- Obrigado. – Jensen acompanhou a garota até a sala e ficou sem palavras ao ver Jared, em pé junto há uma lareira que se encontrava apagada, tendo seus cabelos acariciados por um homem loiro e muito charmoso.

- Boa noite. – Disse o homem que estava ao lado de Jared. – Sou Mark Pelegrino. – Jensen apertou a mão estendida. Mark estava muito elegante em um conjunto de calça a blazer azul marinho claro e a gravata em tons mais escuros.

- Jensen Ackles. – O advogado olhou para o moreno sem saber o que falar, pois não sabia qual a reação de Pelegrino, ao saber que tinha ficado a manhã conversando com o seu garoto, como ele mesmo chamou.

- Este aqui é o aniversariante Jared Padalecki. – Pelegrino apresentou. O moreno usava uma calça jeans azul escura com uma camisa branca com listras azuis bem suaves.

- Nós nos conhecemos hoje pela manhã, Mark. – Jared percebeu a indecisão do loiro e resolveu intervir, não tinha por que mentir. – Boa noite Jensen. – O moreno não conseguiu desviar os olhar do loiro que trajava uma calça jeans azul escura, uma camisa verde realçando os olhos e um blazer preto.

- Boa noite Jared. – O loiro optou por usar o nome do moreno como este fez. – Seu presente, com os cumprimentos de Jim Beaver. – E o loiro entregou a embalagem de presente e nela continha um belo relógio, caro e muito bonito. – Feliz Aniversário.

- Obrigado. – Jared apertou a mão do loiro e ficaram segurando a mão um do outro alguns segundo a mais.

- Já que estamos todos íntimos, me chame de Mark. – Disse o arquiteto para o advogado. – Algum problema?

- Nenhum Mark. E me chame de Jensen.

Os três ficaram conversando sobre várias coisas, políticas, esporte, no futebol Jensen e Jared torciam pelo mesmo time e se uniram contra Mark, que trocou de assunto antes que apanhasse dos dois, pela paixão idêntica na voz de ambos.

Jensen e Jared não estavam de acordo apenas no futebol, mas também no encanto que sentiam um pelo outro, a atração entre os dois era tão forte que não conseguiam disfarçar, concordavam em tudo e o que um falava era lei para o outro.

Mark apenas observava e uma ideia se formava em sua mente.

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- Beaver é meu primo como deve saber. – Jensen apenas assentiu com a cabeça para Mark, já estavam reunidos no terraço da casa em uma pequena mesa redonda de quatro lugares. – Como anda aquele bode velho homofóbico? – Mark servia o vinho para o convidado, apesar da magoa e demorar em perguntar, gostaria de receber notícias daquele que um dia foi seu melhor amigo. – Porque o sorriso? Achou engraçado o chamar de bode velho?

- Não. – Jensen sorriu de lado. – Bode velho é comum, mas homofóbico? Não confere.

- Parece que você tem bastante certeza disso. – Mark comentou incrédulo.

- Eu sou homossexual, e o mais novo sócio do escritório Beaver & Associados, e consegui essa posição em quatro anos. – Jensen disse com orgulho. – Mas não é apenas por isso, pois devo o meu sucesso aos meus esforços e não as graças do Dr. Beaver. Porém não posso negar a porta que ele abriu, quando muitos fecharam, ou tentaram ganhar vantagens por causa da minha sexualidade.

- Poderia explicar, ou é muito intimo? – Mark era curioso.

- De maneira alguma. – Jensen sorriu tinha orgulho de sua história, e além do mais foi instruído pelo Dr. Beaver para tentar amenizar o lado dele com o primo. – Aos 16 anos assumir para minha família que era gay...

- Seu pai o expulsou? – Jared perguntou preocupado.

- Não. – Jensen sorriu de maneira triste, pois sabia que o comum era isso. Os pais darem uma surra para o filho virar homem e quando não conseguem o colocam para fora de casa. – Me deu um conselho: as pessoas vão te julgar, então a partir desse momento seja o melhor, e pode contar comigo e sua mãe para recarregar as baterias depois das batalhas diárias de sua vida, que serão mais ferrenhas que poderiam ser caso fosse hetero. – Jensen suspirou.

