PPTH – Três meses depois.
House, Cuddy e Rachel agora moravam juntos na casa da medica. House já não mantinha mais seu apartamento.
As coisas não haviam mudado muito.
Cuddy estava com a visão um pouco embaçada, mas logo melhorou. Foi para sua sala tomou um café que pediu para a secretaria, mas este estava com um gosto estranho, correu para o banheiro e acabou vomitando o café. Estava meio tonta, começou a estranhar, pensou no que havia comido... Nada fora do normal. E então uma idéia lhe ocorreu. Será que House aceitaria? Precisava ter certeza. Comprou três testes e fez os três, o resultado unanime a chocou: Positivo. E agora? O que House acharia disso? E o que Rachel acharia de um/uma irmão/irmã? Precisava conversar com House. Ela o fez, foi ate a sala dele.
Sala de House. – Algum tempo depois.
Ele viu Cuddy entrar com um olhar serio, mas no fundo de seus olhos ele podia ver uma alegria e um medo. Sentou-se melhor, para escutar o que ela tinha a dizer. Ela sentou-se a sua frente sem jamais quebrar o contato visual.
- House, nós precisamos conversar. – seu tom estava serio e estava como seu olhar, com medo e felicidade.
House ficou calado indicando para ela prosseguir.
- Eu... Estou grávida. – contou Cuddy
House ficou bestificado, estava extremamente surpreso.
Cuddy se levantou sem mudar de expressão.
- Vou deixar você pensar. – falou ela e saiu.
House ficou pensativo e de repente um sorriso brotou em seus lábios.
Refeitório.
House estava sentado sozinho quando Wilson sentou-se com ele.
Wilson percebeu o quanto seu amigo estava perdido em seus pensamentos.
- Está tudo bem com você? – perguntou o oncologista.
- Sim. – respondeu House
- Algum problema?
- Não.
- A Cuddy e a Rachel estão bem?
- A Cuddy está grávida e a Rachel banguela.
Wilson quase morreu engasgado.
- Já pensou em parar de tentar me matar? – perguntou Wilson
House não respondeu.
- Vai assumir a criança? – perguntou Wilson.
- Ela é minha esposa e apesar dos meus medos é com ela que eu quero viver o resto da minha vida. – falou House
Wilson achou que era hora de dar a cartada que guardava há anos.
- E sempre foi o seu sonho, não é? Sempre quis que ela fosse a mãe dos seus filhos. E sempre quis dar um filho a ela, não é?
House ficou parado, como Wilson o conhecia tão bem? Ele balançou timidamente a cabeça num sim.
Wilson sorriu.
- Ela já sabe? Que você vai cuidar dessa criança? – perguntou Wilson
House se levantou
- Vou encarar isso como um não. – falou o oncologista.
House saiu de lá.
Sala de Cuddy.
Ela estava sentada em sua mesa encarado o nada. Distraída. Quando House entrou de repente, ela acordou e o olhou nos olhos, já imaginando sobre o que ele vinha falar.
House sentou-se de frente para ela.
- Sabe por que eu não gostava da idéia de você a dotar um bebe há alguns anos atrás? – falou ele. Cuddy o olhou pedindo para que ele prosseguisse. – Eu não queria que você conseguisse um candidato na fertilização in vitro e nem que conseguisse adotar um bebe, por que eu sentia, apesar de negar, que eu era quem deveria ser o pai dos seus filhos. Eu queria te dar um filho, que fosse realmente nosso. E parece que consegui, realizamos um sonho meu e, não tenho certeza, mas acho que, um sonho seu também.
A essa altura do campeonato Cuddy tinha um sorriso e estava com os olhos cheios d'água.
Ele sorriu.
- Sim, também é um sonho meu. – falou ela.
Levantaram-se e se abraçaram.
Algumas noticias correm como guepardos, a gravidez de Cuddy não foi uma exceção. O hospital inteiro já comentava, principalmente sobre os pais. A noticia de House ser pai ainda era difícil de acreditar, uns não acreditavam, outros achavam que tinha algo por trás, mas ninguém sabia da verdadeira verdade.
Arlene descobriu por Julia que descobriu ao ligar para saber da irmã.
O tempo passava calmamente.
Casa de Cuddy.
Era tarde da noite, todos na casa já estavam dormindo, digo, quase todos. Cuddy havia acabado de acordar. Estava com desejo. Sentou-se.
- House... House... – chamou ela
- Hum? – perguntou ele despertando.
- Estou com desejo.
- Ô mulher não sou coelho.
- Não é isso seu bobo... É fome.
- De que?
- Pettit Gateau.
