Oi, gente! Nem demorei, viram? Então... Quando terminarem de ler este, provavelmente vão ficar meio que O.o? WTF? Mas como não quero criar uma estória que roda em torno de um suposto mistério no passado, resolvi fazer deste capítulo um BIG Flash-explicativo, beleza? I'm sorry, mas quanto antes mostrar essa parte da roda, melhor!

Agradeço de coração a todos que leram e comentaram, e espero que continuem comigo nessa insanidade toda.

Resposta às reviews logadas e deslogadas ao final do capítulo (porque sou bitch)!

Até lá em baixo, e boa leitura!


Mas Chapeuzinho tinha uma carta, ou melhor, uma lixa na manga. Enquanto a vovozinha alisava o sexo da outra com sua mão pesada, nem se dava conta de que a garota movimentava as suas sutilmente, porém com notável precisão, cortando a fina lã de cor vermelho-sangue.

Após libertar uma de suas mãos, mas permanecendo na mesma posição submissa de antes, a mais nova esperava o momento certo para atacar a velha gorda e de aparência decrépita a sua frente. Mais uma vez a sua mente estratégica bolou um plano melhor que o original. Ela comeria a vovó ao invés de usá-la como isca. Comeria pelo menos metade dela. O lobo podia ficar com a outra parte. Não era a refeição favorita de nenhum dos dois, e com certeza deveria haver mais pele do que carne. Mesmo assim, não poderiam desperdiçar comida, principalmente com a terrível escassez que atingira o distrito 15, após a rebelião.

Mas então, surpreendendo a garota e fazendo a velha parar seja lá o que estava prestes a fazer, o barulho da porta sendo praticamente quebrada fez ambas ficarem imóveis por um segundo. O lobo entrou com o sorriso desdenhoso de sempre, o peitoral nu revelando todos os pares de músculos da barriga muito bem desenvolvidos. O cabelo curto e espetado em contraste com a pele morena e sutilmente úmida de suor fez a jovem se arrepiar da cabeça aos pés. "Você me excita pra caralho, gostoso filho da puta", pensou Chapeuzinho.

Pensei que havia se esquecido de mim, Jacob. — A garota sorriu, transformando-se em uma mulher deslumbrante, branca como a neve e com cabelos dourados como o Sol. Seus olhos eram de um negro inesquecível e penetrante. Logo a velha se deu conta de que se metera em uma furada, arregalando os olhos até estes parecerem duas bolas de bilhar.

A Feiticeira Branca por um momento a encarou de volta, então espalhou sangue por todo lado.

Chapter II — Kids don't have normal parents — Crianças não têm pais normais

Jocelyn havia conseguido aquele emprego há exatos 12 anos, quando Jensen ainda era criança. A intervenção da mulher foi crucial para que Jeffrey não perdesse a cabeça ao tentar criar o filho sem a presença materna. Quando Jensen tinha apenas algumas semanas de vida, sua mãe, Meredith, começou a dar sinais de depressão pós-parto. No começo Jeffrey achava que era resultado da oscilação hormonal que a esposa sofrera durante a gravidez, mas conforme os dias passavam, o humor ácido da mulher se transformava em melancolia, e na maioria das vezes era simplesmente insuportável de se presenciar.

Meredith não se alimentava bem, não queria mais ter relações sexuais com o marido, maltratava os empregados, os cachorros dos vizinhos, e também quebrava coisas quando ficava nervosa demais. Uma vez ela quebrara o próprio dedo. Então, para piorar a situação, a mulher passou a usar o bebê como forma de aliviar a incontida raiva que a atormentava. Ela gritava com Jensen o tempo todo, mesmo quando ele estava chorando e pedindo colo. Não o amamentava direito, ignorava-o na maior parte do tempo, o pegava com brutalidade e nem mesmo deixava o esposo tocá-lo. Tudo indicava que a mulher havia desenvolvido um domínio excessivo para com o filho. Certa noite Jeffrey a encontrara na cozinha, tentando colocar Jensen dentro do forno.

Não foi fácil fazê-la acreditar que estava doente. A cozinheira da casa precisou batizar o habitual chá de ervas finas que a senhora Morgan tomava todas as tardes para assim poderem levá-la para a clínica psiquiátrica. Uma bateria de exames foi feita, e além de o estado psicológico instável da mulher ser alarmante, foi detectado um nível preocupante de heroína no sangue.

