[Supernatural] Acredite

Disclaimer: Jared, Jensen e qualquer outro ator aqui citado não me pertencem. Eles são pessoas reais, e não é minha intenção ofender nenhum deles. Essa história é apenas uma fantasia louca criada por uma autora ainda mais louca que a história. Isso é apenas uma ficção criada de fã para fã e eu não ganho nada escrevendo isso. É uma fanfic Slash, dois homens numa relação amorosa, então, se não gosta, não leia.

Classificação: +18

Gênero: Angst / Drama / Tragédia / Romance / Yaoi / Lemon / UA (Universo Alternativo)

Avisos: Relação homossexual! Drama! Angst! E, dependendo de como você ver, altos níveis de açúcar em algumas cenas! Prosseguir com a leitura, ou não, os riscos são todos de vocês! ;)

Shipper: PadAckles (Jensen Ackles/Jared Padalecki)

Sinopse: Eles se conhecem há anos. Eles eram melhores amigos. Um, tímido e reservado. O outro, sorridente e amigável. Da amizade pode surgir um sentimento mais forte? "Acredite... Eu te amo." (PadAckles, UA)

Beta: Sem beta! Erros todos meus e do Word!

Ok, vocês já devem estar cheios de minhas desculpas, mas é sério quando eu digo que não dava pra ter postado esse capítulo ontem! Pra começar, tive que acordar 05:15 da manhã para ir em um torneio de tênis de mesa em Arujá, e a viagem durou duas horas. Fiquei até uma da tarde, e quando voltei, minha sobrinha linda (que nasceu nessa sexta-feira) estava toda cute num quarto que minha mãe montou pra ela, sou recém-tia pela primeira vez e obviamente fiquei babando nela. Isso, e ainda tem dois fatos: meu pulso torcido (também na sexta-feira), que dói pra c******, e hoje eu fui comprar meu óculos (pra ficar com mais cara de nerd do que eu já tenho –Q) *O* #Ignorem-me

Sem mais delongas, agradeço aos reviews que vocês deixaram, as respostas estarão lá no final ;) Aí vocês me dizem se gostam que eu responda tudo lá, ou se os "logados" vocês preferem que sejam respondidos por MP

Ah, e a propósito, dedico esse capítulo ao lindo maxizeus, por ter criado uma conta no site pra acompanhar (xD), ao fofo A S Muniz, que também não desistiu da minha fanfiction, à Chantall, que foi a dona do meu primeiro review de Acredite no FF (3), à Totosay de Cueca, que está acompanhando duas long's minhas, à Waldorf/Nikki/Alice/Suzy, (mesmo que quem tenha comentado dessa vez tenha sido a Alice, ela pode mandar um beijo às outras por mim ;*) por estar cada vez mais linda, e à Medecris (eu não 'vi' ela nesse fim de semana, mas sei que está por aí ^^). Espero que gostem! \Õ/

Beijos, e até o próximo capítulo! ;*

P.S.: Aos que prestarem atenção, mudei apenas o nome do capítulo. Espero que não se importem ;) a tradução está logo abaixo, junto com o nome da banda de onde eu tirei essa frase. A música é Wicked Game.

Capítulo 2. I never dreamed that I'd lose somebody like you

(Eu nunca sonhei que perderia alguém como você – Stone Sour)

4 anos depois... (Tarde)

Olhou além da janela, tentando – inutilmente – conter as lágrimas teimosas que corriam por seu rosto e embaçavam sua visão. O dia estava tão lindo! Todos os seus amigos – ou pelo menos a maioria deles – deviam estar lá fora, brincando na rua, ou então no parque. Parecia que, naquele dia, estavam todos felizes. Desde as criancinhas até os vizinhos rabugentos, que viviam resmungando sobre qualquer coisa.

Por que ele era o único cujos motivos pra sorrir haviam sido praticamente arrancados? Droga, ele não queria se mudar. Não queria ir embora da cidade. Não queria deixar seus amigos pra trás – nenhum deles.