- Pensei que detestasse isso.
- Eu sei.
Ele olhou para o relógio.
- Less, são três da manhã. – falou ele
- Explique isso para o seu filho, a idéia foi dele. – falou ela
- Ô pequeno nem nasceu e eu já estou cansado. – ele se levantou
- Sorry honey. – falou ela
- Relaxa linda. – falou ele e beijou a testa dela antes de sair do quarto
Algum tempo depois.
Ele entrou, trancou a porta e foi para a cozinha. Em seguida foi para o quarto, mas não a encontrou. A encontrou no quarto de Rachel. Ela observava a filha dormindo.
- Ela acordou? – perguntou ele
- Não. – respondeu ela
- Trouxe o seu sorvete.
Eles foram para a cozinha.
Ela pegou o "lanche da madrugada" e começou a comer.
- Devíamos escolher um nome. – falou ela
- Talvez amanhã, depois do ultra-som. Ou você achou que eu não sabia?
- Não sabia que tinha ido saber.
- A sua ginecologista é uma fofoqueira.
Ela riu.
Alguns meses depois.
O tempo passou. Rachel "conversava" com a irmã de vez enquanto. A pequena reagia à voz de House. O nome era Sophia. Já haviam comprado algumas coisas, ela dormiria no mesmo quarto que Rachel, por um tempo.
A bebe tinha feito nove meses há alguns dias e a pedidos de House, Cuddy havia se afastado do hospital, deixando Wilson no comando. House não gostou muito, mas com o tempo se acostumou.
Wilson já não se importava com o fato de House querer sair mais cedo para ficar com Cuddy e sabia que agora essas saídas talvez ficassem mais freqüentes.
Nessa manhã House estava com uma estranha vontade de ir trabalhar mais cedo. Acordou antes do despertador, viu que ainda era cedo, aproveitou que Cuddy dormia e ficou observando-a.
Depois de um tempo o despertador tocou. Ela desligou e olhou para House.
- Acordou cedo. – falou ela
- Sem sono. – falou ele
- Ótimo. Pode ir para o hospital mais cedo.
- Vai ser estranho.
- A Marina vai chegar logo, posso te levar lá.
- Ok.
Algum tempo depois.
Cuddy parou o carro na frente do hospital.
- Chegamos. – falou ela
De repente sentiu uma contração forte. House ao ver a expressão dela olhou para o banco e o viu molhado.
- Cuddy sua bolsa estourou. – falou ele, levantou-se rapidamente e foi abrir a porta do lado dela. A ajudou a ir ate a porta do hospital. – Preciso de uma cadeira de rodas, urgente!
Logo uma enfermeira trouxe a cadeira de rodas, Cuddy sentou-se as contrações estavam mais fortes.
- Leva ela para a maternidade. – falou ele para a enfermeira e então voltou para Cuddy. – Vou convocar minha equipe e te vejo depois, ok?
Ela balançou positivamente a cabeça.
Sala de cirurgia da maternidade. – Algum tempo depois.
- Senhoras e senhores, hoje temos uma situação especial e se algum de vocês fizer algo que cause problemas ou na mulher dos seios enormes ou na pirralha, considere-se demitido. – anunciou House. – Agora ao trabalho.
House tratou de fazer ele mesmo o parto, não confiaria em mais ninguém para isso.
As contrações estavam fortes e Cuddy gritava. House tentava manter-se firme diante dos gritos de sua amada.
- Vamos lá, querida, empurre a pequena. – falou ele
Ela o fez. O empurrão foi forte o suficiente para que a cabeça do bebe ficasse exposta.
- Mais uma vez, Less. – pediu ele
Sophia saiu e assim que o vez começou a chorar. As lagrimas corriam pelo rosto de Cuddy tanto pela dor quanto pela emoção.
House cortou o cordão umbilical e fez todo o procedimento, depois pegou sua filha no colo e a levou ate Cuddy.
- Less, eu te apresento, Sophia. Sophia, eu te apresento sua mãe, Less. – falou House e entregou a criança a Cuddy que olhava maravilhada.
Algum tempo depois elas foram levadas para o quarto, House foi com elas, logo ouviram a porta ser aberta, Julia estava com Arlene e Rachel, Wilson as havia avisado. E o oncologista também estava lá para ver a jovem Sophia.
House observava tudo, sua esposa, sua filha e sua filha adotiva. Sua família estava ali. E ele não precisava de mais nada. Estava feliz, mas não sabia o que o futuro reservava para sua vida e talvez fosse melhor simplesmente não saber e curtir cada momento com as pessoas que mais amava: Rachel, Sophia e, principalmente, Cuddy.
