[b] Advertências: [/b] palavras de baixo calão e talvez informações erradas/falsas sobre prisões e coisas jurídicas e blah devido a inabilidade da autora (a maior parte do meu "conhecimento" sobre isso vem de outras fics ok)

Venham para dentro da minha bolha onde tudo que eu escrevi está certíssimo e pronto. Minha bolha é um lugar feliz, gente, prometo.

[center] [b] Capítulo 2 [/b] [/center]

Era uma sexta-feira a noite e Enjolras se viu no meio dos amigos no bar Musain, onde Eponine trabalhava meio período. Eles tinham juntados três mesas e estavam todos dispostos em volta delas, tinham começado discutindo sobre o protesto que planejaram, mas agora já estavam quase todos bêbados, rindo e contando piadas. Até mesmo Jehan já tinha se perdido e estava recitando a terceira estrofe em francês do seu poema que ele começara a recitar em inglês. Os outros até fizeram uma aposta sobre qual seria a terceira língua em que ele finalmente o terminaria.

Enjolras assistia a tudo, tentando desaprovar a cena. Se fosse sua escolha, ele revisaria o plano com todos, mas obrigou-se a admitir que os amigos já sabiam suas tarefas de cor e salteado e que estaria sendo um estraga-prazeres. Mesmo assim recusou-se a beber, se já não tinha o costume antes, agora que convivia com um bêbado todo dia, repudiava a idéia com todo o seu ser.

Lembrando-se subitamente de seu colega de quarto, procurou-o com os olhos, encontrando-o saindo do banheiro. Foi até ele e o apoiou, conseguindo impedir que o moreno tropeçasse nos próprios pés de tão chapado que estava.

- Posso trocar uma palavra com você? – Sussurrou e o guiou até uma cadeira, um pouco mais longe de todos os outros. Não queria ter essa conversa com ele bêbado, mas algo lhe dizia que não teria chance de encontra-lo sóbrio nos próximos dias.

- Certo e, pelo que eu me lembro, você ainda não designou minha função no protesto.

- É exatamente isso que eu quero falar com você. Grantaire, você não vai com a gente.

- Como? – Ele parecia ofendido e Enjolras teve que respirar fundo.

- Você não vai participar. – Chegou a revirar os olhos ao vê-lo grunhir em resposta. – Por que você participaria? Grantaire, o seu desprezo pelo que acredito só poderia ser mais claro se você conseguisse manter-se sóbrio para debater comigo de maneira inteligente!

O loiro desprezava esse desprezo do outro, desprezava seu cinismo fatalista e sua inabilidade de possuir esperanças ou crenças, mas ao mesmo tempo sabia que era por isso tudo que lutava; para evitar uma geração de cidadãos como ele.

- Enjolras, você é um líder e tem que liderar, nada que você possa fazer sobre isso, já eu... Bom, eu escolhi seguir você e devo admitir que foi por um motivo diferente do deles, foi por um motivo nada nobre, você poderia até chamar de egoísta, mas...

- O quê? – Na maioria das vezes Enjolras gabava-se pela sua paciência, mas Grantaire realmente dificultava as coisas para ele.

- Você me inspira.

Enjolras nunca tinha ouvido algo tão absurdo em toda a sua vida.

- Você fala de inspiração, mas pensa que eu não o ouço rir de meus discursos? Você ri de minhas idéias, entretanto não oferece para melhorá-las ou sequer discutí-las. Você é um bêbado e um cínico, então diga-me, e seja honesto pelo menos uma única vez na sua vida, o que você faz com essa inspiração? Você serve para alguma coisa?

- Eu tenho uma certa ambição nessa direção. – Grantaire disse.

- Você não acredita em nada.

- Eu acredito em você.

- Ah, é? Você acredita em mim, mas não no que eu digo, no que eu faço, ou no que eu defendo. Então, por favor, ilumine-me. O que eu o inspiro a fazer? A beber mais e mais até cair?

Grantaire riu.