Então por que seu pai insistia na idéia de mudança? Ele não queria, mas teria que se desapegar das pessoas que – nos últimos 4 anos – haviam sido as pessoas mais importantes pra ele. Teria que se desapegar de todo mundo. De Jake – que, pela primeira vez na vida, não iria se mudar com ele –, de Genevieve, de Tom, de Jensen...

Jensen. Até aquele instante, ele nem havia parado pra pensar no que sua partida significaria para o louro. Qual seria a reação dele, ao saber que Jared teria de ir embora? Seu primeiro e melhor amigo? O garoto que, desde o dia em que se conheceram, havia sempre ficado ao lado dele? Qual seria sua reação? Ele podia até considerar a idéia de o Ackles lhe dar um murro no meio da cara. Ele não se defenderia se o louro o fizesse. Afinal, ele prometera que estaria sempre com ele.

Deus, ele prometera à Jensen que estaria sempre com ele, e agora ia embora? No que estava pensando? Mas ele não tinha nem ao menos escolha – tinha? Jensen entenderia isso, se tentasse lhe explicar?

– Provavelmente não. – murmurou consigo mesmo, soltando um riso um tanto histérico.

Jensen era quase – ou tão – teimoso quanto ele. Jared sabia que o louro não aceitaria a idéia tão fácil assim, porque era o que ele faria se soubesse que qualquer um de seus amigos poderia ir embora. Ele discutiria e se rebelaria até o último momento, até o dia da partida – ele não se importaria com o que aconteceria depois, se importaria apenas em manter os amigos próximos dele. Ao longo dos anos, havia se acostumado com a idéia de Jensen ser muito parecido com ele em alguns aspectos, muito diferente em outros.

E por isso – por conhecê-lo tão bem – sabia que o louro seria bem mais insistente que ele.

- ₪ –-

Caminhou em silêncio pelo parque, à procura do amigo, enquanto pensava na melhor maneira de lhe dar a notícia. Era doloroso ver outras crianças sorrindo e brincando, quando ele mesmo sentia como se algo estivesse rachando dentro dele – não acreditava que realmente teria de deixar tudo aquilo para trás.

– Jay! – ouviu uma voz conhecida chamar. – Aqui, Jay!

Jared virou-se em direção à voz, e seus olhos arderam ao ver Jensen acenando, do outro lado do parque, próximo a um banco. Cada passo que dava em direção ao Ackles doía mais que qualquer outra coisa, e por isso ele correu, desesperado para acabar com aquele sofrimento todo. Não aguentava ver aquele sorriso inocente e ingênuo no rosto de Jensen. Não aguentava saber que quando o sorriso desaparecesse, a culpa seria sua. Não aguentava saber que ele seria aquele que arrancaria a felicidade de Jensen, exatamente como seu pai fizera consigo ao anunciar que iriam se mudar.

Não aguentava saber que seria ele que quebraria a promessa que havia feito ao amigo.

– Jen! – exclamou, angustiado, abraçando o menor com força e encostando o queixo no ombro do mesmo. – Jen. – sussurrou novamente, a voz falhando.

Sem saber o que fazer, Jensen retribuiu o abraço, um tanto confuso.

– Quando você disse pelo telefone que estava saudade de mim, eu não achei que estivesse falando sério, Jay! – murmurou, sem entender por que o moreno o abraçava como se a qualquer instante fosse desaparecer. – Aconteceu alguma coisa?

Jared tentou explicar. Tentou dizer que iria embora – que seria obrigado a isso. Tentou dizer qualquer coisa.

Mas o som simplesmente não saía de sua boca. Não havia nada que ele conseguisse dizer, nada que não fosse o nome daquele que agora estava em seus braços, confuso. Ele não podia. Não podia fazer aquilo com Jensen. Se ele o fizesse, como conseguiria olhar pra si mesmo no reflexo de um espelho, dia após dia, sabendo que teria sido ele que teria visto a alegria desaparecer dos olhos esmeraldinos de Jensen, de seu melhor amigo. Sabendo que seria ele o culpado por aquilo, mesmo que não tivesse escolha.

– Jay? – Jensen continuava com os braços ao redor do amigo, mesmo sem entender. – Jay! – ele o balançou levemente, tentando fazer com que respondesse.

