O Preço da Ganância
Por Ginsy
Tradução Original da Obra: The Price of Greed
Localização do Tempo: 7º ano (Retorno)
Avisos: Drarry, Lemon[+18], Demônios, bla bla bla...
Love, let's talk about love [Amor, vamos falar sobre amor]
Is it anything and everything you hoped for? [Isso é tudo o que você esperava e mais um pouco?]
Or do the feeling haunt you [Ou o sentimento te assustou?]
I know the feeling haunt you [Eu sei que o sentimento te assustou]
Capitulo 01 - Você pode correr
Hoje era um fim-de-tarde gélido, os telhados das lojas sustentavam tanta neve que pareciam querer quebrar quando o estalar do plástico ondulado chiava em coro com o assobiar do vento, e aquele parecia ser o único barulho em Hogsmeade e o barulho mesquinho da lâmpada de um poste que piscava insistentemente, deixando as sombras que cobriam os edifícios tenebrosas.
Draco aproveitou o tempo livre depois das aulas e o facto da Ordem não ter marcado nenhuma runião, para espairecer no melhor lugar que havia nas redondezas de Hogwarts, agora remoendo-se várias vezes que devia ter ficado na sala comunal da Sonserina, aquecida pela brasa da lareira.
Além disso, Draco esperava alguém, mas sua companhia não apareceu.
Deu um passo para sair definitivamente da loja de Vassouras e Utensilios para Jogadores de Quidditch, abraçando o próprio tronco para se aquecer. Andou calmamente sem realmente notar por onde estava indo, até que a luz do poste não iluminou mais o seu caminho e Draco notou que tinha entrado num beco escuro, no lado negro do Beco Diagonal. Virou-se para ir embora, nunca havia gostado daquele lugar. Seu pai sempre o arrastava até lá, obrigando-o a passar entre pessoas estranhas que o encaravam com malícia por ser uma criança. Draco lembrava-se do olhar penetrante de muitos... um olhar extasiando.
O loiro virou costas, no entanto, as vozes que soaram do outro lado do corredor chamaram sua atenção. Draco não pretendia cuscuvilhar as conversas alheias, mas sua maldita curiosidade igual a de uma criança imprudente o dominou. Xigando-se mentalmente, adentrou no beco e encostou-se á parede opé da curva que daria para uma rua com casas abandonadas.
— Estás atrasado, seu verme. — Alguém soou muito arrastado.
Houve um silêncio aterrador e desconfortável que fez Draco fechar os punhos e cravar as unhas nas palmas da mão com força.
— Diz que ele está no teu bolso ou em algum canil!
— Mestre, eu- eu juro que fiz- fiz o que me pediu, mas-
— MAS?! Para vocês há sempre um "mas"! — A mesma voz grave e repreensiva soou. A frieza e a crueldade no tom fez Draco arregalar os olhos. A voz era-lhe familiar. — EU QUERIA-O AQUI E QUERIA AGORA! AJOALHADO AOS MEUS PÉS!
— Mas Mestre...
— CALA-TE COM O "MAS" PETTIGREW! — A voz ameaçadora voltou. O batimento de Draco acelarou ao ouvir a menção ao nome Pettigrew. — Eu, como bom demônio, dei um prazo de vinte e quatro horas. E adivinha! Tu voltaste dentro do prazo, MAS SEM O MALDITO POTTER!
— Mestre, nunca mais- nunca se irá repetir.
— Acredito que não, — Uma risada cinica fez Draco se encolher. — Porque não vais estar cá para cometeres o mesmo erro.
— Por favor, mestre! Por favor! Tenha piedade!
Draco olhou de esguelha e viu Petter Pettigrew ajoalhado perante a figura alta e misteriosa encapuzada. Havia mais cinco encapuzados menores ao redor dos protagonistas da cena.
— Eu tenho piedade, Petter. Se eu fosse outro te torturaria primeiro, e depois te mataria. Porém... — Draco inclinou-se um pouco mais e viu uma mão pálida gesticulando a varinha no ar, como se pensativo. A figura masculina e repreensiva soltou uma gargalhada torta e tudo o que Draco conseguiu gaguejar foi "Vol- vold- Voldemort?!"
Havia-se perdido o rasto a Voldemort desde o ano passado, no pátio de Hogwarts. O homem estava ferido, mas mesmo assim aparatou deixando todos á beira do desespero, como em tantas outras vezes. Draco havia-se juntando á Ordem como outros alunos dispostos a encontrarem-no e extinguirem a raça demoníaca, havia-se executado planos caso o homem retornasse, mas durante um ano não havia paradeiro dele, e agora, depois de todo o mal, Voldemort estava á frente de seus olhos, tão louco e maligno como no primeiro dia que falou com ele pessoalmente.
— Porém Pettigrew... as minhas energias estão reservadas para outra pessoa.
O grande clarão verde da maldição imperdoável da morte quase cegou o loiro, quando se recuperou viu Petter Pettigrew estendido no chão, no mesmo sitio onde antes permanecia ajoalhado perante o seu mestre.
