Disclaimer : Naruto não me pertence, pertence ao Kishimoto-sensei. Deixa eu não ligo. Quem sempre eu quis mesmo, foi o Kakashi-sensei :D

Hi mina-san !! nossa estou muito contente, mesmo sendo um prologo pequenino, eu recebi na minha opinião bastante reviwes. XD ta todo mundo curioso pra saber o que o Neji fazia no quarto da Hinata-chan né? Bem então não vamos ficar esperando ! Vamos a fic ! :D

N/A : Dedico, esse capitulo, com todo meu carinho a Tilim, essa incrivel escritora, que me alegrou na nossa primeira conversa ! E me deu uma grande honra! Obrigada de verdade ! Espero que você goste ! Pra você, com todo meu carinho! :D

Boa leitura!

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Eu não acredito porque não posso ver...

Penso que você veio a mim durante a noite.

Quando a aurora parecia pra sempre perdida ...

( trecho da música, Dante's Prayer, Loreena Mckennitt)

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Os olhos de Hinata se arregalaram diante daquelas palavras... Tão profundas tão carregadas de sentimento. O coração da moça batia muito rápido contra suas costelas.

Neji afastou Hinata, segurando-a delicadamente pelos ombros. Os olhos deles refletiam a brilhante luz dourada do abajur, e deixava-os ainda mais misteriosos.

- Sempre que precisar de mim chame por meu nome Hinata-sama, e eu virei ao seu encontro.

A moça não soube o que responder. Ele pareceu não se incomodar com o silencio dela. Afastou lentamente as mãos geladas do ombro de Hinata, então afastou-se lentamente em direção a parte onde havia mais sombra no quarto, e seu corpo desvaneceu fundindo-se com a escuridão.

Hinata não pode deixar de emitir, um pequeno grito abafado de surpresa. As costas deslizaram, pela parede fria. Sentada no chão, Hinata sentia o corpo inteiro tremer, a boca estava seca, e ela não conseguia pensar com clareza.

Ela não acreditava em fantasmas. Fantasmas não existiam. Tinha tido uma alucinação... Tinha que ter sido uma alucinação... Estava ficando louca, e estava começando a ver coisas. As pessoas ficam loucas... Mas, pessoas normais não desaparecem nas sombras, do nada, de repente, aquilo não era normal...

Ela não conseguia se mexer, o pânico paralisava seu corpo. Não sabia o que fazer.

O que diria as pessoas? Que um estranho invadira seu quarto de madrugada, e depois simplesmente desaparecera como fumaça? Com certeza diriam que ela estava inventado tudo aquilo, ninguém acreditaria nela...

Mas, ela não estava inventado. Ela vira-o, tocara nele. Tinha sido real, tinha sentido aquele toque. O toque gelado das mãos dele contra sua pele... Mas, aquilo não era possível, ia contra a lógica, não era real... Ele não podia ser real... Mas, então como sentira o toque dele. Podia jurar ter sentido a respiração lenta dele contra seu pescoço.

Fechou os olhos com força e tapou os ouvidos, produzindo um silencio ainda maior. Podia ouvir daquele jeito com mais clareza, as batidas rápidas de seu coração.

Não conseguiria adormecer de novo. E se ele voltasse? E se tentasse machuca-la dessa vez?

Mas, ele havia dito que não a machucaria, havia dito que existia para protegê-la... Loucura, tudo aquilo, não passava de loucura.

Contornou os joelhos com os braços, enterrando a cabeça ali, ficaria naquela posição o tempo que fosse necessário. Não iria demorar muito, então o sol despontaria no horizonte iluminando todo o céu, com sua luz. Então ela poderia sair do quarto, e voltar ao mundo normal. Não contaria a ninguém. Não havia acontecido nada. Tinha imaginado tudo aquilo. Ela não acreditava em fantasmas. Fantasmas não existiam...

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Alguém estava batendo na porta com alguma pressa. Ela podia ouvir as batidas ao longe, mas ignorava, estava confortável e quente ali, queria continuar a dormir mais um pouco... Mas, as batidas não cessavam.

