Legendinha básica: oOoOoOo : mudança de POV (espero que não fique muito confuso X.x)

CAPITULO 2

Correu tudo bem no ensaio. Tirando às vezes em que eu ficava perdido nos meus pensamentos e acabava errando algumas notas. Para falar a verdade foram muitas interrupções da minha parte. É, eu estava realmente assustado. Não era pra pouco. Do nada eu chega e ele me tasca um beijo daqueles? Não é para qualquer um agüentar.

No começo eu achei que fosse até uma brincadeira de mau gosto, mas depois eu vi que era sério mesmo. Ele fez em sua sã consciência aquilo! E eu correspondi, o que foi a maior merda de todas. Não que eu não tenha gostado, claro que não. Mais ele era o Ruki! O vocalista da minha banda, um amigo muito querido, mas mesmo assim um AMIGO. E tudo isso estava me deixando com uma enxaqueca daquelas.

O que eu sentia por ele afinal? Era essa pergunta que estava me deixando cada vez mais atormentado. Talvez fosse algum tipo de atração, ou sei lá. Da parte dele deve ser o mesmo. Ou não? E se ele me amar e achar que eu também o amo por eu ter o beijado depois? Merda. Talvez nós tivéssemos ido longe demais. Não, bobagem, foi apenas um beijo que não significou nada para mim. Mas e se para ele teve algum significado? Ah... eu preciso pensar... e falar com alguém sobre isso. Não, isso seria ridículo. Eu precisava falar com ELE primeiro.

Depois daqueles beijos nós apenas trocamos olhares que não tiveram explicação nenhuma. Ele só disse "Eu precisava disso" e saiu andando em direção ao estúdio. Resumindo: me deixou no vácuo. Eu precisava de algo mais concreto, que explicasse toda aquela situação. Eu não deixaria passar de hoje.

Só estávamos eu, Aoi e Ruki no estúdio. Aoi ainda estava dedilhando algumas coisas – horas e horas de ensaio e ele não se cansava nunca! - e Ruki estava arrumando as suas coisas para ir embora. Eu estava lendo algumas partituras novas que Uruha tinha me passado, mas logo me desviei e lembrei que precisava falar com o vocalista.

- Ruki. – eu o chamei e o tirei da sua total concentração que estava enquanto colocava suas coisas em sua mochila. – Eu precisava falar com você, antes que vá embora. É rápido.

- Ok. – ele disse meio seco, não demonstrando o nervosismo que eu estava esperando.

- Bom... Aoi. Se você não se incomoda, eu e o Ruki vamos ali na escada conversar um pouco porque aqui está muito quente e...

- Hai. Podem ir. Eu vou ficar mais um pouco aqui, eu guardo o resto das coisas que ficaram aqui, podem ir sim.

- Valeu Aoi. Então até amanhã.

- Até amanhã Aoi. – o vocalista disse já com a sua mochila nos ombros, e saindo de dentro do estúdio.

Nós nos sentamos nos últimos degraus da escada, e nos fitamos por alguns instantes esperando que aquele momento constrangedor acabasse logo. Eu precisava falar alguma coisa, mas não sabia nem por onde começar.

- Droga. – eu disse meio que num sussurro, massageando as minhas têmporas que estavam me matando de dor. Ruki me olhou com um certo receio e preocupação, por que eu imaginei que as minhas feições não eram as mais belas naquele momento. – Eu não sei por onde começar Ruki. Mas você me deve algumas explicações, eu imagino...

- Claro que devo Reita. Eu também não sei o que realmente me deu naquele momento quando eu... É, você sabe.

- Quando você me beijou, certo? Vamos Ruki, não é o momento para você ficar envergonhado. Eu quero explicações. – disse um tanto ríspido, mais do que eu queria ser naquele momento. Talvez eu tenha soado bravo demais.

- Isso não vai mais acontecer, eu prometo que não. Eu estava fora de mim. Desculpe-me se causei uma má impressão, mas você me conhece. Quando eu quero alguma coisa, eu vou lá e faço e não penso nas conseqüências.

- Há quanto tempo você desejava isso? – perguntei, tocando em seu rosto para que ele me fitasse.

- Reita... – aquilo foi como um pedido, para que eu não o tocasse. Como se aquilo fosse algum incomodo para alguém. (1)

- Me diz, de verdade... – fui me aproximando cada vez mais, fazendo com que ele se sentisse mais acuado, claro que essa não era a minha intenção. – O que você sente por mim? Eu preciso saber... Antes que eu faça ou diga alguma coisa que te machuque.

