AVISO: Este capítulo contém spoiler do 6º livro.

"A nossa vida é como uma flor. Passa tão rápido, e quando vemos, a flor já murchou e morreu e o que sobra é só a lembrança da sua beleza, do seu perfume". Amy estava perdida entre seus pensamentos. Dan dormia ao seu lado.

Eles estavam em um jatinho indo para a Inglaterra. Os Kabra tinham raptados-os. Se já não bastasse todas as equipes lhes seguirem na caçada, agora partiram para a estratégia do rapto. Amy simplesmente não conseguia relaxar, todos os seus músculos estavam contraídos. Como Dan podia dormir numa situação como aquela? Amy não entendia.

O uma voz rouca encheu o compartimente, fazendo Amy pular da poltrona. Só depois ela percebeu que vinha de um alto-falante na parede do luxuoso jatinho:

– Senhores passageiros, coloquem os cintos, vamos aterrissar.

Dan estava de braços cruzados e de cara feia, o que era de se esperar, mas Amy estava sem expressão nenhuma no rosto. Sua boca formava uma linha reta e seus olhos estavam direcionados para a paisagem lá fora. Ian olhou na direção em que ela olhava, mas o carro passava rápido e as imagens não eram nada mais que um borrão. Ele percebeu que seus olhos não focavam em nada, e pareciam que não paravam naquela árvore, ou naquela flor e muito menos nos arbustos, mas continuavam, distantes, rumo ao infinito, como se vissem bem melhor com os olhos da alma o que estava subjetivo e oculto do que via com os olhos materiais, o óbvio.

Ela não tinha o olhado uma vez se quer desde que ele a raptou. Não gostou de ter feito isso, sabia que ela não o perdoaria, mas era melhor ela está ao alcance de sua vista do que por aí, correndo perigo.

Quando Ian pensou no perigo que ela corria, não pensou em Alistair, Johan e seu pai ou nos Holt, mas a imagem que veio automaticamente nos seus pensamentos foi a da sua mãe, dando-lhe um calafrio na espinha. Irina não era mais uma ameaça, estava morta, e tinha morrido para salvar Amy. "A vida é cheia de surpresas" ele pensou "Irina morta". Mas não devia ter sido trabalho dela salvá-los, Ian deveria ter estado lá, ele deveria ter salvado Amy. Mas o que ele fez? Apenas ficou torcendo para não acontecer nada com ela.

"Covarde" ele pensou, falando consigo mesmo. E quando sua mãe ia dar Amy de aperitivo para os tubarões, de novo ele não fez nada, ficou estático, sem reação alguma, e o herói acabou sendo Hamilton.

Sua cabeça martelava. As acusações contra ele aumentavam na sua consciência e pesavam cada vez mais. Quantas vezes ele já tinha feito o mal, não só pra Amy, mas para tantas outras pessoas? Ele que tinha medo da mãe estava se tornando igual a ela.

O carro parou. Eles tinham chegado a Lily's Mansion.

Espero que esteja bom. Esse é o primeiro capítulo de verdade, o primeiro de muitos.

Pensei em escrever algo tipo "as 39 favela" (sem o 's' mesmo. Ah! Não se preocupe não vou escrever mal assim), mas resolvi ficar na mesmice.