The Bride of the water god 2.
-Hm… onde estou? – A ruiva acordou confusa. Logo vieram os flashes da noite anterior.
- Meu senhor, aqui lhe apresento sua noiva. – Phylicius falou pomposamente. O rapaz somente deu um sorriso divertido. Quando a ruiva levantou o olhar, sentiu seu rosto ficar de todas as cores.
"Então ELE é o meu noivo?"
-Qual o seu nome minha bela jovem? – O rapaz perguntou educadamente.
- Ginerva meu senhor. – Ela falou fazendo uma mesura e ele sorriu. A ruiva não conseguia entender o porquê de ele agir como se estivessem sendo apresentados agora, ou o porquê dele não a matar já que ela disse que o odiava.
- Poupe-me do "senhor" Isso é para o Phylicius, chama-me de Draco. – Ele falou com outro sorriso enigmático. O coração de Ginerva bateu acelerado quando ele tomou a sua mão e se retirou do recinto, deixando murmúrios para trás. Draco a conduziu para um belíssimo jardim onde as flores eram de água.
- Conte-me sobre você Ginerva. – Ele mandou depois de sentar num banco de mármore.
- O que deseja saber meu senhor? – A ruiva perguntou ainda de cabeça baixa.
- Está surpresa por eu ser o Deus da água? – Perguntou sério.
- Um pouco. Em minha aldeia me contaram muitas historias sobre o senhor, alguns diziam que era um monstro horrendo devorador de belas virgens, outros diziam que o senhor era um homem muito velho... – Ela falou o jovem só deu um sorriso gentil.
A ruiva estava completamente travada de medo, afinal havia dito para ele que o odiava! Ele poderia muito bem resolver mata-la. Quando ele começou a se aproximar dela sentiu um pânico crescer dentro de si. Ele estendeu a mão e tocou sua testa, depois tudo ficou escuro.
Ainda estava se situando dos fatos quando viu o formoso deus da água surgir de toalha e lhe lançar um olhar divertido. Não é preciso comentar que a ruiva ficou pior que seus cabelos e muito angustiada, afinal não se lembrava de como foi parar naquela cama.
- Você dormiu bem Ginerva? – Perguntou ele.
- Ah... sim... – Falou ela tentando desviar do abdômen perfeito dele.
- O café será servido em breve, se vista. – Falou e saiu.
A ruiva ainda ficou processando as informações antes de levantar da cama e seguir para a porta que Draco havia entrado. Viu-se naquela mesma sala de banho que havia entrado ontem, mas dessa vez as pétalas na banheira eram de jasmim. Quase morreu de susto quando uma mão puxou seu robe do nada.
- Desculpe-me senhorita, da próxima vez irei anunciar minha entrada.
A serva ajudou a ruiva a entrar na banheira e foi regular a temperatura da água enquanto a jovem se banhava.
No fim apareceu á mesa uma hora depois e como era de se esperar Draco já havia terminado. Fez sua refeição sozinha. Enquanto comia se lembrou do barulho que sua mãe fazia a cozinha na hora das refeições e sentiu-se um pouco nostálgica, depois se lembrou das lagrimas de seu pai na praia, foi atingida por uma melancolia horrível assim perdendo a fome, resolveu dar uma volta pelo palácio para ver se sentia melhor. Andou sem rumo por um tempo ate parar em um grande pátio. Nele havia uma belíssima fonte de águas coloridas e algumas anêmonas boiando sobre suas águas. Gina se sentou na beira da fonte e ficou observando a água, depois de algum tempo escondeu seu roso no quimono e começou a chorar baixinho.
- O que te aflige bela jovem? – No começo a ruiva pensou ser o deus da água, mas logo descartou essa idéia, esta voz era muito mais doce.
- Nada. – respondeu ela tratando rapidamente de limpar o rosto e se virar dando um sorrisinho fraco.