- Eu... eu... eu gosto de você Reita. Pronto. Falei. Satisfeito?

- Droga Ruki. Gostar eu também gosto. Mas me diz o quanto. Qual é a intensidade disso? – me afastei um pouco, e tirei a mão de seu rosto, porque não queria que ele interpretasse de outra forma.

- Muito. Eu gosto muito de você. Talvez mais do que qualquer intensidade desse mundo possa medir. Eu odeio dizer isso, mas é a verdade. É amor isso Reita.

Foi nesse momento que o meu mundo desabou. Ele me amava. Amava de verdade. E eu nem se quer sentia algo concreto por ele. Como eu não percebi isso antes? Um merda. Era isso que eu era. Como eu pude deixar isso acontecer? Eu deveria ter ficado em casa hoje. Não. Isso é só um sonho ruim. Eu estou na minha cama agora, e vou acordar em exatos três segundo. Um. Dois. Três.

- Reita, você ouviu o que eu disse?

"Merda de sonho idiota."

- Ruki... eu não sei o que dizer. Realmente eu não sei. – eu disse mais uma vez, massageando minhas têmporas.

- Eu imagino que você esteja assustado com a noticia. – ele soltou um sorriso amarelo que me deixou mais confuso ainda. Parecia até que ele queria brincar comigo. – Mas eu não estou pedindo para que você me ame ou alguma coisa do tipo. Eu sei exatamente que você não sente nada por mim...

- Claro que eu sinto Ruki! – e ele me olhou com os olhos brilhando que me cortou o coração. Quem era eu para acabar com a felicidade de alguém? – Eu sinto... eu sinto algo muito especial por você.

- Não minta Reita. Só vai piorar as coisas...

- Ok...ok... me perdoe. Eu não quero machucar você...

- E não vai. Você não sabe o favor que me fez hoje quando me beijou de volta. Isso foi muito importante pra mim, mesmo que para você não tenha sido.

- Você está errado. – ele me olhou com uma certa curiosidade pedindo para que eu prosseguisse. – Significou muito para mim Ruki.

Então ele sorriu. Pela primeira vez eu sorri também. Não sabia porque mais o modo como ele me olhou foi tão especial que eu pude sentir na pele aquele amor de que ele falou. Realmente aquilo estava indo longe demais. Eu estava dando falsas esperanças a ele. Merda, merda, merda! Se eu acordar agora eu prometo que não encho mais o saco do Kai por um mês.

Ele mordeu o canto dos lábios, com uma cara de quem aprontaria alguma coisa. Dito e feito. Dessa vez foi ele quem se aproximou de mim, e me deixou um pouco sem reação, como da primeira vez.

- Mesmo não acreditando no que você diz... – disse enquanto tocava em meus cabelos e se aproximando cada vez mais, me deixando cada vez mais encurralado. – você ainda consegue me deixar fazer essas coisas...

Bom... essa parte vocês já podem imaginar o que aconteceu. Mais beijos provocantes e apaixonados. Pelo menos por parte de Ruki, eles eram apaixonados.

"Droga!"

Definitivamente aquilo tinha ido longe demais.

oOoOoOo

Depois do ensaio, eu – como sempre - fiquei mais um tempo no estúdio, tirando algumas musicas e tocando alguns acordes aleatórios apenas para passar o tempo. Fiquei pensando em varias coisas, por exemplo, no que aqueles dois tanto conversavam naquela escada. Confesso que fiquei um tanto curioso, mais eu não era cara-de-pau o suficiente para ir até lá bisbilhotar o que eles falavam. Mais eu precisava ir embora. Querendo ou não eu teria que passar pela escada onde eles estavam. Então arrumei todas as coisas que ficaram espalhadas e resolvi sair.

Peguei minha mochila, a coloquei nas costas, e sai pela mesma porta em que o loiro havia me parado algumas horas atrás. Aquela cena foi hilária. Como eu adoro aquele maluco e as suas idiotices.

Mais então, depois de trancar a porta e seguir pelo caminho que acabaria na escada, eu vi uma cena um tanto... inesperada. Corri para trás de um pilar que ficava próximo aos degraus e comecei a observar os dois.

