Cenas Hots a seguir... cuidado que vai pegar fogo! XDDD
Jack, Lizzie e Cia. não são meus, são do Tio Mickey
Yo Ho e um Johnny pra mim!
XDDDD
Cap. 2
- Você tem que ouvir a história toda! Assim talvez você mude de idéia!
- Creio que nada me fará mudar de idéia Tia. – Elizabeth sentou-se na poltrona de Jack, ainda envolta no lençol e escutou tudo o que Tia lhe dizia.
Não parava de se surpreender enquanto ouvia sua vida ser narrada, bem ali, na sua frente – ela nunca imaginou como as vidas de todos ali estavam tão profundamente entrelaçadas.
Mas quando ouviu que deveria ser o próximo Capitão do Holandês Voador – e não Jack nem Will – ela foi às lágrimas.
Sabia que desde que nasceu e viu o mar pela primeira vez sentiu um desejo absurdo de fazer parte de suas misteriosas profundezas azuis, sonhava em ser pirata e morrer no mar – dizia isso abertamente a todos, que se assustavam com tamanha paixão da menina, principalmente seu pai, que tremia sempre que ela perguntava sobre piratas e o porquê de sua mãe ter deixado para ela várias histórias de piratas escritas em alguns livros de bordo – mas ela nunca pensou que isso fosse tão sério assim!
Tia via que suas palavras estavam causando um efeito devastador – na já abalada Elizabeth – e pensou que agora ela se abriria e contaria o que diabos ela prometeu a Will para ficar livre dele.
- Então... – começou Elizabeth entre os soluços. – Há algo se de possa fazer para ajudar-nos?
- Isso depende do que você me contar menina! Pelo amor de seu Deus, eu não posso fazer conjecturas para ajudar vocês, eu preciso de informações!
Engolindo em seco e enxugando as lágrimas no lençol, Elizabeth olhou Tia com tristeza.
- Não posso contar. – disse amarga.
- Mas Elizabeth, por favor! – Tia suplicou.
- Não posso! – Elizabeth sacudiu a cabeça e levantou da poltrona. – Preciso me trocar, procurar roupas e...
- Tenho um vestido comigo, que eu trouxe da minha ilha... posso te oferecer? – disse Tia, que aparentemente tinha desistido que interrogar Elizabeth.
- Sim. – sorriu Elizabeth sem graça. – Seria muito bom!
- Vou buscá-lo! – Tia ficou séria e saiu da cabine.
No convés...
Suspirando, Tia desceu para o porão antes que Jack a visse.
Estava falando com Gibbs sobre a perfeição do leme do Pérola Negra e como deslizavam velozes nas – agora tranqüilas – águas do Caribe.
Gibbs estava sério, olhava para Jack e só respondia com meias palavras, evitava olhar Jack nos olhos, estava bravo.
No porão...
Estava tudo escuro, exceto por algumas poucas lamparinas que pendiam das vigas de madeira.
Tia pegou suas tralhas na trouxa e jogou-as ao chão, procurando o vestido do qual falara a Elizabeth.
- O que ela disse Calypso? – Barbossa disse deitado numa rede, assustando-a.
- Nada. – suspirou. – Ela disse que prometeu não contar nada! Acho que foi grave o que aconteceu lá Hector, pois ela se recusa a dizer o que prometeu a Will para ficar livre!
- Como você sabe que ela prometeu algo? Será que ele não entendeu os motivos dela? Por isso a libertou?
- Duvido! – ela disse olhando para ele, resoluta. – Ela estava com cara de quem viu o demônio e fez trato com ele. – Barbossa tremeu e ela finalmente encontrou o vestido verde musgo que procurava, sentou numa rede e ficou balançando as pernas. – Ela está escondendo algo grave, muito grave, para proteger a todos nós! Disso eu tenho certeza, aquela moça é mais forte do que qualquer um imagina, mas mesmo assim ainda é frágil como um cisne de cristal e... pode quebrar com um simples toque. Will deve ter dito ou feito algo realmente terrível para amedrontá-la dessa forma.
- Minha nossa! – suspirou um Barbossa bêbado e tristonho. – Vou dormir um pouco Calypso, enquanto ainda posso dormir, isso está me agoniando!
- Durma. – disse ela calmamente. – Vou levar isso aqui para a ela.
