Sumário: O que acontece quando o amor nasce de uma sangrenta Maldição? Slash. Drarry. Fluffy.

Disclaimer/Direitos Autorais: Os personagens, excepto algum OC, pertencem à J.K e não a mim, caso contrário eu estaria majestosamente deitada na minha mansão a descansar e a dar ordens para os meus criadinhos (eu sou máá! lembre disso!)

Aviso: SLASH. = Relação de

Shipper: HarryxDraco

N/A: Se isto estiver mto mau, eu agradecia que alguém me informasse, só assim me posso melhorar né? Por outras palavras, tou a pedir reviews.


My Impulses are Stronger than my Rationality

Harry continuava implorando em seus pensamentos…«Não, por favor, não me deixes…» Mas por que raio ele estaria pensando aquilo? Porque ele queria que Malfoy sobrevivesse? Afinal eles sempre se tinham odiado, porque Merlin isso estava acontecendo?! Ah… «…eles sempre se tinham odiado… isso não significava que se tivessem de odiar mais…» Não era? Mas para ele, aquilo era sem dúvida uma situação que para além de caricata, era estranha.

O sangue continuava espirrando do peito de Malfoy, mas o fluxo que escorria de sua cara parecia estancar um pouco… Então Harry percebeu, o sangue do rosto de Malfoy estava correndo em menor quantidade e em menor velocidade porque ele simplesmente já não tinha muito sangue. Mas Harry não se deixou abater e nesse preciso momento, a Murta Queixosa irrompeu pela casa de banho adentro (desta vez pela porta que estava aberta), deixando ver através da sua figura translúcida branco-pérola um homem alto, que parecia corado e afoito de tanto correr. De seu rosto pendiam umas enormes barbas brancas e uns cabelos igualmente longos escarpavam as suas costas, mas não eram visíveis devido à sua posição. Tinha vestido um grande chapéu de feiticeiro azul-noite com luas e estrelas e trazia um longo manto que rasava o chão com o mesmo padrão do chapéu. Dumbledore estava parado na porta, se restablecendo depois da correria a que fora obrigado e com a varinha em riste.

Ofegante, Dumbledore perguntou a Harry:

- Harry, podias-me dizer como está o jovem Malfoy? – nesse momento a Murta Queixosa irrompeu num pranto, mas nem isso atrapalhou os pensamentos de Harry, que estavam agora fixos em Malfoy.

Com a voz trémula dos soluços e do choro a que se sujeitara a momentos atrás, respondeu:

- Não, professor, ele não está nada bem – parou para soluçar. Depois recomeçou – Ele está a perder demasiado sangue. Professor, por favor, salve-o! – implorou-lhe Harry, agora já sentado ao lado de Malfoy, mas com a mão ainda entrelaçada na dele.

Dumbledore olhou de Harry para Malfoy e no seu rosto estampou-se uma mescla de susto e de preocupação.

- Justos céus! – exclamou Dumbledore, indo ao encontro de Malfoy e Harry. – Isto não está nada bom, nada bom mesmo… - empurrou Harry para o lado, que desenlaçou a sua mão da de Malfoy, ainda estendido no chão; no entanto, parecia quase morto.

Dumbledore debruçou-se sobre Draco e começou a murmurar uns feitiços restablecedores, que soaram a Harry como uma canção de embalar. À medida que ia proferindo os feitiços, delineava os cortes na pele de Draco, que eram visíveis mesmo através da camisa, encharcada em sangue.

Os cortes iam-se fechando lentamente, e, após três vezes a murmurar os feitiços que pareciam canções, apenas restaram cicatrizes leves na pálida pele de Draco.

Harry voltou para junto dele, no momento em que se preparava para se levantar e, não sabendo como, Harry sussurrou-lhe ao ouvido: Não te preocupes, eu amparo-te.

Malfoy sorriu e, estupidamente, Harry também. Não sabia o que se passava com ele, não sabia porque depois de todos aqueles anos brigando e se insultando nos corredores de Hogwarts, estava a ser tão benevolente com um ser que só queria o seu mal. «Ou talvez não», pensava Harry.

Deu a mão a Malfoy para o puxar para cima, ao que este até reagiu muito bem, não começando logo a espernear e gritar montes de baboseiras que só poderiam sair da boca de Draco. No momento seguinte a estar bem levantado, Harry passou uma mão por baixo da axila de Malfoy, o segurando e apoiando uma mão nas costas do loiro. Ele fez uma espécie de agradecimento com a cabeça e apoiou uma mão no ombro de Harry.

