Parte II

Há uma semana eu estava vivendo em uma bolha particular de amor, desejo e prazer. Apesar de tudo o que eu já havia passado em minha vida, eu não era alguém com experiência sexual, e Edward era completamente compreensivo e carinhoso comigo, me ensinando tudo o que lhe agradava, ele praticamente não tinha limites nesse assunto. Mas da mesma forma que ele me ensinava a lhe dar prazer, ele me devolvia em dobro. Quando ele usou sua boca em mim, lá, pela primeira vez foi alucinante a sensação de seus lábios beijando a minha intimidade com tanta devoção como ele fazia.

Eu preferia não pensar muito no que Edward fazia para viver, pois parecia que quanto mais eu pensava, mais terrível se tornaria, então eu ignorava o assunto.

Hoje Edward ficaria fora o dia todo resolvendo problemas do 'trabalho' dele, então ele pediu que Alice me levasse para passear, para me distrair e evitar que eu ficasse sozinha. Eu sabia que ele tinha medo que eu fugisse para algum lugar longe dele, mas isso era algo meio que impossível, pois mesmo se eu quisesse, eu não conseguiria ficar longe dele e acabaria voltando para seus braços.

–Então Bella, acho que Edward realmente gosta de você. –Alice disse enquanto passeávamos em um shopping olhando as vitrines.

–Eu sei disso. –respondi sentindo meu rosto esquentar.

–Como assim você sabe? –ela me olhou empolgada, praticamente batendo palmas. –Ele te disse isso?

–Er... Sim. –respondi insegura, afinal eu não sabia se poderia compartilhar essas informações com elas.

–E você o que disse pra ele? Conta menina como foi tudo... –ela me arrastou para dentro de uma grande loja de lingeries importadas e caras, lógico que eu não tinha dinheiro para comprar nada das coisas que eu carregava agora, mas Edward havia me dado um cartão de credito dizendo para eu usa-lo como quisesse, eu gastava o mínimo possível, só levando coisas que Alice praticamente me obrigava a levar.

–Ah sei lá... Eu... –senti meu rosto esquentando quando me lembrei de como foi nossa declaração.

–Ah meu Deus, vocês já... –Alice insinuou levantando as sobrancelhas.

–Alice!

–O que foi mulher? –ela deu de ombros e pegou um conjunto de lingerie azul me entregando. –É a cor favorita de Edward. –ela disse como se fosse uma explicação para leva-los, o que na verdade era. Eu queria agrada-lo.

–Alice você pode me esperar aqui, quero ir ao banheiro. –ela respondeu um 'claro', enquanto enchia uma sacola com coisas para provar. A vendedora que nos atendia praticamente a idolatrava, Alice Cullen devia ser fiel compradora naquela loja e muito conhecida também, por gastar sem dó todo aquele dinheiro com coisas que ela usaria uma única vez na vida.

Procurei as placas indicando onde ficavam os banheiros. Desde que sai da loja eu fiquei com a sensação de estar sendo observada, de que alguém me seguia pelos corredores do movimentado shopping. Minhas suspeitas se confirmaram quando fui surpreendida na saída do banheiro feminino.

–Olá boneca. –mãos me seguravam pelos punhos e olhei assustada para o agressor. Era Phil.

–Me solta. -rosnei para ele querendo evitar um escândalo.

–Sabe por todo esse tempo fiquei me perguntando onde minha ninfetinha estava. –ele arrastou suas mãos sujas por meu rosto. –Senti sua falta doçura, sua mãe também sabe... E qual é minha surpresa ao descobrir que você virou a mais nova ninfetinha do Cullen hein?

–Me larga! –puxei meus braços do aperto de suas mãos, aquilo faria uma marca feia, eu teria que arrumar uma boa desculpa para aquilo mais tarde. Comecei a me afastar, querendo mais do que tudo fugir dali o mais rápido possível.

