Margarida... Não repare se alguma coisa estiver parecida com alguma fic sua (eu te avisei que algumas ideias minhas bateram com as suas)... A idéia inicial dessa fic é que todos me conheçam melhor... Esse meu jeito louco de ser (eu pretendia fazer uma autobiografia tambem, mas você roubou a idéia... haushauhsuahsu XD)

Espero que gostem desse primeiro capítulo...

LEIAM NOTAS FINAIS (APESAR DE GRANDE, É IMPORTANTE D)


Only a Melody

Capítulo Um

"O Quase Acidente..."

Aioros observava em completo silêncio o sofá vazio de sua casa, antes ocupado por seu irmão mais novo. Aioria ficara sentado ali por três longas horas, sem fazer absolutamente nada, apenas ouvindo seus pensamentos. Suspirou tristemente. Lembrou-se do dia em que eles terminaram, há dois dias atrás. Era uma tarde qualquer, de céu claro e límpido, quando Marin veio visitar Aioria, como de costume. Mas o que eles não sabiam, era que ela viera apenas para terminar o namoro. Aioria ficou arrasado e expulsou Marin de sua casa aos gritos. Mesmo não querendo, ele acabou sendo estúpido com ela, afinal, estava magoado. Um namoro de anos, terminando assim, de repente? Foi um golpe muito duro para Aioria. Assim que ela foi embora, ele caiu em prantos. Nunca vira tanto sofrimento vindo de seu irmão. E nada podia fazer a respeito. Nada. A partir daquele dia, ele já não era mais o mesmo. Fechara-se completamente para o mundo, para os amigos. Vivia nos cantos, com seu silêncio e olhar vazio. Aquilo o preocupava, mas seu irmão não o escutava, por mais que tentasse ajudá-lo, Aioria recusava qualquer tipo de ajuda. Suspirou pesadamente, voltando á realidade. Olhou para o relógio pendurado na parede da sala. Já era dez horas da noite e nada dele aparecer. Aioria não era de chegar tarde em casa sem avisar. Pegou o telefone e discou para o celular de Aioria. Estava desligado. Então, ligou para a única pessoa em quem poderia confiar no momento.

"Shura..." – disse.

"Aioros?" – disse o homem na outra linha.

"Sim... Sou eu".

"O que foi amigo?" – perguntou, preocupado.

"O Aioria... Ele saiu de casa á três horas atrás e até agora não voltou. Você sabe o estado dele e temo que faça algo estúpido!".

"Calma Aioros... Vou para aí e te ajudo a procurá-lo, sim?" – disse Shura tentando acalmar o amigo.

"Obrigado" – disse, desligando logo em seguida.

---xxx---

Gozen neiji, tobidashita

Tobira wo keritobashite

Garasu no kutsu ga warete

Doresu mo yabureta

À meia-noite eu corri

E chutei a porta

Meus sapatos de cristal se quebraram

E meu vestido se rasgou.

A chuva fina batia contra o vidro de seu carro vermelho. Mas quem disse que ela ligava? Um som alto de uma música invadia seus ouvidos e faziam ela se sentir bem. Não sabia o porquê daquela paixão por músicas orientais, mas desde quando ela se importava? Parou no sinal vermelho e olhou o retrovisor do carro. A rua estava completamente deserta. Sorriu. Assim que o sinal ficou verde, pisou no acelerador e saiu a toda velocidade, cantando os pneus do carro. Começou a cantar a música, sem se preocupar em observar direito à rua vazia. Estava apenas se preocupando em seguir a música. Avistou alguém á frente, e soltando um palavrão, pisou com força no freio, derrapando no asfalto molhado.

Nee akirete irun deshou?

Oikakete mo ko nai

Namida ga afurete mou hashire nai wa...

Jierashii kamo...se-tsu-na-i...!!

Você está desapontado, né?

Você não me procurou mais

Minhas lágrimas transbordaram e eu não pude mais correr

Talvez seja ciúmes... É doloroso (cruel)

Assim que o carro parou, saiu desesperada, olhando-o para ver se não o tinha amassado, arranhado ou coisa do gênero. Se algo acontecesse ao carro, sua cabeça ia rolar no chão. Suspirou aliviada, por nada ter acontecido. Olhou para o homem que quase atropelara, com fogo nos olhos, mas ao ver a garrafa de cerveja na mão dele e chegar a conclusão de que ele estava embriagado, acabou por se acalmar.

"Quase que vai mais um..." – passou a mão pelos cabelos úmidos – "Essas coisas só acontecem comigo...".

