Olá, queridas leitoras. Nossa! Recebi tantos reviews (para Ellen que foram só dois reviews)! Mas enfim, reviews me deixam TÃO animada para escrever! (Sintam a indireta dar um tapa na cara de vocês) Mas como em todas as fics, essa também contem os personagens da Rumiko, autora do anime Inuyasha. Me deixa um review? *-*

- Kagome? – senti alguém me cutucar.

- Já vou, já vou. – falei no automático.

- Olha, eu não queria dizer nada, mas metade dos garotos da sala não desgrudam os olhos de você. – alguém disse e eu suspirei.

- Estão olhando o quê? – perguntei alto e os garotos se assustaram – Vão procurar o que fazer!

- Kagome um, sutileza zero. – disse Sango rindo.

- Saco. – falei.

- Com licença. – disse um garoto de doze anos entrando na nossa sala – Kagome Higurashi?

- Eu. – falei franzindo a testa.

- Tenho flores para a senhorita, do Souta. – ele disse.

- Ah! – falei entendendo – Obrigada. – peguei as flores e dei uma nota de dez a ele.

- Senhorita, não quer seu troco? – ele perguntou.

- Pode ficar. – falei me sentando.

- Hum, são lindas, ele sempre teve bom gosto. – elogiou Sango.

- Podemos voltar à aula? – perguntou a professora.

- Claro que pode, mas eu não vou prestar atenção. – falei sendo sincera.

- Então pode sair. – a professora sorriu.

- Não, vou dormir aqui mesmo, obrigada. – falei sorrindo.

- Continuemos. – falou a professora irritada e eu abri o cartão que vinha com as flores.

Querida Kagome.

Finalmente voltarei de Tóquio! Estou morrendo de saudades suas. Soube que as coisas na casa se bagunçaram, mas não se preocupe, vou dar um jeito. Espero ansiosamente para lhe ver vestida de garota.

Com carinho,

Souta.

- Ah, eu não acredito! – revirei os olhos para Sango – Olha só isso. – dei o cartão para ela.

- Que lindo! – ela falou – "Espero ansiosamente para lhe ver vestida de garota", ele não perde uma! – ela tentou controlar o riso.

- Pois é. – resmunguei e cheirei as flores.

- São lírios. – ela disse – São tão lindas.

- Pelo menos isso. – falei assentindo.

- Bem, acho que você deveria ligar para ele e agradecer. – ela sugeriu.

- Eu não, ele que venha aí eu agradeço. – rebolei a cabeça e Sango riu baixo.

- Aleluia! – falei quando tocou o intervalo.

- Estava mesmo demorando desta vez. – Sango concordou.

- Está sempre demorando. – falei me espreguiçando.

- Você falou sério sobre dormir a aula toda. – disse Kouga se juntando a nós.

- Pois é. – falei – E eu te contei sobre acordar morta de fome?

- Não. – ele falou.

- Então agora você já sabe. – sorri e me levantei contente.

- Ela é capaz de comer um boi inteiro no intervalo. – disse Sango atrás de mim – E olha que eu falo literalmente.

- Sério? – perguntou Kouga parecendo se divertir.

- Observe. – ela disse e eu revirei os olhos indo até a cantina.

- Olá, eu quero um carnívoro. – falei e a mulher assentiu.

- Carnívoro? – perguntou Kouga sem entender.

- É como chamamos o hambúrguer de carne. – eu falei batendo os dedos em sequência na mesa.

- Ah, mas por quê? – ele perguntou.

- Porque sim. – falei – Por que tudo tem que ter por quê? Deu vontade de chamar, a gente chama. Simples assim.

- Nossa. – ele falou recuando.

- Sou grossa mesmo. – falei.

- Aqui está, Kagome. – a mulher me trouxe um hambúrguer nojento e eu sorri.

- Obrigada! – dei o dinheiro a ela e saí.

- Você vai mesmo comer isso? – Kouga se surpreendeu.

- Kouga, não seja tão curioso, suas perguntas estão me irritando. – falei e mordi o hambúrguer com gosto.

- Vamos, Kagome, temos que ir ver o Sesshoumaru. – Sango falou com um sanduíche vegetariano na mão.

- Vamos comer antes. – propus.

- Tudo bem. – ela escolheu uma mesa e nos sentamos.

- Oi, gente. – disse Inuyasha chegando.

- Ah, Inuyasha, você não tem mais o que fazer? – perguntei.

- Não gosta da minha companhia? – Inuyasha se fingiu de magoado.

- Você sozinho até dá para aturar, mas a... – comecei.

- Inu, meu amor! – gritou Kikyou.

- Falar no diabo, aparece o rabo. – falei mordendo o hambúrguer.

- Oi, vim lhe avisar que vamos sair hoje. – Kikyou falou.

- Claro, Kikyou, leve o seu cachorrinho para passear, mas nos deixe em paz, sim? – pedi.

- Eu não sou cachorro dela! – Inuyasha se defendeu.