Com alguma dificuldade, Hinata abriu os orbes prateados, fechando-os logo em seguida, devido a forte luz, que invadia seu quarto pela janela. Havia amanhecido, e ela tinha cochilado sentada no chão devido ao cansaço.

Ergueu-se com alguma dificuldade, sentindo o corpo inteiro protestar, devido a permanência durante muito tempo, numa posição desconfortável. Contornou a própria cama, adorando ver o sol entrar pela janela e iluminar todos os cantos daquele cômodo.

Abriu a porta esfregando um dos olhos, para espantar o sono.

- Bom-dia, Hinata-sama – disse de forma eficiente, uma das varias empregadas da mansão Hyuuga – tenho um recado de seu pai. A senhorita não precisara ir a escola hoje.

- Por quê? – perguntou a moça achando aquilo muito estranho o pai não gostava que ela faltasse à escola.

- Lamento informar Hinata-sama, mas, sua avó faleceu durante essa noite.

Hinata arregalou os olhos, e levou instintivamente a mão à boca. Como era estranho, receber aquela noticia.

Nunca tinha sido próxima de sua avó, mas ela fazia parte da família. Ela era mãe de seu pai. E as duas haviam conversado no dia anterior. Como era estranho pensar, que nunca mais poderia vê-la, ou mesmo ouvir sua voz, ou ver seus olhos. Não sentia tristeza, mas, um pesar muito grande por saber que nunca mais poderia descobrir quem de verdade tinha sido aquela mulher, que fora sua avó.

- O enterro será essa tarde – anunciou a empregada de forma eficiente.

Hinata concordou com um aceno de cabeça, e fechando a porta mergulhou mais uma vez no silencio do próprio quarto.

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O sol brilhava forte no céu azul, alguns fiapos de nuvens brancas deslizavam naquela imensidão. O silencio no mais tradicional cemitério da cidade de Tókio era total. Quase todo o clã Hyuuga havia comparecido para o enterro, da matriarca daquela família. Apenas os familiares, que moravam mais distantes não haviam comparecido, mesmo assim todos mandaram mensagens de condolências.

Hinata deixou os olhos correrem, pelo grupo ao seu redor. Todos possuíam olhos cor de perola, todos tinham expressões neutras em seus semblantes, todos se vestiam de preto, formando um grupo com toda certeza exótico na opinião de Hinata.

Hyuuga Hiashi estava parado em frente ao caixão da mãe dizendo algumas palavras, todos pareciam prestar atenção. Hinata observou o rosto do pai, serio calmo, sem nenhuma expressão de dor ou tristeza. Não parecia que ele havia perdido alguém que amava.

A moça desviou mais uma vez os olhos pelo local, a grama verde esmeralda e bem tratada parecia um tapete, anjos com longas asas feito de pedra, mulheres com vestes antigas, nomes de famílias importantes gravados no mais reluzente mármore, o cheiro de incenso e vela que era trazido pela fraca brisa da tarde enchia o lugar. Quando era pequena lembrou-se Hinata tinha medo de cemitérios, assim como de monstros no armário, bruxas, fantasmas e qualquer coisa que envolvesse o sobrenatural. Mais de uma vez acordara no meio da noite com medo de alguma coisa, e correra para se esconder debaixo das cobertas abraçada com a mãe. Mesmo o pai não gostando, e mandando-a de volta para seu quarto a mãe sempre a acolhia num abraço apertado, que conseguia afastar todos os medos. A mãe sempre tinha feito os medos de Hinata sumirem com um simples toque.

Então de repente a mãe morrera. Uma doença que progredira rapidamente levou-a embora. A partir daquele momento todos os medos de Hinata também se foram, ela percebeu que na realidade não havia espaço para fantasias, muito menos para medos infundados. Desde a morte da mãe, Hinata não tinha mais medo de cemitérios.

A moça de orbes prateados desviou seu olhar, do caixão que descia lentamente para a cova, a madeira brilhante do mogno reluzia sobre a luz do sol.

Não havia quase ninguém no cemitério, notou ela. Era um dia normal na semana, a vida iria continuar exatamente do mesmo modo... Viu a maioria dos familiares, se cumprimentaram, não havia uma lagrima, ou uma expressão sofrida. Apenas o mesmo semblante sério, e sem nenhuma alteração. Triste ali pensou a moça consigo mesmo, não era o fato da avó ter morrido, mas sim o fato de que ali provavelmente ninguém iria sentir sua falta...

