Para Mary Sullivan


In Nomine Patri

.Prólogo.

Jamais saberei o que meu coração sentiu ao vê-la naquele lugar imundo, entre pessoas imundas, acusada de "imundice". Apenas me lembro de tê-la visto levantar os olhos para mim e reconhecer-me, para depois desviar o resto, entendendo e desprezando-me. Ela desprezava-me por aquilo que eu era... Pelo que eu fizera a ela, mesmo que nem um único dedo eu tenha levantado.

Todavia, sei bem cada coisa meu coração viu no tortuoso caminho que me levou até aquele instante, e sei melhor ainda ele sofreu depois daquele singelo momento. Um dilema maligno que destruiu tudo o que eu cri, de tudo o que eu prezei um dia, tudo o que eu amei.

E, agora, este é o fim. Não para mim, que agora tenho uma missão. Mas para um sentimento, que jamais teve a chance de verdadeiramente existir. Pois aquela mulher entrou em minha vida inocentemente, envolveu-me de forma incrível, voltou desastrosamente e desapareceu de no pior nível da dramaticidade.

Seu nome era o mesmo de uma flor, mas sua vida era coberta de espinhos. Eu quis mantê-la a salvo, mas estava fora do alcance de minhas mãos pecadoras. Ela se foi. Perdi-a. Tudo, em nome Dele. E é a Ele que disse adeus e dei às costas. O meu maior pecado, o meu maior erro, tudo em nome Dele, por Ele. Um Deus que deixei de acreditar.