– Eu estava com tanta saudade, Jen! – sussurrou Jared, sem conseguir impedir que os soluços escapassem de seus lábios. – Tanta saudade de você!

Perplexo, Jensen tentava se afastar do maior, enquanto ouvia seus soluços.

– Jay, você andou chorando? – perguntou, sem entender, quando viu os olhos inchados de Jared. – Está tudo bem? – ele segurou a mão do amigo, que ainda soluçava, e o levou até o banco mais próximo, fazendo-o sentar-se. – O que foi, Jay? Aconteceu alguma coisa?

– Eu estava com saudades de você! – respondeu Jared simplesmente, voltando a abraçar o menor, o rosto já banhado em lágrimas. – Tanta saudade, Jen! Você não imagina como é!

"Como é saber que eu vou embora, que eu talvez nunca mais te veja. Saber que eu vou ter que ir e te deixar aqui sozinho, quando prometi que estaria sempre ao seu lado." completou em pensamento.

Jensen não ficaria absolutamente sozinho como estava dizendo, ele sabia. Jensen teria sempre aos seus amigos, os que conquistara depois do louro. Genevieve, Tom, Jake. Sim, ele sabia que, não importando o que acontecesse, se ele pedisse, Jake ficaria ao lado dele, o ajudaria com qualquer coisa. Mas imaginá-lo fazendo isso era outra história. Ele não conseguia imaginar. Por isso tinha tanto medo que Jensen se sentisse sozinho. Ele sabia o quanto o louro – por mais que tentasse parecer forte – era frágil, era ingênuo. Ele sabia o quanto Jensen sofria com a idéia de ser separado de pessoas que considerava importantes pra ele. E sabia que o amigo o considerava importante – e não gostava nem de tentar imaginar os estragos que causaria se o magoasse.

– Shh, tá tudo bem, Jay. – inconscientemente, Jensen acariciou os cabelos do moreno, enquanto tentava acalmá-lo. – Tá tudo bem. Eu to aqui. Estou com você agora, e vou estar sempre, não precisa sentir saudades. – em toda sua ingenuidade, não percebeu que suas palavras estavam apenas agoniando ainda mais Jared.

Ele não gostava de ver o moreno daquele jeito. Não gostava de vê-lo chorando, vê-lo parecer tão... Frágil. Jared era aquele que estava sempre sorridente, sempre com um brilho de felicidade no olhar. Agora, se encarasse o moreno – ele sabia – tudo que encontraria em seus olhos era desespero. E ele não sabia por quê. Queria saber, queria poder tirar todo aquele sofrimento, toda aquela dor do amigo.

Jared, há quatro anos, havia sido aquele que lhe tirara do caminho da dor, aquele que lhe mostrara a luz, que lhe mostrara a felicidade. Ele queria, pelo menos uma vez, poder ajudar o amigo como ele havia lhe ajudado.

– Eu sei, Jen...

Tendo dito a frase, Jared afundou o rosto no peito do amigo, sentindo o suave cheiro adocicado que se desprendia da pele dele e de suas roupas. Não era um aroma que ele pudesse encontrar em qualquer lugar. Ele nunca sentia aquele cheiro quando abraçava ninguém. Só quando abraçava Jensen – e aquilo, de certo modo, lhe acalmava.

Por incontáveis minutos, o Padalecki apenas chorou silenciosamente, continuando abraçado à Jensen, continuando a sentir seu cheiro. Ficou ali com o amigo até que estivesse calmo o suficiente pra dizer qualquer coisa sem começar a soluçar.

– Já está mais calmo? – Jensen perguntou, preocupado, quando ele se afastou.

– Sim, eu... – Jared hesitou. – Obrigado, Jen.

O Ackles lhe encarou por alguns segundos, angustiado, antes de balançar a cabeça, tentando organizar os pensamentos.

– Poderia me explicar o porquê desse ataque repentino de carência por minha pessoa? – apesar de estar realmente preocupado, ele tentou ser um tanto irônico em sua pergunta, o que fez com que um leve sorriso surgisse nos lábios de Jared. Não era o sorriso que ele esperava, de fato, mas era melhor que nada.