–Não tão rápido. –Phil foi mais rápido do que eu, algumas pessoas paravam para olhar e vi um segurança do shopping se aproximando de nós. –Se eu fosse você, eu voltaria para casa a não ser que queira que sua mamãe coma capim pela raiz. –suas ameaças eram bem reais.

–Algum problema moça? –o segurança parou ao nosso lado.

–Nenhum. –Phil respondeu e saiu me dando às costas e seguindo seu rumo.

Eu estava tremula enquanto voltava para a loja de roupas intimas a procura de Alice. Eu queria ir embora, eu tentava acima de tudo esconder o que havia acontecido e engoli o choro, esperando até que eu estivesse sozinha para poder chorar.

–Nossa como você demorou. –Alice reclamou, no curto espaço de tempo em que estive fora ela encheu três sacolas com lingeries.

–Tinha fila no banheiro. –respondi simplesmente, evitando falar muito para não dar bandeira quanto ao meu estado de espirito.

Alice me levou para almoçar, apesar de eu não estar com fome comi só para manter as aparências. Era um restaurante muito elegante e caro, eu não sabia o que pedir então ela fez o pedido por mim e o garçom trouxe nossa comida rapidamente, juntamente com nossas bebidas.

–Bella como você vê o que minha família representa? –ela perguntou durante o almoço.

–Eu não sei o que pensar Alice, Edward deve ter te contado tudo sobre mim, eu só...

–Bom deixe-me dizer o que eu penso. –ela disse me encarando. –É o que nós fazemos para sobreviver, como um dono de banco ou um empresário ganham o dinheiro deles, é a forma como a nossa família ganha o nosso a gerações, nós não teríamos tanto poder assim se não tivéssemos clientes dispostos a pagar por nossos produtos, não é um trabalho justo como outro qualquer, mas é o que fazemos, o nosso trabalho. –ela deu de ombros, como se aquilo fosse algo banal, pude ver sem seus olhos que ela já havia aceitado aquele fato há muito tempo.

–Ninguém disse que o mundo é justo não é? –eu disse e voltamos ao nosso almoço silencioso, ocasionalmente ela comentava sobre alguma coleção nova de roupa que sua empresa estava fabricando, pois apesar de tudo Alice tinha seu negocio próprio, o de fachada para o que eles eram, assim como os outros que também tinham ganhos fora do mundo do crime.

Esme era arquiteta, Jasper e Emmett eram advogados e Carlisle era um médico muito competente, Rosalie namorada de Emmett era uma modelo mundialmente conhecida, e claro, absurdamente linda, perto dela eu me sentia pior do que o patinho feio.

Quando Alice me deixou no apartamento de Edward corri o mais rápido que pude para o quarto que eu costumava ocupar, deixei as sacolas de compras em algum lugar da sala, arranquei minhas roupas e me enfiei embaixo do chuveiro, chorando.

Phil mataria minha mãe se eu não voltasse para casa. Isso era muito claro, ele não blefava. Eu tinha medo por minha mãe, apesar de tudo eu a amava, ela era a única coisa que me restava da minha época feliz. Então para mantê-la em segurança eu voltaria para meu inferno pessoal.

Enrolei-me no lençol da cama me encostando na parede gelada querendo esfriar minha cabeça, querendo esquecer tudo o que aconteceu. Tentando não pensar que eu teria que abandonar Edward. Então ouvi um tilintar insistente vindo do monte de roupas no chão, era o celular que Edward havia me dado. Só podia ser ele, afinal ele era o único que tinha o numero.

–Alo? –atendi com a voz grossa pelo choro.

–Aconteceu alguma coisa? –sua voz era preocupada do outro lado da linha.

–Eu estava dormindo. –menti.

–Desculpa se te acordei. –ele parecia mais aliviado agora e eu me sentia culpada pela mentira. –Vou voltar para casa daqui a pouco minha Bella, me espere acordada. –ouvi sua promessa sentindo um arrepio gostoso pelo corpo.

