Olá! Ja estou de volta ^^
Creio que não não demorei muito xD
Acho que vocês vão observar nesse capitulo que meu estilo de escrita é mais focada em diálogos do que em descrições. Nunca fui muito fã de descrever coisas ou de ler grandes parágrafos de descrição, sempre acabo pulando.
Se isso for um problema para vocês, por favor não deixem de me avisar, tentarei ao máximo descrever as cenas.
Sem mais, vamos a fic.
Desclaimer: Inuyasha e sua turma não me pertencem, a personagem Lorena Sales sim
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Capítulo 1
- Que viagem dolorida – digo esticando o meu corpo o máximo que pude assim que me encontrei no local onde pegaria minhas bagagens – tomara que não demore muito até o templo.
Assim que minhas incríveis seis malas e duas caixas apareceram e eu, por um milagre da vida, consegui pegar todas e de algum jeito por em cima de dois carrinhos, segui até o portão de imigração e não tendo problemas com meu visto e autorizações, segui ao desembarque. Sem muita dificuldade vejo meu nome em uma plaquinha.
- Sra. Higurashi? – Dirijo-me a senhora simpática que segurava a placa. Ela me endereça um sorriso gentil e afirma.
- Fez uma boa viagem querida? – ela pergunta ainda sorrindo e pegando um dos meus carrinhos.
- Fiz sim, sem problemas. – respondo também sorrindo.
Seguimos em direção a um taxi e fomos direto para o templo. Em trinta minutos chegamos ao local, e que o Senhor meu Deus me ajude, porque eu nunca vou conseguir subir todos esses degraus com essa quantidade de malas. Por sorte o taxista resolveu nos ajudar, e como fui muito bem criada, dei uma gorjeta a mais para o homem bondoso.
- Seja bem vinda ao nosso templo – senhora Higurashi dizia como se subir todas aquelas escadas com aquele peso todo não fosse nada. Ela pega a minha mão e começa a me guiar pelo pátio externo.
- Aqui dentro contem um poço muito antigo. Ele está aqui a gerações e a lenda diz que está nesse local desde a era feudal – ela diz apontando para uma pequena construção – meu filho costuma dizer que o local é amaldiçoado – ela diz como se estivesse me confidenciando algo. Um frio na espinha me ocorre e decido nunca entrar ali. Ela apenas ri de mim e me guia ate uma arvore.
- Essa é a Goshinboku, nossa arvore sagrada. Sempre que podemos fazemos uma oração nela. – Ela diz com seriedade. A arvore era imensa e de uma largura incrível, e de fato, uma paz era transmitida ao redor dela. Me senti bem. Ficamos uns dez minutos apreciando a arvore e então ela me levou para um deposito que tinha muitas coisas antigas e a um pequeno altar que ficava atrás da porta.
- A convivência aqui será fácil se você tiver respeito. Meu pai é muito ligado as coisas do passado, mas é muito gentil. – ela me informa, sorrio em resposta. – está preparada para conhecer minha família?
- Sim
- Então vamos – nos encaminhamos até minhas malas que ainda estavam no topo da escadaria, pegamos quatro malas e nos dirigimos a casa principal.
- Tadaima! – Ela diz animada retirando os sapatos, faço o mesmo.
- Mamãe! – um menino de não mais que 10 anos se aproxima feliz – você deve ser a Lorena-san certo? – afirmo com a cabeça sorrindo – Eu me chamo Souta, vem que vou te apresentar para os outros.
- Nada disso mocinho, vá até o topo da escadaria e pegue o que conseguir para mim, sim? – a Sra. Higurashi interrompe-o.
- Deixe-me ajuda-lo – tento ir com ele, mas ela me impede.
- ÓH não querida, você deve estar cansada. – ela me puxa – venha que te apresentarei para o resto da casa. – e fui arrastada até a sala.
- Papai, querido – dois homens olham para nós – essa é a Srta. Sales que ficará conosco.
Faço uma reverencia para os mais velhos com um sorriso tímido. O mais idoso se levanta.
- Seja bem vinda a nossa casa querida, iremos nos esforçar para que você possa se sentir em casa.
- Obrigada senhor Higurashi. – e então o outro homem se aproxima.
- Ola querida, sou o Sr. Onigumo, marido de Sakura.
- É um prazer conhece-lo senhor Onigumo. – um sorriso brota nos lábios do homem.
- Vá tomar um banho querida, Souta e Naraku irão levar suas coisas para o seu quarto. Venha comigo que lhe mostrarei onde é.
Assim com uma leve reverencia, me retiro da sala e sigo a senhora Higurashi pegando ao menos uma mala de roupa. O quarto era espaçoso e tinha um banheiro só para mim, então assim que fui deixada a sós, não me contive. Peguei uma toalha e fui direto para o banheiro tomar um relaxante banho. Depois de relaxar um pouco saí do banheiro enrolada na toalha e fui pegar uma muda de roupa. Quando me aproximo da mala em cima da cama a porta se abre num rompante.
