Capitulo I - Esperando

Tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac…

Eu não agüentava mais aquele barulho insuportável do relógio. Ele corria lento e preguiçoso, angustiando-me cada vez mais e mais. E o barulho que ele fazia era especialmente desencorajador. Parecia que os minutos nunca passavam. Eram devagar como os humanos.

Andando preguiçosamente, segundo por segundo, parecendo cada vez mais lento. Fora que tanto o barulho do relógio, quando o dos humanos me irritava. Como eles podiam berrar tão alto?

Tudo bem que eu não estava no lugar mais calmo e tranqüilo que alguém como eu gostaria – e deveria – estar para não se incomodar com aquele tipo de barulho.

Mas eu tinha que ficar lá. Não sabia por quanto tempo mais. Mas eu precisava continuar ali. Uma mudança misera de decisão minha poderia descruzar nossos caminhos – mesmo eu acreditando que lá na frente nós nos encontrássemos em outra situação. Mas mesmo que futuramente nós pudéssemos nos encontrar, eu não queria. Queria ali. No meio daqueles humanos barulhentos. Perfeito do jeito que eu vi.

- Com licença, senhorita. – uma voz masculina chamou atrás de mim. Que diabos queriam comigo? Revirei meus olhos castanho-dourados antes de encarar um homem baixo de cabelos pretos e olhos pesados. Ele me parecia um pouco bêbado. – A senhorita está sozinha?

- Ei Billy, deixe a moça em paz. – alertou uma mulher atrás do balcão, enquanto limpava alguns copos. O homem saiu de fininho quando eu o encarei séria. Era tão fácil quando eu fazia aquele olhar que até eu tinha medo.

- Obrigada. – disse com um sorriso para a mulher, dando a ela o crédito de ter afastado o bêbado.

- Por nada. – ela acenou com a cabeça enquanto servia um drink para si mesma. – Quer alguma coisa?

- Estou bem. – anunciei em agradecimento. Na verdade eu começava a sentir sede, mas não era de nada que um humano pudesse pensar em tomar.

Esperei mais alguns minutos e o restaurante – uma espécie de bar na verdade – começou a esvaziar. Devia ser bem tarde. Obriguei-me a encarar o maldito relógio. Duas e meia da manhã.

Não era hora para uma mulher da década de cinqüenta estar na rua, nem em nenhum bar. Suspirei de leve. Não seria hoje. Então me levantei do balcão em direção a saída e quando ninguém mais me olhava corri o mais rápido que pude, em direção a floresta.

Eu não estava com tanta sede, então abati um alce bem próximo a minha cabana. Depois de saciada a minha sede de sangue fui até o meu cantinho. Aquilo era tudo o que eu tinha. Eu sabia que era uma vampira e que, em algum momento, havia sido humana, mas eu não sabia exatamente quando eu havia sido transformada – nem que o havia feito.

Mas agora, lá estava eu, sozinha no meu canto, pensando nele. Em quanto tempo estava demorando. Se demoraria sua chegada. E o quão esplêndido seria nosso encontro.

Eu sabia que ele procurava por mim, mesmo o próprio não tendo consciência disso, ele procurava por mim. Seu consolo. Seu porto seguro. Pensar naquilo quase que trepidava meu coração parado. Pensar que era eu a única que poderia dar a ele a força e coragem para seguir em frente era algo que me deixava realmente feliz.

Foi ai que uma visão me invadiu.

Chovia. Carros passavam por uma rodovia. E havia alguém. Vagava por entre as árvores da floresta ao lado. Numa velocidade preguiçosa e humana. Mas não era humano. Fiquei sem fôlego. Era ele. Cabelos loiros – quase que como fios de ouro – rosto firme, maxilar forte e trincado pelos cheiros. Os olhos negros como carvão. Ele estava com sede. Mas não foi caçar. Invés disso avistou um restaurante, seguiu até ele e...

Eu tive a impressão de quase ofegar quando a visão sumiu e eu reconheci o restaurante. Era exatamente na próxima manhã. Senti como se meu coração ganhasse vida de novo e pulsasse acelerado. Eu não conseguia acreditar. Depois de toda aquela espera. Ele chegaria.

Olhei para o pequeno armário embutido na parede, onde eu guardava minhas roupas, e entrei numa batalha incrível a procura da roupa perfeita. Aquelas roupas da minha época não me agradavam exatamente.

Acabei por colocar meu preferido. Um vestido xadrez azul bem claro, solto e levemente volumoso até pouco depois dos joelhos, e com alças finas e delicadas descendo com o vestido bem justo até a cintura onde havia um cinto num azul marinho passando pela minha fina cintura e um bolero branco com rendas azuis – já que mesmo que eu não sentisse nada, aparentemente estava frio. Meus pés finalizaram preenchendo graciosamente o salto baixo e vermelho forte de verniz.

Quando notei começava a amanhecer. Contei cada milésimo de segundo até o momento que o bar abria. E quando a marcou dez da manhã sai da minha cabana em direção a um sonho.


N/A: Bom, já que vocês pediram, aqui está o primeiro capitulo :D O começo é meio tediante, mas ok :P Fica mais divertido quando o Jazz aparece, mas fiquem tranquilas que isso não demora. Ah, queria agradecer aos reviews, e espero que estejam gostando e tudo mais. Como é primeiro capitulo nem tenho muito o que falar... Então por enquanto, é isso.

Milla Mansen Cullen, Que bom que gostou, obrigada pelo review.

Maary Ashleey Cullen, Hehe, eu tenho um amor especial por essa fic, acho ela linda. E obrigada pelo review, e apareça sempre.

Ah, queria indicar pra vocês a minha outra fic. É crossover hp e twilight, mas é muito legal mesmo. Tipo, é bem engraçada. Fica aqui o link pra vocês :D E curtam o post.

(.net/s/5493402/1/Instituto_Volturi_de_Hogwarts)

Anna W.V.