"Ele virá até você... Logo depois de minha morte... O guardião...". A frase da avó não lhe saia da mente. As palavras ressoavam num eco sem fim , se repetindo, se repetindo... O que avó queria lhe dizer com aquilo? Hinata nunca mais iria saber...

Um vento mais forte percorreu o lugar levantando algumas folhas soltas pela grama, o vestido negro de Hinata balançou junto com a brisa, os longos cabelos tambem negros, entraram na frente de seu rosto turvando-lhe a visão durante alguns segundos, num gesto displicente a moça jogou o cabelo para trás.

Ele estava parado atrás de uma arvore, Hinata pode vê-lo nitidamente. Vestia o mesmo quimono preto, e mesmo com aquela distancia a pele absurdamente pálida refulgia a luz do sol. Os cabelos morenos balançavam junto com o quimono negro ao sabor da brisa. Ninguém parecia vê-lo, ou se importar com sua figura.

O coração de Hinata cavalgava dentro do seu peito. Ela não podia estar imaginando aquilo, ela estava sob o sol, tinham pessoas ao redor, ela não estava mais sozinha num quarto escuro, não podia estar vendo coisas em plena luz do dia. As pernas da moça começavam a fraquejar, a boca ficou novamente seca, os sons ficaram indistintos. Hinata apoiou-se no tronco de uma arvore para não cair no chão. Estavam longe um do outro, mesmo assim ela podia sentir o olhar de Neji sobre si mesma. Era como se ele quase pudesse tocá-la somente com o olhar.

"Ele virá até você... Logo depois de minha morte...".

As palavras da avó ecoavam em sua mente ainda mais forte, Hinata sentia-se como se tivesse mergulhado num mundo paralelo, repleto de loucuras e coisas impossíveis. Tentava desesperadamente se apegar a realidade, mas não estava conseguindo...

"Seria ele"? Perguntou a moça a si mesma em pensamentos. Era dele que a vovó estava falando? Ele é o guardião? Neji é o guardião...?"

- Hinata-sama –a voz de Neji calma e um tanto quanto melancolia, invadiu sua mente, numa clareza absurda – eu sou o Guardião do Clã Hyuuga, e existo para servi-la.

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Na volta para a mansão Hyuuga, Hinata permaneceu calada, não conseguiu se concentrar na conversa de Hanabi com seu pai. Quando a irmã caçula perguntou-lhe se estava tudo bem a única reação de Hinata foi balançar a cabeça num gesto afirmativo.

Nada estava bem, mesmo assim ela não podia contar isso para o pai ou até mesmo para a irmã. Estava ficando louca, sem sombra de duvidas. Apenas pessoas loucas viam pessoas desaparecerem do nada, e ouviam vozes. Não era algo normal.

O sol logo começaria a descer no horizonte, o amarelo fulgurante começava a dar espaço ao laranja do por do sol. A brisa havia aumentado balançando a copa das arvores com mias vigor.

Na mansão Hyuuga tudo estava como sempre. O eterno murmurar das fontes que alimentavam os pequenos lagos onde as carpas nadavam tranquilamente. O silencio imperioso. A casa sempre arrumada cheirando eternamente a madeira polida.

Hiashi deixou as duas filhas, na porta da mansão e sem dizer mais nada se dirigiu ao seu escritório. Hanabi disse para Hinata que iria sair com algumas amigas da escola, e que não precisavam esperar por ela, para o jantar. Hinata viu a irmã caçula sair pelos portões da mansão sentindo uma pequena pontada de inveja, de não poder fazer como Hanabi e simplesmente escapulir, dali deixando todos os problemas para trás.

A moça de orbes prateados ficou mais uma vez sozinha. Sentia uma leve tontura, que a impedia de pensar com toda clareza. Queria poder simplesmente esquecer tudo o que vira e ouvira nas ultimas horas. Apagar tudo e simplesmente continuar como se nada tivesse acontecido.

