Capítulo Dois

Ginny abriu os olhos de repente. Tinha suores frios na testa. Passou as mãos pelos olhos, lembrando-se do sonho que acabara de ter: Hermione estava chorando e chamando Ginny de traidora, Draco Malfoy ria de Ginny e ela tentava explicar a Hermione que era tudo um mal entendido. Não se lembrava do que se passara antes no sonho, só que acordara com uma sensação horrível de culpa e tinha a certeza de que não conseguiria voltar a dormir.

O relógio disse-lhe que eram quase seis da manhã. Decidiu se levantar e ir fazer um café.

Estava sentada no balcão da cozinha, olhando pela janela, observando o nascer do sol, quando Ron desceu para tomar o pequeno almoço.

-Bom dia!- ela disse, embora para ela aquele dia tivesse começado muito mal e não tinha esperanças que melhorasse. Tinha um aperto na garganta que não havia maneira de fazer desaparecer.

-Só se for para ti, porque para mim é um péssimo dia!- Ron reclamou.

Ginny ia perguntar se ele ainda estava chateado com o facto de Hermione estar noiva de Draco, mas ele não lhe deu tempo.

-Casar com aquele... furão desgraçado! É inacreditável! Talvez ele tenha lhe colocado sob uma Imperius, ou talvez seja uma poção do amor!- ele disse. Ginny sabia que ele não estava falando com ela.

-Sabes, talvez ela esteja mesmo apaixonada por ele...

-Estás louca? Os Malfoy são incapazes de serem amados! Eles são desprezíveis, são maquiavélicos, são falsos, arrogantes e não servem para nada. São escumalha!

-Sabes que agora parecias mesmo Draco Malfoy falando quando se referia a nós em Hogwarts!- ela espicaçou o seu irmão.

Ele ficou vermelho de raiva. Ia começar a discutir com ela quando Molly Weasley entrou na cozinha.

-Discutindo já de manhã?

-Não! O Ron só estava prestes a blasfemar! Ainda está chateado porque Hermione não vai casar com ele.- Ginny disse, saltando do balcão.

-Não estou nada!- murmurou o ruivo.

-Continua acreditando nisso!

A discussão dos dois Weasleys mais novos foi interrompida por alguém batendo na porta.

Ginny foi abrir a porta, completamente descontraída, não esperando encontrar quem encontrou na porta.

-Bom dia, Weasley!- a voz do louro chegou-lhe ao ouvidos com um leve tom de divertimento. O seu corpo petrificou, as suas faces coraram. Draco Malfoy estava a frente dela, usando um sorriso malicioso nos lábios e um olhar de troça na cara.

Por momentos Ginny teve vontade de fugir para o seu quarto como uma criança envergonhada. Conseguiu se recompor e dizer para si mesma que já era uma mulher adulta e que não tinha razões para se envergonhar.

"Ai não?! Estás de pijama em frente de Draco Malfoy. Um pijama velho, roto e que te fica pequeno! E ele está ali com cara de quem quer rir e não pode! Ai, eu vou morrer de vergonha! Mas, afinal, o que quer ele aqui?"

-Bom dia, Ginny!- a voz de Hermione veio de algures em frente de Ginny. A ruiva olhou para o lado de Draco e viu a sua melhor amiga sorrindo para ela. Ginny ficara tão surpresa e atrapalhada por ver Draco ali que nem notara na presença da morena.

-Oh, olá, Herms! Entrem!- Ginny disse, tentando manter a voz o mais normal possível. Estava furiosa consigo mesma por estar a sentir aquelas coisas. Ela já não era uma adolescente!

-Quem...?- Ron começou a perguntar, deitando a cabeça para fora da porta da cozinha, com um olhar curioso. Mas a sua expressão mudou logo que viu quem era. Lançou um olhar aborrecido a Hermione e Draco.- São esse dois!

E o ruivo voltou para a cozinha.

-Não lhe ligues. Ele ainda não digeriu a notícia de ontem!- Ginny disse. Também ela ainda não tinha digerido, mas que podia fazer? Não podia se chatear com Hermione porque ela não tinha culpa. Mas culpa de quê? Ginny não queria Draco para nada por isso nem tinha razão para estar assim. Então por que se sentia como se tivesse uma noz atravessada na garganta?

-E eu nem me preocupo. Problema dele!- Hermione disse friamente.- Mas, mudando de assunto... Vai te vestir depressa porque quero que me ajudes a preparar as coisas para o casamento!- a morena disse alegremente.

-Mas, afinal, quando vais casar?

-A verdade é que eu nem consigo esperar muito tempo. Decidimos casar daqui a um mês!

Ginny sentiu como se tivessem lhe dado um murro no estomago. Um mês? Mas isso era tão...próximo.

Ginny tossiu tentando esconder a sua grande surpresa e desagrado.

-Deixa-me ir trocar de roupa, então!- a ruiva disse e subiu escadas acima, com dificuldades em respirar.

