Disclaimer: Naruto não me pertence.
Aviso: Fic Sasuke x Hinata. Não gosta, não leia, é simples.
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Sasuke's POV
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Ela era calada até demais. Naruto começava a perguntar se eu estava ficando doente ou algo do tipo, porque passava tempo demais sonhando acordado do que pensando em qualquer outra coisa. Eu a seguia, tentava interagir, mas ela acabava me evitando o máximo que podia.
Nossas conversas já não eram mais monossilábicas. Agora havia palavras, frases completas. Poucas, mas havia.
Apesar de tudo, eu percebi o motivo de meu fracasso: Naruto.
Nunca pensei que iria culpar meu melhor amigo por algo, no mínimo, tão idiota quanto isso. Afinal, não sou dono do coração dela, não a controlo. Não posso dizer a ela "Hinata, esqueça esse imbecil, você é minha e de mais ninguém".
A tentação é grande, mas eu prefiro não assustá-la. Sei que não posso fazer isso. Das poucas vezes que tentei dar um passo à frente ela me fez recuar dois. Passava dias sem falar comigo, e juntando todos esses dias, formavam-se semanas e meses. Eu já não aguentava mais.
As férias estavam próximas, e se nesse meio-tempo ela conhecesse alguém mais interessante? Eu estava assustado, admito. Quem não estaria?
Decidi tomar a iniciativa. Era a última semana de aula, mais precisamente a segunda-feira.
Chamei-a num canto, durante o intervalo das aulas, e disse que precisava falar com ela.
Sequer hesitou, apenas perguntou se havia algo errado. Respondi que não, mas pedi para que me encontrasse no final da aula para conversarmos.
- Está bem. – Ela disse, então voltou para seu lugar. O sinal tocou, o professor entrou na sala e a aula passou. Devagar.
Estava contando os minutos. Queria que tudo fosse perfeito – que ela dissesse algo positivo e que tudo corresse bem em seguida.
E o momento chegou. Desci rapidamente as escadas, sem nem me despedir de Naruto – afinal, contei para ele o que iria fazer. Ele apoiou, mas me mandou tomar cuidado. Respondi que sabia o que estava fazendo – o que foi uma grande mentira. Eu não sabia.
Fiquei esperando-a por algum tempo, batendo o pé, ansioso. Estava nervoso.
Então, ela chegou. Segurava a mochila por uma das alças sobre o ombro.
- Oi, Sasuke – Hinata falou com um sorriso. Só de ouvir a voz dela, sorri também. – O que queria me dizer?
- Hinata... É... Bem... É o seguinte...
Então, contei a ela o que sentia. Tentei segurar a mão dela enquanto falava, mas ela se recusou a tirá-la da mochila – e com a outra mão, ficava, ansiosamente, enrolando a barra da saia.
Quando terminei, eu simplesmente disse o que poderia ter dito desde o início:
- Eu te amo, Hinata.
Aquelas palavras a fizeram congelar. Seus olhos arregalaram, o rosto corou ainda mais. A boca ficou entreaberta, mostrando que tomava ar para dizer algo.
E aquilo continuou por poucos segundos. Ela murmurava coisas, provavelmente tentando falar. Olhava para os lados, e finalmente olhou para mim.
E saiu correndo.
Aquilo me chocou. Lancei furiosamente a pasta no chão, e sentei. Passava as mãos pelos cabelos, não queria aquilo...
A reação dela não deveria ser essa. Ela deveria me abraçar, me beijar e dizer o quanto também me ama. Como corresponde e esperava por aquilo há muito tempo. Bem, pelo menos foi isso que fantasiei.
Mas não. Ela correu, queria ficar longe de mim. Não deveria tê-la assustado.
E no final das contas, quem estava mais assustado era eu, do que aconteceria depois...
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No dia seguinte, apareci na escola pior do que nunca. Não consegui dormir na noite passada.
Mal cheguei e Sakura já correu em minha direção. Ela então me deu um soco no braço – acredite, isso dói – e me chamou de idiota.
- O que você falou pra Hinata, hein? Ontem ela me ligou desesperada, estava chorando! Se chegar perto dela mais uma vez, eu te mato, Sasuke! Nunca mais machuque minha amiga! – E saiu andando, até Hinata, que estava cabisbaixa. Não consegui ver seu rosto, a franja e os cabelos cobriam.
Até que caiu a ficha. Machucá-la? Eu jamais faria isso. Foi ela quem me machucou, ela quem saiu correndo e me deixou ali. Sem nem uma palavra, uma resposta, um consolo.
E agora, eu tinha que ter medo da amiga maluca dela. Porque a Sakura poderia parecer indefesa, mas bate muito forte.
Também preciso pensar em algo... Não quero que ela se afaste de mim. E agora, com as férias, isso vai acontecer.
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No intervalo, Tenten veio falar comigo. Era uma das amigas de Hinata, mais próxima do que a própria Sakura, na verdade.
Ela então me contou sobre o motivo de Hinata ter corrido de mim.
Por medo.
- O quê? – Perguntei.
- Isso, Sasuke. Medo. Alguns anos atrás alguém a enganou, e a feriu profundamente. Levou muito tempo para que ela se recuperasse... E foi exatamente do mesmo jeito que você se declarou a ela.
- Não brinca...
- Não estou brincando. Eu até tentaria te ajudar, mas foi difícil pra mim até convencê-la a vir à escola hoje. Farei o possível, mas não prometo nada. Enquanto isso, mostre a ela que é sincero...
- Mas eu fui sincero ontem. Disse coisas que nunca tinha dito a qualquer outra garota.
- Deixa de ser egoísta, Sasuke – Ela então me cortou – Isso aqui não é sobre você. Se gosta dela, pare de pensar em si mesmo por um minuto.
A verdade é que eu não tinha entendido aquilo muito bem. Afinal, eu havia pensado nela o tempo todo. Mais nela do que em mim. Mas a verdade é que eu não entendo as mulheres. Não mesmo.
Mas eu queria entendê-la. E se quer saber, farei isso.
Algum dia, de algum jeito... Farei.
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Continua
O final do capítulo ficou enrolado. Mas pode ser que os próximos fiquem enrolados mesmo, já que preciso de uma base pra fazer o final.
Nunca se sabe o que pode sair.
Psycho Itachi