- Oh! Me desculpe – o homem diz na porta, sem desviar o olhar – não sabia que já tinha ido tomar banho.
- O senhor poderia se retirar para que eu possa me vestir? – digo meio vermelha.
- Claro, claro. Suas malas estão aqui do lado de fora. – ele diz e encosta a porta.
Eu heim, ele não sabe bater na porta do quarto de uma menina?
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No dia seguinte, Souta me levou para passear pelo bairro. E que bairro lindo! Tudo muito arborizado e familiar. Tantas famílias felizes passeando pelo parque que eu não tive como não me sentir em casa.
- Vamos tomar um sorvete? – Pergunta o menino feliz.
- Esta fazendo muito calor nesse verão, não é mesmo? – Não tem como não ficar sorrindo o tempo todo para essa criança. Sem esperar uma resposta, ele sai me puxando pela mão até uma sorveteria que ficava na esquina. Assim que sentamos na mesa, uma garçonete chega nos dando o cardápio.
- Quem é sua amiga, Souta? – A mesma garçonete pergunta bagunçando o cabelo do menino.
- Ela é a Lory-chan. Esta morando na minha casa – ele diz se concentrando no cardápio. – Eu quero um sorvete grandão de flocos.
- Uma ou duas bolas?
- Três bolas? – Ele fala fazendo carinha de pidão.
- Você vai passar mal assim – Falo pela primeira vez. A menina parece se assustar.
- Você fala japonês! – Ela fala feliz – Eu pensei que ia ter que falar inglês, e eu sou péssima nessa língua.
Só consigo sorrir para a menina simpática.
- É um prazer conhece-la...
- Samara – ela diz feliz – você vai ficar por quanto tempo?
- Três anos no mínimo. Vim estudar.
- Que legal! Espero que venha bastante aqui. – ela fala com contagiante alegria. – mas então, o que vai querer?
- Um petit gateau, por favor. – ela anota alegre e já iria saindo quando grito – E DUAS BOLAS PARA ELE.
Recebo um ok da menina e um olhar triste com biquinho do menino a minha frente.
- Não adianta me olhar assim! Sua mãe não ia gostar se você ficasse com dor de barriga.
- Ta bom. – Ele diz cruzando os braços e fazendo biquinho. Sorrio para o menino.
- INU PORFAVOR! – Ouço um pequeno escândalo na porta da sorveteria.
- Pare com isso Kikyou! Sabe que não gosto de escândalos – um garoto realmente lindo briga com a menina.
- Mas você não faz nada comigo! – dizia a menina manhosa.
- Eu estou indo pra casa agora – o menino dizia já se virando.
- Se você me deixar sozinha aqui, Eu agarro o primeiro cara que eu ver! – A garota dizia vermelha de raiva. O garoto parou por um momento, se virou.
- Você não faria isso – ele diz com a cara fechada. A menina se recompõe parecendo mais confiante.
- Me tente – a cara de desafio dela foi incrivel. E o menino, que agora percebo que era um hanyou, aceita o desafio e se vira de novo. A menina com muita raiva, chega em um grupo de amigos que sentavam na parte de fora da sorveteria e beija um. Com a exclamação dos outros na mesa, o hanyou se virou.
- E ai? Continua duvidando de mim? – A menina fala orgulhosa olhando para o hanyou. O garoto abaixou a cabeça e então sorriu. A garota perdeu a pose.
- Obrigado Kikyou – o menino dizia tirando a aliança de seu dedo – obrigado por facilitar minha decisão, obrigado a me ajudar a ver que nosso relacionamento estava acabado a muito tempo – ele então jogou a aliança no chão perto dela. – Adeus.
O garoto seguiu seu caminho e a menina se pôs a chorar silenciosamente.
- Nossa! O que acabou de acontecer aqui? – Pergunto a Souta.
- Eu não sei. – ele me responde inocentemente.
- Aqui estão seus pedidos! – Samara voltava feliz, aparentemente alheia ao que aconteceu aqui e me dando um baita susto.
- O-obrigada querida – digo tentando me recuperar.
- Eba! Sorvete – o menino exclama e nos concentramos em comer. Será que encontraria aquelas pessoas de novo?
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Espero que tenham gostado desse primeiro capítulo. Ele ainda esta meio pequeno, o que não é do meu estilo, mas as coisas acontecerão muito rápido.
Prometo que tentarei fazer os capítulos maiores. Se achar que merece uma review, por favor não fiquem com preguiça rsrsrs
Sem mais, aqui me despeço.
Ja ne
Lory Higurashi