- Uhum. – falei com a boca ocupada por mais hambúrguer.

- Não sou não! – ele falou alterado.

- O.k., Inuyasha, continue a se enganar. – falei e mordi o hambúrguer.

- Ela não vai falar mais nada, sabe... – Sango comentou e mordeu o seu sanduíche.

- Vamos, Inu, deixe-as aí. – Kikyou falou e Inuyasha se levantou.

- Au, au. – falei e mordi o que restava do sanduíche.

- Kagome, você está acostumada com o Sesshoumaru, mas eu não sou ele! – ele gritou – Não mexa comigo!

- Que medo. – falei irônica e me levantando – Vamos, Sango, temos que ver o Sesshoumaru.

- Vamos. – ela falou pegando a bolsa e nós saímos.

- Hei, espera! – falei erguendo o braço, no qual ela se chocou – Cadê o Kouga? – perguntei olhando a volta.

- Ali! – ela apontou.

Kouga estava rodeado de garotas que riam e jogavam o cabelo para trás super animadas. Suspirei e revirei os olhos.

- Vamos, Sango, o deixe ser cuidado por elas. – falei e puxei Sango para que nós fôssemos até Sesshoumaru.

- Oras, Kagome, se não te conhecesse, diria que está com ciúmes. – ela disse e eu me virei rosnando como um cão – Ainda bem que eu te conheço! – ela falou com medo.

- Keh. – resmunguei e continuei a andar.

- Sesshoumaru? – chamei entrando na sua sala e todos os garotos pararam para olhar.

- Perderam alguma coisa no meu decote? – perguntei – Talvez na saia?

- Adoraria procurar. – falou um engraçadinho.

- Vai procurar na sua mãe, filho de uma... – comecei.

- Kagome! – repreendeu-me Sesshoumaru.

- O quê? – falei, dando uma de inocente.

- Adorei ela. – disse um garoto rindo.

O garoto tinha longos cabelos lisos e pretos trançados. Os olhos pareciam me esquadrinhar de cima a baixo e um sorriso travesso brincava no canto dos seus lábios.

- Kagome, esse é o Bankotsu. – disse Sesshoumaru – É um colega meu que me pediu para te apresentar a ele.

- Olá. – falou Bankotsu – O Sesshoumaru aqui fala muito de você.

- É, eu sei que ele me ama. – falei sorrindo.

- Você é ótima! – ele riu.

- Obrigada. – falei e olhei para trás – Juro que tinha escutado alguém me chamar... – murmurei.

- Isso acontece comigo às vezes. – Sango falou – Mas acho que era o Kouga, Kagome.

- Ah, deixa ele lá. – falei abanando a mão displicentemente.

- Já cansou dele? – perguntou Sesshoumaru.

- Ele se perdeu, ele que se ache. – falei sorrindo e abraçando Sesshoumaru – Estava com tantas saudades tuas.

- Eu sei. – ele riu no meu cabelo.

- Ah, idiota. – bati de leve no ombro dele e ele riu.

- Kagome, eu... – ouvi a voz de Kouga.

- Oi. – falei – Estávamos te procurando, mas vimos que você estava bem tratado e te deixamos lá.

- "Te deixamos lá" quer dizer que eu arrastei a Sango para te deixar também. – falou Sango sorrindo.

- Me desculpem, umas garotas me prenderam. – ele falou.

- Tudo bem. – falei dando de ombros.

- Tudo bem? – ele perguntou perplexo.

- Não sou sua mãe, não tenho nada a ver com a sua vida. – falei.

- Ouch. – falou Sesshoumaru rindo.

- Bem, acho que não tenho mais nada a fazer aqui. – falou Kouga e saiu.

- Kagome! – repreendeu-me Sango – Você foi muito má até para os seus padrões agora!

- Me deixa, Sango. – falei revirando os olhos.

- Ai, Kagome, está parecendo que está de TPM hoje... – Sango reclamou.

- Eu perguntei? – falei para ela.

- Kagome, vem cá. – ela falou revirando os olhos e me puxando para longe – Abre o jogo: você está com ciúmes do Kouga, não está? – perguntou ela.

- Lógico que não! – falei – Só estou sendo implicante, você sabe que eu amo isso.

- Aham, finge que me engana. – falou ela e revirou os olhos.

- Ah, Sango, vá se... – comecei.

- Kagome, olha! – ela apontou para onde Kagura escondia algo no armário de Kikyou.

- Mas o que pode ser? – perguntei, mas o sinal tocou.

- Não podemos descobrir, não agora. – Sango disse – Voltaremos depois. Quando a sexta aula tocar.

- O.k. – falei estreitando os olhos.

Kagura fazendo algo sem consultar a Kikyou? Aquilo era muito estranho...

x-X-x

- Kagome? – chamou alguém.

- O que, a aula já acabou? – perguntei de volta.

- Olha. – falou Sango.

- Sim? – levantei a cabeça e encontrei Kagura conversando baixinho com um homem de longos cabelos pretos, lisos e soltos.