Eles iam casar dentro de um mês e Ginny sentia como se o seu mundo tivesse acabado de desabar na sua cabeça, novamente. Desde quando Draco Malfoy se tinha tornado em algo tão importante para ela? Ela sempre o vira como uma personagem famosa que as adolescentes idolatravam por ser bonito. Mas ela não era nenhuma adolescente! O que se passava com ela? Estava com ciúmes da melhor amiga por esta casar com um homem que Ginny apenas achava bonito? Não! Alguma coisa estava errada. E ela fazia um esforço enorme por se convencer de que não sentia mais do que admiração pela beleza do louro.

Vestiu-se devagar. Não queria ter que voltar a enfrentar a alegria de Hermione, muito menos a presença de Malfoy. No entanto, sabia que não podia andar a fugir deles. Devia estar contente pela sua amiga. Devia afogar aqueles sentimentos que descobrira dentro dela. Por Merlin! Era o noivo de Hermione.

Por mais que tentasse demorar a vestir-se, viu-se pronta em menos tempo do que queria. Desceu ao andar debaixo, fingindo um grande sorriso e esperando encontrar Hermione na sala.

O seu coração parou durante uns segundos, depois deu um grande salto e deve ter ido parar no meio da sua garganta, porque sentiu falta de ar. Draco Malfoy estava sentado no sofá, com o pé sobre o joelho, encostado atrás numa pose muito masculina e, segundo Ginny, muito atraente. Ela bem queria evitar aqueles pensamentos, mas não conseguia. Era como se não conseguisse sequer controlar a sua mente, porque o seu corpo e o seu coração ela já tinha desistido.

-Algum problema, Weasley?- Draco perguntou com um sorriso malicioso nos lábios. Era como se ele soubesse exactamente o que ela estava sentindo e se estivesse divertindo com o efeito que a sua simples presença tinha nela.

-Não!- ela conseguiu responder. A sua voz saiu aguda. Se tivesse um buraco ali na sala, ela colocar-se-ia dentro dele. Detestava sentir-se assim, como se ainda fosse uma menina adolescente atrás de Harry Potter. Mas aquele não era Harry Potter. Draco Malfoy emitia poder, sedução, masculinidade sem sequer tentar. Tinha uma presença intimidante e ao mesmo tempo atraente.

-Tens a certeza? Não sei por quê, mas tenho a sensação de que a minha presença incomoda-te, mas não da maneira que incomoda o teu irmão. Por acaso tens medo de mim?

-Não!- ela respondeu prontamente. O sorriso dele aumentou. Ele levantou-se e aproximou-se dela, como um tigre se dirigindo á presa. Não tirou os olhos cinzentos dos da ruiva. Ginny sentiu-se um ratinho amedrontado. Ela tinha medo, mas não dele, e sim do que ela estava sentindo naquele momento. Sentia vontade de agarrá-lo e beijá-lo.

"Mas não podes!" a mente dela gritou. "É o noivo de Hermione! A tua melhor amiga. Não esqueças isso."

-Então porque ficas assim quando estou perto?- ele estava a dois passos dela e parecia não querer parar. O coração de Ginny parecia querer saltar-lhe do peito. A sua mente dividia-se entre querer fugir dali, desesperada, e beijá-lo ali mesmo.

-Eu não fico de maneira nenhuma quando estás perto!- ela forçou a sua voz a sair segura. "Onde está a Ginevra Weasley que eu conheço?" ela perguntava-se. Não sabia o que era feito da sua personalidade forte. Parecia que sucumbia quando Draco Malfoy estava presente.

-Ficas sim...- ele agora estava a menos de meio metro dela e Ginny tinha a certeza que teria um ataque cardíaco.- Ficas alterada, nervosa. As tuas mãos tremem...

Ele continuava caminhando em direcção a ela, devagar, quase a torturando.

Ginny queria que ele se aproximasse, queria senti-lo bem perto dela.

"NÃO! Não te aproximes, és o noivo de Hermione... Eu preciso sair daqui." ela continuava ouvindo aquela voz gritando dentro da sua cabeça, mas era como se o seu corpo tivesse se desligado do seu cérebro.

-A tua respiração parece difícil, quase ouço o teu coração sair do teu peito!- naquele momento a única coisa que os separava eram uns meros dez centímetros de ar. Ela conseguia sentir a respiração quente dele roçar-lhe os lábios e despertar-lhe mil e uma diferentes sensações por todo o corpo. Um arrepio percorreu-a.

-Não é... Por tua causa! Eu ando... Um pouco nervosa ultimamente!- ela balbuciou.

Ele soltou uma gargalhada divertida, como se não acreditasse em nada do que ela tinha dito. Deu um passo em frente.

-Pára!- Ginny quase gritou. Tinha a certeza que o seu desespero via-se na sua cara. Era tão revoltante estar a sentir-se daquela maneira, e pior ainda, ele estar se apercebendo do efeito que tinha sobre ela.

-Por que, ruiva? Estás com medo de que eu te ataque?- uma sobrancelha loura elevou-se um pouco.

-Não! Por que haveria ter medo de ti?- ela não sabia de onde tinha tirado as forças para se recompor. Provavelmente da lembrança de que Hermione estava muito perto dele. No entanto continuava sem conseguir se mexer.

-Diz-me tu.- ele disse, inclinando um pouco a cabeça.