Draco, assustado e vulnerável, deu um passo para trás, recuando outro e assim repetitivamente, até esbarrar contra uma pilha de lixo metálica, provocando um estrondo que ecoou em todo o vilarejo.
— Merda! — Draco sussurou impulsivamente, calando-se de imediato para ver se ouvia passos a virem na sua direção.
Tudo parecia estar bem, até um encapuzado aparecer na entrada do beco, apontando para ele com a varinha e berrando:
— Ei, você! Não se mexa!
O loiro permaneceu estático com o choque, até que um feitiço qualquer foi disparado e quase acertou em si, tirando-o do transe e o fazendo correr em disparada. Não interessava para onde estava correndo, apenas precisava correr, somente correr.
Draco corria pelas ruas estreitas e escuras do Beco Diagonal, ouvia vozes atrás dele e o barulho de explosões, provavelmente de objetos que foram atingidos com os feitiços que os encapuzados lançavam e que por sorte não o atingiram a si. As suas pernas começavam a ceder como se o prendendo, a respiração estava ficando drasticamente pesada a cada segundo, o suor do desespero começando a escorrer por sua testa, e por mais que o pensamento de poder morrer se parasse o assustasse, ele precisava parar. Se não morresse nas mãos daqueles encapuzados e de Voldemort, morreria de esforço em demasia.
— Aquele é o Malfoy? — Uma voz masculina ofegante disse supreendido.
Houve um silêncio que fez Draco abrandar o passo. Grande erro.
— Malfoy, seu maldito! — Gritou uma outra voz atrás de si. — Traidor, venha morrer!
Merda! Havia sido reconhecido por seus cabelos loiros, caracteristicos da linhagem de um Malfoy. Todas as ruas estavam desertas, claro que o frio tremendo daquele dia era o culpado. Tentou correr mais um pouco, mas nada o estava a ajudar naquele momento, nem sua resistência, nem a neve que fazia seus pés se enterrarem e dificultarem a corrida. Virando em outra rua, viu outra pilha de lixo metálica e com cuidado se escondeu atrás dela. Não demorou nem dois segundos para ouvir passos brandos se aproximarem.
— Esperem, ele pôde estar armado. — Uma voz falou. Um dos encapuzados adentrou na mesma rua que Draco e espiou cuidadosamente.
— Sai da frente MacNair. — Uma voz femenina disse e Draco não pode deixar de reconhecer a dona. — Querido sobrinho, — Ela começou amigavelmente. — Vem até á tia e a tia dá-te algo em recompensação. Que tal uma morte dolorosa?!
— Bellatrix! Vais afugentá-lo! — Alguém a avisou asperamente.
— Covardia não faz parte de alguém com o sangue Black! — Bellatrix ripostou.
— Vamos, ele não está aqui. — MacNair disse, saindo do beco.
Bellatrix deu uma olhada para a pilha metálica e Draco pode ver seus cabelos negros e encaracolados. O loiro prendeu a respiração até a tia dar meia volta e ir embora.
Assim que os encapuzados estavam distantes o suficiente, Draco saiu correndo na direção oposta deles a toda a velocidade.
— OLHEM! Ele está ali! Volte aqui Malfoy e queime no inferno!
Draco nunca parou de correr, mas sempre olhava para trás se certificando que nenhum dos encapuzados o estava seguindo. Mesmo assim, ele continuou correndo nunca desviando o olhar, até que sentiu se chocar contra um corpo maior que o segurou pelos braços para o loiro relaxar, mas o choque só causou uma tontura em Draco.
— Malfoy?
Draco se ergueu ao reconhecer gentileza no tom. A voz transmitiu-lhe segurança.
— Potter? POTTER! — Ele tentou recuperar o fôlego. Encostou a testa contra o peito de Harry e controlou a respiração. — Voldemort... Eles viram-me... Matar... Voltou... Ele... voltou... e... tu... e ele... — Harry o envolveu num abraço forte ao sentir as pernas do loiro cederem e ver Draco desmaiar nos seus braços.
• • •
— Onde está a tomada? — Sirius Black perguntou, sentado na cadeira da infermeiria, com a cabeça apoiada na palma da mão e sempre encarando um Harry nervoso, que andava em círculos no meio da infermeira, baguçando os cabelos.
Harry parou no sitio e encarou o padrinho com uma careta.
— Para que é que queres uma tomada?
— Para te desligar da corrente. — Sirius respondeu rápido, levando como resposta um bufo indignado e um reviro de olhos. — Harry, senta-te.
— Não quero. — O rapaz retomou o que estava fazendo.
— Não foi uma pergunta. — Sirius ripostou, indicando com a cabeça a cadeira á sua frente.
— Ótimo. — Harry parou novamente, estreitando os olhos na direção do padrinho. — Mas continuo a não querer, obrigado.
— Estás a tentar me desafiar? — O homem perguntou com um sorriso malicioso no rosto. — Oh, que bravo da tua parte... — Brincou rindo.
— Queres certificar-te disso? — Harry brincou igualmente, relaxando-se com as picardias. — Sou um demônio mais poderoso que tu, Sirius.
— Não serve de nada ser poderoso e não ter um plano astuto, Harry. — Disse malicioso, levantando-se da sua cadeira vagarosamente.
