Lista: VII. Oito tipos de Pansy Parkinson
Item: Pansy louca
Nome:

Bang bang, herói quebrado.


Eu te digo o que você está fazendo, cacete [...] você está recalcando, transubstanciando ou coisa parecida. O que significa dizer que você é doida. Seu mundo está de cabeça para baixo. Você não está em sintonia com a orquestra. Já sei o que eu ia dizer: você, minha cara, é um creme de chocolate e avelã sem o chocolate. Então ela ia dizer 'hein?' e eu diria 'vou ter que soletrar? Você tem um parafuso solto.* Você quer saber como eu sei? Bom, eu também estou louco, querida. Então por que não juntamos nossos parafusos e fazemos uma nova engrenagem ainda melhor? O que me diz, amor, está disposta a arriscar tudo pela possibilidade de algo melhor? Está disposta a me deixar ser seu herói quebrado?"

Bang bang, vocês estão mortas, vadias.
Bang bang. Clack, clack.
As balas finalmente tinham acabado, mas Pansy ainda não estava menos estressada. Começou a gritar e xingar, lançar pedras que encontrou no chão, lágrimas de raiva saíam de seus olhos até que ela parou repentinamente, sentou no chão ofegante e sorriu. Estava mais calma depois de tanto brigar com o nada.
"Mais calma, Pansy?"
Pansy não sabia que tinha mais alguém naquele terreno baldio, não esperava estar sendo vista muito menos por alguém conhecido. Era Harry, que maravilha, o maldito garoto com complexo de herói que estudava na mesma sala que ela.
"Não é da sua conta"
Ele se sentou ao lado dela mesmo sem ter sido convidado. Pansy, com raiva, levantou a arma sem balas que estava em sua mão e apontou para a testa dele. Harry tinha uma cicatriz com forma estranha na testa de quando o carro de seus pais bateu, matando os dois e deixando o menino órfão internado por alguns meses no hospital. Mas não havia sido nenhuma tragédia comparada à vida que ele teria depois sendo cuidado pelos tios. Pansy simpatizava com o menino órfão porque sabia que ele se sentia tão solitário quanto ela se sentia, mas nunca admitiria sentir algo por ele.
"Cai fora ou eu te mato"Ela sussurrou sem o olhar nos olhos. Não queria que ele soubesse que, mesmo se tivesse balas, não conseguiria matá-lo.
"Eu sei que não tem bala na arma, Pansy"
"Foda-se. O que está fazendo aqui?"
Ele sorriu e revirou os olhos. Estava ali para salvá-la, os dois sabiam disso. A arma já estava abaixada, mesmo que ela ainda servisse para bater nele, Pansy estava cansada demais pra qualquer outra coisa.
"Você não devia ligar para o que dizem, você sabe a verdade e é isso que importa"
"Vai se fuder,! O que VOCÊ tem com isso? Deve estar amando me ver tão vulnerável, não? Vai tentar algo comigo para me fuder de vez?"
Ele ficou calado por um tempo arrancando grama do chão.
"Desculpe"
Os olhos de Pansy se arregalaram e ela socou o rosto de Harry.
"Não acredito que foi você que contou para aquelas vadias que eu dormi com você. Você é um babaca completo, eu juro que eu vou te matar, seu merda! Eu estava bêbada e você se abusou de mim"
Pansy pulou em cima de Harry batendo nele, socando-o enquanto ele apenas se defendia sem nem ao menos tentar tirar ela de cima dele.
"Aquelas vadias estão me chamando de piranha barata e é tudo culpa sua! Por que você fez isso, é louco?"
"Não."
Os pulsos que tentavam socá-lo foram agarrados por Harry de forma rude e ele a puxou para perto dele forçando os lábios deles a se encontrarem, sua língua exigindo passagem vírgula deixando Pansy sem saber o que fazer. Não sabia se continuava a beijá-lo ou se o empurrava com raiva pelo que havia feito. Por orgulho escolheu a segunda opção.
"Não, não sou louco, apenas sou apaixonado por uma maluca que atira no nada porque esta arrependida do que eu considerei ter sido o melhor momento da minha vida. Não sou louco, mas aos poucos você esta me deixando maluco por você! Eu te amo, Pansy Parkinson."
"Sua vida deve realmente ser uma merda para você ter considerado aquele o melhor momento dela." O ego de Pansy estava inflando, principalmente quando olhou bem nos olhos de Harry e notou que tudo o que ele falava era verdade. Ele realmente acreditava que aquele tinha sido o melhor momento de sua vida. Ela sorriu para ele, nunca o deixaria saber, mas aquela tinha sido uma das melhores noites de sua vida também. Ele era tão diferente de qualquer amante que ela já tivera, ele realmente a fazia sentir amada e era isso que ela mais queria nessa vida. Pansy precisava ser amada e sabia que com Harry conseguiria isso. Ela o analisou por alguns segundos. "Você tem certeza disso?" disse num sussurro quase inaudível.
"Absoluta." Ele mais uma vez juntou seus lábios aos dela, sem que dessa vez Pansy se separasse dele.
Talvez duas pessoas solitárias não precisassem ficar sozinhas para sempre. Talvez um herói quebrado fosse a melhor opção para salvar uma donzela estragada.
Os opostos podiam se atrair, mas os iguais sempre se completavam.
Bang bang, vadias, vocês estão mortas e eu estou mais viva do que nunca. Bang bang


Frase até o * pertence a Sexton de 'Morte, O Preço da Vida'. Achei que seria melhor complementá-la.