- Você me trata como se beber fosse a única coisa que eu soubesse fazer. Isso é muito injusto vindo de alguém que luta por justiça. – Levantou a mão para impedir que Enjolras reclamasse, como sabia que o outro faria. – Mas tudo bem, tudo bem porque eu sou uma pessoa terrível. Mas mesmo assim, eu posso lhe informar que eu já li ProudHomme, eu conheço "The Social Contract", até mesmo decorei a segunda constituição toda... "A liberdade de um cidadão acaba quando a liberdade de outro começa." – Citou, fazendo aspas com as mãos. – Não é isso? – Nem esperou o outro responder, pois sabia que era. – Acho até que eu teria sido um bom Hebertist se tivesse nascido na época, certo? E como você, destemido líder, eu sou capaz de falar por quantas horas forem necessárias, sem parar, sobre o maior disparate, se você quiser cronometrar...

- Você realmente fala demais, Grantaire. - Enjolras suspirou o fundo, pesando no que acabara de ouvir. Sabia que tinha subestimado a inteligência do moreno e sentiu-se mal por isso. - Seja sério.

- Eu sou selvagem. – Ele manteve a expressão séria no rosto.

- Tudo bem. – A decisão foi mais fácil de tomar do que ele achou que seria. - Você pode ir com a gente.

- Posso ir com meu casaco do Robespierre? – Grantaire riu.

Enjolras ignorou-o pelo resto da noite, mas não revogou sua decisão de mantê-lo no grupo.

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O dia do protesto finalmente chegara, e Enjolras se viu liderando uma multidão maior do que esperava, sabendo que era graças ao evento no facebook. Tinham umas cento e poucas pessoas seguindo-os em sua passeada, embora nenhuma delas tenha frequentado suas reuniões prévias no dormitório. Combeferre reclamou que a maioria deveria ter ido apenas como arroz de festa, mas já era alguma coisa, pelo menos.

Enjolras repassou todo o plano em sua mente. Era um bom começo e era visualmente um espetáculo. E ele ainda podia contar com os amigos espalhados na multidão: a eloquência filosófica de Combeferre, o entusiasmo cosmopolita de Feuilly, o sorriso de Bahorel, a ciência de Joly, a melancolia de Jehan, o ímpeto de Courfeyrac, e o sarcasmo de Bossuet, todos eles compunham uma importante faísca no fogo da revolução que logo se espalharia por toda a cidade. E com certeza o resultado recompensaria o esforço. Estava tudo bem, e isso o fez pensar em Grantaire.

Demorou mais ou menos duas horas para a polícia chegar e tentar contê-los, mas eles mantiveram o chão, o que resultou nos policiais jogando gás lacrimogêneo em cima dos estudantes. Enjolras perdeu de vista quase todos os amigos no meio do caos, mas gritou para recuarem assim que ouviu Courfeyrac gritar que Jehan estava tendo uma reação alérgica, só que ele mesmo não recuou ao ver Bahorel sumir na fumaça com os punhos cerrados e um olhar determinado no rosto porque soube imediatamente o que o castanho ia fazer.

Bahorel era um cara de muito bom humor, mas não havia nada que ele gostasse mais que uma boa briga, a não ser um motim; e nada que ele gostasse mais que um motim, a não ser uma revolução.

Enjolras tossiu, sentindo a garganta seca e os olhos arderem, mas naquele momento também soube o que deveria fazer e foi atrás dele. Ouviu Grantaire gritar-lhe o nome, e olhou para trás, querendo localizá-lo, mas como não conseguiu, continuou. Chegou a tempo de defender Bahorel de um soco, partindo para cima do policial, que o jogou no chão em menos de dois minutos.

Ao ver Joly puxar o amigo para longe, Enjolras respirou fundo, aliviado, e fechou os olhos, preparando-se para o policial usar um porrete nele ou até mesmo uma arma de choque. Mas nada aconteceu. Pelo menos não o que esperava. Abriu os olhos para encontrar Grantaire chutando o policial que ameaçava lhe bater com o porrete e reagiu de imediato, agarrando o braço do amigo e puxando-o para trás, querendo fugir. Mas os dois rapazes não conseguiram ir longe, sendo facilmente encurralados pelos policiais, que algemaram suas mãos e praticamente o forçaram para dentro do carro.

