado para minha primeira vez. E percebi que meu tremor era de medo também.
Edward rasgou minha calcinha, me assustando. Num gesto involuntário, minhas mãos se moveram para me cobrir, e eu sentia um forte calor em meu rosto, eu estava corada. Um rosnado saiu por entre os dentes de Edward. Um rosnado de raiva e também de deboche. Era o que parecia. E aquilo me machucou. Com isso, ele agarrou meus punhos com força e os elevou acima da minha cabeça.
- Bella. – e sorriu o meu sorriso torto preferido.
Meu medo estava crescendo. Aquele Edward eu não reconhecia. Era um Edward diferente e não o meu Edward. Meu Edward era sempre gentil, carinhoso, delicado e atencioso comigo. Meu Edward não faria tudo dessa maneira. Eu começava a duvidar. Talvez tarde demais. Tarde demais para conhecer o verdadeiro Edward de quem ele tanto falava. Depois de tudo o que passamos, desde quando cheguei a Forks, a perseguição de James e depois nosso namoro tranqüilo de férias. Depois de todas as noites dormindo em sua companhia. Depois de tudo, eu achava que o conhecia inteiramente. Agora, eu estava presenciando meu engano.
Eu estava confusa. Não conseguia raciocinar direito. Nada fazia sentido e isso já parecia um pesadelo, que eu pressentia estava somente no começo. Um arrepio me tomou e fechei meus olhos por um instante. Mais um beijo, mas que agora eu nem conseguia retribuir. Edward manteve uma de suas mãos segurando as minhas mãos e com a outra estava abrindo sua própria calça. Tentei não pensar nisso. Tentei relaxar. Eu queria antes, não queria? Eu tinha que dar o que ele queria, o que ele desejava. Pra ficar comigo. Isso era a única coisa certa agora, todo o resto não. Ele passava sua mão em minha coxa, apertando, cravando os dedos. Eu mordia sem perceber meu lábio com força e com receio do que viria a seguir.
Agora estava cada vez mais próximo, meu desejo tinha ido embora e estava determinado a não voltar. Sua calma me deixava mais nervosa. Eu não sabia se preferia que ele fizesse isso logo ou se esperasse. A minha antecipação e a sua demora estavam me matando. Eu comecei a chorar sem perceber, silenciosamente. Uma ou outra lágrima escorreu pelo canto dos meus olhos. Sua mão machucava meus punhos e meu braço já estava quase dormente. Ele não parecia ligar. Ele parecia distante, seu olhar estava diferente e distante. Ele estava, de certa forma, possuído e não me olhava mais diretamente nos olhos.
Sua mão tocava minha entrada. Eu não estava preparada. Eu estava seca. Pedi mentalmente que ele me perguntasse se eu queria que isso acontecesse assim ou se eu estava pronta. Eu pedi, mas a pergunta nunca veio da parte dele. Tentei não pensar em mais nada quando senti sua mão agarrar minhas pernas e afastá-las. Eu estava dura, imóvel de medo, a não ser por alguns arrepios que me tomavam involuntariamente. Edward se posicionou na minha entrada e no instante em que eu fechei meus olhos ele me penetrou. A dor que me atingiu foi grande, assim como o grito que a penetração me arrancou e o rosnado de prazer do vampiro que estava em cima de mim. Seu membro estava dentro de mim e me apertava imensamente por dentro. Minhas paredes doíam como se rasgassem. Não havia comparação para aquela dor. Eu nunca havia sentido nada parecido, apesar de todas as minhas fraturas e acidentes. Era a pior dor que senti na minha vida. Uma dor que me cegou, como uma explosão de luz.
- N-Não! – eu gritei engasgada com o choro e com a dor – Edward, eu... n-não quero! Ah... P-Pare!
Então, sem nem esperar eu me acostumar com ele dentro de mim e com a dor que eu sentia, ele começou a se mover. E foi bem pior. Como se fosse possível a dor ficar pior. Seu membro enrijecido entrava e saia, num vai e vem sem fim. As lágrimas inundavam meus olhos agora e eu chorava sem parar. Chorava pela dor insana que eu sentia e pelo aperto que sentia no peito. A dor de saber que a pessoa que eu mais amava na vida era quem estava fazendo isso comigo. Seu movimento estava cada vez mais rápido e mais forte, assim como minha dor. Era impossível me acostumar ou suportar. Sua mão em minha bunda me apertava de maneira agressiva. Sua mão sobre as minhas me apertando com mais força, até que uma das minhas mãos escapou e com ela tentei empurrá-lo. Eu não era mais capaz de respirar direito, com seu peso sobre mim, com meu choro incontrolável e com a dor que não diminuía.
- P-Pare, Edward. – supliquei aos soluços – Por favor... eu... não agüento... mais...