Resolvi me recompor. Fui até a sala pegar as compras e escolhi a lingerie azul para usar. No quarto de Edward peguei uma de suas camisas vestido ela por cima do conjunto minúsculo de cetim azul. Eu queria fazer uma surpresa para ele. Seria o meu presente de despedida, uma ultima lembrança do quanto eu o amava.

Quando ouvi a porta da sala se abrindo eu estava na cozinha terminando de temperar uma salada, eu havia feito uma macarronada para nós.

–Que cheiro bom. –senti os braços de Edward me apertando contra seu corpo, seu nariz roçava em meu pescoço enviando calafrios por toda a parte. Edward me virou de frente para ele para que pudesse me beijar. –Você é tão linda. –suas mãos se encarregavam de deslizar por todo meu corpo, enquanto uma mão massageava um seio meu a outra erguia uma coxa minha para se enroscar em meu quadril, fazendo com que eu sentisse sua potencia em minha intimidade coberta por uma fina calcinha que estava completamente úmida com as sensações que ele causava em meu corpo. Edward era um amante excelente.

Gemi contra seus lábios quando ele me colocou sentada no balcão, o abracei com as duas pernas apertando-o de encontro a mim, podendo sentir seu desejo duro contra mim. Não deu tempo de irmos para o quarto, logo Edward desfazia os botões da camisa que eu vestia, e abriu os botões de sua calça a abaixando expondo seu membro ereto para mim.

–Linda. –ele disse quando abaixou meu sutiã fazendo com que meus seios pulassem para fora de encontro a ele para que ele pudesse beija-los, afastando minha calcinha com uma mão e circulando seus dedos em meu músculo dolorido e úmido, logo senti seu membro me preencher e nós dois éramos insanos um no braço do outro.

–Edward. –gritei seu nome quando ele me levou ao ápice.

Eu não consegui dormir, fiquei olhando para Edward dormindo, respirando tranquilamente, nós havíamos ido para o quarto depois do episódio da cozinha e nos amado mais, algo estava mais intenso entre nós. Acho que Edward sentia que algo estava para acontecer. Evitando fazer barulho para não acorda-lo me levantei na ponta dos pés indo para meu antigo quarto em seu apartamento. Pegando uma roupa simples para fugir dali.

Antes que eu chegasse à porta da sala tive uma ideia e corri para o cômodo que eu sabia que ser o escritório de Edward. Ele devia ter uma arma guardada em algum lugar e não me decepcionei ao ver que no fundo falso de uma gaveta que havia um revolver ali. Ele estava carregado. Eu não sabia muito sobre armas, só o que eu me lembrava do meu pai ter me explicado um dia, me ensinando a manejar uma dessas quando completei onze anos, isso foi até mamãe descobrir e ficar enfurecida com nós dois. Deixei uma lágrima escorrer pelo meu rosto com a lembrança da minha infância feliz, eu me agarraria a essas lembranças até meu último segundo de vida.

Escondi a arma no cós da minha calça. Phil não nos maltrataria por muito tempo mais, logo nós estaríamos livres de suas garras nojentas e talvez minha mãe e eu pudéssemos recomeçar nossa vida em um lugar bem longe de Los Angeles. Talvez em alguma cidade pequena no interior.

Ainda bem que hoje era noite de folga de Mike, ele me faria mil perguntas e logo depois que eu saísse ele ligaria para Edward. Hoje era o porteiro do turno da manhã cobrindo ele, eu não sabia seu nome, ele não falava muito, pois era bem mais profissional. Sai nas ruas escuras de LA e procurei por um táxi eu havia pegado dinheiro o suficiente para poder pagar um, além da arma e as roupas do corpo que eram as únicas lembranças que eu levaria dali, do lugar onde eu havia sido feliz por um tempo.

O táxi estacionou na periferia onde eu costumava morar antes, paguei o taxista e desci seguindo o caminho até a casa que eu tanto odiava. Abri a porta sem fazer barulho algum. Os cômodos pareciam que estavam vazios, eu via uma fraca iluminação vinda da sala e um choro de um dos quartos. Passando pelo corredor que dava para os quarto vi Phil esparramado no sofá, segurando uma garrafa de cerveja com um cigarro pendurado na boca vadiando como sempre.