Hinata virou no corredor que dava para seu quarto, precisava descansar, talvez dormir um pouco, mas sentia receio de ficar sozinha no quarto. E se delirasse de novo? Não tinha mais certeza de nada.

Abriu a porta constatando que algum empregado havia arrumado seu quarto. A cama estava com lençóis novos e limpos que cheiravam levemente a lavanda, a escrivaninha ao lado da janela tinha sido limpa e o lixo tirado assim como o pó. Tudo ali estava reluzente e brilhante, não parecia o quarto de uma adolescente.

A moça sentou na própria cama sentindo o colchão afundar levemente com seu peso, estirou as costas deitando na horizontal da cama. Como gostaria de ficar naquela posição confortável e esquecer de tudo o que lhe havia acontecido. As costas doíam, assim como os pés, sentia preguiça demais para levantar e trocar o vestido aristocrático preto por algo um pouco mais confortável.

A janela do quarto estava aberta deixando que uma brisa entrasse pelo comodo e brincasse com alguns fios de cabelo que estavam em seu rosto. Não importava o quanto de esforço ela fizesse para ignorar os fatos, não conseguia esquecer, não conseguia esquece-lo...

Abriu os olhos prateados encarando o teto branco acima de sua cabeça. Só de pensar nele seu coração já acelerava dentro do peito. O rosto de Neji estava gravado em suas retinas, e ela podia visualizá-lo como se o próprio estivesse bem diante de si. Ele parecia tão real... Mesmo ela tendo certeza de que não era possível...

"... eu existo para servi-la...". As palavras dele haviam ressoado em sua mente, como se ele soubesse exatamente o que ela estava pensando... Como se ele pudesse ler seus pensamentos.

A moça fechou os olhos, e depositou as mãos muito brancas e delgadas sobre o rosto. Se não estivesse ficando louca, então certamente ficaria se continuasse pensando naquela historia. Ela não acreditava em nada que fosse sobrenatural, tinha de provar a si mesma que aquele rapaz não passava de um fruto de sua imaginação. Já havia lido em algum lugar que o estresse prolongado provocava alucinações nas pessoas. Seria muito mais lógico ela descobrir que estava ficando louca, do que se descobrisse que tinha capacidade de falar com espíritos.

Fechou os olhos com mais força. Ele havia dito que bastava que ela o chamasse então, ele viria. Impossível. Ele não era real. Hinata ia provar isso pra si mesma.

O coração batia mais forte contra seu peito. A respiração estava acelerada, ela não tinha medo, repetiu para si mesma varias vezes. Não iria pronunciar o nome dele em voz, alta. Não teria tanta coragem. Respirou fundo, sentindo os pulmões se encherem de ar, tinha de fazer aquilo.

Não via nada na sua frente, mas podia escutar o menor ruído dentro do próprio quarto. O silencio era cortado apenas por sua respiração acelerada. Concentrou todas as suas forças no que ia fazer. Dentro de sua mente a moça chamou o nome dele.

"Neji"

Nada aconteceu.

Os olhos permaneceram fechados e o coração batendo ainda mais rápido no peito devido à expectativa. Ela não ouvia nada. Não havia ninguém ali apenas ela mesma, deitada na cama.

Sentiu um alivio tremendo invadir-lhe seu corpo. Relaxou sentindo que naquele momento ela poderia gargalhar. Estivera tão tensa por nada.

Continuou com os olhos fechados, poderia tirar um cochilo tranquilamente agora antes do jantar. Não tinha mais medo de ficar sozinha em seu quarto.

Relaxou na cama. Foi em tão que percebeu uma leve mudança.

O colchão ao seu lado havia cedido junto com o peso de algo. O coração de Hinata subiu-lhe a garganta fazendo com que respirar fosse difícil. Mesmo deitada sua cabeça rodou durante alguns segundos.

Abriu os olhos perolados apenas para constatar o que já havia sentido.

Neji estava sentado ao seu lado na cama.

- Hinata-sama – pronunciou o rapaz de forma calma.

A moça retrai-se toda se distanciando dele e encostando as costas na cabeceira da cama. Ele não se moveu. Como no cemitério, usava o mesmo quimono negro aberto na altura do peito. Os olhos grandes e perolados, o cabelo moreno comprido e liso. Tudo nele parecia muito real.