Jeffrey ficou arrasado quando recebeu a notícia, e se perguntou quando exatamente isso tinha começado. Sua preocupação maior era com Jensen. Seu filho havia sido amamentado pela mulher e agora sua saúde podia estar em risco. Apreensivo, apanhou o bebê e procurou a ajuda. Shane era seu nome, um médico alto e de cabelos grisalhos que lhe explicou uma série de coisas desnecessárias, e que depois de exames feitos na criança, chegou à conclusão de que Jensen não correria perigo algum se passasse a ter uma amamentação saudável a partir de agora.

Imediatamente Morgan voltou para casa e conversou com algum dos seus inúmeros contatos. Três horas depois, ao descer as escadas, deparou-se com uma jovem de pele bronzeada vestida reservadamente. Jeffrey diria que a moça era algum tipo de secretária, a julgar pela postura ereta, óculos e uma familiar pasta amarela em mãos, ou uma atriz pornô devido ao tamanho dos seios. Kátia era filha única de um dos assistentes do senador Morgan. A jovem dissera ao homem que havia dado à luz há exatas três semanas, e que o pai da criança a havia deixado. Seu filho não se alimentava muito, e isso resultava em um inchaço excessivo nos seus seios que lhe causava muito desconforto.

Morgan sorriu abertamente para a moça quando ela lhe apresentou os exames que trouxera dentro da pasta. Eles comprovavam que a mulher esbanjava saúde. O homem não entrara em detalhes quanto ao que acontecera com sua mulher, e Kátia começou seu trabalho com Jensen na mesma hora, porém disse a Jeffrey que não estava fazendo isso por dinheiro. Um dia Jeffrey a retribuiria pelo que fizera.

Anastácia, a cozinheira, ouvira toda a conversa que tiveram enquanto almoçavam. Kátia estava sentada com Jensen em seu colo, mimando-o como se fosse seu próprio filho.

— Eu gosto muito de crianças — Começou a moça. — Meu Thomas é um bebê adorável. Acredito que as crianças têm esse poder, sabe... De te trazer uma paz interior.

O homem apenas assentiu, incapaz de comentar a respeito. Para ele, aquilo não fazia sentido. Caso contrário, Meredith não teria surtado e ainda estaria ao seu lado lhe aquecendo a cama.

— Se estiver tudo bem para o senhor, acredito que seria melhor se eu passasse as noites aqui. Quero dizer, como o senhor é muito ocupado com seu trabalho e tudo mais, seria melhor se eu estivesse por perto caso aconteça alguma coisa com Jensen enquanto estiver longe.

Jeffrey estreitou os olhos. — Mas e seu filho?

— Posso trazê-lo, se não tiver problema.

Jeffrey relutou por um momento, indeciso. Não havia muitas opções. Ele havia cogitado essa hipótese assim que soube que deveria arrumar alguém para amamentar seu filho, e teria dito aceitado a proposta imediatamente se a mulher não o fizesse se sentir estranho. O olhar confiável e doce que às vezes encontrava os olhos duros de Jeffrey o fazia se sentir diferente; se sentir bem, como há muito não conseguia se sentir com Meredith.

"Eu sou um homem casado", lembrava a si mesmo enquanto tentava pensar em algo para dizer a mulher.

— Tudo bem, então — concordou por fim. — Pode ficar, acredito que temos quartos o suficiente.

Sim, isso era bem verdade. Mas Jeffrey percebeu que aquela frase havia soado um tanto hostil e repreensiva aos ouvidos de Kátia, que forçou um sorriso e voltou a atenção para Jensen. Ambos ficaram calados por algum tempo, mexendo a sobremesa como se ela fosse uma espécie criatura estranha. A mulher, então, se arriscou a puxar assunto mais uma vez.

— Quando sua esposa irá voltar?

Jeffey não respondeu.

xXx

O centro de reabilitação Ostroff, em Westminster, era um dos únicos mantinham a identidade dos pacientes restrita até mesmo à polícia. Era geralmente procurado por celebridades, pessoas de grandiosos cargos públicos e governamentais e por adolescentes filhos de magnatas. Jeffrey tomou as medidas necessárias para que sua esposa fosse bem cuidada, e que seu progresso fosse sempre acompanhado por um dos melhores psicólogos do estado, Dr. Andrew Jakes.