Fui em direção ao choro e abri a porta de um dos quartos. Minha mãe se encontrava jogada em um canto, sua boca sangrava, ela havia apanhado de Phil novamente, sua pele estava manchada pelas lágrimas. Ela empunhava uma faca, como se estivesse prestes a cortar os pulsos.

–Mãe. –corri em sua direção, arrancando as facas de sua mão e jogando a faca longe de seu alcance.

–Bella. –sua voz era fraca, apenas um sussurro sem vida, ela começou a soluçar alto.

–Quieta se não ele vem aqui. –olhei por cima do ombro verificando que a porta ainda estava fechada e ela se silenciou.

–Você não devia ter voltado. –ela sussurrou. –Vai embora, por favor.

–Vem mãe eu vou tirar você daqui. –eu me levantei tentando levanta-la junto, mas ela era quase um peso morto.

–Não Bella, você tem que ir embora. –agora havia chamas em seus olhos quase como se ela voltasse a viver.

–Você vai junto comigo. –eu disse.

–Só me perdoa por tudo o que eu te fiz, eu imploro. –ela voltou a ser só um corpo vazio sem vida, olhando para o nada e repetindo as palavras seguidamente, implorando pelo meu perdão.

–Tudo bem, olha agora a gente tem que ir. –eu disse, mas a porta se escancarou.

–Olha quem voltou Renée. –Phil estava encostado no batente da porta. –A filha pródiga a casa retorna. –olhei com ódio para ele e lentamente levei minha mão atrás de meu corpo tentando alcançar a arma. –Agora vem pro papai matar as saudades vem. –nojento, esse era meu único pensamento, enquanto ele vinha em minha direção.

–Você não vai encostar a mão em minha filha novamente. –em segundos minha mãe estava de pé. Ela agora tinha a arma entre suas mãos, Phil soltou uma sonora gargalhada.

–Deixe de frescura sua imprestável. –ele veio em nossa direção.

–Fique longe. –minha mãe, pela primeira vez em anos me defendia, ela parecia uma leoa defendendo sua cria ferozmente.

–Sai da frente. –Phil a empurrou com um tapa fazendo com que ela caísse. –Você não sabe usar nem a porra dessa sua boceta imagina uma arma. –ele a chutou. -Agora você minha ninfetinha. –ele me jogou contra parede de costas para ele, se esfregando em meu corpo e tudo o que eu queria naquele momento era morrer.

–Me solta. –eu dei uma cotovelada em seu estomago e ele se dobrou em dois ofegando pela dor.

–Sua vadia. –ele vociferou de encontro a mim me empurrando, fazendo com que eu caísse.

Um tiro seco no ar. Olhei para ver de onde o tiro veio e Edward estava parado na porta do quarto com uma arma em mãos respirando ofegante, o tiro foi certeiro, atingiu Phil bem no meio de suas costas, explodindo pelo outro lado atravessando seu coração. O homem que eu tanto odiava estava caído sem vida no chão agora.

–Bella. –minha mãe se rastejou até mim, jogando a arma que segurava no chão. –Ele te machucou? Me perdoe eu...

–Tudo bem mãe. –eu a abracei. Nós ficaríamos bem.

–Vamos Bella, os vizinhos devem ter ouvido o tiro e logo a policia vai estar aqui. –Edward disse vindo lentamente em minha direção, dando a mão para que minha mãe e eu nos levantássemos.

–Como você... –desisti de fazer essa pergunta afinal ele era um Cullen, se ele queria saber de alguma coisa, ele provavelmente saberia.

Edward pegou seu celular no bolso da calça.

–Emmett quero que você pegue os rapazes e limpem uma bagunça para mim. –ele deu o endereço da casa e o seguimos até o carro estacionado a meio fio na rua. –Vem Bella, eu vou cuidar de você agora. –ele me prometeu.

Edward Cullen mais uma vez me salvara. Estava tudo terminado, Phil nunca mais nos machucaria.