Harry achava tão estranho estar naquela situação… principalmente com Malfoy, com Ron e Hermione, por exemplo, isso já lhe acontecera imensas vezes, quando algum deles ficava inconsciente e o outro os segurava. Mas com Malfoy era diferente. E o pior de tudo, não sabia explicar porquê. Também não sabia se gostava daquilo ou se não… «é claro que não», disse-lhe uma vozinha na sua cabeça. O Malfoy era apenas seu inimigo de escola, o seu passatempo, que o adorava provocar, a ele e aos amigos, mais nada. Ele era apenas mais um miúdo mimado, se bem que insistia em provocar Harry, Ron e Hermione em todas as oportunidades possíveis, e o pior era que levava sempre a melhor: conseguia sempre levar um semblante irritado e carregado de ódio de cada um deles.

- Vá, vamos toca a andar – disse Dumbledore no seu tom animado. – Draco, talvez vás precisar de tomar um pouco de ditaína se quiseres que as cicatrizes desaparecem quase por completo… - Dumbledore hesitou. – Custa-me dizer-to, mas acho que depois de tanto tempo a sangrares assim, as cicatrizes não vão desaparecer na sua totalidade. Vão ficar melhores que o que estão agora, claro – afirmou ele ao ver a expressão de incredulidade no rosto de Draco. – Mas não te preocupes.

E, com o seu sorriso enigmático mas jovial, foi conduzindo-os pelos corredores até chegarem à enfermaria.

Harry já estava a achar um bocado inconveniente estar naquela situação com Malfoy, carregando o seu inimigo e ainda por cima com um clima de gelo instalado entre eles. Portanto, para não se sentir tão mal, decidiu perguntar ao loiro que se achava agarrado a si:

- Olha lá, Malfoy – Draco olhou para cima e fitou-o com seus olhos cinza, agora sem lágrimas e um bocado surpresos. Afinal, era a primeira vez que ele e Harry estavam falando, se é que se podia dizer falar; afinal o moreno só lhe havia dito «Olha lá, Malfoy». Draco não achou aquilo o início de uma conversa muito boa, e, pela expressão desconfiada no rosto do outro, sabia que ele ia falar de algo que não lhe agradava muito.

- Posso saber o que estavas a fazer numa casa de banho, sozinho, a chorar? – ao proferir esta última palavra, a sua expressão mudou imediatamente de desconfiança para compaixão.

Draco não queria responder àquela pergunta. Para além de aquilo ser inoportuno, também não lhe dizia respeito nada da sua vida. Quer dizer, só haviam estado «juntos» durante um bocado e Harry já queria saber tudo da sua vida? Não lhe agradou muito a ideia de todos os Gryffindor ficarem a cochichar sobre «Malfoy estava chorando» e ver lencinhos no ar agitados por alunos mais velhos dizendo: «Hei Malfoy, vai chorar? Precisa de um lencinho, é?» Não estava mesmo afim de falar daquilo mas, mesmo lutando contra seu interior que dizia «Não lhe contes nada, ele é um intrometido, e para além do mais, é o teu inimigo mortal», ele acabou por desabafar com alguém o que, nos últimos tempos, dado os Devoradores da Morte estarem bastante agitados, não lhe fora permitido. Para além de que não tinha ninguém mesmo a quem revelar as suas disposições, seus problemas, os dilemas que tinha consigo próprio e o facto de sua vida estar ameaçada devido aos «queridos» Devoradores.

- Eu… - Draco hesitou um bocado. Ia contar ou não ia?! Reuniu toda a sua coragem e continuou – Eu estava ali porque…

Harry olhou para ele tentando fazer o seu máximo ar de compreensão, e então pensou que ele havia surgido, pois ouviu o outro recomeçar sua resposta:

- Bom, eu não sei se te devia contar isto… - o loiro pensou. «Nem sequer somos amigos para eu estar a contar-lhe os meus segredos e as minhas preocupações»; mas não deu ouvidos à sua consciência, pois havia coisas bem mais importantes que manter inimigos, e o que ele precisava era simplesmente alguém que o pudesse ouvir. – A minha vida está ameaçada pelos Devoradores da Morte. – sussurrou ele.

- Antes que digas alguma coisa sobre eu estar a exagerar, não estou – falava na mesma voz baixa para que só Harry o pudesse ouvir. – Eu estou incumbido de uma missão que o Senhor das Trevas me deu mas…

Draco nem precisou de dizer mais nada; viu que Harry percebera exactamente o que ele ia dizer, depois de ter ouvido aqueles lamentos na casa de banho. Pela primeira vez na vida, Harry sentiu pena de Malfoy e quis confortá-lo, mas não sabia como fazer isso. Pensou um abraço – mas no estado em que o outro se encontrava, e no choque de Harry ser seu inimigo, depressa se apercebeu que essa hipótese estava completamente fora de questão. Portanto, deu-lhe uma tapa nas costas e olhou-o com os seus grandes olhos verde-esmeralda, que mesmo atrás dos óculos, brilhavam intensamente.