Meredith ficou em tratamento intensivo por dois anos. Durante o tempo em que esteve internada, a mulher teve bastante dificuldade para fazer novos amigos. Como estava em outro estado, ninguém sabia quem ela realmente era. Aproveitando disso, Meredith às vezes dizia aos outros pacientes que era uma atriz fracassada que escorregara na estreita trilha da fama e acabara caindo de cara no mundo das drogas. Em outras ocasiões, afirmava que desenvolvera problemas com a bebida decorrentes da sua vida promíscua e regada a sexo que tivera quando mais jovem. De qualquer forma, era melhor do que dizer que era a esposa de um dos homens mais conhecidos e influentes de Los Angeles. Eles poderiam rodeá-la de perguntas as quais não gostaria de responder. "Eu só quero meu bebê de volta."

Às vezes seu esposo ia visitá-la, mas Meredith recusava recebê-lo, mesmo sob os protestos dos enfermeiros. As visitas foram se tornando mais escassas, até desaparecerem completamente. Jeffrey compreendia que sua esposa não queria ser vista naquela situação; era demasiado humilhante. Pouco tempo depois, conseguiu, segundo os médicos do local, controlar bem a raiva e se tornar alguém psicologicamente estável. Estava pronta para reintegras a vida em sociedade.

Quando entrou na limusine particular que o senador mandara para buscá-la, sentia como se estivesse indo a um funeral. O ar frio era o mesmo desde a primeira vez em que entrara no veículo, há cinco anos, quando era nada mais que uma prostituta de luxo. Perguntou ao motorista o porquê de Jeffrey não ter vindo buscá-la pessoalmente. O motorista nada disse.

— Sra. Morgan! Como está? — Anastácia, a velha negra que tinha a mão pesada para o sal, a esmagava com seu busto farto.

— Estou ótima, Ana. Onde está Jeffrey?

Anastácia crispou os lábios grossos.

— Deseja comer alguma coisa primeiro antes de vê-lo, Senhora?

xXx

Meredith subiu as escadas com um pressentimento ruim. Adentrou seu antigo quarto e, para sua surpresa, encontrou uma mulher seminua em frente ao espelho, provavelmente apreciando as belas curvas bronzeadas. Kátia viu Meredith no reflexo do espelho e sorriu.

— Oh, Meridith, você é ainda mais linda pessoalmente — Katia falou enquanto prendia uma toalha à cintura, optando por não tapar os seios. "Olhe meus melões, vadia. Veja como são rígidos." — As fotos não lhe fazem justiça.

— Quem diabos é você e o que está fazendo aqui? — Respondeu seca e entre dentes, cerrando o punho com fúria.

Jeffrey surgiu logo atrás de Meredith, surpreendendo ambas.

— Mary, me desculpe por não ter ido buscá-la. Eu estava... precisei resolver algumas coisas, verificar uns papéis. Inclusive eu os tenho aqui comigo — gesticulou para a pasta preta que carregava abaixo do braço. — Acredito que o conteúdo dela lhe diz respeito.

— O que é isso, por acaso deu entrada no divórcio? — A mulher perguntou em tom de brincadeira. Mas o olhar que obteve de seu marido mostrava o contrário.

No momento seguinte, Meredith estava esmurrando violentamente a face de Kátia enquanto ambas rolavam no chão.

xXx

Entraram em acordo e Jeffrey enviou os papéis assinados ao seu advogado, exigindo ao mesmo para que nenhuma notícia sobre o ocorrido saísse nos jornais ou tabloides. Meredith já havia dito ao agora ex-esposo que aceitaria abrir mão da guarda de Jensen se, e somente se, recebesse um cheque com muitos zeros no final todos mês. Não que precisasse do dinheiro, já que a divisão de bens foi extremamente generosa. Mas já que Jeffrey a queria fora de sua vida, ela sairia com tudo o que pudesse extrair dele.

A mulher recebeu seu antigo nome de solteira, passando de Meredith Morgan, a esposa do Senador, para Meredith Siller, uma desconhecida pelo povo. Passou a morar sozinha em uma cobertura elegante e cara no coração da cidade, perto da 5th Avenue. Pela janela da sala ela podia ver a cidade de Los Angeles brilhar todas as noites. Muitas das vezes se arriscava a sair para tomar alguma coisa, ou até mesmo para se socializar um pouco com o mundo. Ela não tinha mais ninguém, fora completamente abandonada. Seu vínculo com Morgan fora cortado pela raiz e não possuía amigos para conversar. Sentia a depressão se aproximando lentamente, envolvendo-a a cada dia como uma cortina de fumaça tóxica. Parou de sair, de atender os telefonemas do serviço de hotel, de tomar seus medicamentos... Estava se auto-excluindo. Era apenas mais uma pessoa sem valor. Logo seria como se nunca houvesse existido.