Grantaire sangrava pelo nariz e começou a esfregar o rosto na poltrona para manchá-la, como uma pequena vingança, mas foi obrigado a parar de tanto que seu nariz latejava, e, ainda mantendo a testa contra o encosto da poltrona, virou-se para encarar Enjolras, que dissertava sobre seus direitos civis. Teve que rir.

- Você acha que vamos passar a noite em uma cela? – Grantaire cochichou para o loiro, já dentro da delegacia, apertando uma bolsa de gelo contra o nariz. Estavam sentados lado a lado, perto da mesa de um detetive qualquer e com uma das mãos algemadas a um cano para não fugirem.

- Não. – Enjolras respondeu, seu olhar fixo no policial que os prendera e que agora falava no telefone. – O chefe dele provavelmente está mandando-o nos soltar. Não temos fichas criminais e se eles insistirem em nos manter aqui, podemos pedir por um advogado. – Pelo menos as aulas que ele tinha puxado da grade de direito estavam provando ser úteis.

- Ah. – O moreno fingiu uma careta de decepção que fez com que o outro erguesse uma sobrancelha para ele. – Que pena. Seria uma boa experiência de vida, você sabe? Seria mais um item a se riscar da bucket list.

Enjolras suspirou fundo, sabendo que se abrisse a boca para condenar o jeito leviano que Grantaire tratava a possibilidade de prisão, teria que ouví-lo se defender, e não estava com a menor paciência para isso.

- Bom, não vão te faltar oportunidades para ficar bêbado e puxar briga com o primeiro policial que você vir pela frente. – Deu de ombros.

- Você está certo, mas pensando melhor, eu realmente precisaria de alguém para pagar minha fiança... Você pagaria por mim?

- Não. – A resposta foi imediata e Grantaire riu.

Foi essa risada que Enjolras tanto odiava que o fez perguntar.

- Por que você fez isso?

- Huh?

- Por que você partiu para cima dos policiais hoje? Você podia ter fugido, voltado para casa sem nenhum arranhão, ao invés desse nariz quebrado. – Pausou por um momento. – Você vai deixar o Joly examiná-lo quando formos liberados.

- Eu não acho que o Joly vai poder me atender. Ele estará muito ocupado procurando no google os efeitos do gás lacrimogêneo e sofrendo de todos.

Enjolras sentiu-se mal por rir junto com o moreno da piada e pigarreou, só então percebendo que Grantaire estava tentando mudar de assunto.

- Você ainda não me respondeu. – Repetiu-se.

- Por que você lutou com os policiais para ajudar Bahorel? – E não era mesmo a cara de Grantaire responder a pergunta com outra pergunta?

- Ele é meu amigo. – Enjolras não precisou nem pensar.

- É. – O moreno desviou o olhar, fixando-o nos próprios sapatos. – Mesma coisa, você é meu amigo.

Enjolras odiou o silêncio horrível e desconfortável que seguiu as palavras do outro, mas não conseguiu rompê-lo, não sabia como, afinal tudo que conseguia pensar era que não, eles não eram amigos, nunca foram, nem nunca seriam. Não tinham nada em comum, para começar, seus interesses e personalidades divergiam completamente e as únicas coisas que compartilhavam eram os amigos em comum e o quarto. Se a convivência entre eles não tivesse sido forçada, Enjolras tinha quase certeza de que nem lhe dirigiria a palavra. O único lugar no qual o loiro aceitou a amizade do estudante fora no facebook, e mesmo pela internet Grantaire conseguia ser irritante, com seus mil convites para jogos idiotas e com sua insistência em ficar cutucando-o pelo menos uma vez por dia.

Suspirou fundo, ficando a observar o moreno levar uma bolsa de gelo ao nariz machucado, pois sabia que Grantaire estava tentando olhar para todos os lugares menos para ele, e sentiu o coração apertar com uma súbita realização. Eles [i] eram [/i] amigos, não havia como negar, pensou, lembrando-se do desenho que guardava e das poucas vezes que retribuira aquele sorriso que tanto odiava. Eles eram amigos, mesmo Enjolras não entendo quando, como ou por que isso aconteceu.