— Oh, eu tenho infindáveis planos. Queres escolher? — Harry sorriu dando de ombros.
— Vai para o inferno. — Sirius bufou, cruzando os braços.
— Sou bem-vindo lá. — Harry concluiu, e ambos acabaram na gargalhada. Picardias era algo normal entre os dois.
Verdade. Sirius Black, seu padrinho também era um demônio. Foi há dias atrás que Remus Lupin, o fiel companheiro de Sirius, como homem letrado que era em Artes das Trevas, descobriu a formação dos demônios. Pessoas se transformam em demônios no momento que odeiam alguém, um ódio profundo e inquebrável, um ódio rancoroso por mais que o tempo passe. Harry odeia Voldemort. Voldemort odeia Harry. Sirius Black odeia Petter Pettigrew, afinal, foi por causa de Petter que Sirius foi condenado injustamente em Azkaban. Tanto Harry, Voldemort e Sirius eram demônios. Eles eram pessoas boas, anjos, que após ganharem tamanho ódio, se transformaram em demônios.
Esse ódio é agora o DNA dos três. Ser demônio não é algo fácil de se tornar, porque o ódio tem de ser realmente verdadeiro. E por isso há uma pequena comunidade, mas muito poderosa, o que causa constantes batalhas entre demônios em busca de poder, de serem os supremos. Mas Harry Potter, é o lider, todavia Voldemort inveja o legado de Harry e fará de tudo a seu alcance para dominar o povo demoníaco.
— Harry, o que te preocupa? — Sirius disse por fim. Ele não gostava de ver o afilhado assim. É conhecimento geral que demônios são criaturas de temperamento difícil, mas Harry era diferente, o rapaz sempre conseguia manter a calma, o que por vezes assustava Sirius, mas o homem resignou-se a tal comportamento que agora ver Harry numa pilha de nervos o deixava preocupado. — O Malfoy só teve uma recaída, tu sabes. O Severus levou-o para os dormitórios da Sons-
— E se Voldemort sabe que ele é o predestinado a meu companheiro? — Harry disse sem pensar duas vezes, fazendo Sirius arregalar os olhos.
— Tu próprio disseste há dias que não tinhas a certeza... E se ele fosse o teu fiel companheiro, tu já te tinhas apercebido há anos... Quer dizer, vocês viveram uma vida toda juntos e tu nunca-
— Tu também passaste a vida toda ao lado do Remus e vocês só se uniram há dois anos. — Harry interrompeu desinteressado.
— Quase dois anos. — Sirius emendou.
— Mais razão me dás. — Harry bufou indignado. — Eu e o Malfoy nunca fomos próximos, mas desde que ele entrou na Ordem a gente tem de se falar respeitosamente em frente a todos, e temos de passar horas na mesma sala juntos, dias após dias. — Explicou, uma mão simblante no ar como se ele estivesse contando uma história.
— Todos os dias, retirando os dias em que não apareces e eu, Remus e Severus temos de te encobrir. — Sirius acusou. — Por falar nisso, não me interessa o motivo de desapareceres, mas vê se apareces mais vezes porque a situação começa a apertar para o nosso lado.
— Oh, eu sei que tu és bom a argumentar.
— É, mas os outros são bons a contra-argumentar, e por mais maravilhoso que eu seja, não faço milagres. — Respondeu intrigado. — Certo. Eu não acredito que Voldemort saiba que o Malfoy é o teu companheiro e que por isso o tentou matar esta tarde, eu só acho que o Malfoy estava no sitio errado á hora errada. Além disso, nem tu tens certezas se o Malfoy é o teu companheiro, como pode Voldemort saber?!
— Talvez. — Harry andou até uma janela e olhou através dela o céu nublado. — Mas eu sei que o Malfoy é o meu predestinado a companheiro.
Sirius conseguia sentir a incerteza nas palavras de Harry, mas deixou para lá e adentrou na conversa.
— Se ele é o teu companheiro tens de te unir a ele Harry, é a única forma de ficares um passo á frente de Voldemort, mais poderoso e um passo á frente da vitória. — Suspirou, sentando-se na cadeira outra vez. — Tu sabes que um demônio não aguenta muito tempo sem um companheiro. Agora, ainda por mais se tiver poderes compartilhados com o inimigo... É impossível ganhares a guerra assim.
— Se é que chego lá. — Harry brincou, mas Sirius permaneceu sério. — Mas eu não o posso obrigar a ficar comigo.
— Aposto que o Malfoy vai odiar os demônios ainda mais quando acordar. — Sirius desabafou calmamente, com cuidado nas palavras. — Voldemort matou a Narcissa por ela mentir em relação á tua morte na floresta. Voldemort torturou-o. Voldemort quer destruir o mundo mágico. Agora o acontecimento de hoje... Ele nunca se uniria a um demônio, Harry.
— Mas eu não sou Voldemort! — Harry berrou furioso virando-se bruscamente para o padrinho, fazendo Sirius esbugalhar os olhos e se encolher na cadeira. — Eu não sou como Voldemort! Eu não faria isso ao Draco!
Nesse preciso momento, Severus Snape, entrou calmamente na infermeiria com um tabuleiro repleto de poções em suas mãos.