Numa noite de terça-feira, depois de se deliciar ao assistir ao programa Master Chefe, mudou a TV para a programação local, e, para sua surpresa, o jornal da noite — que nada mais era que um programa de fofocas com previsão do tempo — anunciava a data do segundo casamento de Jeffrey Morgan. "Então ele vai se casar com a safada rouba-maridos", pensou Meredith, sendo naquele instante dominada por uma raiva tão intensa que a fez quebrar o controle da TV com as próprias mãos, imaginando ser aquele o pescoço da cretina. Quase que nostalgicamente, a sensação de posse voltara com força ainda maior. Jeffrey pertencia a ela e a mais ninguém.

Seller revirara a costumeira bolsa Prada como se sua vida inteira estivesse se esvaindo lentamente, e quando encontrou o frasco amarelado de antidepressivos, fitou-o indecisa. Não chegou a entender como ou por que, mas, naquele momento, antes de fazer algo estúpido, lembrou-se do que sua mãe havia lhe dito quando ainda era adolescente, pouco antes de se aventurar mundo afora.

"Faça com que todos se lembrem desse rostinho perfeito..." — tosse. — "Você será grandiosa, minha filha."

Meredith sabia que a mãe cheirara um pouco de cola alguns minutos antes de chamá-la para uma "conversa em família", onde apenas ela, a filha e o gato participavam.

"Se você é inteligente, bonita e tem uma vagina, pode ter tudo o que quiser."

O ânimo foi voltando aos poucos.

xXx

Não sabia exatamente quem havia informado à mídia o seu telefone, mas amaldiçoara o indivíduo. A enxurrada de telefonemas que recebera nos dias seguintes foi surreal.

— Sra. Seller... — Morgan, Meredith corrigia mentalmente. — Somos do The New York Times, a senhora poderia nos dar uma declaração sobre o casamento?

"Eu vou arrancar o par de rim daquela vadia e depois vou comê-lo com aveia e mel."

— Desejo muita felicidade ao casal. — Então batia o telefone.

— Sra. Morgan, aqui é do jornal A tribuna, poderia nos dizer se foi convidada para o casamento?

"Aquela piranha vai me pagar por cada um desses malditos telefonemas. Ah, se vai."

— Não fui. — e depois de um longo suspiro, continuou. — Entretanto, estou mais que ansiosa para que chegue logo.

E de fato não tardou muito.

No grande salão da catedral, todos ficaram de pé diante do pastor no altar. Jeffrey estava em um terno preto impecável, e Kátia estava deslumbrante em seu vestido branco-pérola apinhado de detalhes brilhantes.

— Deus destinou o homem e a mulher a se unirem no sagrado matrimônio, e à medida que vocês seguirem juntos pela vida...

A celebração fluía naturalmente. Todos os convidados tinham a atenção focada nos noivos que nem se deram conta da figura de sobretudo e óculos escuro sentada no último banco.

—... Portanto, se alguém aqui sabe de algum motivo por que este casal não deva ser unido no sagrado matrimônio, que fale agora ou se cale...

Dois tiros foram ouvidos, e no momento seguinte Jeffrey estava ao chão, ensanguentado e agonizando.

xXx

Estava na primeira página de todos os jornais do país notícias sobre a fracassada tentativa de homicídio ao atual Senador Jeffrey Dean Morgan e sua recém esposa que, por um milagre, não foi atingida. E claro, a capacidade de Meredith de discernir o certo e o errado estava sob questionamento novamente. As câmeras não mentiam. Após ter puxado o gatilho duas vezes, saíra calmamente da Igreja enquanto a multidão gritava e corria. A mulher entrara em um carro e desaparecera.

Jeffrey foi levado ao Hospital St. Judes imediatamente e sua esposa, aparentemente em choque, pediu ao motorista que a levasse para a mansão antes de ir ao encontro do marido. Por sorte, os tiros disparados contra Morgan não acertaram nenhum órgão gravemente. Ele permaneceu consciente o tempo todo.