"Lonely in gorgeous" yeah...

Party night...I'm breaking my heart

Ima sugu mitsukete dakishimete hoshii

Heddoraito ga hikaru

...where are you bad boy?

Ai no sukaafu de namida wo fuite

Nanimo mie nai

Sozinha no deslumbramento

Noite de festa... Eu estou partindo meu coração

Eu quero que você me ache e me abrace apertado.

Os faróis brilham

Onde você está, garoto mau?

Seque minhas lágrimas com o cachecol do amor

Eu não posso ver nada

O farol alto do carro batia no rosto do homem e assim, pode observar sua fisionomia: Alto, com um corpo de academia. Os cabelos castanhos estavam levemente molhados e os olhos verdes se destacavam na bela fisionomia do grego. Suspirou.

"Pena que é um bêbado..." – torceu o nariz.

A chuva engrossou de repente e em segundos os dois estavam completamente encharcados. Ela fechou os olhos, irritada.

"Só para finalizar a minha noite..." – resmungou.

"Marin..." – disse ele, soltando a garrafa de cerveja da mão e esta se espatifando no chão.

Hoshikuzu wo kaki atsume

Anata ni butsuketai

Naze kamau no?

Jibun shika aise nai kuse ni...

Shitsuren kamo... maji nano...?!

Eu quero juntar pó de estrelas

E jogá-lo em você

Por que você está aborrecido?

Você só ama a si mesmo!

Talvez seja um amor perdido... Sério?!

Voltou-se para o homem a sua frente. Do que ele a chamou?? Viu-o caminhar até si rapidamente.

"Marin..." – ao chegar bem perto de si, puxou-a levemente pelo pulso e a envolveu em um abraço carinhoso.

Envolvida naquele perfume masculino e naquele abraço, deixou-se levar e o abraçou também. Quando ele afundou o rosto na curva de seu pescoço, sentiu algo quente em contato com a pele sensível do local. Ele estava... Chorando?? Percebendo que estava a abraçar um completo e lindo estranho, afastou-se delicadamente e olhou-o nos olhos. Sim, ele estava chorando. Passou a mão por seu rosto, delicadamente e com um sorriso doce nos lábios. Mas seu sorriso sumiu de seu rosto rapidamente.

"Desculpe... Mas está me confundindo com alguém" – disse ela.

"Não seja boba Marin... Sou eu, Aioria" – disse ele, tentando se aproximar novamente, mas ela se afastou.

"Olha, Aioria, eu não me chamo Marin. Eu me chamo Samara... Sa-ma-ra" – disse ela, olhando-o. Assustou-se ao ver o rosto pálido dele e seus olhos pesando – "Aioria?" – chamou, mas o corpo dele tombou no chão.

"Lonely in gorgeous" yeah...

Party time... umara nai

Anata ga inai to karappo na sekai

Yume no tsuduki ga mitai

"I miss you bad boy"

Kirameki no naka ni tojikome naide

Kowarete shimau wa

Sozinha no deslumbramento

Hora da festa... Eu não posso esquecê-lo

Quando você não está aqui, o mundo é vazio

Eu quero ver a continuação do meu sonho

Eu sinto sua falta, garoto mau!

Não me tranque nessa prisão de ansiedade!

Eu quebrarei...

Desesperada, correu até ele e ajoelhou-se ao lado do corpo caído. Conseguiu finalmente respirar aliviada, vendo que ele apenas desmaiou. Olhou ao redor. Vazio.

"Onde eu fui me meter!!" – disse ela.

Levantou-se, retirou as sandálias de salto e jogou-as dentro do carro. Jogou todas as tranqueiras que tinha no bando traseiro no chão e voltou sua atenção para Aioria. Passou o braço em volta do corpo dele e com extrema dificuldade, colocou-o deitado em seu carro. Assim que o fez, procurou em suas roupas identidade, celular ou o que quer que fosse que tivesse o telefone de sua casa. Ou melhor, um endereço.

"Lonely in gorgeous"

I'm breaking my heart

Where are you bad boy?

"Lonely in party night"

"Lonely in gorgeous"

I'm breaking my heart

I miss you bad boy

"Lonely in party time"

Sozinha no deslumbramento

Eu estou partindo meu coração

Onde você está, garoto mau?

Sozinha na noite de festa

Sozinha no deslumbramento

Eu estou partindo meu coração

Eu sinto sua falta, garoto mau!

Conseguiu achar a identidade dele, cartão de crédito, celular...

