Baseado na obra original "InuYasha"
de Rumiko Takahashi (Todos os direitos reservados. Esta fiction não
possui nenhum fim lucrativo.
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NOTA: Para a compreensão deste enredo é indispensável a leitura das fictions mencionadas na seguinte ordem:
"Ao
rumo de uma nova vida.
"
"A
luz da lua. "
"Uma
lótus em meu coração.
"
"Novamente
ao rumo de uma nova vida.
"
Aviso: baseada em diversas lendas da mitologia egípicia.
Personagens
da autoria da ficwriter nesta:
Aiko
(hanyou), Shinji
(hanyou), Lótus
(exterminadora)
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Capítulo 2
Já amanhecera na Sengoku jidai. Aiko não havia retornado ao interior do palacete onde viviam Sesshoumaru e Rin mais o filho.
Sentado em meio ao jardim de rosas escarlate de Sesshoumaru, Aiko observava o nascer do sol e meditava sobre as palavras ditas por seu pai na noite anterior:
_Papai não deixa de estar com razão. Apenas procurarei por mais encrenca. Lótus é uma humana e eu um hanyou... Imbecil... Dos mais imbecis!
Aiko cerra um dos punhos com furor e franze o cenho. O desgosto era nítido em suas palavras, ele nunca aceitara a idéia de ser um hanyou, sempre se achando inferior a todos.
_Tio Inuyasha é um hanyou, mas é forte ao menos, eu não sou nada perto dele. Capaz até mesmo daquele idiota do Shinjí ser mais forte! Aquele insolente!
Aiko parecia-se muito com Sesshoumaru, tanto em aspectos físicos como morais e em personalidade. Até mesmo seu vocabulário, ele mal notava, mas palavras como "insolente" e "parvo" em momentos de fúria brotavam espontaneamente de seus lábios.
A brisa soprava cândida e cálida na aurora. Os primeiros raios de sol tocavam a terra e Aiko sentado ao chão olha a primeira arrevoada de pássaros e diz com um sorriso irônico:
_Daqui a pouco papai levantar-se-á para iniciarmos o treinamento e eu estarei exausto, não preguei o olho esta noite. Droga...
Aiko suspira profundamente e abaixa a cabeça.
...
Kagome observava pela janela o exterior da casa. Inuyasha, resmunga deitado na cama com muito sono:
_Vamos! É a décima vez que você vai até a janela! Shinji voltará pela manhã! Venha descansar e deixar que eu durma um pouco também! Essa luz de candeeiro me fere os olhos e me desperta toda vez que você o acende!
Kagome volta-se brava e ralha com inuyasha:
_Não é natural uma mãe preocupar-se com seu filho? Aquela floresta está infestada de youkais!
Inuyasha resmunga:
_Por favor! Shinji não é mais uma criança! Ele sabe se defender! Sem contar que há muitos anos não aparecem youkais fortes por essa região! me poupe Kagome! Vamos dormir!
Furiosa, Kagome apaga o candeeiro e com passos firmes caminha até a cama, deposita a luminária no criado-mudo e deita-se.
...
De um lado para o outro, Lótus rolava na cama sem dormir. Ela pensava na maneira árdua com a qual Sesshoumaru ralhou com ela na noite passada: "...Garota, creio que seu pai não aprovará em nada sua atitude precipitada de abraçar meu filho e tenho por certo que ralhará com Aiko por conta de seus suspícios de primavera mocinha..."
_Realmente, senhor Sesshoumaru não vai com a minha cara. Bem, se parar para analisar, ele não vai com a cara de ninguém! Mas comigo, isso é definitivamente certo! Será que ele foi rude com Aiko? Sentiria tanto se ele brigasse com seu filho por minha causa. Nunca desejei uma coisa dessas.
Os primeiros raios de sol entravam pelas frestas da madeira na parede e tocavam a face de Lótus que continuava a pensar:
_Será que Aiko está pensando em mim?
Lótus dá um sorrisinho maroto com essa expectativa em mente.
...
Na floresta, em um dos galhos de um garboso cedro, Shinji estava sentado recostado ao tronco observando da copa da árvore todo o vilarejo. Por muitas vezes ele percebera a luz do candeeiro de Kagome, mas não deu muita importância, pois, seus olhos estavam fixos mesmo eram nas janelas da casa de Lótus.
Shinjí não parava de pensar nela e em Aiko, assim como em tudo o que ocorrera na noite anterior. Dentro de seu coração começava a brotar um sentimento de ira contra o primo assim como de extrema afeição por Lótus.
A noite toda Shinji permanecera em silêncio com os olhos fixos na casa de Miroku e Sango perdido em seus pensamentos.
...
_Aiko ainda não veio se deitar? - pergunta Rin que despertava para Sesshoumaru, que estava em pé à janela observando o filho que passara a noite toda em claro no jardim:
_Não.
Rin suspira e diz:
_Venha descansar Sesshoumaru, deixe o treinamento de Aiko para outro dia, ele estará aos cacos hoje!
Sesshoumaru não dá ouvidos e observa o filho fixamente com um ar inexpressivo.
Rin percebe que Sesshoumaru está transtornado com aquela situação. Ela levanta-se da cama e caminha na direção do marido o surpreendendo com um abraço e dizendo:
_Não se esqueça, ele também é parte humano e como você sempre disse, "humanos são fracos", principalmente com assuntos do coração.
Sesshoumaru vira o rosto e observa Rin por alguns segundos, em silêncio, ele retorna a dar toda sua atenção na espreita de Aiko.
...
Caminhando de um lado para outro no quarto, Miroku gesticulava e esbravejava:
_Não gostei, não gostei, não gostei nada! Quem aquele garoto pensa que é para sair agarrando minha filha!?
Sango, já irritada, fala:
_Pare de andar de um lado para o outro e venha se deitar! E se você não notou, foi a sua filha quem o agarrou! Pelo visto ela herdou a mania mais irritante do seu pai! A de ser um oferecido!
Miroku para de supetão e exclama:
_Eu!? Oferecido!? Nunca!
_Sim... Você é um santo! - ironiza Sango.
Ainda irritado, Miroku diz:
_Não importa quem abraçou quem! Eu só quero que minha filinha fique longe das garras daquele rapaz esquisito... Frio... Calculista... Todas as vezes que os olhos nos olhos sente calafrios! Parece que estou diante de um clone de Sesshoumaru em sua época mais sombria!!
Sango ralha com o monge:
_Pare de ser exagerado! Aiko é um bom menino! Ele só é tímido!
_Tímido!? - fala Miroku - Eu vi ontem toda a timidez dele abraçando a Lótus! Aquele ser nefasto abraçando minha filinha, aquele rapaz... Pálido... Os cabelos dele são prateados! ele nem é um humano!
Sango olha de canto de olhos e diz:
_E se fosse? Aposto que não faria a mínima diferença para você Miroku! Certamente diria:" Ele é um mero humano!"Oras! Poupe-me e me deixe dormir!
Sango cobre-se furiosa e ajeita-se na cama, Miroku caminha até o leito e faz o mesmo, porém resmungando. Sango apaga o candeeiro e Miroku continua resmungando:
_Se você não parar de grasnar, não conseguirei dormir! - reclama Sango.
Miroku pára de ralhar, mas com muita dificuldade.
Continua...
