Mycroft acordou com a chuva a bater na janela do seu quarto. Sherlock encontrava-se no seu quarto a brincar aos piratas. Ele queria ser um pirata mas Mycroft não o deixava sonhar. Todos os natais, quando Sherlock recebia um presente relacionado com piratas, Mycroft escondia-o na cave e Sherlock demorava pouco tempo a encontrá-lo.

Este ano não era exceção. Mrs. Holmes falava com o seu marido sobre as prendas que iria oferecer aos seus filhos. Para Mycroft tinham decidido oferecer um livro sobre o governo britânico mas, sem imagens, enquanto que para Sherlock decidiram comprar um chapéu de pirata e um baú.

As prendas encontravam-se debaixo da árvore e claro, a de Sherlock era a maior. Os pais Holmes também tinham uma prenda debaixo da árvore: um cachecol para Mrs. Holmes e uma gravata para Mr. Holmes dos filhos. Quer dizer, de Mycroft mas ele assinava pelos dois.

Mycroft levantou-se e, ao abrir a porta viu uma carta do seu irmão Sherlock. A carta dizia " Mycroft, este ano não quero brinquedos de pirata. Quero ir visitar o meu amigo John. Podemos ir? – Sherlock ". Mycroft sorriu e pensou "porque não?" afinal, iria ver Greg. Vestiu uma camisola de lã e umas calças, dirigiu-se ao quarto de Sherlock e este estava com uma mochila em cima da cama à espera de Mycroft.

- Então, vamos? – Perguntou Mycroft.

- Podemos ir? – Perguntou Sherlock.

- Claro. – Respondeu Mycroft – vou visitar um amigo enquanto ficas com o teu amigo.

Mycroft pegou no seu guarda-chuva, Sherlock deu a mão a Mycroft e apanharam um táxi. Durante a viagem Sherlock olhava para fora da janela.

Chegaram ao bairro onde John morava. Sherlock tocou à campainha e quem abriu foi Harry.

- Boa tarde.

- Boa tarde – respondeu Sherlock – eu vim brincar com o John.

- Então deves ser o Sherlock. Ele está lá dentro, entra. – Olhou para Mycroft – e tu és?

- Mycroft Holmes. Sou irmão mais velho do Sherlock.

- Ahh, Mycroft! O Greg falou-me de ti. Entra, ele está lá dentro na cozinha.

E Mycroft entrou. Sherlock encontrava-se no quarto de John a brincarem aos médicos e detetives, irónico não é? Na cozinha estava Greg, sentado à mesa, a fumar um cigarro. Por cima da mesa estavam umas folhas com letras de músicas, Greg estava a compor.

- Greg, olha quem está aqui.

- Boa tarde – disse Mycroft.

- Mycroft! – Disse Greg com um sorriso na cara – como estás?

- Estou bem e tu?

- Também – apontou para uma cadeira – senta-te.

- Bem, eu vou à rua comprar comida. Precisas de alguma coisa, Greg?

- Não, obrigada Harry. Até logo. – Harry saiu.

- Então, andas a compor?

- Sim. Vou tocar numa festa de natal. Podias vir?

- Não é o meu estilo …

- Mas eu vou lá estar. Por favor, Mike.

- Mycroft é o meu nome. No entanto, posso tentar ir.

- Se quiseres podes deixar cá o teu irmão com a Harry e com o John, eles parecem dar-se bem.

- Assim será.

Mycroft e Greg continuaram à conversa. Lá dentro, Sherlock e John brincavam.

- Dr. Watson – disse Sherlock – como acha que ele morreu?

- Esfaqueado?

- E onde está o corte?

- Escondido?! – Respondeu John.

- Não. O seu urso de peluche foi envenenado pelos seus soldadinhos de chumbo. Caso resolvido!

- Brilhante, Sherlock.

- Obrigado. Próximo caso?

- É hora do almoço!

Sherlock e John dirigiram-se à cozinha e encontraram Greg e Mycroft juntos.

- São horas de almoçar, a minha irmã?

- A tua irmã saiu. – Respondeu Greg.

- Então o quê que vamos comer?

- Podemos encomendar pizza.

- Sim pizza! – John dirigiu-se para Sherlock – gostas de pizza?

- Eu nunca comi pizza mas o meu irmão adora.

- Então será pizza.

Greg encomendou pizza para os quatro enquanto Mycroft colocou os pratos na mesa. Mycroft saboreava a sua fatia da pizza da mesma forma que Greg. Sherlock e John levantaram-se da mesa para irem brincar enquanto Greg e Mycroft ficaram na cozinha.

- Sherlock, posso-te fazer uma pergunta?

- Sim, diz.

- Prometes que ficamos amigos para sempre?

- Prometo. – Sherlock abraçou John.

- Sabes quem é a Molly?

- Molly Hooper? A namorada do Jim?

- Eles não são namorados.

- Parecem.

- Ela veio cá a casa brincar e disse-me que gosta de ti.

- Não sabia.

- Deixa estar.

Mycroft bateu à porta.

- Está na hora de irmos, Sherlock.

- Está bem. Adeus John.

- Adeus Sherlock. Feliz Natal.

- Para ti também.

Greg acompanhou Mycroft à porta.

- Adeus, Mycroft. Vemo-nos na festa.

- Adeus Greg. Lá estarei.

- Adeus Sherlock. Não deixes o teu irmão comer muito! – Greg sorriu - a prepósito, feliz natal Mycroft.

- O meu irmão odeia o natal – respondeu Sherlock.

- SHERLOCK! – Mycroft bateu com a ponta do seu guarda-chuva.

- Deixa estar Mycroft. Eu também não gosto muito do natal, traz-me recordações mas pronto.

Mycroft sorriu e abraçou Greg. Este, fechou a porta.

Mycroft e Sherlock apanharam um táxi e foram para casa.