: Capítulo 2 :
: Fool :
Tonto
Ao sair de seu templo acompanhado por Enzo, Afrodite deu um passo atrás temeroso ao olhar a escuridão que se fazia e o som de vários trovões ribombando ao longe. Raios cortavam os céus anunciando um temporal.
- Não vou sair de casa hoje. Me recuso amore.
- Mas mia Flor... É apenas uma chuvinha à toa. E Io te protejo.
- Por acaso você tem um guarda-chuva consigo? – Perguntou encarando-o. - Vou ficar horroroso com o cabelo molhado pela chuva e maltratado pelo vento!
- Amore... Somos cavaleiros, uma chuvinha no vai fazer mal. E você no quer saber como Milo se saiu? – Enzo perguntou sabendo que a curiosidade seria maior de que o tempo feio.
- Bem... Sabe... Vamos indo antes que a chuva caia. – Dite olhou-o com um sorriso maroto. Saiu apressado, correndo escada abaixo seguido pelo italiano. Grossos pingos de chuva começaram a molhar as escadas de pedra fazendo com que os dois cavaleiros corressem mais depressa e se abrigassem no templo de Aquário. – Espero que Camus não se queixe de esperarmos a chuva passar aqui.
- Talvez o signore Iceberg já esteja na área de treinamento. – Enzo olhou para todos os cantos. – Talvez no tenha sido uma boa idéia ter saído de seu templo, mia Flor. Vai que o cubo de gelo esteja de mal humor, somente um louco para sair da cama e ir treinar na arena com esses trovões e raios.
- Não sei amore... Camus não liga para essas coisas, ele é muito certinho e... – Dite parou de falar ao ouvir uma gargalhada alta e alguma coisa sendo dita em francês. Arregalando os olhos e seguiu para a sala que ficava ali perto. A voz tornava-se cada vez mais e mais alta. Olhando para o italiano arregalou ainda mais os olhos ao reconhecer a voz levemente rouca e arrastada. Parado à porta, o pisciano esperou um pouco e sinalizou para o namorado com o olhar. Este deu de ombros e prestou atenção.
- Je ne sais pas pourquoi encore j'assiste au journal télévisé du matin. Tu êtes manqués, son grand idiot ! Il ne fait pas le soleil… Il entende les tonnerres… Il regarde pour le ciel… Il est noir comme la nuit! (- Não sei por que ainda assisto ao noticiário da manhã. Você está errado, seu grande bobo! Não está fazendo sol... Ouça os trovões... Olhe para o céu... Está negro como a noite!) – Camus fez um muxoxo e pegou a caixa de bombons procurando por mais um dos doces adorados. Ao perceber que terminaram, deixou a caixa cair no chão e grunhiu chateado.
Afrodite encarou o namorado de olhos arregalados. Enzo deu de ombros. Era estranho Camus estar em seu templo naquele horário, ainda mais falando alto e rindo. RINDO? Aquilo era muito difícil de se ver. Sem esperar muito tempo, o pisciano abriu a porta devagar e entrou na sala seguido de perto pelo canceriano, que não escondia sua curiosidade.
- Camus, o que aconteceu aqui? – Afrodite perguntou ao ver o mais sério e organizado dos cavaleiros sentado em meio a papéis de chocolate e uma garrafa de vodka vazia.
Enzo arregalou os olhos, aquilo sim era novidade. O poderoso senhor certinho se embebedara comendo chocolate. – Se Io contar para alguém no irão acreditar. – E riu de lado. – Virou moda encher a cara?
Camus olhou para os dois cavaleiros com cara de poucos amigos e evitou responder a pergunta feita por Afrodite, mas o comentário do canceriano não deixou passar. – E vai contar para quem, carcamano? Será que nem em meu próprio templo tenho sossego? – Tentou levantar entretanto caiu sentado. – Merde! C'est tout la merde!
Sem conseguir evitar, Enzo acabou rindo, mas engoliu o riso, pois Afrodite o fuzilou com os olhos. – Claro que terá sossego, Camus. – O ser andrógeno o encarou delicadamente. Ainda era difícil acreditar que um homem como aquele pudesse estar embriagado. – A chuva apenas fez com que ficássemos presos aqui. Logo estaremos de saída.
- Chuva... Eu sei... Eu disse ao estúpido homem do tempo que non teríamos sol hoje. – Camus voltou a olhar para a TV.
Afrodite trocou uma rápida olhadela com o namorado e voltou sua atenção para o aquariano. Ele havia conhecido a caixa de bombons caída no chão, mas ainda não conseguia imaginar o que poderia ter dado errado. O que o grego maluco e o francês haviam aprontado?
- Camus, vou te perguntar novamente. – Afrodite o encarou. – O que aconteceu aqui?
- Non aconteceu nada, Afrodite. – Camus o encarou, mas logo desviou o olhar. Na TV um anúncio sobre o dia dos namorados e as promoções que um shopping local estava fazendo, começava a ser veiculada naquela hora. O dia dos namorados seria dali alguns dias e aquilo nunca passaria desapercebido ao aquariano. – Hãã... L'amour n'existe pass... Est chose pour idiots, et je suis um parfait idiot. Mon Dieu! Je l'ai joué dans les brás d'autre.
- Signore... Camus... Fale em grego. – Enzo o encarou bravo.
- Eu o perdi... Bem feito para mim. – Camus choramingou. Definitivamente o efeito da vodka misturado ao sono, fazia com que ele agisse de uma forma que não condizia com seu jeito sisudo e seguro.
- Camus, o que foi que aconteceu? Fale em grego para que possamos entender. O que tem o amor? – Afrodite perguntou sentindo pena do estado lastimável em que o francês se encontrava.
Novamente o bendito comercial sobre o dia dos namorados. Aquela música irritante. Com um riso debochado nos lábios, o francês desligou a televisão. – Já disse uma vez e volto a repetir... O amor não existe... É coisa para idiotas e, eu sou um perfeito idiota. Meu Deus! Eu o joguei nos braços de outro... Idiot... Je suis!
- Não Camus... – Afrodite tocando de leve no braço do aquariano o ajudou a ficar de pé. – Venha, você precisa descansar. – Reparou no roupão de seda que ele usava. – Você não dormiu nem um pouquinho, não é? – E sem que ele respondesse, começou a guiá-lo escadas acima.
- Seu mal é sono e bebedeira, Iceberg! – Enzo subia as escadas logo atrás. Temia que o francês caísse e levasse Afrodite junto. Carregar um bêbado não era tarefa fácil, parecia até que eles ficavam bem mais pesados do que já eram.
- Non quero deitar... Non quero dormir...
- Ah! Você quer sim... De cara cheia e sem dormir não conseguirá fazer nada. Não conseguirá ter o Milo de volta. – Afrodite proferiu sem dó.
- Ele me traiu... Me traiu com uma mulher! – Camus os encarou. Seus olhos rubros marejados, mas segurando ao máximo o choro.
- Que novidade! – Enzo revirou os olhos e levou um tapa do namorado. – Aii... Que foi, caspita?
- Se não quer ajudar, não atrapalha, amore. – Afrodite respondeu bravo. Voltou seus olhos para o aquariano e pediu docemente. – Camus, deite... Você comeu muito chocolate regado a vodka. Não está mais acostumado a beber homem? Precisa dormir e curar essa bebedeira, só ai conversaremos se quiser, mas agora não tem jeito. Durma.