– E foi uma verdade, eu era o melhor aluno da NYU, e pensava que seria disputado quando chegasse o momento de meus estágios. Mas nas entrevistas a minha história chegava primeiro, quando não era recusado, recebia propostas do tipo estagiar, mas sem remuneração ou uma ajuda bem menor de amigos ditos – Jensen fez aspas com os dedos – "normais".

- E você se submeteu a esses absurdos? – Mark perguntou.

- Quase, mas contei para o meu pai a situação, que pretendia fazer isso, pois precisava desses estágios, foi quando vi meu pai furioso. Me ameaçou de uma surra se eu aceitasse, menos do eu merecesse. E no outro dia fui ao escritório de Beaver.

Flash back

- Jensen Ross Ackles, com um currículo desses é de estranhar que esteja ainda buscando estágio. – Disse Jim Beaver. – Há essa hora era para estar em um dos maiores escritórios de advocacia de Nova Iorque, e não neste humilde local. – Beaver estava sendo falsamente modesto, pois seu escritório, não era dos maiores, porém fazia parte dos poderosos.

- Alguns dos escritórios que procurei se interessaram mais pela minha vida sexual do que a acadêmica. – Jensen sentiu que devia dizer a verdade, pois com certeza aquele bode velho, como era chamado Beaver, sabia o motivo de ainda estar buscando um estágio.

- Qual o problema de sua vida sexual? – Jensen sentia que estava sendo testado.

- Eu sou gay. – Respondeu simplesmente, sem afrontar ou mostrar vergonha.

- Sabe garoto, é por isso que quando entro em uma briga com esses idiotas, a vitória é minha. – Beaver sorria como tivesse ganhado a sorte grande. – Sei que você dará o seu sangue para provar que é melhor do que qualquer um aqui, seja hétero ou gay. Acredito tanto nisso que será estagiário do Dr. Morgan. Quero você amanhã às 8h aqui, passe no RH agora.

- Uau! – Jensen falou sorrindo e se levantou apertando a mão do Beaver agradecendo a oportunidade.

- Não agradeça. O que você faz com o seu rabo não interessa, o que eu quero é saber dessa mente tão elogiada trabalhando para nós. – Jensen não se surpreendeu com o jeito de Jim, a fama dele era de louco, um gênio, mas louco, e que não respeitava muitos as convenções.

Fim Flash Back

- Em seis meses, junto com o Dr. Morgan, meu nome já era conhecido, e quando me formei recebi várias propostas, até melhores que da Beaver & Associados, mas nessas outras eu seria mais um advogado, lá eu sou O advogado e com a saída de Morgan para Los Angeles onde será representante de uma multinacional, fui indicado para sócio e aceitei. – Jensen concluiu sua narrativa.

- Meu primo, parece que mudou muito. E você, Jared, viu o que vai passar, isso é uma certeza. – Mark apertou a mão do moreno.

- Acho que posso vencer isso. – Jared respondeu de maneira um pouco triste como se pensasse em situações piores, despertando a curiosidade de Jensen na sombra momentânea do doce olhar do moreno.

- Agora vamos dançar. – Disse Mark se levantando, o jantar estava terminado.

- Dançar? – Jensen e Jared perguntaram surpresos.

- Sim, hoje é seu aniversário, meu garoto, o Jensen é novo e estamos em uma bela e divertida ilha. – Mark sorriu como se escondesse um segredo. – E além do mais se tudo correr como imagino você vai adorar o seu presente. – O arquiteto olhou para Jensen de maneira enigmática.

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Mark os levou para uma boate GLS que estava em alta, sentaram em uma mesa com uma visão privilegiada da pista de dança.

- Vão dançar. – Disse Mark depois de pedir um drink para ele. – Vão logo, são jovens e Jensen não consegue nem ficar com os pés quietos.

Os dois hesitaram um pouco, principalmente o loiro. Ele não sabia o que podia acontecer na pista de dança, afinal a atração sentida por Jared só aumentava. Jensen retirou o blazer e seguiu o moreno.

Jared se entregou ao ritmo da musica esquecendo-se de tudo e resolvendo aproveitar o seu aniversário com aquele loiro que estava abalando todas as suas estruturas, que poderia ruir uma barreira em sua vida, ainda não era o momento para cair.