"Nossa... Ele anda com muito dinheiro!!" – começou a fala sozinha – "Se eu fosse assaltante, teria ganhado o meu dia" – disse, olhando ao redor – "E se me vissem revistando ele, iam achar que sou uma psicótica pervertida!".

Achou o celular dele e na agenda, procurou telefones. Sorriu ao achar o de um tal de Aioros Priamos.

"Bom... Se o nome dele é Aioria e esse é Aioros, e como os nomes são quase idênticos, acho que são irmãos" – discou o número.

"lonely in gorgeous" yeah...

Party night... warae nai

Nanimo ira nai tada soba ni ite

"lonely in gorgeous" yeah...

Party night...

I'm breaking my heart

Anata ga nokoshita kirameki no hako no naka de

Kodoku wo daite ugoke nai

Nanimo ira nai no tada soba ni ite

Kizamazuite watashi wo mite

Ai wo chikatte

Sozinha na hora da festa

Sozinha no deslumbramento

Noite de festa... Eu não consigo sorrir

Eu não preciso de nada, apenas de você ao meu lado

Sozinha no deslumbramento

Noite de festa

Eu estou partindo meu coração

Dentro dessa prisão de ansiedade que você me deu

Eu agarrei minha solidão e não consigo me mexer

Eu não preciso de nada, apenas de você ao meu lado

Ajoelhe-se, olhe para mim

E jure que me ama!

Dentro de seu carro, Aioros falava em tom de preocupação com Shura. Estavam á horas procurando Aioria, mas nenhum sinal dele.

"Nada Shura... Vou voltar para minha casa para ver se ele não voltou. Caso ele ainda não tenha voltado, terei que ir á polícia" – disse.

"Certo... Vou dar meia volta e passo aí na sua casa ok?".

"Novamente, muito obrigado Shura".

"Amigos são pra essas coisas".

Minutos depois, Aioros viu-se diante de um carro vermelho, estacionado em frente á sua garagem. Uma mulher, de longos cabelos cacheados estava a tomar banho de chuva, sentada no capô do carro. Seus olhos estavam fechados e seu rosto levantado para o céu, como se estivesse a apreciar as gotas geladas da água a tocarem seu rosto. O vestido preto estava completamente molhado e colava-se ao corpo feminino bem definido. Os pés descalços moviam-se calmamente para frente e para trás, como se fosse uma criança. Assim que o farol de seu carro atingiu o rosto dela, ela virou-se para si e caminhou até ele. Ela parou na janela e lhe sorriu, amigavelmente.

"Sr. Priamos?" – disse ela.

"Agradeceria se a senhorita tirasse o seu carro para assim eu entrar em minha casa" – disse ele, curto e ríspido, mas notando que ela o conhecia, olhou-a curioso – "De onde me conhece?" – perguntou, fazendo-a sorrir.

"Eu não o conheço..." – ela voltou-se para o carro vermelho para logo em seguida voltar á atenção para ele – "Venha comigo... Precisarei da sua ajuda" – disse.

Aioros a olhou desconfiado. De onde ela surgiu?? E como sabia o nome dele?

"Anda... Eu não vou te matar e nem te roubar. Não se preocupe" – o sorriso sincero ainda permanecia em seus lábios, o que acabou por convencer Aioros.

Saiu do carro, sem se importar em molhar-se todo, e caminhou ao lado dela até a porta traseira do carro. Ela abriu a porta e Aioros ficou surpreso ao ver quem estava dormindo no banco traseiro.

"Aioria..." – disse, aproximando-se do irmão desmaiado.

"Eu quase atropelei o seu irmão. Ele estava andando todo bêbado no meio da rua. Teve muita sorte" – disse ela.

Aioros voltou-se para ela e seu rosto transmitia o quanto aliviado estava. Poderia não conhecer aquela mulher, mas graças á ela, seu irmão estava bem. Sentia-se na obrigação de recompensá-la de alguma forma.

"E quem seria você?" – perguntou.

"Samara..." – disse.

"Obrigado Samara... Você não sabe o peso que me tira das costas" – disse ele.

"Anda. Vem que eu te ajudo a colocar ele para dentro" – ela puxou Aioria e quando Aioros começou a carregá-lo, ela se pôs a seu lado e ajudou-o, fechando a porta do carro com o pé descalço e acionando o alarme.