- Ei. – Bateu sua perna na dele, capturando sua atenção. – Obrigado.

- É, tanto faz.

Enjolras começou a cutuca-lo com o indicador, não parando nem quando o outro virou-se para encará-lo com uma expressão confusa no rosto.

- Acho que estou finalmente atendendo o [i] appeal [/i] de ficar cutucando alguém. Como no facebook. – Teve que adicionar para fazê-lo finalmente compreender.

Grantaire abriu o seu maior sorriso e dessa vez sem nenhum traço de cinismo ou deboche, esse sorriso era diferente, contagiante e um pouco, só um pouco, bonito. Era aquela espécie de sorriso que você não conseguiria odiar nem mesmo querendo muito, e Enjolras queria, que fique claro. O momento não durou muito porque logo os rapazes irromperam em uma guerra de cutucadas que logo virou uma guerra de cócegas, que acabou sendo interrompida pelo policial que os prendeu.

- Você está livre para ir. – Ele disse e abriu as algemas, soltando o loiro, que se levantou e ficou esperando que fizessem o mesmo com Grantaire. – Mas ele não está.

- Isso é ilegal! – Enjolras reagiu imediatamente.

- Não é, não, espertinho. Ele tem uma ficha criminal. – O policial apontou para o moreno, que ouvia a tudo de boca aberta.

- Eu... Eu não tenho, eu realmente não tenho! – Estava começando a entrar em pânico. – Enjolras, eu não tenho!

- Você tem um longo histórico de brigas em bar e queixas de vizinhos por tocar som alto depois das 22 horas. – O homem continuou, fazendo Enjolras amaldiçoar mentalmente o quão sentido ele estava fazendo. Não era difícil de imaginar Grantaire sendo culpado das duas coisas, uma vez que o moreno as vezes voltava pro quarto com um olho roxo e desmaiava de tão bêbado com o som ainda ligado. – Nós temos todo o direito de lhe manter aqui por vinte e quatro horas por ser uma ameaça pública.

- Mas ele tem direito a uma ligação e ele pode sair se alguém pagar a fiança. – O loiro seguiu o raciocínio.

- Sim. – O policial parecia contrariado. – Você gostaria de ligar para os seus pais, garoto?

Enjolras presenciou o momento em que toda a cor deixou o rosto de Grantaire, imaginando que a relação dele com os pais não deveria ser nada agradável, e fechou os olhos por um momento antes de tomar o controle da situação.

- Certo, eu vou usar esse telefonema e vou pagar a fiança, então você pode começar a tirar as algemas dele, vamos, onde é o telefone?

O policial respirou fundo, mas levou-o aonde queria e Enjolras discou um número de cabeça.

- Combeferre? Oi, não, tudo bem, está tudo bem, todo mundo está aí com você? Vou precisar de ajuda.

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Assim que foram liberados e conseguiram voltar ao quarto, todos perguntaram como foi a prisão, mesmo que eles tenham passado poucas horas presos, mesmo que eles nem tenham entrado em uma cela, e Grantaire forneceu as histórias trágicas e exageradas que seus amigos queriam ouvir; depois de voltar do pronto socorro com duas gazes enfiadas nas narinas e uma radiografia que prometia uma recuperação em duas semanas. Joly até fez uma lista de doenças que eles poderiam ter pego e outra de exames que eles deveriam fazer para se certificarem se pegaram ou não, e foi Bossuet quem as entregou a Enjolras porque o estudante de medicina não se arriscaria a um contágio.

- Você me enaltece demais. – Enjolras chamou o moreno para conversar assim que todos partiram.

- Toda a história precisa de um herói todo poderoso. – Grantaire respondeu com seu sorriso característico e se jogou na cama, rolando para poder encarar o amigo.

- Não tenho super poderes, não sou... – Sentiu um nó apertando sua garganta e tentou respirar fundo, subitamente desesperado por mais ar. O protesto deveria ter sido pacífico, a polícia nâo deveria ter sido avisada, mas Enjolras não pensava só no que aconteceu, e sim no que poderia vir a acontecer. Na próxima vez eles poderiam usar algo além do gás lacrimogêneo para deter o avanço dos estudantes e só a possibilidade fazia o sangue do loiro gelar. – Na próxima vez não poderemos depender de atos heroicos, ou sorte, ou... Talvez precisaremos contemplar... uma luta física.