Ele não me deu atenção, estava hipnotizado por seus instintos. Ele colocou minhas pernas ao redor de sua cintura e com isso conseguiu ir mais fundo dentro de mim, mais fundo do que achei que fosse possível. Agora a dor atingia locais onde não estava antes. E aquilo doía muito. Minha respiração estava descompassada por causa disso. Suas investidas eram cada vez mais fortes e eu percebi meu sangue fluindo livremente onde eu sentia cada estocada sua. Eu não podia mais suportar. Comecei a gritar a cada movimento seu. Gritar até minha garganta doer. Gritar até alguém aparecer. Como se alguém pudesse ouvir. Foi então que me lembrei de Alice. Por que ela não havia voltado para me resgatar? Ela devia ter tido uma visão do que Edward faria comigo. Ela também me abandonou e permitiu que tudo isso acontecesse.
Minha visão estava turva pelas lágrimas. Edward não dava a mínima para o que eu estava sentindo já que era capaz de me machucar dessa maneira para satisfazer seu prazer doentio e repentino. Suas mãos apertavam meus seios, beliscavam com força meus mamilos. Meu corpo convulsionava em soluços. Eu já não possuía mais forças para gritar, para tentar me desvencilhar. Eu sentia que estava desfalecendo. Não sentia mais meu corpo, somente a dor lancinante. Abandonei meus braços ao lado do corpo, eu estava fraca demais. Fraca demais pra lutar. Fraca demais para aguentar. Eu desisti de resistir. Fiquei apenas esperando que acabasse. Rezando para que acabasse. Logo. Enquanto ele continuava a me fuder. Literalmente. Eternamente.
Eu ainda chorava, da dor e da horrível sensação de ter sido traída e usada. Por aquele que eu amava e que também havia dito que me amava. Enquanto eu soluçava alto, ainda podia sentir seu membro duro em mim. Isso não ia ter fim? Ele nunca iria gozar? Eu contava os segundos, contavas suas estocadas, contavas meus soluços e contava seus gemidos ao pé do meu ouvido. E, depois de um tempo angustiante, finalmente ele teve seu orgasmo e gozou dentro de mim, com um rosnado baixo de prazer, me puxando os cabelos. Meu orgasmo nunca veio. Nenhum momento foi prazeroso e tudo o que eu consegui sentir foi dor e mais dor. Ele ficou dentro de mim por mais um tempo, me atormentando com a sua presença imóvel, me aterrorizando com a idéia de que tudo começasse de novo.
Até que ele saiu de dentro de mim. Rapidamente ele colocou suas roupas e aproximou sua boca da minha orelha.
- Eu lhe disse. Não sou bom pra você, Isabella. – ele disse e sua voz era sombria.
Com isso, ele beijou minha testa levemente e sussurrou um algo antes de desaparecer por entre as árvores. Ele foi embora e me largou ali, no chão da floresta, nua, machucada e usada. Minhas roupas rasgadas e espalhadas pelo chão úmido, sobre as folhas e os galhos. Minhas costas ardiam por causa dos arranhões que os galhos provocaram.
Eu esperei por mais alguns instantes, paralisada, não sei se com medo ou com vontade de que ele voltasse. Minha mão tocou minha abertura que estava dolorida e quando a trouxe de volta à altura dos olhos vi sangue fresco misturado com o sêmen dele. O líquido que escorria pelas minhas coxas junto ao sangue que fluíra de dentro de mim. O sangue que provava que tudo tinha sido real. Me senti nauseada pelo cheiro. Então eu me virei de lado e me curvei sobre mim mesma, aos soluços, chorando como uma criança inconsolável. Ainda sentia dor, que era mais fraca, assim como eu estava mais fraca.
Tudo estava acabado. Meu amor, minha vida, minha dignidade. Eu estava com frio e tremia sem parar. E não sei quanto tempo tinha se passado quando a chuva começou a cair. A água da chuva se misturava às minhas lágrimas, lavando o meu rosto. E não sei quanto tempo mais passou depois disso. Mas já estava escuro e eu nada enxergava. Fiquei ainda muito tempo chorando compulsivamente e revivendo meus últimos momentos com Edward. Não vi a chuva parar, mas meu corpo estava gelado e eu continuava a tremer. Eu rezava para desmaiar e não acordar mais. Rezava para deixar esse mundo que havia me abandonado. E assim cantarolei baixinho a música que meu Edward havia feito para mim, cantei até cair na inconsciência.
E aí? O que acharam?
Foi intenso, né? Mas tem mais por vir.
Vocês podem estar se perguntando:
- mas por que Edward fez isso?
- será que Alice teve realmente uma visão do que Edward ia fazer com Bella?
- o que Bella fará agora?
E outras dúvidas mais... que ao longo da fic serão respondidas.
Espero que tenham gostado e tenham sofrido comigo.
Obrigada pelo review, pelas visitas, por seguir a fic e favoritar!
Obrigada pelo apoio!
Beijos, Elisa.
Por favor, deixem REVIEWS.