- Besteira, Afrodite... – Camus retrucou caindo sentado na cama.
Aproveitando-se disso, Enzo e o pisciano conseguiram colocar o francês deitado. – Feche os olhos, Camus. – Pediu Afrodite calmamente, com um gesto de mão, indicou a saída do quarto assim que o ruivo cerrou os olhos e seguiu na direção que havia indicado.
Atrás de seu peixinho, Enzo tentava entender o que havia acontecido com Camus. – Amore, o francês ama mesmo quello desmiolado, no? O poverelo está pensando que o perdeu. É dificile acreditar que vimos o signore todo certinho desse jeito.
- Eu sei amado mio, mas o que eu não consegui entender ainda é o que aconteceu, talvez só Milo para poder dizer o que de fato ocorreu, pois duvido que Camus vá querer tocar no assunto depois que acordar e recuperar seu auto controle. – Afrodite parou na entrada do décimo primeiro templo e observou o céu. – Espero que aquele maluco não tenha feito o que estou pensando.
- Mia Flor... – Enzo o abraçou por trás e beijou-lhe o pescoço entre os cabelos sedosos. – No adianta ficar preocupado agora... Temos de ter cabeça fria para conseguirmos ajudar esses dois.
- Concordo amato mio... E dependendo do que o escorpiãozinho fez talvez tenhamos muitos problemas pela frente. – Afrodite apoiou suas mãos sobre as de Enzo e com os polegares começou a acariciá-lo levemente.
- Vem, vamos voltar para o seu templo.
- Mas e a chuva? E Milo? – Afrodite perguntou arregalando os olhos.
- Deixe que nos molhe e o maledeto bichinho pode esperar um pouco. – Enzo sorriu malicioso. – Quando chegarmos em seu templo preparo um banho quente de banheira... – E mordiscou a pele macia da curva do pescoço.
Gemendo baixinho Afrodite virou-se devagar entre os braços do namorado e o mirou sedutoramente. – Sabe amore é tentador... – E beijou-lhe com volúpia e desejo. Quando os lábios se separaram em busca de ar, o pisciano saiu devagar dos braços fortes que circundavam sua cintura e com um sorriso sedutor, passou por Enzo devagar. – Venha mio amore, o banho quente nos espera.
- Hmm... – Enzo sorriu de canto e seguiu de perto. Olhando para o corpo andrógeno de cima a baixo, apalpou o bumbum bem feito do namorado.
- Hei...
- Io posso... É mio! – Sorriu divertido.
- Ora mais que atrevido... – Afrodite parou de chofre e o olhou de lado.
- No, Io no sou atrevido... Io apenas estou com um tes...
- Amore, não seja tão insaciável. – Afrodite atalhou antes que ele terminasse de falar.
- Hmm... Como conseguir? – sorriu de lado, alçou o namorado no colo e começou a correr. – Você é irresistível, amore! Preciso dizer mais?
- No mio amore! – Afrodite gracejou e mordiscou-lhe o lóbulo da orelha fazendo-o soltar um gemido baixo.
- No me provoque peixinho, ou Io te darei um castigo...
- Amore, eu o receberei de bom grado. – Riu sedutor. – A banheira nos espera, andiamo!
- Seu desejo é uma ordem! – Riu o italiano.
oOoOoOo
O silêncio no sexto templo só era quebrado naquela manhã pelo barulho da chuva, dos trovões e raios que cortavam o céu e iluminava parcamente a sala após o grande salão, onde ficava o local preferido de seu defensor meditar.
Dormindo feito um anjinho, o cavaleiro virou-se devagar no sofá e abraçou apertado a almofada extra que tinha entre os braços. Um cheiro de sândalo tomou conta do cômodo bem arrumado, junto uma mistura outros odores vindos da cozinha, um deles de café.
Remexendo-se no sofá, o cavaleiro adormecido respirou mais forte, puxando o ar como querendo definir que aroma era aquele que se sobrepunha ao sândalo. Abrindo um olho devagar, sorriu ao ver uma caneca a sua frente.
- Bom dia! – A voz calma e gentil o saudou.
- Bom dia! – Respondeu ainda sonolento, levantou devagar e acomodou-se melhor para poder pegar a xícara das mãos do amigo. – Obrigado. – Agradeceu tomando um pouco do liquido fumegante, mas fez uma careta. – Está sem açúcar, Mu... Quer fazer o que? Não estou bêbado para me dar um café assim.
- Milo, eu não sei de que jeito gosta, mas não precisa ficar desse jeito. Eu trouxe o açucareiro. – E mostrou sobre a pequena mesa de centro uma bandeja com algumas coisas e entre elas o que o escorpiano queria.
Milo colocou duas colheres rasas de açúcar, mexeu e tomou um gole. – Agora sim... – Sorriu servindo-se de pão e queijo. – Onde está Shaka? E que horas são?
- Meditando. – Mu sorriu pegou um damasco e o mordiscou. – São sete e meia, Milo. – E se preparou pelo grito e impropérios do amigo dorminhoco.
- Não, vocês não fizeram isso comigo...? – Milo perguntou baixinho. – MU... Fomos dormir às quatro horas. Isso não se faz... – Grunhiu.
- Calma... Você iria acordar cedo de qualquer forma, não estando acostumado com o cheiro de incenso de sândalo, logo você estaria reclamando. – Mu explicou-lhe calmamente. – E acho que você precisa conversar... Quer me contar o que aconteceu para não querer ir a uma boate com os outros? Afinal seus gostos não batem muito com os de Shaka e meus. – Sorriu de lado e sentou-se no sofá de dois lugares sem desviar-lhe os olhos. – Você não pareceu contente com o convite de Kanon para sair, não é?
Milo pousou a xícara na mesinha e recostou-se no sofá. – Não foi nada disso, apenas não queria sair com eles... E não pude deixar de ouvir o comentário de Deba sobre o bom vinho e a boa música do barzinho que vocês me levaram ontem. – Em parte o escorpiano estava dizendo a verdade, mas não de todo.
- Sabe Milo, todos já estão sabendo o que aconteceu e você foi bem explicito quando pediu para ficar por aqui...
- Atrapalhei você e Shaka, não é? – Milo perguntou. Pela primeira vez sentindo-se mal por ter pedido para ficar com eles jogando conversa fora.
- Fique tranqüilo, você não atrapalhou em nada. – Mu sorriu misterioso e olhou para a porta que levava ao grande salão.
Milo arqueou uma sobrancelha e sorriu malicioso. – Bem, pelo visto não mesmo. – Riu de lado. – Mas devo agradecê-los por me ouvirem um pouco.
- Você não falou muito, Milo! Mas tanto Shaka como eu percebemos que por trás de suas brincadeiras no bar com Aldebaran e depois aqui existe algo escondia e ainda esconde. E eu tenho certeza que é Camus a razão de sua preocupação.
- Camus já não faz parte de minha vida. – Milo falou automaticamente.
- Claro... Como eu ainda te pergunto? – Mu revirou os olhos. – Milo você não é um bom ator, seus olhos brilham ao ouvir o nome dele. – Mu sorriu de lado.
- Posso até gostar, Mu... Mas a partir de ontem a noite, minha história e a dele já se tornou uma página virada. – Milo o encarou.
- Pode até ser, mas ainda não existe um pouco final.