– Eu te assustei muito? – indagou Jared, constrangido, enquanto secava os olhos com as costas das mãos.

– Um pouquinho. – ao receber um olhar desconfiado da parte do amigo, Jensen sorriu; aquele seu meio-sorriso torto que tanto encantava Jared. – Tudo bem, você quase me matou do coração. Posso saber por que você estava chorando?

– Eu já disse. – Jared encarou o chão, sentindo um rubor subir por seu rosto. – Eu estava com saudades de você.

– Aham, sei. – Jensen revirou os olhos. – Jay, você nunca chora. Pelo menos, eu nunca te vi chorando. Desde o dia em que te conheci.

– Você não queria nem falar comigo no dia em que eu te conheci. – retrucou Jared, tentando fazer o amigo desistir da conversa. Porém, só serviu para que o mesmo lhe lançasse um olhar magoado. E aquilo doeu no fundo de sua alma.

– Isso foi porque eu estava chorando, seu idiota. Caso não se lembre, eu não tinha amigos naquela época.

Jensen provavelmente não percebeu, mas aquelas palavras foram como um tapa na cara para Jared. Foi como um lembrete que ele apenas estava dando mais esperança para o amigo, quando sabia que praticamente o abandonaria. Quando sabia que ele o despedaçaria por dentro, mesmo que aquilo também o estivesse destruindo. Nas poucas vezes em que brigaram, qual havia sido a frase que Jensen mais lhe dissera?

"Você nunca teve que passar pelas mesmas coisas que eu, você tem pai, você tem mãe. Você não sabe como é se sentir completamente sozinho e destruído, sem ter ao menos um amigo pra quem desabafar, uma pessoa em quem você possa confiar."

Naquele exato momento, Jared se sentia sozinho, e, principalmente, sentia-se destruído. Agora, talvez Jensen não pudesse mais repetir aquelas palavras pra ele. Porque agora ele sabia como doía. Não, ele ainda não passara pelas mesmas coisas que o loiro, mas ele sabia que no momento em que deixasse o amigo pra trás, seria como uma concha vazia. Um grande nada, só um buraco de dor e sofrimento. Ele se afogaria nas próprias mentiras, na própria mágoa – e também na repulsa por si mesmo, por saber que era uma pessoa tão baixa a ponto de fazer alguém como Jensen sofrer ainda mais do que já havia sofrido.

– Desculpe. – murmurou, tentando esconder o duplo sentido da palavra.

"Desculpe por tudo que eu vou te fazer passar, por toda dor que eu sei que irei causar."

– Tudo bem. – Jensen deu de ombros, e sorriu mais uma vez; dessa vez, um sorriso mais carinhoso, como aqueles sorrisos que surgem em nosso rosto quando vemos uma criança sorrindo em nossa direção. – Acho que foi a única decisão da qual eu nunca me arrependi, sabe? Conversar com você naquele dia. Foi a primeira vez que eu me senti realmente bem quando sorria. Antes, eu sorria só pra esconder a dor, porque sei que as pessoas acreditam que está tudo bem quando você diz isso sorrindo. Depois daquele dia, eu comecei a sorrir sem motivo. Eu só me sentia bem, sabe? Eu não sei explicar direito, mas é... Sei lá. Eu só sei que só me sinto assim quando estou perto de você. É como... É como se perto de você, nada mais importasse, sabe? Como se de alguma maneira você me protegesse do resto do mundo.

Jared levantou-se, desconfortável. Não suportaria ouvir mais nada que Jensen dissesse. Não suportaria mais ouvir o quanto era importante para ele. Porque, quando mais importante fosse, mais ele sabia que o magoaria quando partisse.

– O que foi, Jay? – Jensen levantou-se também, confuso. – Eu disse alguma coisa errada?

– Não! – Jared apressou-se a corrigir aquela impressão do amigo. Mais uma vez, a ingenuidade de seu amigo impedia que ele visse a culpa estampada em seu rosto. – Quer dizer... É só... É que eu tenho que voltar para casa... Minha mãe disse pra não demorar...