Subiu as escadas e deixou Barbossa em seu sono embriagado.
No convés...
Estava um dia lindo, os dentes de Jack brilharam ofuscantemente quando ele sorriu ao ver Tia Dalma. Ela não retribuiu o sorriso e foi rapidamente para a cabine.
Jack franziu a testa e estranhou o jeito dela.
"- O que será que Lizzie contou para ela? Ou será que nem para ela Lizzie contou o que diabos aconteceu no Holandês? – se perguntou angustiado. – Oh Bugger!"
Na cabine...
Tia deu o vestido a Elizabeth e se sentiu muito alegre porque serviu perfeitamente.
- A cor era bem mais viva e tinha esmeraldas bordadas nele há tempos atrás. – Tia disse num sorriso.
- Devia ser lindo mesmo quando era novo, e ainda é! – sorriu agradecida. – Muito obrigada Tia Dalma!
- Por nada! Você não pode andar por aí nua. – riu e Elizabeth riu também.
- Obrigada também por... por não perguntar mais nada. – Elizabeth disse envergonhada.
- Não forço você a me dizer por que não posso interferir em seu livre arbítrio. – Tia disse dessa vez, secamente. – E também porque você está grávida, só por isso!
- Está bem. Agradeço assim mesmo!
Elizabeth já ia saindo da cabine quando Tia segurou seu braço.
- Jack quer levá-la para Nassau, para te proteger de Will.
- O quê? – Elizabeth exclamou confusa. – É perigoso, tem soldados ingleses lá!
- Eu sei, e todos sabem e dissemos isso a ele, mas ele disse que conhece alguém lá que vai ajudar vocês.
- Jack é maluco! Que inferno! Will não vai nem chegar perto de nós, pelo menos não dentro de um... – parou imediatamente, assombrada por quase dar com a língua nos dentes.
- Dentro de um o quê Elizabeth Swann? – Tia gritou curiosa. Estava a ponto de bater nela para que completasse a frase.
- Nada! Ora, me deixe falar com ele, não quero ir para terra! – se desvencilhou das mãos de Tia Dalma que ainda a segurava e quase saiu, pois Tia ficou em frente a porta e disse:
- Vá com ele Elizabeth, ele quer te proteger e se você não quer nos contar nada, faça o que ele quer. Jack está desesperado com tudo o que aconteceu, pode não parecer, mas ele está com muito medo de Will. E também com vergonha do que fez com você!
- Ohw! – suspirou Elizabeth. – Mas porquê vergonha do que fez a mim? Ele só me fez bem!
- Ele tirou sua pureza, e você além de ser casada com um amigo dele, você é muito mais jovem que ele, na verdade... você tem idade para ser filha dele!
- O quê?! Eu não me importo com isso! – ela esbravejou.
- Mas ele se importa, e muito! E se importa com o que os marujos vão dizer dele! Ele é o Capitão e apesar de tudo tem sua reputação de pirata bravo e indomável para zelar! Mas como você sabe, ele também é um bom homem, e ainda acha que o que acontece entre vocês é errado, mas não consegue resistir porque te ama demais!
Elizabeth abriu a boca para falar algo, mas as palavras se evanesceram.
Ela ficou feliz por Jack amá-la daquela forma tão arrebatadora e especial, mas não deixava de sentir uma ponta de dor quando pensava que ele ainda achava errado: o amor deles, o bebê... um filho... um filho dele e dela.
Continuou pensando e só saiu de seus devaneios quando sentiu a mão de Tia em sua barriga.
- O que você está fazendo? – disse Elizabeth assustada e afastou a mão de Tia.
- Nunca imaginei que veria uma mulher carregar um filho daquele doido. – Tia sorriu. – Você ainda está no início da gestação não é?
- Sim, eu acho. Minhas regras não vieram esse mês, presumo que isso confirme a gravidez. – Elizabeth disse meio atrapalhada, era esquisito ter a consciência que um ser crescia em seu ventre, na verdade, era assustador.
- Sim. – disse Tia, ronronando. – Isso confirma sim! Mas você tem que tomar cuidado, pois no início a gravidez ainda está frágil e por qualquer susto você pode perdê-lo!