- Me desculpe Hinata-sama, não tenho a intenção de assustá-la.

- Você não é real...

Ele aproximou-se e cobriu a mão dela com a sua. Hinata pode sentir o mesmo toque real. A sensação de sua pele quente contra a pele gélida dele. Aquilo parecia muito real.

- Impossível – murmurou a moça, mais para si mesma do que para Neji.

- Sou tão real Hinata-sama, que posso tocá-la.

Hinata afastou sua mãe da de Neji. Não sabia mais o que pensar.

- Mas... Mas... Você não é humano... – disse Hinata para o rapaz a sua frente – Você desapareceu no ar dentro do meu quarto.

Os olhos de Neji tornaram-se opacos, e menos brilhantes.

- Eu já fui humano. Há muito tempo.

A resposta fez o coração de Hinata gelar, era como se um gelo tivesse escorrido por dentro de seu corpo e se alojado em cima do seu estomago.

- Quem é você? – perguntou a moça, ela necessitava saber a verdade, por mais irreal que ela fosse.

- Um espírito, humano preso num corpo imortal.

- Você está morto?

Neji balançou a cabeça levemente. Os cabelos cor de chocolates ondularam com o movimento.

- Nem morto, nem vivo. Eu apenas existo.

A resposta fez Hinata levar uma das mãos a boca. Não podia acreditar naquilo.

Vendo a reação de incredulidade da moça. Neji segurou uma das mãos dela e apertou de encontro ao próprio peito no lugar onde deveria estar seu coração. Deveria haver ali um batimento por menor que fosse. Mas, Hinata não conseguiu sentir nada.

A pele do corpo dele continuava gélida. Não havia o menor sinal de que ali naquele corpo houvesse um coração bombeando sangue. Sem poder conter a incredulidade, Hinata levantou um dos dedos e levou em direção ao pescoço do rapaz. Também não conseguiu sentir nada. Era um corpo sem vida, que se movia.

- Impossível – exclamou a moça afastando a mão do corpo gélido de Neji – eu não acredito nessas coisas.

- Só porque não acredita, não significa que elas não existam – foi à resposta do rapaz.

Sem saber, como responder aquilo, Hinata mudou a pergunta.

- É você, você é O Guardião do qual minha avó tinha falado?

Ele confirmou com um aceno de cabeça.

- Então ela sabia da sua existência?

- Sim. Eu servi sua avó até o ultimo dia de sua vida. Agora meu dever é servir a próxima primogênita Hyuuga. Você Hinata-sama.

- Mas, você disse que era o guardião de todo o clã Hyuuga.

- Eu só obedeço às ordens da primogênita Hyuuga.

Hinata pensou durante algum tempo. Aquilo fazia sentido. Sua avó tinha sido a primogênita de três irmãs, depois tivera um filho que era seu pai...

- Está errado, eu não sou a primogênita. O primogênito é meu pai.

Mais uma vez Neji balançou a cabeça numa negativa.

- Eu só obedeço às primogênitas que forem mulheres.

Fazia sentido. Sua avó não tivera filhas mulheres, apenas um único filho homem, e Hinata por sua vez era a primogênita de Hiashi, por isso ela e não Hanabi.

- Por que só obedecer às primogênitas mulheres? Por que você foi transformado num guardião? Quem fez isso com você.

Os olhos de Neji tornaram-se distantes, como se ele pudesse enxergar algo que ela não podia.

- Tornar-me guardião do clã Hyuuga foi meu destino.

- Não me parece um destino justo.

- Não se pode ir contra o destino Hinata-sama.

A conversa de ambos foi interrompida. Hyuuga Hiashi abrira a porta do quarto de Hinata, encontrando-a sentada na cama conversando com Neji. Os olhos do patriarca se arregalaram de forma abruta, a face contraiu-se num esgar de fúria, os olhos prateados brilharam perigosamente.

- Pai – murmurou a garota surpresa.

Ela não podia estar se enganando. O pai encarava fixamente Neji. Aquilo, não era uma alucinação, duas pessoas não podiam ter a mesma visão.