As horas foram passando e Morgan começou a estranhar o fato de Kátia ainda não ter aparecido. Pegou o telefone ao lado e discou o número da Mansão. Foi Genevieve Liep'Louff, a faxineira, quem atendeu.

— Alô? — perguntou com seu sotaque francês.

— Gen, poderia chamar minha esposa?

— Oui, senhor.

O tempo que ela demorara em retornar pareceu uma eternidade.

— Ela não está aqui, senhor. — Jeffrey congelou. — Ela deve ter levado o filho consigo, pois Jensen está sozinho no quarto.

Os dias foram passando e Jeffrey não sabia como seguir em frente. Afastara-se do cargo de Senador e ficava em casa sempre, desfrutando a amarga solidão. Eram apenas ele e Jensen novamente. Os empregados se preocupavam com o homem quando ele se trancava dentro do seu escritório e começava a chorar enquanto lia a carta que Kátia deixara em cima de sua cama, antes de fugir.

"Foi um erro nos casarmos. Você sempre foi muito gentil comigo, e não merece o que estou prestes a lhe fazer. Mas faço isso pela sua segurança. Obrigado por tudo. Logo os papéis da anulação do casamento chegarão até você. Por favor, assine. Seja um homem livre novamente. Um dia encontrará alguém que te mereça.

Com amor, Kátia."

Anastácia um dia não aguentou mais ver seu patrão naquela situação deplorável, então chamou amiga Jocelyn Debereau, conselheira das Causas Perdidas e integrante ativa do Terreiro de Santa Barbara, para uma breve visita. A ajuda de Jocelyn foi indispensável. Francesa, mas nacionalizada russa, a mulher de quarenta e tantos anos não tinha o melhor inglês da face da terra, mas suas palavras fizeram Jeffrey se tocar de que estava dando a Meredith o que ela queria: fazê-lo se sentir só, assim como ela se sentiu quando foi largada. A negra pediu também para que ele tirasse da cabeça a ideia estúpida de procurar Kátia e o pequeno Thomas, que parasse de perder tempo pensando nela e no que diabos poderia estar fazendo com sua vida.

Agora havia prioridades, havia pessoas que dependiam dele. Jensen estava com pouco mais de cinco anos, e precisava da atenção do pai, já que não podia contar com a da mãe. Mas isso não foi exatamente problema, já que Jocelyn praticamente arrancava o bebê dos braços de Morgan a toda hora em que ele fazia menção em berrar. Mimou Jensen com o talento de uma verdadeira mãe coruja.

Jeffrey, então, decidiu contratá-la como governanta da casa. A verdade era que nem se importava tanto com o trabalho que era desempenharia na casa, contanto que continuasse a mantê-lo nos trilhos e o ajudasse a dar a Jensen uma infância não necessariamente feliz, mas pelo menos em um ambiente saudável. Morgan desistiu da política, e aos poucos voltou a ser o excelente advogado que sempre fora antes de ser contaminado pelo brilho ofuscante do poder que costumava almejar.

Cada nova frase retorcida que saía da boca de Jensen era motivo mais que suficiente para fazer Jocelyn e Morgan se sentirem rejuvenescidos. Ambos passaram a acompanhar todos os passos do garoto. No aniversário de dez anos de Jensen, fizeram uma festa esplêndida. Os convidados em grande parte foram seus amigos de escola. Quando o pai perguntara o que Jensen gostaria de ganhar, o garoto não tardou em responder:

— Eu quero uma mãe.

xXx

Agora Jocelyn podia ver o quanto o tempo moldara aquele garoto. O rapaz começou a culpar o pai por ter deixado sua mãe justo quando ela estava em uma situação difícil, que exigia apoio. Culpava o pai por ele ser hipócrita, agindo como se estivesse tudo bem quando na verdade sabia que não estava nada bem para o filho. Jensen era esperto e encontrava as maneiras mais inapropriadas para punir o pai. Em parte porque era acostumado a ter tudo o que queria. Não ter a mãe o deixou um tanto frustrado. Ele se transformara em um jovem astuto, ardiloso, obstinado a fazer da vida do pai um inferno. Na escola não era muito diferente. Arrumava confusões desnecessárias apenas pelo prazer de ver o rosto do pai ficar vermelho enquanto o diretor lhe passava um sermão sobre como educar os filhos.

Mas a velha sabia que tudo o que Jensen fazia era apenas a sua maneira deturpada de dizer ao mundo como se sentia, o quão estava podre por dentro.