No ritmo eletrônico eles mexiam os corpos, se tocavam aproveitando a pista cheia, e seus olhares se encontraram e seus corpos se aproximaram de maneira perigosa. Seus rostos estavam tão próximos que as respirações se confundiam, Jensen sentiu seus olhos se fecharem e a boca de Jared ir em direção a sua...

- Concurso de dança! – Uma voz grossa, mas afeminada, anunciou quebrando o clima, o loiro agradeceu a interferência, pois estava próximo de cometer uma loucura, beijar o namorado do primo de Beaver.

- Vamos voltar para mesa? – Jensen convidou depois de respirar fundo.

- Não! Eu quero participar. – Jared o segurou.

- Participar? Nós não somos bailarinos, estamos aqui apenas se divertindo. – Jensen falava devagar como se quisesse colocar juízo na cabeça do moreno.

- Mas aqui ninguém é profissional é apenas uma brincadeira, eu sempre quis participar. – Jared fez um olhar de cachorrinho e Jensen desejou que nunca enfrentasse o moreno em um tribunal, pois estaria perdido. – E além do mais hoje é o meu aniversário, e o presente que você me deu foi do Dr. Beaver.

- Tudo bem amanhã eu compro um para você. – Disse Jensen sabendo que não resistira por muito tempo o olhar de Jared sem concordar com aquela loucura.

- Mas eu quero participar. – Jared repetiu sem mudar o olhar.

- É muito mico. – Falou Jensen sabendo que já estava cedendo.

- Ninguém tem haver com a tua vida aqui. – Jared sorria, sabia que a batalha estava ganha.

- Formem seus pares. – A voz se fez ouvir novamente.

Jensen foi abraçado e olhou em direção ao Mark que sorria pela situação, mas balançou a cabeça em um incentivo mudo.

Os primeiro acordes de Isla Bonita foram ouvidos, e ouviram a voz de Rick Martin, Jensen se lembrou da noite anterior, essa era a musica que tocava.

- Você viu esse episódio de Glee? – Jared perguntou desviando os pensamentos do loiro que agradeceu, pois sentiu que seu membro queria despertar.

- Por incrível que pareça eu vi.

- Ótimo, então vamos seguir aquele ritmo. Eu sou o Rick Martin. – Jared sorria mostrando as covinhas e Jensen seria até a Carmem Miranda se ele pedisse naquele momento.

Mãos unidas, passos para trás, passos para frente, corpos juntos.

Giros: arrepios ao sentir peito e costa colados, pernas se movimentando em um só ritmo, pareciam que faziam isso sempre.

Novos giros: novos arrepios, peitorais juntos, pareciam que o coração de um batia no peito do outro. Olhares quentes, os corpos dançavam, mas as almas faziam amor.

Lado a lado: passos sincronizados como seus donos tivessem sempre na mesma direção seja na pista de dança ou fora dela.

Mão na mão, mão nas costas, polegares atrevidos em carícias disfarçadas.

Respirações ofegantes e não era por causa da música, quando se separavam pelo ritmo, logo seus corpos se procuravam e se juntavam.

Giro final e um braço possessivo puxando Jensen junto a um peito que prometia proteção e prazeres.

Palmas foram ouvidas por toda a boate e os dois perceberam que apenas eles estavam dançando, todos os outros casais desistiram para assisti-los.

- E o vencedor e único participante, é o casal mais sensual, formado pelos homens mais lindo que já pisaram sobre a terra. – O locutor suspirou. – Fiquei com a calcinha molhada de vê-los dançando, imagine esses dois na cama.

E uma Drag Queen foi até a pista de dança. – Ai! Tragam meus comprimidos para o coração, que estou enfartando e meus ovários estão explodindo. – Todos riram, sem notar o quanto os dois ficaram sem jeito. – Se esse homem fosse meu nem sairia de casa, para ninguém olhar. – Ela falou para Jared. – Mas também se eu fosse você, nem me preocuparia. O prêmio: Um cartão de desconto no Sandals, vitalício, se os dois tiverem filhos serão deles, e assim por diante. – Jensen e nem Jared conseguiram falar ou corrigir o mal entendido.

