Capítulo 2: a reunião
Leon se levantou abruptamente da poltrona derrubando alguns lápis que estavam sobre a mesa. Encarando Claire, como se ela fosse uma assombração, ele se abaixou para pegar os pertences de seu chefe que havia derrubado.
— Devo confessar, Leon, que esperava tudo menos isso para a recepção de sua mais nova parceira — comentou o homem observando os dois de trás de sua mesa. — Bem, já que vocês se conhecem, me sigam e vamos à apresentação da operação — ordenou aos dois enquanto se dirigia a porta e cumprimentava Claire com um aperto de mão.
Os três caminhavam em fila pelo corredor.
— Foi uma grande ideia colocar vocês dois juntos nesta missão, já se conhecem e possuem experiência suficiente para conter a situação, por mais absurda que seja — pressionou o botão do elevador.
Enquanto isso os dois tentavam não trocar olhares assustados, mas isso só os fazia piscar freneticamente.
Os três subiram alguns andares pelo elevador e seguiram caminho até chegarem a uma sala de reunião. Lá estavam umas cinco pessoas, que Leon podia identificar perfeitamente.
Em pouco mais de duas horas eles receberam toda informação necessária, a localização: uma ilha localizada ao oeste do Chile; a situação: habitantes de uma pequena cidade estão misteriosamente atacando seus familiares e amigos sem qualquer motivo aparente; o objetivo: conter o pânico da população local e detectar o que está causando estes episódios enigmáticos; e etc.
— Após chegarem ao Chile, vocês passarão um dia no local para descansar da viagem e então seguirão novamente para o aeroporto, lá vocês devem encontrar com um de nossos agentes locais e, assim, devem pegar um hidroavião até chegarem a ilha — um dos homens os instruía com muita calma. — Alguma dúvida?
—Hm... Yeah! — confirmou Leon, finalmente falando algo. — Quando nós devemos ir mesmo?
— Eu já disse isto, senhor Kennedy, amanhã! Você precisa prestar mais atenção, senhor — Claire não consegui se segurar e riu discretamente da bronca que Leon havia levado.
A reunião havia terminado e enquanto todos recolhiam seus documentos e se encaminhavam para a saída, Claire não conseguiu se conter e decidiu falar com seu novo parceiro:
— Me diga, quais são as probabilidades?
Ele não parecia tão surpreso agora, então não levou muito tempo para responder:
— Eu sou péssimo em matemática... — afirmou sorrindo. — O que você está fazendo aqui?
— Bom... — começou ela, já pensando que a resposta era óbvia demais. — Eu fui chamada aqui porque, aparentemente, o senhor Kennedy não consegue resolver alguns problemas sozinhos.
— Oh! — gargalhou com o comentário. — Você continua a mesma, Claire Redfield.
— É...
— É... — o silêncio tomou conta do diálogo dos dois.
— Então... Até amanhã — ela se despediu quebrando o silêncio.
— É! Até amanhã.