Não houve noticia nem na TV, nem nos jornais, Phil não era ninguém importante, ninguém daria por sua falta. A única noticia que eu tive foi que a policia decretou sua morte como suicídio por ter sido abandonado pela mulher e enteada.

Dois anos se passaram desde a morte de Phil. Renée havia sido internada em uma clinica de recuperação para dependentes químicos, umas das mais famosas e caras do país, Edward eram quem pagava tudo, pois mesmo se eu quisesse sozinha eu nunca conseguiria um lugar tão bom assim para minha mãe se recuperar de seu vicio.

Edward cuidou de mim como ele havia dito que faria. Um ano depois nós havíamos nos casado e agora morávamos em uma linda casa com jardim e piscina e esperávamos nosso primeiro filho. Eu havia ido para a escola por um tempo, mas não me adaptei e preferi aprender em casa, assim seria mais rápido, eu havia me formado há poucos meses e pensava até em fazer faculdade algum dia, depois que meu filho tivesse crescido um pouco, Edward me ajudaria a cuidar dele disso eu não tinha duvidas, ele seria tão ótimo pai como era um ótimo marido.

Eu havia aceitado o estilo de vida de Edward, pois como Alice havia dito um dia aquela era à forma como eles ganhavam dinheiro, não que eu concordasse com tudo aquilo, eu não concordava, mas eu ficava as escuras de seus negócios, a minha única exigência é que ele sempre voltasse inteiro para mim e ele sempre voltava, mantendo sua promessa de cuidar de mim e agora de nosso filho.

Um pouco antes do nosso casamento, que havia sido intimo e simples ao contrario do que família de Edward desejava, fomos eu e minha mãe visitar o tumulo de meu pai.

Renée estava visivelmente melhor, seus cabelos tinham vida e ela havia engordado, voltando a sua aparência normal, logo quando ela saísse da clinica ela iria morar em Forks, uma cidadezinha no interior do estado de Washington onde chovia quase todos os dias e lá ela pintaria os seus quadros, pois umas das cosias que ela aprendera na clinica de recuperação foi a pintar, seus desenhos eram muito bonitos.

Ela chorou muito no túmulo de meu pai e lhe pediu perdão por tudo o que ela havia feito a sua filha passar, desde que Phil havia entrado em nossas vidas nunca mais fomo visita-lo. Ela havia ido à frente para me dar um tempo sozinha ali com meu pai.

–Então... –acariciei sua foto em cima da lapide. –Eu vou me casar acredita? –eu ri deixando uma lagrima correr. -Ele não é o mais perfeito dos homens, mas eu o amo sabe, ele também me ama, talvez o senhor não o aprovasse, eu nunca vou saber, mas eu espero que o senhor esteja feliz por mim, pois não me lembro de ser feliz assim desde a época em que o senhor me ensinava a andar de bicicleta e atirar em latinhas de cerveja...

Eu havia recomeçado minha vida do zero. Eu começaria minha família ao lado do homem que eu amava e eu espero ansiosamente pelo meu 'Felizes Para Sempre'.

Olhei mais uma vez para o tumulo do meu pai e me afastei indo em direção ao carro, onde nele estava encostado o homem que eu amava e ele me recebeu de braços abertos em sua vida, tudo o que eu poderia fazer era retribuir o seu amor.

Naquele dia em que fugi de casa, e de tudo o que me assustava, tudo mudou completamente, meu destino mudou a partir daquele momento. Eu nunca acreditei em destino antes de conhecer meu salvador, meu anjo protetor. Mas a partir do momento em que nossos destinos se cruzaram eu passei a acreditar que em algum lugar estava escrito que nós nos conheceríamos e que naquele momento, apesar das duras circunstancias que um grande amor nasceria.

Era bem clichê a nossa história, a garota pobre que conhece um cara rico e lindo com problemas em acreditar no amor e que muda sua vida totalmente, e mesmo assim todos esses clichês não faziam da nossa história menos bela.