– Claro que sim, ele o fez ontem. – Milo fechou as mãos sobre o colo.
- Calma, Milo... Talvez você não tenha prestado atenção direito em Camus. – Sorriu enigmático. – Se eu fosse você, daria uma 'gelada' nele. – Ficou pensativo um pouco. – Garanto que vai resolver e só então você entenderá o que quis te dizer.
- Você sabe de alguma coisa que eu não sei? – Milo perguntou curioso. – O que você sabe de Camus que eu não sei?
Mu segurou o riso e observou o amigo.
– O que eu sei é que você tem um ciúme mortal dele e pelo que deu a entender e como ouvi coisas, ele também tem de você.
Milo fez um muxoxo.
– Belo jeito de demonstrar... Dando-me um pé na bunda. Faça-me o favor, Mu!
- Não Milo... Você é quem tem de fazer o favor agora de tentar novas formas de deixá-lo maluco e enciumado.
- Vou pensar nisso, Mu... – Milo levantou-se e alisou um pouco a camisa amarrotada.
- Se quiser pode ficar mais um pouco aqui. – Mu convidou. – Está chovendo!
- Agradeço, Mu, mas já os atrapalhei muito, vou para meu templo é até bom tomar um pouco de chuva... Depois tomo um bom banho e durmo mais um pouco. Obrigado por não me deixarem sozinho. Devo confessar que talvez tivesse saído novamente e posto tudo a perder.
- Somos teus amigos, Milo. Sempre que precisar pode descer para conversarmos. – Mu sorriu e acompanhou o amigo até os fundos do templo e despediu-se.
Ao voltar para a sala, cruzou pelo grande salão. Parou um pouco observando a silhueta do namorado e sorriu. Shaka tinha razão, Milo e Camus eram tão diferentes, mas mesmo assim se completavam.
- Por que está tão pensativo? – Shaka perguntou sem abrir os olhos. Sentia a agitação do namorado.
- Você sabe com o que... – Mu respondeu calmamente.
- Sim, eu sei e sei também que por mais que todos tentemos ajudá-los, somente eles poderão se ajudar e para começar deveriam conversar como dois adultos. – A voz séria e calma.
Mu deixou o namorado meditar, ele tinha razão sobre os dois. Camus e Milo estavam parecendo cão e gato, mas era como o louro tinha dito, eles precisavam conversar como adultos. Deixando Shaka continuar meditando, o ariano voltou para a sala, pegou a bandeja e a levou de volta a cozinha, deixando que uma das servas lavasse a louça.
oOoOoOo
Subindo as escadas correndo, Milo logo entrou em seu templo. Deu uma olhada rápida pela sala e seguiu para o segundo andar e só parou ao entrar em seu quarto, já foi tirando a roupa e a deixando esparramada pelo chão. Entrou no banheiro e tomou uma boa ducha quente, voltou para o quarto nu, vestiu uma boxer preta e um short de pijama.
Bocejando, parou a frente da janela e arrumou a cortina. Afastou o tecido grosso um pouco, olhou para o céu. – Parece noite... Ótimo! Assim não preciso dar as caras na arena. – Murmurou para si mesmo, olhando em direção ao templo de Aquário, estranhou ao ver a janela do quarto do aquariano, que ficava para frente do templo, com as cortinas fechadas. – Pelo visto até você não quis sair da cama, não é Camy? – Suspirando, fechou as cortinas e deitou-se na cama. – Preciso dormir. – Falou ao fechar os olhos e acomodar-se de bruços. Abraçou o travesseiro e novamente suspirou.
A cama ficava tão grande e fria sem o aquariano ali ao seu lado, mas segurando as lágrimas que se formavam, Milo grunhiu enraivecido e pensou. – "Droga nem assim eu consigo esquecê-lo? Tudo me lembra a ele... Mas eu vou esquecê-lo... Ah! Eu vou... Ou o reconquistar no melhor estilo sedutor de ser." – Sorriu virando de lado e abraçando o outro travesseiro. Em pouco tempo já adormecia novamente.
Mesmo dormindo, Milo conseguia ter nos lábios um leve sorriso. Parecia até estar sonhando com algo ou alguém. A respiração leve e calma. Cobriu a cabeça ao ouvir uma voz diferente em meio aos sussurros e gemidos. Definitivamente aquela voz não combinava em nada com o que ele ouvia próxima ao seu ouvido. O barulho da porta se abrindo e a voz se tornando mais alta o fizeram dar um pulo na cama e sentar de olhos arregalados.
- Milo... Eu cansei de te chamar, seu dorminhoco! – Afrodite parou a poucos centímetros da cama. As mãos na cintura o encarando com as sobrancelhas arqueadas.
- Ainda é cedo... – Murmurou Milo coçando o rosto e espreguiçando languidamente.
- Cedo? – Perguntou Afrodite arregalando os olhos. Andou até a cama e sentou-se ao lado do amigo. – Já passa das duas da tarde e nem chovendo mais está.
Milo arregalou os olhos e saiu da cama. – Dite, preciso levantar... Ir até a arena ver se teremos farra essa noite.
- Milo, pense menos em farras, assim não conseguirá Camus de volta. – Afrodite virou-se na cama para poder ver o amigo.
- Sou livre e desimpedido... – Bufou parecendo bravo.
- Ok... Ok! Depois não venha chorar as mágoas para mim quando o perder definitivamente. – Afrodite também bufou. – Vocês brigaram ontem, não foi? – Perguntou mais para ter confirmar do que ter certeza.
- Camus brigou comigo e me escorraçou de sua vida. Página virada, entende? – Milo perguntou entrando no banheiro.
- Mas não é um ponto final!
O louro parou onde estava e dando meia volta encarou o pisciano com um uma sobrancelha arqueada. – Dite, por acaso você falou com o Mu hoje?
- Eu não, não vi o carneirinho hoje. – Dite sorriu de lado antes de prosseguir. – Estive muito ocupado pela manhã.
- Pela sua cara sei que esteve... – Milo revirou os olhos e bufou jogando a franja para o alto. – Será que você poderia ser mais discreto da próxima vez, estou em abstinência... Fazer vontade é muita maldade sua.
- Mas você estava com uma carinha tão feliz quando cheguei. Dormia feito um anjinho... – Sorriu devasso, mas levantou as mãos à frente do corpo como para se proteger. – Calma... Antes de abrir a porta eu o espiei pela fresta e mesmo na penumbra seu sorriso podia ser visto.
- Maluco... Vou tomar banho e ver se depois como alguma coisa e só depois te conto o que aconteceu. – Milo voltou para o banheiro.
- Está bem Milo, te espero lá embaixo e acho que vou buscar um pouco do almoço que sobrou em casa para você. – E sem esperar saiu do quarto descendo as escadas e encontrando-se com Enzo.
- Onde vai amore mio? – O canceriano perguntou cruzando os braços a frente do corpo. Ele havia ficado esperando o namorado nos fundos da casa do escorpiano.
- Buscar o que sobrou de nosso almoço para Milo.
- Deixa que Io vou, fique aqui esperando o bichinho. Io ainda quero saber o que o maledeto fez ao Iceberg. – Sorriu ao sair devagar. Em pouco tempo estava de volta e assim que entrou na cozinha do escorpiano com Dite, este chegou.