Pararam em frente á porta e Aioros a abriu rapidamente. O queixo de Samara foi ao chão, ao ver a imensidão e a beleza daquela casa. O hall de entrada tinha dois vasos enormes de flores, um de cada lado e um tapete no chão. Caminharam mais para dentro e se viram na sala. Um sofá de couro branco estava ao centro e um tapete de cor areia á frente do sofá. Em cima do tapete, uma mesa de vidro, com vários porta retratos. Uma televisão enorme de lcd estava sobre um móvel bege, junto com um som, aparelho de dvd e vários cd´s e dvd´s. E para completar o visual leve, alguns quadros pendurados á parede branca.

"Nossa..." – sua surpresa acabou saindo por seus lábios, o que a fez corar pela indiscrição. Aioros apenas sorriu.

"Que bom que você gostou" – disse.

"Sua casa é linda".

"Obrigado".

Ao lado da porta que ia para a cozinha, subia uma escada e foi para lá que Aioros subiu. Rapidamente chegaram ao quarto de Aioria e com cuidado, o depositaram lá.

"Nossa... Seu irmão precisa de um regime!" – disse.

"Com certeza" – riu.

"Não acha melhor tirar essa roupa molhada dele? E se pegar um resfriado?" – perguntou, preocupada.

"É melhor você se enxugar também... Aposto que ficou muito mais na chuva do que ele" – disse.

"Isso é verdade" – sorriu.

"Venha... Vou te dar algo quente para tomar e depois eu cuido dele" – disse Aioros.

"Não precisa... Eu tenho que ir embora já".

"É o mínimo que posso fazer, depois do que fez para o meu irmão" – disse, saindo do quarto e descendo as escadas, sendo acompanhado por ela.

"É sério... Não precisa" – tentou convencê-lo.

"Faço questão" – e foi até a cozinha, deixando ela para trás.

Samara respirou fundo. É... Não tinha outra opção se não aceitar. E também, estava com frio mesmo. Algo quente para beber não faria mal. Caminhou até a sala e ficou a observar os porta-retratos, de longe, com medo de molhar o tapete e o chão, mais do que já tinha molhado. Tinham vários. Observou uma dos irmãos juntos.

"Nossa... São quase idênticos!" – disse ela, pasma.

Continuou a observar. Outra lhe chamou a atenção. Eles pareciam ter muitos amigos pela aquela foto. Estava uma completa bagunça no local e eles tiveram que se espremer para caberem todos na foto. Sorriu com ao imaginar a cena. Voltou a observar as outras fotos e novamente, outra lhe chamou a atenção. Era Aioria naquela foto? E estava... Com uma mulher ruiva. Linda por sinal. O que seria dele? Amiga ou namorada? Bom, para estar ali, provavelmente era namorada... Seria ela a tal Marin? Assustou-se ao sentir algo macio em suas costas e deu um pulo no lugar.

"Desculpe se te assustei" – disse Aioros, com um copo de algo fumegante em mãos.

"Ahn... Que nada. Eu que estava distraída" – sorriu, pegando a toalha que ele colocara em seus ombros e arrumando-a melhor.

"Aqui..." – estendeu o copo do líquido fumegante e ela aceitou rapidamente.

"Obrigada" – disse.

"Sente-se" – indicou o sofá a ela.

"Ah não! Vou molhar o sofá todo!" – disse ela.

"Que isso... É de couro. Se molhar, é só passar um pano que seca" – disse, sorrindo do jeito animado dela.

"Está bem..." – sentou-se e viu-o se sentar a seu lado – "E o Aioria?" – perguntou.

"Minha empregada vai dar um banho de água gelada nele e trocá-lo de roupa" – disse.

Ela quase engasgou com o chá e praticamente deu de cara com ele, ao encará-lo.

"Ela vai... Vai... Dar banho... Nele??" – perguntou, pasma.

"É... O que tem de mais?" – perguntou, confuso.

"Oras... Ela vai ver... Ver..." – corou com o pensamento, fazendo Aioros cair na risada ao entender o que ela estava querendo dizer.

Samara corou mais ainda, a ponto de parecer uma pimenta de tão vermelha. Aioros se recompôs, com muito custo.

"O trabalho dela, ultimamente, tem sido cuidar do Aioria... Isso não é nada de mais" – disse.

"Ultimamente?" – perguntou, curiosa.

"É... Alguns probleminhas" – disse.

"Ah sim" – disse, percebendo que aquele era um assunto pessoal.

Escutaram o som da campainha e Aioros se levantou pronto para atender. Sabia que aquela hora, só podia ser o Shura.

"Com licença..." – disse, educadamente.

"Toda".