- Meu Deus! – suspirou Elizabeth. – Mas, eu tomei vários sustos no Holandês Voador, e não o perdi! Ainda corro risco?
- É claro! Mas me diga, que sustos foram esses? – Tia queria arrancar a verdade dela de todo jeito.
Elizabeth estreitou os olhos, entendendo onde Tia queria chegar e saiu da cabine dizendo:
- Tomarei cuidado, e irei com ele!
No convés...
Elizabeth saiu vestida naquele vestido verde e todos os olhos se voltaram para ela, que sorriu abertamente para todos os marujos.
Jack – quando a viu – largou o timão e rapidamente desceu as escadas como um raio, parando em frente a ela. Gibbs que estava perto, sacudiu a cabeça.
- Você está bem amor? – ele disse a olhando encabulado, mexendo em seus anéis.
- Sim Jack. – ela sorriu de volta e ele abaixou a cabeça ao ver o brilho felino nos olhos dela.
- Aqui não Lizzie. – ele disse manhoso.
- Aqui não o quê? – ela fez cara de desentendida, mas tinha um ar de deboche que ele percebeu.
- Não vamos nos agarrar na frente desses malucos! – ele disse baixinho.
- E quem disse que eu quero te agarrar? – ela falou baixinho também, mas por entre os dentes. "- Será que Jack só pensa nisso!" – ela pensou alegre.
- Seus olhos dizem tudo meu bem! – ele sorriu malicioso.
- Pois se você soubesse ler mesmo o que significa esse meu olhar, saberia que estou furiosa por você fazer planos pelas minas costas e não me dizer uma palavra! Você diz para todos, menos para mim! Seu mentiroso descarado! Que história é essa de irmos para Nassau?
- Vamos para a casa de uns conhecidos meus! Lá estaremos protegidos, ninguém desconfiará de nossa presença! – ele sorriu como se isso explicasse tudo.
- Que conhecidos são esses? - ela perguntou irritada.
- Você não os conhece! – ele disse sério.
- É claro! – ela esbravejou. – É por isso que estou perguntando idiota! Ai Jack, você me irrita de uma forma tão... tão...
- Linda! – ele sorriu contente.
- Não! – ela franziu a testa com raiva.
- Não o quê?
- O quê o quê? – ela já estava ficando confusa.
- Você está linda ora, não posso mais elogiar você?! – ele fez bico.
- Não fuja do assunto! Você é mestre nisso não é? Mentir para mim? – ela disse chateada.
- Não estou mentindo para você. – ele explicou calmamente segurando as mãos dela. – Só estou omitindo algumas coisas, savvy?
- Pra quê? – ela já estava a ponto de bater nele.
- É surpresa! – ele sorriu e seus dentes de ouro brilharam ofuscantemente na luz do sol forte.
- Ai Jack! – se ele queria fazer piadas com ela, ela agora iria dar o troco, ah se iria. – Você quase me cegou agora!
- Eu o quê? – ele perguntou preocupado vendo que ela piscava várias vezes os olhos e fazia uma careta de dor. – O que foi amor? – segurou o rosto dela e a olhou de perto.
- Seus dentes... – ela continuava com piscando os olhos fingindo dificuldades de enxergar.
- O que tem meus dentes? – ele ficou confuso.
- Seus dentes... quer dizer, essas coisas de ouro que você chama de dentes, quase me cegaram com o brilho! Olha, quase não enxergo nada!
- Muito engraçado. – ele não gostou de ser ridicularizado por seus lindos dentes chamarem tanto a atenção. – Pare de piscar os olhos e fingir dor! – ele estava se pondo bravo.
- É sério Jack, doeram meus olhos! Porque você botou isso? Por acaso você é parente de ciganos? – ela fez piada novamente, dessa vez abrindo os olhos e sorrindo.
- Meu pai é filho de ciganos sim! – ele falou sem pensar muito e acabou por fornecer mais informações sobre seu passado a ela e ela adorou saber disso, tanto que abriu um sorriso mais largo ainda. – Mas eu coloquei os dentes de ouro porque são charmosos! E eu fiquei lindo! Nenhuma mulher nunca reclamou está bem? – ele continuou irritado.
- Oh Jack, acho que elas também não reclamavam do fato de você não gostar muito de água! – caiu na risada e os marujos que ouviam a conversa não puderam segurar o riso.