- O cheiro está bom! Me abriu o apetite depois de dormir até agora. – Milo sorriu para os amigos.
- Maledeto! Tocou o puteiro a noite toda... Pobre signore Iceberg. – Enzo torceu os lábios e encarou o escorpiano.
- Como fazem mal juízo de mim! – Milo grunhiu bravo.
- Claro, você deixou o Gelatto mau. – Enzo o fuzilou com os olhos.
- Não fiz nada além do que ele já não tenha feito comigo. – Milo respondeu destilando veneno na voz. – Eu passei a noite com Mu, Shaka e Aldebaran... Afogando as mágoas e jogando conversa fora.
- Poverelo... – Enzo deixou escapar. Sua ironia chegava a irritar.
- Quem é poverelo, amore? – Dite perguntou curioso.
- Camus, por achar que esse empiastro saiu para caçar.
- O que tem Camy? – Milo perguntou deixando transparecer que estava preocupado.
Afrodite balançou a cabeça de um lado para o outro. – Milo, você ainda o ama! – E sorriu. – Mas o que o Camus tem pode esperar, eu quero saber o que aconteceu entre vocês dois na noite que passou.
- Tenho mesmo que contar? – Milo torceu os lábios e servindo-se um pouco de comida, viu os amigos o encarando e maneando a cabeça positivamente, ele não teve como não contar. Começou a falar calmamente enquanto comia. Contou tudo o que havia acontecido no templo do aquariano nos mínimos detalhes.
- Milo... E você saiu atrás daquela devoradora de homens? – Afrodite perguntou sem dó.
- Não... Eu já não disse que sai com Shaka, Mu e Aldebaran? – Perguntou, a voz soando chateada. – Fomos a um barzinho, bebemos um pouco e jogamos conversa fora. Depois creio que empatei a noite de Mu e Shaka, pois fiquei conversando até pegar no sono e adormeci no sofá da casa de Virgem.
Enzo gargalhou divertido e nem com o olhar mortal que Afrodite dirigiu a ele conseguiu para de rir. Era impossível pensar em alguém empatando a vida de Mu e Shaka, ainda mais sabendo que o ariano tinha o poder de teleportar-se.
- Maschera! – Afrodite o repreendeu.
- Hmm... Mi Scusi!(Me desculpe!) – Enzo falou apertando os olhos. Se pudesse continuaria rindo, mas não queria arrumar encrenca com seu peixinho, ainda mais que ele já tinha lhe chamado de Máscara e não usado nenhum termo carinhoso. Cruzando os braços encarou Milo, que o olhava perplexo e depois para Afrodite. – Per favore, continuem, finjam que Io no estou aqui.
Ignorando o namorado, Afrodite olhou para Milo e pediu. – Por favor, continue... Você saiu com os três e acabou dormindo em Virgem, foi só isso? – Perguntou desconfiado.
- Claro que sim... Afrodite se não acredita em mim, pergunte a Shaka e Mu. – Milo falou exasperado. Seus olhos azuis brilhando enraivecidos. – Não mentiria sobre um assunto desse porte.
- Não disse isso. – Afrodite o encarou. – Tenha calma, apenas queria ter certeza disso. – E resolveu não dizer ao escorpiano como ele e Enzo haviam encontrado o aquariano mais cedo.
- O que Camus tem? – Perguntou Milo encarando Enzo e depois Afrodite.
O canceriano trocou um rápido olhar com seu namorado e suspirando não abriu a boca. Sabia que não era muito bom em contar as coisas e sua sutileza às vezes era pior que um elefante em uma loja de cristais. Olhou de lado disfarçando muito mal. Milo voltou seus olhos para o pisciano e arqueou a sobrancelha.
- Até quando vão me esconder o que aconteceu? Se não me contarem irei até lá para saber o que diabos tem Camus. – Falou começando a perder a paciência.
Arqueando as sobrancelhas e sorrindo mordazmente, Enzo passou as mãos pelos cabelos e abrindo mais o sorriso não resistiu. – Si, quer saber no? Io te conto bichinho...
- Enzo...
- Calma mia Flor, Io no vou fazer nada que vá magoar o bichinho. – Sorriu maldosamente. – Sabe bichinho, você deixou o signore Iceberg tão mal que ele resolveu afogar as mágoas com uma linda morena. O encontramos enrolados em lençóis e...
Milo nem piscou, levantou-se tão rápido da mesa que a cadeira caiu para trás. Afrodite perdera a fala e olhava indignado para o namorado.
- Eu os mato. – Milo grunhiu. Seu ciúme chegando ao limite. – E vou fazer isso agora.
- Milo não é verdade... Espera ai... – Afrodite levantou-se rapidamente e parou a frente do escorpiano. – Olha o que você fez, Máscara da Morte.
- E o que você acha que Io fiz, amore mio? – Enzo perguntou irônico e com um sorriso vitorioso nos lábios.
- Descontrolou o Milo!
- Afrodite, me deixa passar. – Milo estava enraivecido. Sem perceber seu cosmo se alterava e sua unha avermelhada crescia no dedo indicador.
- Não, Milo... – Afrodite o encarava bravo. - Enzo desminta isso... Ele vai entrar em erupção... Está fervendo de ciúme!
Enzo sorriu mais ainda, o que deixou Afrodite de olhos arregalados. – Espera aí! – Segurou Milo pelos ombros. – Milo, você está com ciúme sim! – Riu divertido.
- Vocês dois querem parar de rir. Camus me traindo e vocês rindo de mim... Isso riam do escorpiano! – Milo bufou exasperado. – Me deixa passar agora Afrodite. – Mas ao tentar empurrá-lo, sentiu um tranco e foi jogado em uma cadeira.
- Escuta bichinho, Camus no te traiu, Io menti. Pronto! Caspita... Satisfeito maledeto? – Perguntou o encarando.
- Como? – Milo perguntou sem entender nada e começando a ficar confuso. – Afrodite?
O pisciano observou o amigo atentamente e sentou-se ao seu lado. Ajeitando os longos cachos que caiam sobre a face do louro sorriu. – Escuta Milo, eu sei o que Enzo fez... – E olhou para o namorado com um sorriso lindo. – Ele apenas mostrou que você ainda ama muito o Camus... Seu ciúme é enorme, então não tente se enganar falando que está tudo perdido. Lute por ele, faça com que ele sinta ciúme de você.
- Mas eu tenho de esquecê-lo... – Murmurou Milo baixinho. O que estava acontecendo com ele? Antes de dormir novamente estava decidido a reconquistar o aquariano e agora aquele desânimo. Olhou para os amigos e depois baixou os olhos suspirando.
- Não desista de seu amor, Milo. – Enzo falou parando ao lado dele. – Não desista de Camus se achar que vale a pena ainda lutar por ele. – A voz séria e profunda. – Ouça Afrodite, Io no sou muito bom para dar conselhos, mas o escute. Garanto que mia Flor vai ter uma boa idéia. – Sorriu. Era difícil ver Máscara da Morte sorrindo, não impossível, mas era estranho e quem não estava acostumado como Milo, às vezes se assustava um pouco.
- Mask, você está bem? – Milo perguntou olhando-o desconfiado.
Apertando os olhos, o canceriano grunhiu alto encontrando os do namorado. Se fossem outros tempos, ele já teria estourado o rostinho bonito de Milo. Bufou e seguiu até a janela ficando parado ali como se nada sério estivesse sendo conversado tão perto de si.