Grantaire não respondeu, apenas manteve o olhar do outro por um tempo, como se esperasse que o loiro subitamente confessasse que era uma brincadeira, mas não. Enjolras estava falando sério, [i] ele era uma pessoa séria. [/i] E isso fez Grantaire rir, não porque era engraçado, (porque realmente não era,) ele riu porque Enjolras nunca o faria.

- Então talvez você não seja um anjo que eu pensei que você fosse. Você é capaz de ser terrível.

- Alguém tem que ser para que possamos mudar o mundo. Temos que lutar e infelizmente, não podemos fazer isso com apenas palavras. - Enjolras mordeu o lábio inferior sem conseguir acreditar na piada do outro. Tudo era uma piada, tudo era motivo para deboche e zombaria para seu companheiro de quarto, mesmo quando podia acabar em sangue e morte para todos eles. Eles podiam morrer desse jeito, Grantaire mesmo podia morrer por uma revolução na qual ele não acreditava, por um sonho que ele considerava estúpido e Enjolras já tinha pensado nisso tantas vezes; não conseguia achar a menor graça, não conseguia entender. Cerrou os punhos.

- Eu acho que Apollo seria mais apropriado.

- Como?

- Mitologia grega, Apollo, deus da musica, poesia, da praga, do sol, da medicina, da luz e do conhecimento.

- Não sou um medico, nem mesmo estudo pra ser um médico. Não sou poeta ou músico, ou...

- Metaforicamente, Enjolras! Você pode não ser um doctor de pessoas, mas você quer curar o mundo e, sobre poesia, talvez a razão não seja tão metafórica assim porque algum de seus discursos chegam a rimar, até.

- Não pensei que você prestasse atenção aos meus discursos.

- Eu presto. – Tinha alguma [i] outra [/i] coisa errada no sorriso dele, algo que o deixava terrivelmente triste.

O silêncio que se instalou entre eles estava quase se tornando confortável quando Grantaire o quebrou e arruinou tudo.

- Mas na verdade falta uma coisa, uma pequena coisa para você ser um Apollo perfeito. - Ele sorriu e Enjolras soube no mesmo momento que odiaria a resposta. – Relações homossexuais.

Enjolras reagiu antes de sequer pensar, antes de sequer se ofender, e bateu com os punhos no peito do outro; não se atreveria a soca-lo o rosto por mais que tudo o que quisesse no mundo era acabar de uma vez por todas com esse sorriso maldito.

O impacto o fez cambalear para trás, tropeçando na mesa de estudos e empurrando sua pasta de desenhos para o chão. Grantaire respirou fundo, recuperando as forças, e se virou para tacar no chão tudo o que ainda restava em cima da mesa em um acesso, tamanha a raiva. Por um momento Enjolras realmente acreditou que ele fosse revidar.

- Vá se fuder, ó, destemido líder. – Mas ele fez uma mesura exageradamente dramática, praticamente cuspindo as palavras e saiu.

Entre todas as emoções que ameaçavam explodir o peito do loiro, ele conseguiu identificar que estava desapontado.

[center] [b] Continua... [/b] [/center]

[b] N/A: [/b] Então a piada do joly surtar com o gás lacrimogêneo é pq ele é hipocondríaco rs joly, seu lindo vemk

Ai, me perdoem se estiver ooc ok eu já aceitei o fato de que essa fic foi criada unicamente para satisfazer meus desejos fangirlisticos rs

O diálogo ExR da primeira cena foi quase todo tirado do livro ok pois é. i know right so gay so canon

Lorena, sua linda, omg Eu não tenho palavras ara exprimir o quanto suas reviews me deixaram feliz, sério. Compartilho a sua dor toda vez que eu penso nesses lindos. Se você quiser mais fics deles, eu tenho duas drabbles e pretendo escrever bem mais porque eu sou meio, caham, muito surtada lol Espero que você goste e continue a acompanhar! Atualizarei a fic semanalmente. Beijos