- Parece cabelo de menina. – falei – E...?

- Não acha estranho a Kagura estar sem a Kikyou? – perguntou Sango baixo.

- Bem... – falei – Agora que você falou, é sim.

Mas aí aconteceu algo que me deixou sem reação por três segundos: o garoto viu que eu o olhava e piscou para mim. Franzi a testa, completamente confusa. Olhei para Sango e ela riu.

- Grande ajuda. – murmurei e abaixei a cabeça, pronta para dormir.

- Vamos, Kagome, está quase na hora do sinal tocar. – Sango me encorajou.

- Está bem, está bem. – falei e levantei a cabeça corajosamente.

- Vejamos... – disse a professora e eu a encarei – Kagome, venha resolver essa equação.

- Claro, claro... – murmurei.

Olhei a equação por um minuto e comecei os passos que já estavam traçados na minha mente. Finalmente, depois de três minutos em média, eu escrevi a resposta certa e fui me sentar novamente.

- Muito bom, Kagome. – falou a professora sem gosto.

- Obrigada. – falei e o sinal tocou – Aleluia.

- Vamos. – disse Sango rindo.

- Olá, gracinha. – disse o menino de cabelos de menina que estivera conversando com Kagura.

- Gracinha é a senhora sua mãe. – falei sorrindo.

- Uma gatinha malvada. – ele riu – Me chamo Naraku, prazer.

- Kagome, o prazer é todo seu. – falei – Agora tenho que ir. Até.

- Espero vê-la em breve. – ele falou agarrando o meu braço e eu suspirei, impaciente.

- Eu espero o contrário. – falei puxando meu braço.

- Até! – ele gritou enquanto eu saía da sala.

- Vamos, Kagome? – perguntou Kouga de mau-humor ao meu lado.

- Você vai me dar carona? – perguntei.

- Obviamente, sim. – disse Kouga.

- Para que alguém iria querer me dar carona? – perguntei sem entender.

- Olha, se não quer aceitar a carona, já vou. – ele disse virando em direção à porta.

- Não, não! – falei correndo para alcançá-lo – Eu vou aceitar, sim.

- Por que você vive cercada de homens? – perguntou Kouga decididamente carrancudo.

- Porque homens, na maioria, são mais sinceros do que mulheres. – falei e ele murmurou algo ininteligível – Fala para fora.

- Não gostei de você com eles. – ele falou corando.

- Você não tem que gostar, são meus amigos. – falei sorrindo – Não precisa corar, Kouga!

- Eu não estou corado! – ele falou, ainda mais vermelho.

- Não, só levou uma bofetada. – falei rindo e esperei ele abrir a porta do carro para mim – Valeu.

- De nada. – ele resmungou e deu a volta no carro.

- Nossa, que legal! – falei de repente, reparando numa pilha de CD's no banco de trás.

- Tem Lady Gaga. – ele falou voltando ao seu humor normal.

- Ah, quero escutar! – falei – Você viu a nova música dela? AMEI! The Lady Is A Tramp.

- A música não é dela, é do Tony Bennet. – ele me corrigiu.

- Mas ela canta. – falei acenando com a mão com displicência.

- Você decididamente não bate bem. – falou ele rindo.

- Mas voltando ao assunto, é muito boa, eu amei demais. – falei.

- É decididamente incrível. – ele concordou.

- Mas sabe de uma música que era moda? – perguntei – Born This Way. Todos queriam ouvir por que era a mais falada. Agora quase ninguém mais a escuta.

- A não ser você. – ele presumiu.

- E alguns de juízo. – falei sorrindo – Você é a pessoa menos desagradável que eu já conheci, Kouga.

- Obrigado, eu acho. – ele franziu a testa.

- É um elogio. – confirmei e ele riu.

- Você também, Kagome. – falou ele – Você também. – repetiu para o vento.

- Chegamos. – falei sem entusiasmo.

- Por que não vai a pé para casa se é tão perto? – ele perguntou.

- Porque você me ofereceu uma carona. – falei – Agora eu já vou, Kouga. Até mais, foi ótimo falar com você novamente.

- Mesmo esquema amanhã? – ele me perguntou.

- Venha as sete e dez. – falei.

- Por quê? – ele perguntou.

- Não gosto de rotina. – falei e saí do carro suspirando.

x-X-x

- Kagome! – gritou um garoto.

- Vai se f... – comecei.

- Olha o seu vocabulário, Kag. – falou e eu me levantei do susto.

Não... Será ele mesmo ou eu estou sonhando?

Respostas às reviews:

Priy Taisho:

Eu ia demorar, mas com um review desse quem não se anima? Amo também a saga do Harry, na verdade a Kagome tirou isso de mim! (Kagome copiadora). Gostou? Estou ansiosa para saber! Kisses para você, linda!

Ma Cherie s2:

Encurtei o cap. por sua causa! (Um cap. virou dois... ) Eu admito que também me cansam os primeiros caps., são narrativos demais! Gostou da continuação? Espero um review, beijos!

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