- Olha – Harry assustou-se a si mesmo com a rapidez com que assimilara tudo na sua cabeça -, Malfoy…

- Podes me chamar Draco, se quiseres – Draco falou, se arrependendo no momento a seguir; no entanto seu arrependimento não foi suficiente, por que ainda sorriu para Harry.

- Draco, eu gostava apenas de saber que missão é essa. Por favor, conta-me. – pediu Harry, e por um momento, Draco pode ver ele com olhos de cachorrinho abandonado lhe pedindo isso.

Mas decidiu descartar a sua ideia de olhos de cachorrinho, e encarou Harry com maior profundidade, como se quisesse que seu olhar se impregnasse no dele.

- Está bem, eu conto – Draco finalmente assentiu, e lhe contou o que realmente se passava: Potter…

- Harry – interrompeu ele.

- Harry – o loiro assimilou que daí em diante iria tratar ele pelo primeiro nome, tal como ele fazia consigo – minha missão é matar o Dumbledore.

Harry olhou estupefacto para Draco, que já não o olhava e voltava a cabeça para os seus próprios pés, como que arrependido de ter contado aquilo. Sentiu-se triste, como se tivesse algo de venenoso dentro de si, como se de agora em diante fosse ser rejeitado. Veio-lhe à mente a imagem de Harry a contar tudo ao Weasley e à Sangue de Lama, os três rindo-se desalmadamente e depois contando a situação para o resto dos Gryffindor. E, com muito azar, também viu uma imagem de Harry, o Weasley e a Sangue de Lama a contarem tudo para o Exército de Dumbledore – com membros de outras equipas, o que significava as notícias se espalhariam pela escola mais depressa que ele imaginara – e veio-lhe ainda uma última imagem à sua cabeça, com todas as equipas, até mesmo os Slytherin, a rir daquela situação, no Salão Nobre e ouvir, do outro lado do Salão, alguém a gritar: «Malfoy, como é que pensas matar o Dumbledore quando toda a escola já sabe do teu plano?» E riram-se todos no Salão, olhando para a cara dele, alguns até apontando. Perante esta última imagem, trincou a língua e estreitou os olhos com azedume.

No entanto, nesse momento, Harry chamou-o, como se estivesse estado em transe, e ele virou a cara para cima e fitou aqueles lindos olhos verdes-esmeralda, o olhando não com aversão, mas sim com preocupação e angústia.

Harry lhe levantou a cabeça mais até serem visíveis os seus olhos que, por mais que se esforçar-se por esconder, estavam mais tristes que nunca.

- Diz-me só uma coisa – ele lhe disse. – Promete-me que não vais fazer isso.

Draco o fitou, agora espantado. Como ele podia sequer perguntar isso? Caso ele não se lembrasse, acabava de lhe ter explicado à bocado que a sua vida dependia disso. Ele queria que ele morresse por causa daquela missão?

- E como eu posso fazer isso, sabendo que minha vida depende do meu sucesso nessa maldita missão? – ele reclamou, bem alto que Dumbledore ouviu, e logo os repreendeu:

- Vá, despachem-se, estamos quase lá – ele se virou para eles e depois continuou a andar em frente.

A interferência de Dumbledore no assunto servira quase como uma desculpa para não continuar com a conversa e nenhum dos dois falou mais até chegarem à enfermaria.

Pouco tempo depois estavam os três a entrar na Ala Hospitalar, de onde uma aflita Madame Pomfrey veio ter com eles.

- Ai meu deus Dumbledore! O que se passou?

- Relaxa Poppy, foi um feitiço que atingiu aqui o Draco – virou-se para eles e piscou-lhes um olho, o que ambos não perceberam bem -, mas só precisa de um pouco de ditaína para que as cicatrizes desapareçam crucialmente.

- Ah sim, claro, venham para aqui, Mr. Malfoy, Mr. Potter, acompanhe-o se faz favor até à cama enquanto eu vou buscar um pouco de ditaína ao meu armário. – enquanto se dirigia ao armário, mostrou-lhes uma cama onde Draco se deveria deitar.

Harry, mesmo não sabendo porquê, ajudou-o a deitar-se e depois, contrariando os seus próprios pensamentos, que o alertavam para o facto de Malfoy ser seu inimigo, sentou-se numa cadeira a seu lado, tapou-o com o lençol e ficou a olhar para ele.

- Então… - Harry tentou recomeçar a conversa que tinham deixado pendente depois da interferência de Dumbledore – Já pensaste no que vais fazer em … em relação à missão?

Draco fitou-o um bocado surpreendido pela rapidez dele em puxar aquele assunto; não havia dúvida que aquilo lhe interessava.

- Não… não sei…

- Queres cumprir essa missão? Quero dizer, queres matar o Dumbledore? – inquiriu Harry.