Afrodite sorriu, preferiu não olhar para o namorado sim para Milo. – Você já tentou flores, bombons e Camyu não aceitou nenhum, então, teremos de usar outra estratégia e você deve fazer... – E sorriu ao perceber que o escorpiano começava a concordar com o que estava lhe propondo.
- No... Io no vou participar disso...
- Amore... – Afrodite levantou-se de onde estava e parou a frente do namorado. Fez beicinho e o mirou com os olhos brilhantes e pedintes. – Vai... Per favore, é por uma boa causa.
- Hmm... – Enzo não sabia dizer não quando seu peixinho fazia aquele biquinho e olhar pedinte. – Está bem, Io ajudo. – Sorriu dando de ombros.
oOoOoOo
A chuva continuou a castigar o Santuário por todo o dia e poucos foram os cavaleiros que se aventuraram a sair de seus templos. Camus acordara com uma tremenda dor de cabeça, tomara duas aspirinas e seguira para o banheiro. Um bom banho gelado seria ótimo para despertar e o deixar mais disposto. Apoiando as duas mãos na parede, baixou a cabeça relembrando tudo o que havia acontecido na noite passada. Mesmo sentindo-se muito mal e com um ciúme que até então nunca imaginou sentir decidiu-se por deixar as coisas como estavam e tocar a vida sem Milo.
"Milo..." – Pensou terminando de tomar o banho. Ele precisava esfriar a cabeça, após enxugar-se e de estar vestido, saiu de seus aposentos parando na entrada de seu templo. Inconscientemente procurou pelo oitavo templo. O céu começava a passar de cinzento para negro e a chuva continuava a cair, fazendo com que o cavaleiro ali parado desejasse que suas tristezas, mágoas e desapontamentos fossem lavados com a água da chuva e levados para longe de si com ela.
Bufando o aquariano voltou para dentro e foi preparar algo pra comer. Horas depois e de barriga cheia, Camus sentou-se confortavelmente em sua biblioteca e se entreteve com a leitura de um livro. Tentou desligar-se de tudo ao seu redor, mas parecia que naquela noite não iria conseguir. Seus pensamentos e seu coração o traíam a todo o momento, fazendo com que ele não conseguisse esquecer o sedutor grego de longos cabelos louros.
Deixando o livro de lado, levantou devagar da poltrona e seguiu pra seu quarto. A cama vazia a sua frente que o fazia ter recordações boas, muitas delas sensuais e eróticas povoassem sua mente. Gemeu baixinho, apagou a luze deitou-se sozinho, como já vinha acontecendo há mais de um mês.
A traição para Camus não era algo fácil de se perdoar... – "Se tivesse ouvido Milo... Mon Dieu, agora é um pouco tarde e..." – Pensou angustiados, os olhos espremidos contendo as lágrimas. – Talvez você já até esteja com outro. – Murmurou sentindo o sentimento de culpa se abater sobre si. Suspirando rolou na cama e abriu os olhos apenas para constatar o que já sabia... – A cama fica enorme sem você, mon scorpion. – Fechou os olhos suspirando e tentou dormir um pouco. No outro dia tentaria fazer tudo diferente, afinal ele não era considerado um dos cavaleiros mais controlados à troco de nada.
oOoOoOo
Um coração apaixonado... Um coração que ama de verdade não pode ser sufocado, ou contido da noite para o dia. Um grande amor nunca morre em poucas semanas ou transforma-se em grande amizade ainda mais quando se é obrigado a conviver com a pessoa amada. Esquecer se torna uma coisa dolorida e difícil.
Camus sofria calado desde a última discussão com Milo. Aos olhos do aquariano o louro parecia estar vivendo muito bem sem ele. Aquilo o deixava doente de raiva e ciúme. Não conseguia entender como o tão ciumento escorpiano o havia esquecido tão rapidamente.
Quando se encontravam pelo Santuário, o que não era difícil de acontecer, Milo mal o cumprimentava e já se afastava. Pensativo, o aquariano começou a achar aquilo muito parecido com suas atitudes e passou a duvidar se realmente o escorpiano havia desistido tão rápido do amor que dizia sentir por ele.
Chateado e omitindo de todos os seus verdadeiros sentimentos, o cavaleiro de gelo se escondia mais uma vez atrás de sua máscara de indiferença, ironia e seriedade. Tinha dias em que ele sentia uma vontade maluca de desafiar Milo, mas deixava essa maluquice de lado, ao lembrar que um dos dois poderia não querer lutar.
Era tarde de sol, muitos cavaleiros se encontravam treinando na arena. Entre eles Camus, que novamente treinava com Hyoga e Milo com Aioria.
O aquariano sentia falta dos treinos com o ex-namorado, mas não iria o procurar não mesmo. Quem aturava seu mal humor repentino era o cavaleiro de Cisne. Tão centrado estava no treino e em conseguir dobrar Hyoga, que mal percebeu que bem próximo a si estavam Milo e Aioria. O primeiro usando uma toga branca tão curta que deixava suas coxas musculosas e bem definidas mais do que deveriam à mostra. Concentrado como estava, precisou conter-se para não esbravejar com quem estava dando um escândalo ali perto e o distraíra. Olhando para os lados, Camus localizou Milo, seus olhos se estreitaram, o coração começou a bater descompassado e o bichinho do ciúme pareceu acordar em seu peito lembrando um dragão adormecido, colocando fogo pelas ventas. Tão nervoso ficou que conteve o golpe lançado por Hyoga com uma única mão. Dando alguns passos em direção ao louro, conseguiu finalmente escutar o que ele e os recém chegados falavam. A ele parecia mais que estavam querendo que todos ali ouvissem a conversa.
- Milo! – Afrodite chamou pela quarta vez e olhou indignado para o namorado que vinha ao seu lado.
Defendendo-se de um golpe do leonino, Milo encarou os amigos que chegavam. – Aioria, me dê uns minutos.
- Até mais se quiser... – O leonino gracejou. – Eu já vou, tenho um compromisso inadiável mais tarde. – Sorrindo foi se retirando.
- Conheço seu compromisso... – Milo gracejou, voltou seus olhos para Afrodite e Enzo. – Poderia parar de gritar tanto meu nome? – Perguntou cruzando os braços e sorrindo matreiro. – Eu sei que sou gostoso e popular. – Sorriu ao perceber os olhos rubros do aquariano sobre si.
- Hahaha... Depois que voltou a ficar sozinho está voltando a pôr as asinhas de fora? – Afrodite perguntou encarando o escorpiano nos olhos. Com um sorriso malicioso nos lábios, aproximou-se felinamente.
- Talvez... – Milo sorriu sedutor.
Enzo parou ao lado dos dois, se não soubesse que aquilo tudo não passava de uma armação a qual estava participando, já teria mandado Milo para o inferno. – Bichinho, você no era assim.
- Talvez... – Milo respondeu com um sorriso devasso. – Talvez eu fosse assim e mudei para agradar quem não merecia. – Olhou firmemente para Camus. A indireta era para ele tinha certeza que o ruivo estava ouvindo tudo, pois não lhe passou despercebido o modo como ele estreitou os olhos. – Mas isso não vem ao caso. – Voltou-se para o casal de amigos. – Ainda está de pé aquele convite feito por vocês? – Perguntou.