— Má hora? — Provocou com um sorriso cinico no rosto, adentrando na infermeiria, apreciando um Sirius atormentado e um Harry possesso, com divertimento. — Ficas a dever-me uma, Black.
— Só por cima do meu cadáver. — Sirius resmungou, fuminando com o olhar o homem de longe.
— Um "Obrigado" era o bastante, Black. — Disse, arrumando os frascos de poções. — Mas educação não é o teu forte, eu sei que estaria a pedir bastante de ti.
Harry, antes furioso, agora ria-se de socapa.
— Depois de morto, que tal? — Sirius propôs, incliando-se na cadeira.
— Oh, mas isso trata-se já.
— Como?!
Antes que Sirius podesse processar, Severus apontou a varinha a poucos centímetros de Sirius e quase o atingiu com um feitiço.
— Para a próxima não falho. — O homem avisou-o, com o sorriso no rosto. Ao ver Harry rir-se, deu-lhe uma um solavanco na nuca. — Não se ria da desgraça alheia, Potter. É indigno.
— Demônios não são famosos por serem dignos de qualquer forma. — Harry provocou Severus, e este como resposta deu-lhe outro solavanco fazendo Harry emitir um ruido, algo semelhante a um rosnado entre dentes.
Sirius riu-se, mas logo parou quando Harry e Severus o encararam sérios.
— Não me vai perguntar como está o Draco? — Severus rompeu o silêncio, retomando a arrumação dos frascos.
— Estava á espera que me dissesse. — Harry respondeu, amarrando o seu cabelo num carrapito desajeitado.
— Com certeza fico feliz com a tamanha demostração de preocupação que tem perante a vida de Draco, Potter.
— Oh, Snivellus, podes ter a certeza disso. — Sirius disse brincalhão, piscando um olho para Harry.
Harry revirou os olhos e cruzou os braços.
— Quando posso falar com ele?
— Quando ele acordar, talvez amanhã de manhã. — Severus explicou caminhando para a saida da infermeiria. — Aproveite e leve-lhe o pequeno-almoço.
— Eu não sou criado dele. — Harry resmungou em falso aborrecimento que fez Sirius sorrir para o afilhado.
— Potter, eu acho que o Draco vai estar mais incomodado do que você. — Severus afirmou firme. — Amanhã só me faça o favor de comparecer na aula de poções. Como se já não bastasse faltar ás runiões da Ordem, falta também ás aulas. — Severus abriu a porta para sair, mas hesitou. — Diga também a Draco que amanhã ele está suspenso, ele precisa descansar e alguns aurores vão precisar falar com ele. — E assim, bateu a porta.
• • •
Harry entrou na Sonserina, agradecendo a Merlin por ninguém lhe ter perguntando como ele tinha chegado ali sozinho, como sabia a palavra-passe e porque pousou uma bandeja com comida na mesa, demoraria uma internidade explicar o acontecimento no segundo ano, a poção polissuco, enfim...
— Potter. — Blaise Zabini cumprimentou seco ao descer a escadaria dos dormitórios e se deparar com Harry no meio da sala comum. — Quem foi o idiota que te deixou entrar?
— O Professor Snape. — Harry respondeu com um sorriso no rosto, prendendo o cabelo num carrapito desajeitado.
Blaise o encarou desconfiado. Aquele sorriso fechado e malicioso não lhe transmitia segurança.
— E porque razão ele te mandaria aqui?
— Malfoy. — Cortou. Harry piscou o olho a Blaise e então avançou um passo com intenção de subir a escadaria, mas Blaise se moveu para o lado e bloqueou Harry.
— Eu não gosto de ti, Potter.
Harry continuou com o sorriso cinico no rosto.
— O sentimento é recíproco, não te preocupes. Agora, sai da frente.
— Não tens uma aula de poções para ires, Potter?
— Tenho, e tu também, Zabini.
Blaise cruzou os braços, levantando o queixo para parecer mais alto que Harry, mas era uma batalha perdida. Harry era muito alto.
— Porque não vamos os dois juntos? — Blaise propôs com um sorriso igual ao de Harry.
— Não me leves a mal, mas eu não quero ser a tua ama seca. — Harry ergueu o queixo também, numa tentativa de rebaixar o ego de Blaise.
— Sabes Potter, eu não me lembro do caminho. Como nobre grifinório podias ajudar-me. — Blaise avançou um passo na direção de Harry, os braços cruzados de Blaise sendo a única coisa que mantinha a distância segura entre eles.
— Como astuto Sonserino podias considerar arranjar um mapa. — Harry retorcou.
Blaise recuou um passo e Harry olhou sobre o ombro para a entrada da Sonserina ao ouvir a voz de Pansy Parkinson.
— Não Potter, este lugar não está disponível para dares uns amassos com a Weasley. — Pansy debochou colocando-se ao lado deles, agarrando no pulso de Blaise. — Hoje eu e Blaise vamos ocupar a sala de História da Magia, sabes... dar um ar mais alegre áquele lugar. — A rapariga piscou um olho a Harry e Harry riu-se pelo nariz. — Qualquer dia temos de arranjar horários, porque as coisas não têm funcionado como deve ser.