– Ah... – Jensen encarou o chão, constrangido. – Então você vai voltar pra sua casa agora?

– É... Mais ou menos isso... Então... Uh... Tchau, né?

– Tchau. – Jensen levantou o rosto para o amigo, sorrindo, sem graça. – A gente se vê outro dia, Jay.

– A gente se vê. – concordou o Padalecki, virando-se e suspirando.

Antes que pudesse se conter, virou-se e abraçou Jensen com força, durante poucos segundos, e ao soltá-lo, disparou pelo parque, correndo em direção à sua casa, sem coragem de olhar para trás.

Jensen ficou alguns instantes parado no mesmo lugar, confuso. Então, sorriu consigo mesmo, e murmurou baixinho:

– Você é um maluco, Jay. Completamente doido. Mas isso não muda em nada o fato de você ser meu melhor amigo.

Mais uma vez, seu sorriso mostrava sua inocência perante os fatos que transcorriam ao seu redor.

Pois mal sabia o garoto que não veria Jared por um longo tempo.

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Um dia depois... (Noite)

– Jake, você sabe se onde o Jay foi? – Jensen encarou o amigo louro, confuso. – Ele não atende meus telefonemas, e ninguém atendeu quando eu fui na casa dele... Ele e os pais dele saíram?

Jake o encarou, cético, enquanto colocava as mãos nos bolsos.

Ele bem que estranhara ao receber a ligação do Ackles, perguntando se eles não poderiam caminhar juntos no parque. Inicialmente, sentira raiva ao perceber que nada parecia ter mudado para o outro louro – ele não parecia abatido, nem triste, ou muito menos magoado com o fato de Jared ter se mudado. Agora, andando com ele, e vendo a completa confusão no rosto do garoto ao falar-lhe sobre suas dúvidas, tudo que sentia era cinismo – Jared por acaso não lhe contara que ia embora?

– Jensen – começou ele, parando de andar. Não o chamava de Jen, porque apenas Jared usava esse apelido. Ele e todos os outros o chamavam de Jensen, e apenas Jensen. – O Jay se mudou. Ele não te contou? Ele foi embora ontem à noite.

As palavras foram breves, e, pra ele, sem nenhuma intenção de atingir Jensen. Mas, para o Ackles, foram mais como um murro no meio do estômago – lhe tirou o ar tão rapidamente, que ele pensou que sufocaria.

– O quê?! – exclamou, os olhos verdes arregalados, parando de andar também. – Não! Espera aí! Ele não foi embora! Ontem mesmo ele estava falando comigo! À tarde mesmo ele estava... Ele...

E então, o garoto se calou, percebendo que não havia motivos para que Jake mentisse, e que estava tudo se encaixando.

A crise de choro. O telefonema pedindo para se encontrarem. O abraço, antes de correr em direção à própria casa, como se estivesse fugindo dele. O modo como Jared pareceu ficar desconfortável ao ouvi-lo falar sobre a amizade deles.

– Ele não pode ter ido embora! – gritou, embora soubesse que era mentira, que era apenas um jeito de tentar livrar a si mesmo da dor. As lágrimas vieram aos olhos e escorreram por seu rosto antes que pudesse contê-las.

Jake o encarou, em silêncio, arrependido por ter dito aquilo de modo tão vulgar, como se não fosse nada. Vendo Ackles chorando à sua frente, ele percebia como o garoto parecia estar desmoronando por dentro. Percebeu, então, por que Jared fora embora sem dizer nada ao louro.

Ele estava tentando proteger a si mesmo. Proteger a si mesmo da dor de ser ele a destruir o próprio melhor amigo.

– Jensen, eu... – murmurou, constrangido, encostando a mão no ombro do garoto, mas foi interrompido.

– Me deixa em paz, Jake! – o louro afastou-o com um empurrão, enquanto se virava e corria pelo parque, sem rumo.

Correu o máximo que suas pernas agüentaram, distanciando-se de Jake o máximo que conseguia – e ignorando-o completamente ao ouvi-lo chamar seu nome.