- Claro que está! – Afrodite respondeu sorrindo. – Estamos aqui para te buscar... – E mordiscou o lábio inferior em uma provocação muda.
"Por Zeus! Afrodite... Que Enzo não me dê uma passagem de ida sem volta para o inferno!" – Milo pensou voltando a olhar para o ruivo. Este parecia querer fuzilá-lo.
- Vamos bichinho, creio que vá gostar dos planos de mia Flor... – A voz carregada de segundas intenções do italiano fizeram o próprio sueco estremecer. O olhar que este lhe dirigiu instigou mais o moreno alto. - Garanto que no se arrependera. – Enzo deu-lhe uma piscadela maliciosa.
- Se isso é um convite para um 'ménage a trois'... – Riu sabendo que o francês estaria fuzilando de raiva e ciúme. – Estou dentro... – E ao ver o canceriano e o pisciano lhe devolverem o sorriso, afastou-se com eles.
- Não olhe para trás... Não olhe, Milo. – Afrodite instruiu o escorpiano enquanto passava seus braços pela cintura de Enzo e na do louro.
- Isso é uma tortura... – Milo resmungou começando a subir as escadas para o primeiro templo.
- Amore, iscusi... – Afrodite deu um beijo no rosto do amado e em seguida apalpou o bumbum dele e de Milo.
Arregalando os olhos, o escorpiano sentiu-se envergonhado. Olhando para Mask, imaginou que este poderia estar bravo com a atitude de Dite, mas pelo contrario, ele parecia divertir-se muito com aquilo.
Na entrada de seu templo, Mu conversava com Shaka. Estavam pensando se aceitavam o convite de Saga e Kanon pra irem até a boate na noite seguinte, sábado a noite. Espantaram-se ao ver Mask, Dite e Milo abraçados e expressaram a surpresa silenciosamente.
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Ainda na arena, Camus parecia não ouvir mais nada ao seu redor. Estava sendo difícil ver Milo tentando seduzir, ou sendo seduzido por Afrodite e Enzo. – "Non... Até mesmo Mask tem uma queda por mon scorpion?" – Se questionou. Ouviu Hyoga o chamando, mas não deu-lhe muita atenção. – Non diga nada, Hyoga. Pode ir... Aproveite para sair com Andrômeda. – Olhou-o sério.
- Como? – O jovem parecia confuso.
- Non fique assim, há muito já percebi que entre vocês existe algo muito além da amizade. – Sorriu discretamente.
- Até amanhã, mestre Camus. – Despediu-se Hyoga sem entender muito bem as coisas e afastou-se.
Camus apenas moveu a cabeça e finalmente voltou seus olhos para as escadarias a tempo de ver o que Afrodite fazia. Grunhiu enciumado, fechou os punhos e saiu apressado. Seu cosmo se elevando perigosamente.
Ao sentir a instabilidade no cosmo de quem estava se aproximando Mu olhou parecendo surpreso na direção de Shaka e comentou. – As coisas não vão bem para Camus. – Assim que terminou de falar, viu o ruivo no começo das escadarias subindo rapidamente.
- Creio que teremos de detê-lo antes que uma disputa ou mesmo uma possível luta de mil dias aconteça. – Shaka comentou permanecendo de olhos fechados.
- Mu.. Peço permissão para passar por seu templo. – Camus solicitou ao se aproximar. Seu cosmo continuava instável.
- Desse jeito não irá passar. – Mu informou calmamente. Parado à frente do cavaleiro, cruzou os braços diante do corpo.
- Já passei uma vez por você antes... Non me faça agir da mesma forma. – Camus rilhou os dentes. O ciúme o corroendo por dentro fazendo com que não medisse suas palavras.
- Desta vez você está sozinho, Camus de Aquário e, Mu não está não. – Shaka parou ao lado do ariano. Seu cosmo poderoso começando a se elevar.
- Cavaleiros, isso não é necessário. – Mu se adiantou. – Camus, não vale a pena... Deixe-o... A não ser que esteja arrependido do que fez.
Camus fuzilou os dois com os olhos. Sabia que sozinho não conseguiria passar por Mu e Shaka. – Non é nada do que estão pensando.
- Mesmo? – Shaka voltou a falar. Sua voz calma e carrega de ironia calando fundo. – Pois não parece, Camus. E não negue novamente pois já se tornou evidente que você ainda o ama.
- Venha... – Mu fez sinal para que o aquariano se aproximasse. – Vamos entrar, creio que esse assunto não deve ser discutido aqui onde todos podem ouvir. – Observou Camus, o jeito carrancudo do cavaleiro era de matar. – Não adianta me olhar assim, Camus. Você só passará por meu templo quando estiver mais calmo. – Ali estava a teimosia ariana... Teimosia que talvez conseguisse abrir os olhos daquele francês.
Assim que entraram na sala bem arrumada do templo de Áries, Shaka insistiu para que Camus tomasse um pouco de chá, mas o temperamento frio e por vezes fechado do ruivo fizeram com que o virginiano não fizesse mais rodeios e fosse direto ao ponto.
- Que belo papel Cavaleiro de Aquário. Primeiro abandona aquele que ama e agora quer agir como um tresloucado ciumento. Onde acha que vai chegar com esse tipo de atitude?
Se o aquariano pensou em responder seu raciocínio e sua língua por diversas vezes ferina, não conseguiram ser mais rápidas que a de Mu.
- Na cama de Milo creio que não irá conseguir! No coração dele você já está, mas pelo que parece está se esforçando para sair.
Pensativo Camus encarou os dois cavaleiros, tão opostos quanto Milo e ele. Já sabia o que deveria fazer e agradecendo levantou-se de onde fora obrigado a sentar, todavia estacou no mesmo lugar com a chegada de outro cavaleiro.
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- Vocês sentiram isso? – Milo perguntou parando de andar entre Gêmeos e Câncer.
- Io no senti nada, bichinho. – Enzo desconversou. Não estava muito a fim de conversa. Queria deixar o escorpiano no templo dele e ficar sozinho com seu sueco até a hora de saírem, mas pelo visto talvez não conseguisse o que queria.
- Sim, Milo. – Afrodite respondeu com um sorriso satisfeito a iluminar seus lábios. – Parece que Camy foi atingido por seu veneno.
- Sim, mas...
- Mais o que? Caspita, Io juro que às vezes no te entendo, bichinho. – Enzo enfrentou-o com o olhar rapidamente e voltou a andar levando Afrodite consigo.
- O amore tem razão, Milo. Se não quer continuar, tente de outra forma, mas talvez tudo o que pelo visto já conseguiu vá por água abaixo...
- Certo, vocês tem razão... Se Camy tem de sofrer um pouco que seja de ciúme. – Milo suspirou voltando a subir as escadas. – Mas talvez seja melhor eu não sair com vocês hoje à noite.
Enzo só faltou soltar fogos ao ouvir, mas o sorriso que tinha nos lábios morreu ao ouvir a voz do namorado.
- Nem pensar! Você vai sair sim, quem sabe você não tenha uma surpresa? – Afrodite sorriu malicioso.
Enzo o encarou surpreso e puxando-o mais para si murmurou em seu ouvido. – O que você aprontou, amore?
- Nada sério... Só tenha paciência e confie em mim. – Afrodite beijou-o levemente e voltou o olhar para Milo. – Vamos Milo, ou quer que o seu aquariano o encontre aqui e entenda que foi enganado.