- Hinata – sibilou o pai trancando a porta do quarto da garota atrás de si – responda-me, o que esse demônio está fazendo no seu quarto?

A moça de orbes prateadas olhou na direção de Neji, ela podia jurar que os olhos do rapaz, estavam arregalados e mais brilhantes do que nunca.

- Pai... Eu... – gaguejou a moça inutilmente tentando se explicar.

- Ele é um demônio Hinata, pensei que tivesse desaparecido com a morte de minha mãe. Ela sempre o protegeu... Esse condenado, o demônio que assombra nossa família. Livre-se dele Hinata, eu não o quero sobre o teto da minha casa.

- Pai, eu não sei de nada disso. Demônio? Eu não acho que Neji seja um demônio.

- Você, não sabe do que essa criatura é capaz de fazer Hinata, ele destrói a vida de todos aqueles a quem jura proteger... É uma maldição, nosso clã, é amaldiçoado por esse demônio. Ele é maligno Hinata, não acredite em nada do que ele diz.

A moça olhou, para o rapaz sentado ao seu lado. Os olhos haviam perdido o brilho de surpresa, e encaravam placidamente o rosto contraído de raiva de Hyuuga Hiashi.

- Você deveria saber que o Guardião, O Amaldiçoado com o Selo, não pode ser destruído, muito menos controlado por aqueles que não, são os primogênitos – disse Neji encarando o rosto de Hiashi.

- Você foi um erro – respondeu Hiashi – um erro cometido, por meus antepassados, e um dia verei minha família longe da sua sombra. Não posso fazer com que fique longe da minha filha, mas, não permitirei que a destrua assim como fez com minha mãe,e com tantas outras antes dela...

- Eu existo para proteger Hinata-sama.

Hiashi pareceu ignorar aquela frase, abriu a porta e se virou em direção a filha antes de sair do quarto.

- Eu não quero ver esse demônio, andando pela nossa, casa, mantenha-o longe da nossa família, Hinata.

Sem saber o que dizer, a moça foi deixada mais uma vez a só com Neji.

Ela não estava ficando louca, e nem mesmo tendo alucinações, Neji era real, um espírito aprisionado num corpo, imortal que servia a família Hyuuga, e ao seu primogênito.

Era impossível, improvável, mesmo assim era real. Ele existia, podia tocá-la, olhar profundamente em seus olhos, e fazer seu coração disparar.

Ele havia colocado todas suas certezas, por terra. Ela não acreditava em fantasmas, não acreditava no sobrenatural, mesmo assim ele estava ali provando, que tudo em que ela havia acreditado estava errado. Neji havia mudado seu mundo drasticamente.

- Não se preocupe Hinata-sama – falou o rapaz cortando o silencio entre os dois – eu sempre estarei aqui para protegê-la, de qualquer pessoa, e de qualquer coisa.

Continua...

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Aí esta mina-san, mais um capitulo feito com todo carinho e atualizado rapidinho, por causa das reviews maravilhosas que recebi. Nem tenho como agradecer, pra falar a verdade sinceramente não achava que alguem ia se interessar por essa ideia, mas que bom que me enganei !

Espero que tenham gostado desse capitulo, tenham paciencia que com o tempo tudo será esclarecido ! :D

Obrigado mais uma vez a todos que lerem a fic, e mandaram reviews, e tbm obrigado a aqueles que leram a fic, mas não mandaram reviews, se eu escrevo é por vcs ! :D Obrigada pelo apoio! :D

O proximo capitulo vai demora um pokinhu pra sair, mas tenham paciencia !! :D

Respostas das reviews:

zal-chan : oieeeee !! uaaahh obrigada mesmo pelos elogios!! Eu sempre quis escrever uma fic, com o Neji, tenho uma tara por ele ( mesmo amando o Kakashi acima de tudo XD ). Como pedido cap atualizado rapidinhu ! Espero que tenha gostado ! :D Beijus e jah neh!

taliane : oieeeee !! nussa que bom que achou instigante. Acho que todo mundo é chegado num misterio! :D espero que tenha gostado, desse capitulo. Beijus e jah neh!

