DISCLAIMER: O Universo Pokémon não pertence a mim, e sim à Game Freak. Apenas o enredo e alguns personagens são minhas invenções.
CAPÍTULO 2: Encontros e desencontros!
Ah, atrasado como sempre! O professor Louis disse para eu encontrá-lo às 10h no seu laboratório na cidade de Soria... E MEU POKÉTCH JÁ MARCA 9:30! Será impossível chegar lá em meia hora! Se ao menos eu tivesse um Pokémon com Fly...
- Isso não será problema! Posso te levar lá com meu Charizard!
O Charizard do meu pai era incrível! Lembro que, quando eu e meu irmão éramos apenas crianças, ele costumava nos levar até o vulcão de Cinnabar e o Mt. Silver. Ao chegarmos ao topo, passávamos a tarde inteira vendo a bela vista que tínhamos lá de cima.
-Eu preciso resolver algumas coisas com Louis e aproveitar que o Professor Oak estará lá! Há sempre coisas novas pra aprender com esses dois!
- Que bom, pai! Mas o que vocês vão fazer em Soria? Há algum problema? – Eu perguntei.
-Nada de mais, filho... Alguns Pokémons da região de Domps estão quase desaparecendo e o Professor me chamou para pesquisar o motivo... Vamos logo, Phil... Você vai se atrasar!
E assim começou o primeiro dia da minha jornada! Uma carona no Charizard do grande Blaine! Apesar de curto, esse vôo até o laboratório será inesquecível!
*15 minutos depois*
- Bem, filho... Antes de me reunir com o Professor, vou visitar um velho amigo lá da região Kanto que se mudou pra cá, assim como nós! Boa sorte no seu primeiro dia de jornada!
-Obrigado, pai! Tenho certeza que será um dia fantástico!
Assim que perdi meu pai de vista, fui finalmente conhecer o Professor Louis. O laboratório, por fora, era enorme. Muito maior do que o do Professor Elm e do Professor Oak. Dirigir-me até a porta está sendo difícil... Uma mistura de medo, ansiedade e espírito de aventura. Enfim, acho que chegou a hora!
*Entrada no Laboratório*
Ao entrar no laboratório, percebi que não havia ninguém por perto. Como não gosto de esperar, foi inevitável gritar:
- Professor Louis! Professor Louis!
- Ele já está chegando! – disse uma voz misteriosa.
De repente, vindo de um teletransporte (parecido com aqueles que a Silph Co. experimentou em sua sede, em Saffron City) aparece seu assistente. Fiquei surpreso: era Tracy, um dos maiores pesquisadores Pokémon de Kanto!
- O Professor foi buscar alguns Pokémons que estavam no Day Care! Ele já deve estar a caminho! – disse Tracy.
-Você deve ser o filho do famoso Blaine, não é? Fique a vontade! Vejo que você tem uma Poké Ball pendurada no cinto. Já capturou seu primeiro Pokémon? – perguntou.
-Não... Esse Pokémon é um Dratini, e é um dos favoritos do meu falecido irmão. É com ele que vou começar minha jornada! –respondi.
-Meus pêsames... Eu soube da morte do seu irmão. Foi uma perda terrível. Ele era um excelente treinador. Seria um forte candidato ao título da Pokémon League de Domps.
Subitamente, a porta foi aberta. Por ela, entrou uma Seviper arrastando um homem de meia idade, cabelos longos e barba por fazer. Parecia já estar acostumado com esse tipo de situação. Aparentando estar constrangido e, mesmo assim, descontraído, ele disse:
- DESCULPE O ATRASO! – fazendo o Pokémon voltar para a Poké Ball – Essa Seviper adora o laboratório e sempre anima quando voltamos para casa.
- Olá, professor! É um grande prazer te conhecer! Sou Philip, filho de Blaine!
- Eu sei quem você é, rapaz. Seu pai é um grande treinador e me ajudou muito durante todos esses anos. Ele me disse que você pretende começar sua jornada. Você com certeza está preparado; vem de uma família de excelente treinadores... Vejo que já tem um Pokémon!
- Obrigado, senhor! Esse Pokémon é o Dratini do meu irmão. Pretendo honrar a memória dele nessa aventura!
- No nosso encontro de hoje, eu pretendia te entregar um presente: uma Pokédex. Mas aquele velho Oak ainda não apareceu por aqui para me entregá-la! Enquanto isso, Tracy vai acompanhá-lo até a cidade de Justia, para comprar seus equipamentos!
- Tudo bem! Obrigado por tudo, Professor!
- Foi um prazer, meu rapaz. Tenho certeza que você será um treinador poderoso!
- Vamos, Philip – disse Tracy – Temos que ir, antes que as lojas fiquem muito cheias!
Assim que saímos do Laboratório, vejo meu pai, acompanhado de um rosto familiar. Era Paul, meu melhor amigo desde a infância! Ele também se mudou para Domps para começar sua aventura!
- Fui visitar o Norman, líder do ginásio de Petalburg e encontrei o Paul treinando seu Cubone – disse meu pai.
- Oi, Philip! Quanto tempo! Está ansioso para começar sua viagem?
Quando crianças, eu e Paul nunca nos demos bem. Ele parecia estar sempre atrás de confusão e, quando a encontrava, dava um jeito de colocar a culpa em mim. Um dia, quando tive coragem de enfrentá-lo, o desafiei em uma competição de nado de New Bark até Tohjo Falls. Ironicamente, nenhum de nós sabia nadar muito bem e, no meio do caminho, acabei me afogando. Lembro-me de ter acordado em casa, no dia seguinte, com os olhares preocupados do meu pai. Ele me dissera que Paul tinha me carregado até a margem do rio, mas, não aguentando o esforço, perdeu a consciência também. Fui visitá-lo no hospital e, desde então, nunca mais nos separamos.
-Sim! Vi que você tem um Pokémon... Você quer ser o meu primeiro adversário? – disse eu, louco para batalhar.
- Claro, vamos lá!
A adrenalina corria em minhas veias. Aquela seria minha primeira batalha! E com o Pokémon do meu irmão. Foi quando, pude gritar pela primeira vez:
- VAI DRATINI!
- Cubone, vamos lá!
E foi assim que eu ordenei o primeiro ataque de um Pokémon na minha vida!
- Dratini, Headbutt!
Minha emoção de repente virou dúvida: Dratini não me obedecia. Ordenei o ataque muitas outras vezes, e nada aconteceu. Enquanto isso, ele levava golpes do Cubone de Paul, sem ao menos se defender. Foi quando ouvi a voz de Tracy:
- Você disse que esse Dratini era do seu irmão, certo?
- Sim. Por quê?
- Nas minhas últimas pesquisas, descobri que os Pokémons são criaturas extremamente fiéis e intuitivas. Eles não param de obedecer ao dono, a não ser que este morra. Mesmo que o seu mestre desapareça, eles sabem o momento exato de sua morte e, somente assim, passam a obedecer outro treinador. Você tem CERTEZA que seu irmão está morto? – disse Tracy bastante intrigado com a situação.
- Não... O corpo dele nunca apareceu. Quer dizer que e-ele pode est-estar VIVO?
- Não posso acreditar que ele está vivo. –disse uma voz misteriosa, vinda de longe.
(Continua)
NOTA DO AUTOR: Agora a grande trama da história começou a ser revelada. Será que Mark estará vivo? Não se esqueça de mandar reviews dizendo o que achou do segundo cap!
Novamente, um agredecimento especial a Suppie-Ko, que me ajuda a escrever essa fanfic.
Até a próxima,
PKMN01