Despertando da letargia em que se encontrava, afinal desejava voltar a ter Camus, Milo continuou até o templo de Peixes. Era cedo para começarem a se arrumar para a noitada e por isso mesmo o escorpiano não tinha idéia do que fazer para as horas passarem, principalmente estando em um templo que não era o seu.
- O que vamos fazer para passarmos a hora? – Milo perguntou aos dois.
- Io tinha ótimas idéias para passar o tempo com mia Flor, mas com você aqui... – Enzo deixou o comentário no ar.
- Amore, temos muito tempo para isso. – Afrodite sorriu malicioso. – Podemos passar o tempo com seu brinquedinho. – Sorriu enigmático.
Enzo observou os dois com os olhos brilhantes e meio espremidos, nos lábios um leve sorriso sacana. – Vamos, mia Flor, vai ser divertido. – Gargalhou deixando o escorpiano cada vez mais curioso.
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Não fora fácil a conversa com o ariano e o virginiano. Camus não compreendia como aqueles dois conseguiam entender seus mais secretos e profundos sentimentos. Entretanto ele saíra consciente de uma coisa, depois daquela longa conversa... Não importava o tempo que fosse necessário, iria estar novamente com Milo.
No final da conversa os três foram interrompidos pela chegada de Aldebaran. O taurino os avisara que Saga e Kanon se equivocaram e que a atração extra – Uma nova banda que tocaria na boate – seria naquela noite. Como o aquariano evitava sair com os gêmeos, já estava quase voltando para seu templo quando ouviu seu nome.
- Camus... Vamos juntos! – Era Mu quem convidava. O ruivo já começava a ensaiar a resposta quando a voz possante de Deba voltou a quebrar o silêncio.
- Vamos lá Camus, vamos junto. Você vai ver que o local é legal e te fará bem sair. – A simplicidade do protetor do segundo templo muitas vezes era sua aliada. – Todos nós iremos. Você não ficará sozinho ou deslocado.
Camus olhou para Mu e Shaka, o virginiano se adiantou um pouco e bateu levemente no ombro dele. – Você não tem desculpas, Camus. Se Mu e eu vamos, você pode muito bem ir e caso não esteja aqui às nove da noite, farei com que se recorde como é interessante perder os sentidos um a um.
Camus levantou as duas mãos à frente do corpo.
– Non Shaka, non será necessário... Eu non me esqueci como é. – Baixou os olhos. Ainda sentia-se mal por ter ajudado a tirar a vida do louro quando estava junto a Saga e Shura tentando chegar até Athena. – Se me dão licença... Estarei aqui às nove em ponto.
Assim que ele saiu, Deba não pôde deixar de perguntar. – Vocês acham que ele irá?
- Eu tenho certeza. – Mu respondeu com um sorriso enigmático.
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Ao chegar a seu templo, Camus não conseguia esquecer do que vira e ouvira. Mesmo sabendo que Shaka e Mu tinham razão, era muito difícil para ele não sentir ciúmes ao ver seu querido escorpiano dando bola justamente para Máscara da Morte e Afrodite. Teve ganas de ir até o templo do pisciano e acabar com aquela farra, mas era orgulhoso... Nunca daria satisfações de seus sentimentos para outra pessoa que não fosse Milo. Balançando a cabeça, eu um suspiro dolorido. Em seu peito o coração estava apertado... Parecia bater apenas para mantê-lo vivo e não por um motivo aparente.
Devagar seguiu pra o segundo andar de seu templo e jogou-se na sua cama. Teria tempo para tomar banho e trocar-se para o compromisso noturno. Ficou quieto de olhos fechados, apenas pensando em tudo que havia feito até aquele momento. O silêncio era um bom remédio para ele e nem uma viva alma naquele momento o poderia atrapalhar. Quando já estava quase passando para um cochilo gostoso, acordou assustado. Vozes chegavam até ele. Virando na cama tentou tapar os ouvidos com o travesseiro para não ouvir nada, mas o som parecia propagar e reverberar em sua cabeça. Resmungando, levantou-se e seguiu para o último aposento voltado para o templo de Peixes. Ali era possível distinguir perfeitamente as vozes de Mask e Dite.
"Escandalosos! Precisam anunciar para todos que estão fazendo sexo? Mon Dieu e pelo visto é sexo animal..." – Camus pensou revirando os olhos. – "Non bater mais? Continuar?" – Se perguntava ele arregalando os olhos. – Onde será que eles pensam que estão? – Murmurou para si mesmo olhando para o templo acima. Seu coração falhou uma batida ao reconhecer a voz de seu amado escorpiano. Em sua cabeça cenas nada agradáveis começaram a se formar, sentia ganas de ir até o templo vizinho e acabar com aquela pouca-vergonha, mas não iria dar esse gostinho para o escorpiano. Se era daquele jeito que ele se dizia o amar, só poderia ter acreditado em uma mentira.
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Confortavelmente instalado no sofá da ampla sala decorada com lindas rosas vermelhas, Milo ria divertido ao ver Enzo e Dite sentados no tapete alto e felpudo em frente a TV de última geração. Um pequeno aparelho preto com consoles lhe chamou atenção e com um sorriso debochado alfinetou o canceriano.
- Mask, não sabia que seu passatempo predileto era jogar vídeo game de última geração com Afrodite. – Fez um muxoxo. – Imaginei coisas melhores.
- Hmm... Cala boca bichinho... Io no te devo satisfação de nada, você deveria é ficar bem quietinho ai, pois estamos te ajudando, tá bem? – Enzo o fuzilou com os olhos enquanto Dite ligava tudo e colocava um dos famosos jogos de capa e espada. – Hmm... Amore, mio jogo favorito. Está preparado para render-se como da última vez.
Rindo ao iniciar o jogo sem avisar Dite nem olhou para ele. – Amore, nunquinha!
O jogo começou e como sempre no calor da brincadeira, ambos começaram a falar muito mais alto do que o necessário. As vozes reverberando para o templo vizinho.
- Vai Enzo... Não vai me decepcionar agora!
- Nunca amore! Io no vou te decepcionar... Vai... Isso... Assim... Tome espada mia Flor.
- Cuidado ! Ai! – Gritou Afrodite. – Pare de rir Milo, logo será sua vez! – A voz afetada e chorosa tentando soar mais alta que as gargalhadas de Milo.
- Vai você gosta disso! – Milo respondeu contendo o riso, mas ainda falando mais baixo.
Quando Afrodite pensou que iria ganhar a partida, seu personagem no jogo foi morto.
- Amore, quero revanche!
Enzo apenas sorria com cara de satisfação. – Sem revanches! O próximo... Podem fazer fila! – Anunciou alto, como é costume de todos os italianos falarem... Bem alto.
Milo levantou-se do sofá e com delicadeza bateu no ombro do pisciano.
- Sai daí Dite... Agora esse carcamano é meu! – Sorriu debochado, a voz mais alta para se fazer ouvir e conseguir alfinetar o ego do canceriano.
- Venha bichinho, tem muita espada para você aqui! – Grunhiu Enzo para depois rir ao ver os olhos azuis tão arregalados do escorpiano. – Você vai gostar, Io garanto.
Espremendo os olhos o louro pegou o controle das mãos de Dite e se ajeitou melhor no chão ao lado do canceriano.