-Bom milady, quando precisar de mim é só chamar... - Falando isso ele fez uma mesura e depositou nas mãos da ruiva um apito, que mais parecia uma chama.
A jovem o olhou partir, quando já não podia mais vê-lo entrou no castelo, estava frio.
Enquanto andava pelos sinuosos corredores ouviu duas criadas comentando.
- O nosso lorde não vai deixar a chuva cair... - Falou uma divertida.
- É o sacrifício daquela humana foi em vão. - falou a outra. Ma logo se calaram quando viram Gina se aproximar delas. A ruiva foi tomada por um desespero, imaginando seus entes queridos morrendo por causa da seca. Saiu correndo pelo corredor e se bateu com um guarda.
- Por favor! Leve-me ao teu senhor! Por favor! – Implorou a jovem ao rapaz que ficou constrangido, ele então a guiou ate o deus.
- Draco! É verdade que você não vai deixar a chuva cair? – Perguntou Gina em desespero. Enquanto o rapaz lia um pergaminho.
- Por que você está fazendo tanto barulho por algo tão pequeno? – O jovem perguntou colocando um dedo no ouvido em sinal de barulho.
- Se você não deixar a chuva cair, muitas pessoas irão morrer! – Falou ela ignorando o comentário dele.
- E por que você se importaria? Não vai ser você que estará lá em baixo sofrendo serão eles. – Falou ele calmamente.
- Sim, mas serão meus entes queridos!
- E será que você é assim tão querida por eles? Não foram eles que decidiram que você seria sacrificada por eles? – Perguntou ele friamente. – Vocês humanos são nojentos, estão sempre preocupados com o próprio umbigo.
- Pensei que o trabalho dos deuses era perdoar. – Falou Gina de cabeça baixa.
- Era só isso? Pode se retirar agora. – Falou o jovem novamente concentrado no seu pergaminho e abanando a mão num gesto que a mandava se retirar. Quando a ruiva saiu da sala Phylicius se revelou.
- Não acha que foi muito duro com ela mestre? São os entes queridos dela que estão lá embaixo. – Draco simplesmente deu de ombros. – Teria você coragem de fazê-la sofrer? Cuidado para a historia não se repetir. – O velho continuou.
- Não irá. - O loiro falou secamente e saiu da sala.
Ao cair da noite Draco voltou para seus aposentos, e encontrou a ruiva sentada contemplando a janela.
- Já está tarde vai dormir. - Falou ele, mas foi ignorado. - Hey! – Falou ele pegando no ombro dela a fazendo olhar para ele, prendeu a respiração ao ver seu rosto molhado pelas lagrimas.
- Eu sei que para você, nos somos desprezíveis, mas, por favor, faça isso por meu pai. – Implorou ela aos soluços.
- Muito bem então. – O loiro saiu de perto dela e foi ate a bancada de saquê, depois se serviu de um copo, chegou perto da janela e jogou a bebida por ela.
- Choverá por sete dias na Terra, acho que será o suficiente para seu pai. – Falou ele sem expressão e saiu.
Os dias iam passando e cada vez mais a ruiva se adaptava a nova vida. Enquanto passeava com duas damas de companhia, viu uma mulher lindíssima se aproximar dela.
As servas fizeram uma mesura e saíram.
- Então é você a escolhida por Draco. – A mulher falou analisando Gina de cima a baixo.
- Sim sou eu, e você quem é? – Perguntou a ruiva não se deixando intimidar pela postura da outra.
- Eu sou a verdadeira escolhida, eu sou Pansy a deusa do vento.
N/A: Hello pessoitas, desculpem-me pela demora é que minha inspiração estava abaixo de zero \o/, mas não se preocupem que eu tentarei atualizar com mais freqüência da próxima vez. Peço desculpas pelo capitulo ter saído tão tosco, prometo fazer um melhor em breve. Ah sim... No próximo cap vocês irão conhecer os outros simpaticíssimos deuses. Bom...
See ya!