Aioros foi até a porta e assim que a abriu, escutou uma segunda voz masculina. Samara esticou o pescoço para tentar visualizar algo, mas sem sucesso, já que um vaso de flor dificultava a sua visão. Escutou-os se aproximar e voltou rapidamente para a posição normal. Assim que terminou de tomar o chá, colocou a caneca no colo e enxugou os cabelos que pingavam. Terminando de enxugá-los, voltou toda sua atenção para a sala novamente, deparando-se com um dos quadros do local. Um quadro de uma belíssima praia deserta, de areia clara e mar límpido e azul. Estava tão concentrada, que sequer sem sequer notou que Aioros e o desconhecido estavam entrando na sala. Levantou-se do sofá e foi até o quadro, observando-o de perto. Observava os detalhes da pintura. Foi realmente muito bem feito. Sorriu. Aquela paisagem dava uma vontade de ir á praia.

"Samara?" – Aioros a chamou, fazendo-a voltar á realidade.

"Sim?" – voltou-se para ele e viu á seu lado, um belo homem de cabelos esverdeados, pele clara e olhos tão negros quanto a noite e que transmitiam uma segurança impressionante.

"Esse é o Shura... Um amigo" – disse ele, voltando-se para Shura em seguida – "E essa é a Samara. Foi ela que achou o Aioria" – disse.

"Prazer" – Shura estendeu a mão, que Samara rapidamente aceitou e os dois se cumprimentaram.

"Prazer Shura" – sorriu.

"Você não sabe como tirou um peso de nós... Estávamos muito preocupados com o Aioria e esse aqui quase teve um enfarte de preocupação" – disse, referindo-se á Aioros.

Riram. Pela forma como se tratavam, aqueles dois pareciam ótimos amigos.

"Mas me expliquem direito... O que aconteceu afinal?" – perguntou Shura.

"É simples" – ela começou a explicar – "Aioria estava bêbado e eu quase o atropelei. Não quero me meter na vida de vocês, mas eu sei que provavelmente ele terminou com a namorada. Ele estava muito bêbado" – disse.

Shura e Aioros olhavam para ela surpresos.

"Como chegou a essa conclusão?" – perguntou Aioros.

"Além de que ele estava chorando?" – fez uma pequena pausa, e os dois mantinham a expressão de surpresa no rosto – "Ele me chamou de Marin" – o olhar dela ficou sério e havia uma leve presença de tristeza neles.

O silêncio se instalou no local e entre os presentes. Ela sabia que aquele silêncio confirmava as suas suspeitas. Realmente, Aioria havia terminado com a namorada.

"Aioros..."

Uma voz fraca e embargada quebrou o silêncio do local. Os três e viraram para Aioria, que havia parado no final da escada e olhava para o irmão, como se não visse os outros dois.

"Aonde você enfiou a porcaria dos remédios para dor de cabeça?" – perguntou, irritado.

"No armário da cozinha!! Onde mais?? É isso que dá querer afogar as mágoas em bebida!!" – Aioros estava irritado, mas sua voz também transmitia preocupação.

"O que?" – Aioria parecia não se lembrar do ocorrido.

"Não me diga que não se lembra...".

"Não" – disse Aioria, quando finalmente notou a presença de mais dois na sala. Seus olhos se arregalaram.

"Putz..." – disse Shura.

"Você teve sorte em encontrar alguém que te ajudasse. Se fosse qualquer um, provavelmente teria te roubado e te largado no chão, sem se importar" – Aioros parou o discurso ao ver que o irmão sequer escutava o que ele dizia. Parecia fixado em alguma coisa, ou alguém.

Seguiu o olhar de Aioria e viu que ele olhava para ela e Samara parecia manter o mesmo olhar para ele.

Aioria estava pasmo. Aquela garota... Tinha um olhar tão parecido com o de Marin. Mas o dela parecia mais frágil, comparado á força que Marin exalava. Foi então que se lembrou. Quase fora atropelado por ela e ainda a confundiu com Marin. Pior ainda: mostrou-se fraco na frente dela, ao chorar. Sentia-se um idiota. Aioria a olhava diretamente, sem se importar se os outros iam falar ou perceber.

Realmente, ele tinha belos olhos. Pena que eles estavam tão vazios naquele momento. Desviou o olhar ao ver a tristeza nos orbes verdes de Aioria.

Uma música de celular começou a ecoar na sala, o que fez todos voltarem á si. Samara levantou a barra do vestido e na coxa, estava pendurado o celular. Ela o retirou de lá e abriu o flip rapidamente, sem sequer olhar pro visor.