Quando voltaram para mesa Jensen não conseguia encaram Mark, que sorria como estivesse se divertindo com a situação.

- Tenho que concordar com todos aqui, vocês fazem um casal perfeito, na cama deve ser um espetáculo. – Pelegrino comentou e Jensen se assustou, pois o homem estava falando do próprio namorado.

- Mark... – Pelegrino cortou Jensen balançando as mãos num gesto típico esquece isso.

- Falando sério agora. – Arquiteto começou chamando atenção dos dois. – Eu gosto muito do meu garoto aqui, e queria dar um presente a ele, que com certeza será inesquecível, mas para isso dependo de você.

- De mim? – Perguntou Jensen surpreso.

- Sim totalmente de você. – Jared olhava curiosa para saber onde o arquiteto queria chegar. – Eu queria lhe dar de presente para ele, mas você não me pertence. Portanto depende de você querer ser dele essa noite. – Jensen abriu e fechou a boca várias vezes, Jared tomou um gole o seu drink que já estava sem graça.

- Mas ser dele, como? – Jensen tinha entendido, porém precisava de tempo para colocar seus pensamentos em ordem.

- Eu sei que entendeu, e sei que quer, pois o desejo e atração entre vocês é tão apalpável que posso fatia-la, por isso lhe darei as condições para realização desse desejo. – Pelegrino olhou sério para Jensen, e o loiro sustentou o olhar. – Você já foi passivo? – Jensen afirmou apenas com o balançar da cabeça. – Ótimo, se você aceitar ser do meu garoto, e eu quero assistir.

- Assistir?

- Claro, eu nunca perderia uma oportunidade de um show desses. – Mark falou como se isso fosse óbvio.

- Mark, queria falar com o Jensen, em particular. – Jared se manifestou e puxou o loiro para o banheiro.

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- Jensen aceita. – Pediu Jared. – Eu te quero tanto.

- Engraçado, quando eu ia para o jantar pensava que poderia rolar um ménage, por causa da exibição de ontem à noite. Mas quando eu o vi, essa ideia sumiu da minha mente, o acho tão doce para participar de algo tão carnal, parece até que estou o maculando. – Jensen tocou em seu rosto em uma sutil carícia. – Eu lhe desejo muito, mas eu queria isso apenas entre nós dois.

- Eu também, mas não dá. – Jared desviou o olhar de Jensen.

- Por quê? – Jensen.

- Seria traição.

- Traição? – Jensen sorriu como se Jared estivesse falando uma grande besteira.

- Você não entenderia. E nem é o momento para explicar, apenas para viver, e eu quero, ou melhor, preciso viver a experiência de ter você e de também ser seu. Diga sim, é a única maneira, amanhã, eu prometo te explico tudo.

- Não sei Jared, acho melhor não, é muito confuso. – Jensen voltou para mesa e o moreno o seguiu.

- Então? Meu garoto terá o presente dele? Eu apenas irei assistir, apenas ficarei na arquibancada babando. – Nesse momento o telefone do Jensen anunciou uma mensagem nova, ele pediu licença e leu.

- Beaver chegara amanha às oitos, e terei de ir busca-lo. Então pretendo dormir cedo. – Jensen pegou o seu blazer e seguiu para fora da boate, sem se despedir. E voltou de táxi para casa.

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Mark e Jared foram logo em seguida, e ao chegar uma surpresa: Jensen estava em pé junto à porta da casa de Pelegrino.

- Mudou de ideia? – O arquiteto sorria de maneira triunfal. E Jared prendeu a respiração e no olhar um pedido mudo.

- Feliz Aniversário! – Disse Jensen com um sorriso de lado abrindo os braços.

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N.A.: Desculpem a demora, e muita eu sei! Srsrsrsr Mas o próximo será logo! Assim que passar a vergonha para postar! Srsrsrsr

Essa fic foi presente da minha anja que pediu para fazer uma fic usando a música Isla Bonita da Madonna, mas com a versão do Glee, e achei de uma sensualidade impar e para quem quiser ver o vídeo www. you tube watch? v=BMTIuKeXzpU, só juntar tudo.