– Pode começar, carcamano. Eu agüento com você e com o Dite junto. – Sorriu malicioso e encarou o pisciano. – Nem vem Dite. Não adianta ficar com ciúme! – Completou ao ver o bico que o amigo fazia. Começou a jogar não prestando atenção ao que o dono da casa lhe retrucava.
- Bichinho... Assim no vale... Io sou o melhor, veja minha espada! Tome... Sinta o gostinho dela!
- Nem pensar Mask, essa espada não vai me abater! – Milo movia os dedos rapidamente apertando os botões do controle para conseguir fazer seu personagem no jogo safar-se do golpe.
- Se você apertar os dois juntos vai conseguir um maior desempenho, meu amor! – Dite sorriu divertido.
- Nem vem... Não se mete agora Dite que é entre eu e ele. – Milo grunhiu apertando os olhos. Em fração de segundos acabou sendo derrotado. – Aah! Não... Pára! Pára Mask!
- Hmm... Bichinho, pode dizer... Eu sou o bom! O gostoso! O fodão! – Riu divertido sendo acompanhado depois pelo próprio perdedor e por Afrodite.
Depois de mais algumas partidas, ao checar as horas o dono do templo fez com todos subissem para o segundo andar, onde Milo tomou banho no quarto de hóspedes enquanto Mask e Afrodite se banhavam no quarto principal. Ao terminar, saiu com a toalha enrolada na cintura e quase gritou por Afrodite ao ver a roupa que o pisciano queria que ele colocasse. Pensativo, colocou rapidamente as mesmas roupas, deixou um bilhete para os amigos avisando onde estaria, que esperaria por eles em seu templo e seguiu a velocidade da luz, tendo o devido cuidado de ocultar seu cosmo ao passar pelo templo do aquariano. Ele queria causar impacto e com aquela roupa que Dite havia escolhido, não iria chamar a atenção que queria... Ta bem, até iria, mas não da forma que ele queria. Fez uma bagunça enorme para encontrar o que queria e quando achou, sorriu satisfeito.
- Perfeito... Se aquele Cubo de Gelo for, vai ter uma grande surpresa! – Sorriu matreiro.
Quando já estava terminando de se arrumar, ouviu a voz de Dite e Mask no térreo e foi encontrar-se com eles apressado. Assim que chegou na sala percebeu os olhares de Dite sobre si.
- Por que não colocou o que eu escolhi para você vestir, Milo? – Perguntou não entendo por que o amigo havia se vestido daquele jeito tão sem graça.
- Dite... Eu quero apenas marcar presença!
- Com certeza vai marcar mesmo... – Enzo riu divertido. – Andiamo ou vamos chegar atrasados.
- Um pouquinho não faz mal amore! – Dite abraçou o namorado e começou a andar devagar.
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Camus não acreditava que estava ouvindo tudo aquilo. Estava sendo uma tortura... O ciúme o corroendo, pensou até em não ir mais a boate com os amigos, mas após meditar um pouco, achou que estava na hora de dar o troco em Milo.
"Se ele quer brincar de 'foda' a três que me aguarde!" – Pensou o aquariano ao tomar banho. As idéias ziguezagueando em sua mente. Quando reapareceu em seu quarto apenas com a toalha enrolada na cintura e os longos cabelos ruivos molhados, seguiu para seu guarda-roupa e começou com calma a procurar por certa roupa que ainda não tinha sido usada.
– Parfait! (Perfeito) – Murmurou. Os olhos rubros brilhantes e um sorriso malicioso nos lábios.
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Às quinze para as nove da noite Afrodite, Enzo e Milo já se encontravam no templo de gêmeos. Lá também estavam Aioros, Shura, Aioria e Marin além é claro dos gêmeos. Depois de algumas conversinhas já estavam saindo. Ao passarem por Áries combinaram de se encontrarem na boate com o resto do pessoal
Poucos minutos depois, Camus surgia impecavelmente vestido. A roupa realçando seus cabelos e a pele clara.
- Camus... Onde pensa que vai vestido assim? – Shaka abriu levemente os olhos.
O ruivo deixou que um leve sorriso de canto surgisse em seus lábios. Deu de ombros e não respondeu ao amigo. Se Shaka havia reagido daquele jeito, talvez Milo também tivesse a mesma reação.
- Que pontualidade, Camus! – Gracejou Deba checando o relógio, o ruivo apenas o encarou sério.
- Acho que podemos ir então. – Shaka se adiantou refeito da surpresa em ver o todo certinho aquariano com roupas nada convencionais ao estilo de ser dele.
Camus arqueou a sobrancelha. Estava curioso. – Mas e os outros, ou somos só nós?
- Já foram. – Mu respondeu ao pegar a chave de seu carro. – Combinamos de nos encontrar lá. – E educadamente foi saindo de seu templo seguido pelos demais até onde os carros estavam.
Próximo ao carro de Mu, o aquariano parou ao lado do carro que lhe pertencia e abriu a porta.
– Vem comigo Deba... Acho melhor deixarmos o casalzinho sozinho no caso deles desejarem encurtar a noite. – Permitiu um leve sorriso surgisse no canto dos lábios.
- Pensou bem, Camus. – Deba gargalhou divertido ao receber um olhar reprovador de Mu. – Nos encontramos na boate.
Assim que estacionou seu carro em um estacionamento particular, Camus só conseguiu localizar os carros de Saga, Shura e de Mask. Contendo seu desapontamento, recebeu um tapa nas costas que se não fosse um dourado teria sido lançado longe.
- Não se preocupe, todos vieram. – Deba sorriu ao encará-lo.
Camus piscou sem entender como Deba fazia idéia de quem ele procurava, mas bem era natural... Seguiu atrás do amigo e entrou na boate depois de enfrentar uma pequena fila.
Continua...
N.A.:
Olá para todos... Sei eu demorei horrores, mas é isso que dá eu querer abraçar o mundo e não ter inspiração. Gomen...
Gostaria de agradecer a minha amiga querida Athenas de Áries que betou esse capítulo para mim. AA dolotu, moça. Beijo no core!
Queria agradecer também a todas as pessoas que leram a fic e não deixaram review, muito obrigado. Também as amigas e pessoas que me deixaram review. Minha imouto Renard (Teffynha, minha eterna irmãzinha), Athenas de Áries (quem atura minhas neuras durante o dia e me ajuda dando dicas), a Grazi, a minha irmã Tay (pessoa que me atura com meus rompantes de rebeldia e mal humor), Paola Scorpio, Dragonesa (Deed tu sabe que doru tu pra caramba), Lhu (pessoa amada que foi quem me ajudou a criar tudo isso. Peste volta pra nós logo!), Ana (Aninha, a amore... Mora no meu coração! Amodorooo ocê fofa!), Danizoll, Panpan (Esta Mokona aqui te amodora muito!), Ivana das Brumas, Princess Andrômeda, Yuki Tinúviel (Minha estimada amiguinha e vizinha de city!), Naya Yukida, krol-yoru, Leo no Nina e Lyta Moonshadow.
Ufaaa... Consegui... Não esqueci ninguém...? Que bom! Espero que gostem desse novo capítulo e sem esquecer, o botãozinho charmoso ali embaixo não morde e nem arranca pedaço. Façam essa maluca feliz, deixem review.
Beijos
Theka Tsukishiro