- Porque diz isso? Eu gosto de água sim! Adoro o mar!
- Estou falando de água, no sentido de banho seu tonto! – ela riu e beliscou a barriga dele, ele tremeu. Tremia a todo e qualquer toque dela quando ela o olhava sedutoramente do jeito que fazia agora.
- Eu tomo banho sim! – ele disse resoluto.
- Uma vez por ano Jack?! – gritou Tia Dalma da porta da cabine, não iria deixar uma oportunidade de ridicularizar Jack escapar.
- Não se meta! – ele disse profundamente chateado, fez um bico de choro e olhou para os marujos. – Eu sou muito cheiroso, savvy? – disse apontando para si mesmo e cheirando suas próprias axilas. Pareceu a todos que o cheiro não era dos melhores pela cara que Jack fez e tentou disfarçar.
- Nota-se Capitão! – riu Pintel, fechando o nariz e olhando para Raguetti, que também sorria. Marty e Cotton riam com as mãos na barriga, Jack e Elizabeth eram muito bons em deixar um ao outro sem graça com piadas tão astutas.
Marty saiu de perto deles e subiu no mastro principal por ordem de Gibbs que estava achando todo aquele circo divertido, mas nem tanto – queria muito conversar com Jack a sós.
Jack mostrou a língua e virou as costas para eles, naquele jeito fresco que ele tem. Olhou a fisionomia divertida de Elizabeth e se alegrou por vê-la assim. Mas continuou demonstrando irritação por todos tirarem sarro de sua aparência e saiu pisando firme no convés, até gentilmente empurrar Tia Dalma da frente da porta da cabine e com um suspiro que mais pareceu ser de uma dama, fechou a cara e a porta.
Os outros quase choraram de tanto rir.
- Ai Elizabeth! – falou Barbossa que agora estava no timão. – Minhas bochechas já estão doendo de tanto rir! Você sabe mesmo como deixar Jack sem graça!
- Isso é para ele aprender a responder direito minhas perguntas. – disse ela, ainda rindo.
- Terra à vista! – gritou Marty de cima do mastro principal.
- É Nassau Barbossa?! – perguntou Elizabeth tentando enxergar algo além das nuvens que envolviam a ilha, repentinamente o clima tinha esfriado e parecia que uma grande tempestade iria cair.
- Espero que sim! – sorriu Barbossa. – Está louca para ficar sozinha com Jack huh? – perguntou malicioso.
- O quê? Ora! Que pergunta! – ela saiu pisando firme do mesmo jeito que Jack fez momentos antes.
Chegando à porta da cabine, ela começou a bater.
- Jack? Você ouviu? Chegamos a Nassau!
Demorou de Jack responder, ele estava catando todas as moedas que ele havia escondido nos lugares mais inusitados que se possa imaginar. Tinha dinheiro nas gavetas, nas frestas da madeira, em buracos em baixo da cama, dentro dos livros, atrás deles, dentro de potes de tinta – sem a tinta é claro – e pregados a uma bolsa debaixo da escrivaninha. Uma verdadeira pequena fortuna – fora o que ele tinha afanado da tripulação enquanto dormiam.
Pôs tudo numa trouxa que fez com o lençol. Ainda pegou suas armas, pólvora, balas e mapas. Colocou todas essas tralhas na trouxa e deixou no chão.
- Jack, o que diabos você está fazendo aí? – perguntou Elizabeth, curiosa por causa dos barulhos que ele fazia e porque não respondia aos chamados dela. – Fala alguma coisa! – gritou irritada.
Iria recomeçar a gritar quando ele rapidamente abriu a porta da cabine e a puxou para dentro, trancando a porta em seguida.
Elizabeth mal teve tempo de entender o que acontecera, pois ele a jogou na escrivaninha, a beijou sensualmente e começou a levantar seu vestido com mãos habilidosas.
- Jack... – ela gemeu enquanto ele a deixava nua. – O que...
- Você não vai de vestido até Nassau. – ele simplesmente respondeu sussurrando no ouvido dela, e sorriu contente quando retirou o vestido.
Eles se olharam demoradamente e ele se abaixou sorrindo.
- Jack. – ela gemeu novamente de prazer, esse safado sabia perfeitamente como deixá-la indefesa à sua luxúria.