— Anda Pansy, vamos nos atrasar para a aula. — Blaise tentou ir embora, um pouco embaraçado, mas Pansy o prendeu no sitio.
— Para que fique na tua consciência, Potter, ainda me ardem os olhos com o que presenciei a semana passada. — Pansy concluiu dando um sorriso malicioso a Harry.
— Isso é tudo inveja? — Harry provocou, chegando-se mais perto da rapariga.
— Imensa. — Murmurou entre dentes.
— Pansy! — Blaise repreendeu, pensando que ela já não estava tomando noção da presença dele ali.
— O que foi? — Ela arregalou os olhos na direção do olhar ultrajado de Blaise. — Tenho inveja da sala, era a mais confortável e agora não vou conseguir entrar lá nunca mais, pelo menos não sem me rir.
— Vamos. — Blaise puxou-a para a saida, e Pansy em despedida piscou o olho a Harry, sendo retribuida com um sorriso de divertimento sincero.
Harry subiu rapidamente a escadaria, bateu uma vez á porta dos dormitórios do sétimo ano, bateu uma segunda, como ninguém respondeu, bateu uma terceira e iria bater a quarta se uma voz mal-humorada não soasse do outro lado.
— ENTRA, POR MERLIN, ENTRA LOGO! — Draco berrou, se levantando da cama com uma dor de cabeça, caminhando até ao banheiro.
— Esse mau-humor é devido a quê?
Draco se virou repentinamente para trás, ingnorando a dor de cabeça que se intensificou.
— Potter, caso não tenhas reparado este não é o teu dormitório. — Resmungou encostado na lomba da porta do banheiro, encarando Harry de cima a baixo. — Nem o teu salão.
— Não me vais mandar embora agora, vais? Demorei a cá chegar. — Harry sentou-se na única cama ainda não feita. O seu faro apurado de demônio conseguiu associar o cheiro de Draco áqueles lençois.
— Essa é a minha cama, Potter. — Draco disse com um sorriso afetado no rosto.
— Presumi. — Harry provocou, encarando Draco estático na lomba da porta. — Ias fazer alguma coisa?
Draco fez uma careta perante a pergunta, e quando ia a responder, Harry o interrompeu.
— Podes ir tomar banho... — O moreno deitou-se na cama, dando um sorriso cheio de más intenções a Draco. — Eu resisto á tentação.
— De todas as coisas impossíveis que podes tentar fazer, essa é a mais impossível. — Draco provocou, inclinando-se mais sobre a lomba da porta, lançando um sorriso provocativo a Harry.
— Então por que? — Harry sustentou o sorriso, colocando agora os braços cruzados atrás de sua nuca para se manter mais confortável e para poder encarar o loiro.
— Eu tenho o famoso charme de um Malfoy. — Ele gesticulou uma mão. — Ele atua até sem o meu conhecimento. Mas eu não culpo as pessoas, afinal, — O loiro retomou a sua postura ereta. — Se eu fosse eles, também me iria querer. — Concluindo, ele entrou no banheiro e bateu a porta.
Harry passou os seguintes dez minutos deitado na cama, deliciando-se com o cheiro de Draco. O facto de demônios serem descentes de animais, faz com que o faro seja mais apurado, logo, torne os cheiros mais intensos. Por um lado, Harry estava inteiramente grato a essa qualidade em si, por outro lado inteiramente infeliz porque aquilo só o fazia desejar mais o loiro, mesmo sabendo que não o podia ter.
Depois de dez minutos de pura tortura, Draco saiu do banheiro apenas com uma toalha presa sobre o quadril e outra a enxugar os cabelos loiros molhados. Harry fixou seus olhos maliciosos verdes no tronco do loiro. Não era o corpo que Harry imaginou durante meses, nem um corpo que explicasse os meros suspiros das raparigas ao verem Draco passar. Era um corpo simples, liso e pálido, tão aparentemente limpo e delicado, e Harry percebeu que era ai que estava a preciosidade daquele corpo. O facto de ser tão simples era o bastante para ser extramamente bonito.
Oh, Harry iria dar em louco se continuasse analisando Draco tão de perto, principalmente agora que podia sentir os cheiros mais intensos do que nunca. Meu deus, ele não podia obrigar o loiro, Harry nunca o faria na sua vida. Harry precisava sair daquele quarto, precisava estar longe o suficiente de Draco... E com isto, lá vinha aquela vontade subita de tomar Draco, se chegar mais perto, o enrolar em seus braços, morder aquela pele, traçar beijos ao longo de seu corpo, o fazer gemer, principalmente ser o motivo... Merda! Merda! Merda!
— Ainda estás aqui, Potter?! — Draco berrou quase em susto quando acabou de exugar os cabelos. — Eu não confio ti, nem na tua raça, para estares aqui.
Harry se levantou lentamente e avançou até Draco em breves passos.
— Sério? Para mim, mostrar vulnerabilidade em frente a alguém é sinal de confiança. — Harry parou a um palmo de distância do loiro, olhando para baixo sempre sustentando o olhar firme no de Draco, como numa competição para ver qual deles cederia primeiro. — Refiro-me a ontem.