Eles estavam lá. Reita e Ruki. Aos beijos. E não eram beijinhos inocentes não! Eles estavam praticamente se engolindo bem ali na minha frente. Claro que eu não consegui conter o riso, que por sorte foi abafado pelas minhas próprias mãos.

Como eu sairia dali? Eu precisava ir embora, já estava tarde e eu estava com uma baita de uma fome. Mas com aqueles dois ali, empatando a minha passagem, eu não conseguiria nunca ir para a minha linda casinha.

Aquilo já estava sendo freqüente na minha vida. Pessoas empatando a minha passagem, no sentido literal da palavra. Talvez aquilo significasse algo. É...muito estranho...

Dois, três, cinco, dez minutos. DEZ minutos se passaram e nada daqueles dois se desgrudarem. Haja fôlego! Meu Deus! Sabe-se lá há quanto tempo eles estavam lá antes da minha chegada.

Naquela hora eu já estava sentado no chão, encostado no pilar, com a pior cara do mundo. Meu estomago roncava e eu já estava ficando perturbado com aqueles dois inconseqüentes que não se desgrudavam nem com um balde d'água fria.

"Talvez não fosse uma má idéia..." – Eu pensei. Não seria má idéia, se eu não quisesse ficar vivo depois, porque com certeza eles me matariam, e de uma forma bem dolorosa que minha mente nem era capaz de imaginar, por que a minha fome já estava tomando conta do meu sistema nervoso.

Eu não agüentava mais. Era a hora de agir. Ou então eu passaria a fazer fotossíntese ali mesmo.

- Não querendo interromper... – Eu disse em alto e bom som, levantando-me e indo em direção aos dois pombinhos, fazendo Ruki quase ir escada abaixo com o susto que levou...- Mas REALMENTE preciso ir... E para isso vocês dois precisam me deixar passar.

- Há quanto tempo você está aqui? – Quem perguntou foi Reita, saindo de cima de Ruki, - que já estava mais vermelho que um pimentão -, ajeitando suas roupas e me olhando um tanto surpreso... e eu sei muito bem o porque.

- Pouco tempo. – menti. Talvez não pegasse bem dizer que eu estava ali se sabe lá há quanto tempo observando aquele agarramento todo. – mas tempo suficiente para ver o que os dois safadinhos estavam fazendo. – sorri maliciosamente, ajeitando a minha mochila nas costas e seguindo para a escada. Desci alguns degraus, mais fui segurado até um pouco grosseiramente, me fazendo virar para fitar quem tinha me parado.

- Aoi, eu te peço... Não diga nada a ninguém sobre isso. – Ruki quase me implorou, e eu jurava que por pouco ele não ajoelhou ali mesmo me pedindo para que eu não abrisse o bico.

- Tá me chamando de fofoqueiro? – brinquei um pouco, para tentar tirar aquela tensão que pairava sobre nossas cabeças. – Ok, eu não falo pra ninguém, mas com uma condição... – Reita rolou os olhos e colocou as mãos na cintura mostrando toda sua impaciência, e Ruki apenas me fitou esperando que eu continuasse. – Nada de agarramento na escada da gravadora, está bem? Nem eu que sou EU fico de sem-vergonhices em locais de trabalho. – Eu falei com a cara mais séria do mundo, mas acabei rindo logo em seguida junto dos dois.

- Nós prometemos, senhor certinho. – disse o vocalista, recuperando o fôlego.

- E é bom mesmo. Agora se vocês me derem licença, eu preciso ir porque a minha barriga já está implorando há muito tempo por algum alimento.

- Morto de fome. – soltou Reita, se virando e seguindo para o estúdio seguido por Ruki logo depois. Depois disso só me restou descer o resto da escada e seguir direto para o estacionamento pegar meu o meu carro.

E fui rindo sozinho durante todo o caminho para casa.

Continua...

oOoOoOo

(1) ENCOMODO NENHUM REITA! PODE VIIIIR! IUHDIUSAHDIUSAHDSA ;D

N/A: #Raxando o bico junto com o Aoi#

PERVERTIDOS! ¬¬' Já viro palhaçada esses dois! ¬¬'' #ciumenta#

Imagina o dia que eu for escrever um lemon deles então? XD #corre#

Cara, eu preciso de férias, e eu acho eu fiquei de recuperação o.o

Aí, fudeu. Adeus Anime & Friends, adeus celular novo de aniversário x.x

#morre#

Mais mandem reviews manos! Assim eu me animo pra estudar 8D