Quando suas forças finalmente foram sugadas, caiu de joelhos, sem conseguir ao menos manter-se em pé.

Ele sabia. Sabia que havia acontecido alguma coisa naquele dia. Sabia que Jared estava chorando não por saudade dele, mas sim por algum outro motivo, alguma coisa que não queria lhe dizer. Por que pra ele tudo tinha de ser difícil? Doloroso? Era o que o louro se perguntava, enquanto afundava a cabeça nas mãos, sem conseguir impedir-se de chorar. Sem conseguir impedir-se de sofrer. Sem conseguir impedir-se de quebrar e destruir-se por dentro, remoendo todas as lembranças ao lado de Jared.

Era como um grande vazio, um grande nada sem sentido. Sem Jared, era como se não houvesse mais nada.

Nunca em toda sua vida, Jensen se sentira tão destruído por dentro.

Respostas às reviews anônimas:

maxizeus: Heeeey, seu lindo! Não acredito que você criou um perfil só pra comentar *-* mano, você é muito fofo! 3 muito obrigado, mesmo! Nhawnt 3

A S Muniz: Hey! xD huashauhsuahsuahs, eu nem demorei tanto assim... #apanha Ok, demorei sim, admito –Q mas prometo que vou fazer de tudo pra não demorar tanto assim e chegar logo no último capítulo que eu tinha postado no Nyah, mais o que eu não cheguei a postar! ;) obrigado pelo review, fofo, beeijos X*

Totosay de Cueca: Sim, as crianças são muito más com o Jen-Boy! (quero só ver você me matando com a serra elétrica em alguns capítulos... #esconde) Huashaushauhsaush, não sei se eu deveria dizer, mas o Jake é gente boa, sim ;) [gente boa até demais, diga-se de passagem -Q] Obrigado pelo review, fofa! Espero que continue acompanhando Beeijos X*

Waldorf's (Alice): Hey, linda! Eu disse que avisaria, não disse? Precisa agradecer, não! ;) Bonito, han? Ficar se entupindo de chocolate... #RUM U_U husahsuahsuahsuahsuahs, não te culpo! Eu me entupia de chocolate quando estava escrevendo os capítulos, principalmente os mais depressivos... Huahsuahsuahs, mania de comer chocolate (e beber água gelada) quando fico nervosa/triste/ansiosa demais com alguma coisa! Embora ultimamente eu tenha feito isso mais raramente do que costumava... Enfim!

Batedeira industrial? O.o deixa ela fazer isso não! Huhsaushaushuahsauhs xD

Sim, o que você falou sobre as personalidades é bem verdade mesmo :) depois, acho que eu acabei distanciando um pouco disso, mas no início minha ideia era apenas fazer eles como dois adolescentes completamente diferentes, que fossem melhores amigos e acabassem descobrindo que se amavam... Mas quando fui escrever saiu isso aí! xD talvez numa outra história, num outro plot... ALICE! PÁRA DE ME DAR IDEIA! HUASHSUAHSUAHSUHASUAHSUH XD

Ixi (olha o spoiler kkkk), esse Jensen ainda tem muuuito chão pra trilhar... Não sei se você concordaria, mas esse problema de quando são apenas crianças, é o menor deles na adolescência... E essas crianças, sim, eu também achei elas muito más ò-ó apesar de tudo, não sei não, viu... Ás vezes é na inocência mesmo :/ já vi muita criança aí falar coisas que magoam as outras crianças, mas nem perceber isso... Na minha escola tem de montes.

Eu não tinha pensado muito nisso sobre o Jake... Será que meu instinto Hunter agiu inconscientemente e eu quis colocar um personagem com complexo Dean de personalidOI?

#Ignore-me kkkkkk

Obrigado pelo review, sua linda! *-* observadora como sempre, não? X3

Beeijos X*

Chantall: Hey, sua linda! :D então, nesse comecinho eles são crianças, mas não vão ficar assim por muito tempo, não... Embora eu pretenda colocar bastante flashbacks no meio da história, para explicar determinadas cenas e/ou situações Espero que tenha gostado desse capítulo, fofa, e muito obrigado pelo review! Beeijos X*