— Eu estava desesperado. — Draco sentia-se desconfortável. Estava praticamente nu, a uma distância demasiado próxima de Harry, o suficiente para sentir a respiração apressada dele contra si, para quase roçar a ponta do nariz no queixo do moreno, porque Harry era mais alto, e isso também o deixava desconfortável. — O- o que vieste aqui fazer? — Matou sua curiosidade.
A respiração ofegante de Draco bateu nos lábios do demônio, o que fez Harry estremecer conforme o desejo tomava conta de si. Ele abanou a cabeça e considerou aquilo uma parvoíce, finalmente recuando dois passos para trás de forma a manter uma distância segura entre eles.
— Espera aqui. — Harry disse, saindo do dormitório, mas voltando em menos de vinte segundos com um tabuleiro nas mãos. — Pequeno-almoço.
Draco arregalou os olhos. O que isto queria dizer?
— Não foi por me veres desmaiar que me podes considerar fraco, Potter. — Draco cuspiu, recuando dois passos. Desde que entrou para a Ordem tentou se manter o mais amigável possível, mas havia novas coisas em Harry que o intrigavam. Suas atitudes, por exemplo. Um monte delas. — Eu não preciso da tua preocupação.
— Também não te a quero dar. — Harry tornou-se frio e algo dentro de Draco apertou. — O Professor Snape pediu para te trazer isto e para te avisar que estás suspenso das aulas por hoje e que vêm aurores falar contigo. — Disse, pousando o tabuleiro com comida variada na cama de Draco. — E eu também venho cá depois do meu treino de Quidditch para falarmos acerca de ontem.
— Certo.
Harry saiu rapidamente do quarto de Draco, e correu para a aula de poções. Não, Draco não o quer, o loiro já lhe deixou isso bem claro. Não. Harry tem de se continuar a erguer com outras pessoas, mesmo que isso lhe custe, é a única maneira. Outras pessoas nunca vão ser o bastante para a vida toda, mas são o suficiente para agora.
• • •
O demônio entrou sorrateiramente na aula de poções e sentou-se no seu lugar habitual, no fundo da sala. Aquele era um bom lugar. Harry podia chegar a que horas quisesse sem chamar a atenção dos presentes, excluindo Ginny Weasley. A rapariga sempre parecia atenta a todos os movimentos de Harry, e durante as aulas não desviava o seu olhar do de Harry. Não era um olhar preocupado, nem desvendador, afinal, Ginny já estava resignada ao facto de Harry ser um rapaz reservado e misterioso, o olhar perante Harry eram olhares provocadores e endiabrados, cheio da más intenções como o inferno, e Harry não conseguia resistir.
Harry sabia que aproveitar-se da bondade e paixão da rapariga era algo cruel da sua parte, mas ele precisava de alguém a seu lado, mesmo que não fosse verdadeiro, dava para disfarçar a falta de um fiel companheiro. Ele não fazia a mínima durante quanto tempo duraria, mas até agora estava a ajudar-lhe e como óbvio, era incapaz de recusar. Ginny não é o que o demônio quer, mas é o que ele precisa.
Harry rasgou um bocado de pergaminho, escreveu algo nele e resmungou algo meio tosse, meio "Ginny!"
— Sr. Potter, mestre da sutileza, se faz o favor de chegar atrasado á minha aula, pelo menos não a interrompa. — Severus começou, analisando a turma. — E por favor Senhorita Weasley, pára de comer o Sr. Potter com os olhos.
O homem voltou-se para o quadro e escreveu algumas fórmulas, aproveitando isso, Harry mandou o pergaminho a Ginny.
• • •
— Não gosto quando não cumprem as minhas ordens. — Harry repreendeu, entrando no balneário de Quidditch femenino, tirando o seu equipamento e abrindo a porta da cabine de duche para dar de caras com uma Ginny Weasley a tomar banho.
— E eu não gosto que me deêm ordens. — Ginny respondeu, admirando o corpo nu de Harry, mordendo o lábio inferior cheia de desejos. Um corpo que ela já conhecia tão bem.
— Mas eu sou teu capitão. — Harry aproximou-se da rapariga lentamente, já posicionando as suas mãos na cintura dela.
— Não, és capitão do time. — Ginny corrigiu, avançando na direção de Harry até poder sentir a ereção dele contra a sua barriga, com isto ela mordia mais bruscamente o lábio inferior para se impedir de gemer.
— Tu estás integrada no time. — Respondeu, inclinando e enterrando o rosto na curvatura do pescoço de Ginny, mordendo a pele dela com seus afiados caninos e Ginny arfou, inclinando o pescoço para trás ao conseguir indentificar vários prazeres ao mesmo tempo: A ereção de Harry contra a sua barriga, os dentes dele cravados suavemente na sua pele e as pontas dos fios de cabelo molhados e longos de Harry a roçarem na sua pele.
— Mas eu sou diferente. — Ela afirmou, erguendo uma perna para sentir melhor a ereção de Harry contra si. Ginny envolveu o pescoço de Harry com os braços e arfou ao sentir um maior contacto entre as duas peles enquanto a água do chuveiro caia sobre eles.