- Não! Não, não irias perceber… - Draco olhou com cara de quem diz «não vais mesmo perceber».

- Bem, eu posso tentar – Harry sorriu -, mas preciso que me expliques…

-Está bem… Quem mandou aquele colar à Katie foi a Madame Rosmerta. Ela estava controlada pela Maldição Imperius que eu lhe lancei, e ela entregou o embrulho à primeira pessoa que viu ir à casa de banho. É óbvio que também lhe pôs a Maldição Imperius. Depois, as raparigas discutiram e tu já sabes o que aconteceu – Harry estava a olhar para ele com um ar de espanto e incredulidade estampado no rosto. – Depois disso, a garrafa de mead… Também fui eu. A Rosmerta, controlada pela Maldição Imperius, enviou uma garrafa de mead envenenado ao professor Slughorn, para ser a prenda de Natal do Dumbledore… Quem se daria ao trabalho de revistar uma garrafa de mead, não era? Mas o plano foi mal calculado, pois o Slughorn ficou com a garrafa e abriu-a quando estava contigo e com o Weasley…Mas agora…

- Mas agora o quê? – inquiriu Harry, meio desconfiado, mas tentando não mostrar isso. Será que o que Malfoy lhe estava a contar era verdade? Draco parecia ter engolido um frasco inteiro de Veritaserum porque falava abertamente de segredos que mais ninguém sabia à pessoa que se encontrava a seu lado.

- Bom … - balbuciou Draco. Não era muito fácil dizer o que tinha mudado – hoje, quando ele me salvou…e…bom…tu, também…eu…eu apercebi-me de que não vale a pena seguir com a missão. Afinal, para que adiante matar alguém que nos protege? Mas por outro lado… se eu não o fizer… eu morro…

Harry olhou apreensivo para ele, À espera da continuação. Depois, pegou-lhe na mão (ainda não sabia porque estava a fazer isso, alguém deve ter posto algo no meu sumo de abóbora, pensou ele), olhou-o nos olhos e disse:

- Não penses nisso agora, descansa. Mas se quiseres salvar duas vidas, conta tudo ao Dumbledore e ele ajuda-te. Mas agora descansa.

Draco ficou a olhar para ele um tanto surpreendido. Contar ao Dumbie? Aquela ideia tinha algo a bater mal…

Nesse momento, Madam Pomfrey voltou com um frasco com um líquido verde amarelado espesso, pegou num bocado de algodão, embebeu em ditaína e pediu a Draco que tirasse a camisa para passar nos cortes.

Pomfrey esfregou as cicatrizes, sem antes parar em cada uma delas e gritar: Ai meu Merlin!

Depois de tratar das cicatrizes, ela disse que Draco talvez ficasse na enfermaria durante mais 3 dias até as cicatrizes recuperarem consideravelmente e que iria precisar de uma provisão de sangue, já que tinha perdido tanto com o feitiço.

Harry ficou na enfermaria o resto do dia a olhar para ele; às vezes adormecia e outras vezes conversavam sobre coisas banais, como Quidditch, os NPF's e Hogsmeade. Harry achava que ele parecia um anjo a dormir; tinha o cabelo loiro platinado que lhe escorria numa franja sedosa pela testa pálida e macia (como é que ele podia saber isso se nem sequer lhe tinha tocado?), os olhos fechados mostravam umas pálpebras igualmente alvas e os seus lábios finos carmesim curvavam-se num sorriso indiferente a tudo o que se passava lá fora. Harry pensou como ele era lindo a dormir e que simplesmente gostava de estar ao lado dele, a remexer naquelas mechas platinadas do seu cabelo.

Mas quando ele adormecia, também dava tempo a Harry para pensar sobre tudo o que se passara nas últimas horas: porque é que ele, o inimigo público de Malfoy queria agora estar deitado ao lado dele e a mexer no seu cabelo? Porque é que em vez de ficar satisfeito quando o atacou começou a chorar e a soluçar para cima do seu corpo? Porque é que em vez de ficar o mais longe possível dele, lhe dava a mão com força e o queria mais perto de si?

Sem parar para pensar no que estava a fazer, Harry curvou-se para Draco e deu-lhe um beijo na testa. Um beijo terno, quente e delicado.

O que estava ele a fazer?


N/A.P: Então gente gostaram? 2º cap, demorou, andei algum tempo a trabalhar nele, mas aqui está, SAIU! É que eu às vezes tenho coisas a fazer cmo ficar olhando para fotos do meu Lobinhoo preferido e do nosso querido Padfoot ^^. Por isso a demora.

NAP significa: Nota da Autora Psicopata

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O 3º cap vem a caminho... e, espero eu, vai sair mais rápido que este...

Ou não.

''Juro solenemente que não vou fazer nada de bom''.