— Sr. Jensen, seu pai pediu para se apressar. — Debereau falou com a voz firme ao encostar-se à porta do quarto, fitando o jovem de cima abaixo.

Jensen estava radiante. A camisa sóbria de cor cinza claro estava bem passada e as mangas longas e levemente dobradas lhe dava um visual um tanto despojado; além, é claro, de fazer contraste com os sapatos escuros, assim como a calça em tom neutro que lhe caía super bem.

— Diga a ele que já descerei. — Respondeu calmamente, ajeitando a gravata em frente ao espelho.

A vontade de encontrar Meredith e cuspir na cara dela era irritante, incontrolável. Sabia que ela tinha uma série de problemas, que era batucada da cabeça e tudo mais, mas ainda assim, um dia ele ainda olharia no fundo dos olhos da mulher que o abandonou e a faria se arrepender pelo que fez.

Continua...


Respostas aos reviews:

Alec Drachenspear:

JUH! Sim, a fic é só minha, mas como você é muito fofa, te deixo enfiar o dedão e lamber o glacê, blz? Brincadeira, vou te dar um pedaço bem generoso. E me atormentar? Onde isso, sua linda? Auahsuahs's E pra que você acha que eu fui inventada? Para jogar pra fora as ideias ousados dos outros sem um pingo de vergonha, oras! :B

Nah, acho que você não foi a única a pensar que comeria um mousse de limão bem azedinho, já no começo (eu também pensei que era, enquanto escrevia u_u). Uiii, vamos torcer para que esse Jensen seja um deles, então...

JESUS, NONONO MESMO! Se bem que, lendo algumas coisinhas [indireta] acabei gostando de um Top!Jared... Mas vamos ser sinceras, honey, Top!Jensen é o que há! BUT sem declarações ou planejamentos até quando descobrir o que fazer com meus materias.

Três palavrinhas? Hmm, acho que não. E concordo contigo, cara Jullie, isso não é normal. Torturar leitores? Eu? Jura? Agora sou eu que pergunto se você tomou aquela tal batidinha misteriosa Ahuahsuah's

P.S.: Hora da verdade: EU CHOREI DE RIR ENQUANTO ESCREVIA! Juro! Era cada coisa maluquete que eu acha engraçado, e fico imensamente feliz ao saber que você também achou! Sério, eu pensei que ia levar machadada pelo que escrevi. Quando eu terminei, veio um único pensamento na minha cabeça: Nojo de mim mesma! [porque não gosto da personagem Lisa, e tal... Principalmente quando o Jensen/Dean está envolvido u3u]. Enfim, melhor parar de tagarelar.

Beijão, e muito obrigado pelo comentário!

Sun:

Obrigado linda (o) (?). Fico feliz por ter gostado do capítulo anterior. Eu odiei porque não curto Jensen ou Jared no hentai, mas como muitas abóboras vão rolar, estou levando numa boa, entende? Espero que consiga postar rápido os outros. Beijão!

Paulo-Novak:

Paulinhoooo! *abraça e não solta mais* Awn, que fofo da sua parte. Fico ultra mega hiper feliz ao saber que consegui deixar as coisas ao menos apresentáveis. Tentei me esforçar nas "definições visuais", como você mesmo disse, para não deixar o capítulo sem graça. Que bom que não se intimidou com a possível "vulgaridade" da coisa. Ahuahsuahs's Prometo que pego leve nos próximos [ou não. Depende muito do meu estado espiritual]. Beijão, e muito obrigado por comentar!

Duda:

AMIGAAAAAAA! Lembro como se fosse hoje o dia em que você veio aqui em casa e eu falei: "Miga, eu postei uma nova fic!", aí você falou: "Ah, é? Eu quero ver". Então eu li junto com você e a gente gritou de tanto rir KKKKK. Minha mãe pensou que eu tava tendo um acesso ou coisa do tipo! Então... Perversão sexual é? Vou nem te falar nada, santinha. Olha, você não tem ideia do quão agradecida estou por saber que gostou tanto do que leu. Pelo visto você gostou muito mesmo, não é, sua safadinha? Ahsuhas's Pode deixar que não vou parar de escrever essa fic não. Só espero não perder a fama de amiga pervertida e passar a ser uma psicopata tarada AHuahsuahs's. Obrigadão pelo apoio, honey! Beijos e volte sempre!