— Claro. — Harry ergueu a cabeça e olhou Ginny nos olhos azuis cheios de volúpia. — Nenhum deles me ousaria desobedecer.
— Nenhum deles te daria o que eu te dou. — Ela disse rispidamente.
Pega de supresa, Harry moveu as suas mãos da cintura de Ginny para as coxas dela e a levantou, esmurrando-a contra a parede e espetou-lhe um beijo feroz. Instintivamente, Ginny envolveu o tronco de Harry com as pernas e as entrelaçou nas costas de Harry, depois de o fazer gemeu contra os lábios do moreno ao sentir a ereção de Harry contra a sua entrada.
— Harry, vai... — Ela suplicou, inclinando a cabeça contra a parede atrás de si, os pingos da água a deslizarem por seu rosto, a pressão com que agarrava Harry se intensificando, e ele provocativo roçava a sua ereção contra a entrada de Ginny, mas nunca lhe dando o que ela queria.
Ela ia dizer algo, mas Harry tapou a boca dela com uma mão.
— Acho que ainda não percebeste, Ginny. — Harry sussurou no ouvido dela com uma voz perigosamente provocadora. — Tu não mandas aqui. Tu estás entregue a mim, entendeste?
— Sim, sim Harry... Mas... por favor... termina logo isto... — Ela implorou contra a mão dele, sentindo o rapaz roçando-se mais contra ela.
A ruiva em desespero fez um chupão no pescoço de Harry, apenas para acalmar o seu desespero.
— Não. — Harry disse, pousando uma Ginny fraca no chão. — Isto é o que acontece quando não me obdecem. — Ele afastou-se e abriu a cabine. — Espero que tenhas aprendido a tua lição.
Bateu a porta e vestiu parte de seu equipamento, abandonando o recinto. Com Ginny já começava a não resultar, ela não tinha as características para sua companheira. A vida de um demônio é igual a um puzzle, só pode acabar bem se tiver as peças certas. Demônios, conhecidos também por traiçoeiros, tentam quebrar as regras do jogo, mas nunca dá certo e para Harry as coisas começavam a descambar. Ele necessitava urgentemente de seu companheiro, porque nenhum outro alguém era o suficiente.
Harry caminhava tranquilamente para a entrada da escola até seu faro apurado conseguir detetar a presença de Draco no campo de Hogwarts. O moreno desviou a sua rota e encaminhou-se para o campo, até finalmente se deparar com um Draco sentado na relva a olhar para o céu estrelado.
O demônio, sorrateiro, chegou-se perto do loiro e muito calmamente para Draco não se assustar, Harry se agachou atrás dele e repousou o seu queixo no ombro do loiro, depositando um leve beijo na curvatura do pescoço pálido e envolveu de seguida a cintura de Draco e assim permaneceu. Draco, pego de supresa, estremeceu com a visita inesperada mas apenas revirou os olhos ao reconhecer a presença de Harry.
— Que fazes aqui? — Harry sussurou no ouvido do loiro.
— Pelos vistos, servir de cobaia para as tuas necessidades. — Respondeu, olhando por cima do ombro para os olhos verdes de Harry. — Pensei que já tinha deixado claro que não estou á tua desposição, Potter.
— Com muita pena minha. — O demônio sorriu e depositou outro beijo carinhoso no pescoço de Draco. — Vais apanhar um resfriado aqui fora.
— Provavelmente sim, com esse cabelo molhado a roçar em mim. — Cortou e Harry riu-se contra a pele cheirosa. — Potter, sai daqui, por deus!
Draco tentou sair do aperto de Harry, mas Harry ainda o envolvia.
— Eu não sou de deus, tu sabes. — Harry segurou apenas com um braço o tronco de Draco, para poder com a outra mão enrolar o loiro na capa de seu equipamento que trazia na mão. — Acalma-te, está frio.
— Eu não preciso da tua maldita preocupação desnecessária, Potter. — Murmurou perigosamente como se o amaldiçoando. — Eu já disse que não me vou unir a ti, eu já disse que não aceito ser teu companheiro e já disse que não gosto de demônios. — Draco virou-se repentinamente, ficando sentado entre as pernas de Harry enquanto Harry ainda envolvia o tronco dele. Draco ingnorou esses factos. — Por isso, não precisas de vir com essa conversa que por eu ser o teu predestinado a companheiro, que sentes a necessidade de me proteger. Eu recuso-te, Potter.
Draco deu um soco no peito de Harry e Harry caiu para trás, institivamente trazendo Draco consigo porque ainda o envolvia. O loiro prendeu a respiração ao perceber que estava deitado por cima de Harry, a uma distância mínima daqueles lábios que ele sempre se recusou a beijar.
— E eu respeito a tua decisão, Draco. — Harry murmurou calmo, tendo a noção que qualquer tom brusco os faria roçar os lábios. — Por isso também já disse que nunca te vou obrigar a nada.
— Então porque continuas a pressionar-me?
— Eu não te pressiono a nada.
— E os encontros que marcas?