Mikain-chan: oieeeeee !! uaaaaaahhh nussa obrigada mesmo pelos elogios!! Fico muito feliz, sabendo que vc amou a fic!! :D Eu simplesmente, não consigo escrever algo sem detalhar!! Uaahh num achei sua review, uma droga não, gostei muito mesmo dela :D Obrigada mesmo por te-la mandando :D. Espero que tenha gostado desse capitulo bejus e jah neh!

Tiah Juh Tereza: oieeeeee!! uaaahhh quantos elogios, assim meu ego vai no espaço!! realmente parar ali naquele momento foi algo estrategico XD. Que bom que gostou tanto da fic a ponto de querer ler mais :D. Tomara que tenha gostado desse capitulo Obrigada mesmo mais uma vez pelos elogios, me deixou muito feliz!! Continue acompanhando a fic! Bejus e jah neh :D

Deby 20: oieeeeeeeee !! uaaaaahhh Deby-chan, eu não mereço ter uma leitora tão maravilhosa como vc assim!! Amo responder suas reviwes, obrigada mesmo por me acompanhar mais nesse projeito maluko! XD. Realmente se eu tivesse o Neji no meu quarto de madrugada... Eu trocava pelo Kakashi, dai sim o negocio ia ficar bom XDDD. Eu tbm amo HInatax Neji, tbm acho que eles ficam muito perfetinhus juntos ( aperta -) Espero que tenha gostado desse capitulo. Beijus e jah neh :D

Uchiha Haito: oieeee !! nussa obrigada mesmo por todos os elogios, eu fiquei MUITO FELIZ, ao saber que leu todas as minhas fics, e virou fã!! Poxa, isso num tem preço :D Obrigada mesmo!! XDDD Adorei suas teorias da conspiração, chegaram perto ! XD Eu só gosto do Sasuke com a Hinata, sou muito mais o Neji, e o Kakashi, supremo acima de tudo! Meu sonho de consumo é uma dia escrever uma fic,Kakashi Hinata -, e eu ainda vou conseguir, (mesmo eles sendo um casal tão desprezados) Enfim espero que tenha gostado desse capitulo, beijus e jah neh! :D

blueberry-chan: oieeeeeee !! uaaaaaahhh não vou te deixar morrendo de curiosidade. Ninguem merece morrer de curiosidade XDD. Espero que tenha gostado desse capitulo, bejus e jah neh! :D

Tilim: Tilim !! Tilim!! A AUTORA SUPREMA ( faz reverencia !! ) uaaaaaaahhh vc sabe que eu postei, esse capitulo, só por sua causa neh!! nossa conversa hj me animo me inspirou!! que bom que vc gostou, desse primeiro capitulo :D sim sim a HInata-chan, ve espiritos, mas o Neji é um espirito muito especial :D XDDDD eu sou sua fã de carterinha, vc merece um fã-clube !! to aqui esperando anciosa sempre suas atualizações. E aquele fic incrivel que eu li hj ser postada !! Obrigada mais uma vez !! bejus no kokoro!! Espero que tenha gostado desse capitulo, bejus e jah neh! :D

Srta. Isabella : oieeeeeee !! uaaaaaaahh quantos elogios, se desmancha que nem maria mole XDDD eu fico muito feliz que vc tenha gostado dessa fic, e de saber que vc acha que eu escrevo bem !! Isso me da vontade de continuar a escrever ainda mais !! espero que tenha gostado desse capitulo, eu acho que quase todo mundo gosta de NejixHina XDD. Continue acompanhando a fic e mais uma vez obrigada por todos os elogios, bejus e jah neh :D

Bem mina-san, é isso ai, arigatou mesmo mais uma vez por todos os elogios que recebi, e pelas reviews, incriveis. O proximo capitulo talvez demore um pokim, ja que agora estou com duas fics em andamento ( momento propaganda ON quem gostar de SasuxHina, pode ler A Casa Sobre a Colina Part1, momento propaganda OFF)

Continuem mandando reviwes, para eu saber oq vcs acharam, a opinião de vcs é essencial!! É rapidim num doi nada, e faz um autora feliz!!

Então até o proximo capitulo. Bejus e jah neh :D