"Alô?".

"ONDE VOCÊ ESTÁ??????????!!!!!!!!!" – um grito histérico foi ouvido do outro lado da linha, fazendo Samara pular de susto e quase cair.

Os três olhavam para ela, pasmos. A mulher do celular estava realmente irritada, já que eles ouviram o grito dela nitidamente.

"O QUE VOCÊ FEZ COM O MEU CARRO?????!!!!!" – dessa vez, Samara afastou o celular do ouvido.

"Cacete Thyana... Quase perco o meu tímpano!!" – xingou Samara.

Na outra linha, Thyana respirou fundo e se acalmou, voltando ao tom de voz normal.

"O que aconteceu?" – perguntou.

"Nada de mais... Só um imprevisto".

"Que imprevisto?".

"Depois eu te conto, assim que chegar em casa ok?? Tenho que ir... Tchau!" – e desligou o celular, antes de obter uma resposta. Sabia que ela faria interrogatório.

Assim que olhou para eles, sorriu sem graça, ao ver a cara de abestalhados deles.

"Desculpem... É melhor eu ir" – disse.

"Ahn" – Aioros se pronunciou – "Eu te acompanho até a porta".

"Obrigada..." – ela depositou a toalha no sofá e guardou o celular novamente onde estava.

Seguiu Aioros pelo corredor. Quando abriram a porta, a chuva já havia parado. Ela voltou-se para ele.

"Obrigada pela toalha e o chá" – disse, sorrindo.

"Eu que deveria agradecer por trazer o Aioria inteiro" – brincou.

Ela apenas riu, despedindo-se dele com um "tchau" animado e um sorriso. Foi até o carro, destravou o alarme e entrou. Em poucos segundos, o carro desaparecera na esquina.


Pois é pessoal... Saiu rápido esse capítulo não??

Motivo?? É que eu queria fazer uma fic de Ano Novo, mas como viajei, não tive tempo (e tambem, a minha imaginação não colaborou). Decidi postar o capítulo novo dessa fic para desejar a vocês um Feliz Ano Novo!!!! Tudo de bom pra vocês, meus amigos, e que 2008 seja repleto de felicidade e prosperidade!! ADORO VOCÊS!!!!!! .

Quero agradecer á todos que comentam em minhas fics, não importando se estão uma droga ou não e que sempre estão me dando força pra continuar... Agradeço imensamente esse apoio de vocês!!!

E claro, quero fazer algumas homenagens á amigos especiais aqui do ffnet n.n

Dama 9 - faz tempo que não tenho sinais de vida dela e mesmo não tendo tanto contato, continuo admirando as grandes fics dela... Desculpa se eu não comento tanto nas suas fics quanto eu deveria, mas é que realmente tô sem tempo, mas... Prometo que irei ler elas!! Me aguarde!!! XD

Margarida - O que eu preciso dizer dessa menina?? Acho que todos repararam que minha admiração por essa pessoa é enormeeeeeeee e nem preciso justificar... Vocês sabem como ela é talentosa pra escrita. Obrigada Sheila... Você foi a primeira amiga que fiz aqui, no ffnet. Te adoro menina .

Rayara-chan - Quem seria?? Uma grandeeeeee amiga que fiz no vibeflog e que tambem escreve lindas fanfics... Está se aprimorando na escrita e estou amandooo acompanhar as suas fics viu?? Saudades das nossas conversas

Saory-san II - Além de escrever maravilhosamente e me fazer viajar nas fics dela, é alguem muito simpática e que fiz amizade esse ano mesmo... Ainda não li aquele livro que você me passou (nem preciso mencionar a falta de tempo), mas esse ano eu vou le, já que terminei o colegial. Continue sempre essa pessoa maravilhosa e simpática que você é!! n.n

Aos outros amigos, agradeço por acompanharem a minha fic... Novas amizades são sempre bem vindas e espero que em 2008 tenhamos muito mais contato e amizade ok?? Não me esqueci de você não, viu Thyana, mas acho que está bem claro o quanto eu te adoro não é? Principalmente depois de vocês descobrir que nessa fic, estaremos eu e você, aprontando muitooo e deixando os cavaleiros doidinhos

haushaushuahsuah

Sim pessoal... Protagonistas: eu e a Thyana... O meu par, você já sabem... O da Thyana, vocês terão que descobrir

Espero os reviews... E desculpem esse ENORMEEEEEEE texto u.u

Beijos