— Só apareces se queres, Draco. — Harry disse erguendo as sombracelhas. — Nunca te obriguei a ires a nenhum dos nossos encontros, mas tu maioritariamente vais. — Harry sorriu. — Tu estás a esconder algo de mim?
Draco arregalou os olhos. Tudo tinha ficado uma confusão desde um dia em que Harry marcou um encontro com ele, contando-lhe que era um demônio e que Draco era o seu predestinado a companheiro, mas Harry não pareceu supreso quando Draco recusou e desde ai sempre marcava encontros (esses os motivos para Harry faltar tanto ás runiões da Ordem) com Draco, que por vezes comparecia, já resignado ás tentativas de sedução do demônio.
No dia anterior, ambos tinham marcado um encontro em Hogsmeade mas Harry por algum motivo que Draco desconhece, chegou atrasado e Draco, cansado de esperar e de fazer tempo, foi-se embora mas ai aconteceu de dar de caras com Voldemort.
E foi nesse dia, á saida da loja de Utensilios para Jogadores de Quidditch que Draco sentiu algo estranho no seu peito. Harry nunca faltava aos encontros, mas naquele dia Draco pensou que Harry não ia comparecer porque se tinha fartado de carregar na mesma tecla e não resultar em nada... E com esse pensamento, Draco sentiu-se sozinho e abandonado, sentindo-se tão barato e descartável no mundo... Foi aterrador e repugnante o sentimento de resignação á presença idiota de Harry.
Não. Não gostava de Harry. Não gostava de demônios. Não.
— Eu não escondo nada, Potter. — Draco disse retornando de seus pensamentos. — E tu, escondes algo de mim? Ao teu predestinado a fiel companheiro?
Draco tinha noção das posições, da força com que Harry agarrava nos lados de sua cintura, na maneira com que os olhos verdes brilhavam contra o luar, da respiração calma do demônio, da proximidade, mas deixou-se estar deitado por cima de Harry.
— Por que?
— Explica-me algo, Potter, se os demônios têm um fiel companheiro, eles são realmente fiéis a esse companheiro?
— Sim. — Harry respondeu sem perceber onde o tom interessado de Draco queria chegar.
— Tu não me trairias? — Uma mão do loiro subiu pelo tronco de Harry por cima da camisola dele, vagarosamente até se enterrar na curva do pescoço do moreno.
— Mais alguma pergunta? — Harry perguntou, sem perceber onde Draco queria chegar com tantas questões idiotas e com aquela mão provocadora.
— Sim. — Draco fixou o olhar no pescoço de Harry, circulando a ponta dos dedos num lugar em específico do pescoço. — Porque é que tens um chupão?
Uma mão que antes estava fixa na cintura de Draco, tocou de leve no chupão, certificando-se que realmente aquele lugar, ao se pressionar, estava dorido. Harry não planeava encontrar Draco aqui fora, e nem se preocupou se o loiro notaria o chupão por causa do anoitecer, Harry planeva tratar do chupão com magia antes de ir ter com Draco aos dormitórios. Não que a sua atitude fosse incorreta, mas Harry apenas o tencionava fazer porque ficaria bem na fotografia.
— Ginny. — Harry respondeu voltando a colocar a mão na cintura de Draco, mas o loiro rejeitou o toque.
— Lealdade não é algo bem empregue na tua raça, pois não? — O loiro acusou, preparando para se levantar mas Harry o segurou no sitio. — Larga-me, Potter. Agora.
— Tu és o predestinado a meu companheiro, mas como tu disseste, tu não és o meu companheiro e não o queres ser. — Explicou, segurando Draco com mais força. — Eu não posso ficar simplesmente á tua espera. Não nas condições em que me encontro.
— Por isso é que te rejeito, Potter. — Começou amargo. — Eu poderia dar a minha lealdade, mas isso significaria que também darias a tua a mim. — Draco o fuminou com um olhar e Harry finalmente o soltou, porém um vazio consumiu Draco. — Como é que esperas que eu fique do teu lado se te comportas desta maneira?
— Digas o que disseres, faça o que eu fizer, Draco, és só tu. — Harry, de repente, pegou no quadril de Draco e o deitou em baixo de si. — Amanhã a gente fala.
Harry levantou-se e caminhou em direção á entrada de Hogwarts em passos largos.
Merda! Draco detestava aquelas mudanças de humor repentinas em Harry.
Continua...
Espero que estejam gostando do primeiro capitulo e que estejam percebendo a história! Sempre gostei de histórias sobre demônios que acabei achar interessante a ideia de escrever algo do género...
Sim, sou portuguesa, mas tento adaptar algumas palavras ao brasileiro (porque maior parte do meu público é brasileiro, então né kkk) mas quero deixar claro que não irei adaptar todo o texto para brasileiro, principalmente porque escrever a fanfic já é algo bastante trabalhoso... me respeitem sff
Ps: A primeira parte do capítulo foi inspirada numa fanfic que li há anos e amei, mas infelizmente não foi acabada :(
E não se esqueçam de deixar um Review se estiverem gostando da história e estão gostando de a acompanhar! Ele pode fazer a diferença, de verdade...
Aviso: Vou tentar publicar dois capítulos por semana (Sábado e Quarta) !