-Onde está a tua noiva?

A expressão divertida de Draco desapareceu e ele adoptou uma mais séria, embora os seus olhos ainda tivessem o mesmo brilho.

-Está falando com a tua mãe.- ele afastou-se de Ginny e voltou a sentar-se no sofá.

A distância fê-la pensar finalmente com clareza. Ele tinha estado a brincar com ela. Ele sabia que podia brincar com ela. Será que sabia o que ela sentia por ele? Será que...Não! Ele estava apenas sendo Draco Malfoy. Ele não sabia de nada. Ele estava apenas sendo ele mesmo. Divertindo-se com o desconforto dos outros.

-Estás pronta?- a voz de Hermione fez Ginny dar um salto.

-Claro. Mas afinal o que vamos fazer?

-Vamos escolher o local para dar a festa e quero que me ajudes com a lista de convidados. Ah, e antes que me esqueça, quero que tu e o Harry vão jantar em minha casa esta noite.

-Ok!

-Então vamos?- Draco interveio.

-Ele vai?- Ginny perguntou um pouco aflita. Não aguentaria passar uma tarde inteira perto de Draco, tentando esquecer todas as sensações que ele despertava nela.

-Acho que tenho o direito. Afinal sou o noivo, ou já te esqueceste, Weasley?- ele disse, lançando-lhe um olhar carregado de significado, embora ela não conseguisse perceber qual.

-Não! Como poderia esquecer que és o noivo da minha melhor amiga?!- ela disse, tentando lhe lançar um olhar frio. Se ia ter que passar o dia com ele, mais valia arranjar uma estratégia de defesa e tentar ignorá-lo e tratá-lo com indiferença, já que foi a melhor solução que ela encontrou.

Hermione saiu e Draco seguiu-a. Quando passou por Ginny, sussurrou-lhe ao ouvido:

-Há uns minutos atrás parecia que tinhas esquecido de que ela era a tua melhor amiga e eu, o noivo!- e depois, como se não tivesse acontecido nada, ele colocou uma mão na cintura de Hermione. Ginny sacudiu a cabeça como se isso fosse fazê-la esquecer o arrepio que percorreu o seu corpo e depois saiu, fechando a porta atrás de si.

•·.·'·.·•

Ginny bateu na porta da casa de Hermione. Aquela tarde tinha sido a mais longa que Ginny já passara. Hermione tinha demorado a escolher o local da festa, por isso a ruiva tivera que se abstrair dos seus próprios pensamentos e fingir que não notava os estranhos olhares de Draco. Ele parecia divertir-se ao vê-la estremecer com a proximidade, mas havia mais qualquer coisa. Hermione parecia nem notar no clima estranho entre o louro e a ruiva.

Ginny foi afastada das lembranças dessa tarde ao ver a porta abrir-se. Preparou-se para sorrir para a sua amiga, mas quem abriu a porta foi Draco. Ginny mal conseguia acreditar no seu azar.

-Boa noite!- ela murmurou, mexendo as mãos nervosamente.

-Boa noite, ruiva! Entra!- ele sorriu e afastou-se para deixá-la entrar. Assim que Ginny passou pela porta, ele fechou-a.- Hermione foi num instante comprar cerveja de manteiga porque esqueceu-se.

-Estás só?

Ginny sentiu-se engolir em seco. Estavam sós ali. Ela não queria estar na companhia dele sem ninguém por perto. Descobria agora que não era apenas desconfortável e embaraçoso, era também doloroso. Enquanto se vestia para aquele jantar, ela admitira que o que sentia por Malfoy não podia ser apenas uma paixoneta, era algo mais profundo. Sentira-se estúpida por ter desenvolvido aquele sentimento a partir de uma simples fantasia, mas também sabia que há coisas que acontecem e nós não damos por nada. Logo, não conseguimos evitar que aconteçam.

-Estou, mas ela não deve demorar muito. Não tens que te preocupar.

-Preocupar com o quê?- Ginny disse, fingindo que não sabia do que ele estava falando.

-Ruiva, sejamos honestos.- ele disse, sentando-se no sofá da sala, numa posição muito descontraída.- alguma coisa se passa sempre que estás perto de mim. E não vale a pena negares que eu já reparei!

-Oh, por favor! Só estivemos juntos ontem e hoje, não podes assumir...- as palavras fugiram-lhe, quando Draco levantou-se rapidamente e aproximou-se dela, ficando com a cara a escassos centímetros da dela.

-Foi o que me bastou para notar como consigo te fazer quase subir as paredes. Tenho que confessar que achava divertido, julguei que tivesses ultrapassado essa tua timidez. Quero dizer, eu sei que ultrapassaste. Lembro-me de que até eras bem extrovertida quando...bem...quando eu fiz uma asneira que quase me custou a liberdade. Por isso fiquei pensando no que podia se passar contigo quando eu estou por perto...e cheguei á conclusão de que... tens medo do que eu possa fazer contigo ou então...- ele aproximou-se mais dela, tanto que ela já conseguia ver os pontinhos azuis no meio do cinzento dos olhos dele.- tens medo do que queres fazer comigo!- a voz dele saiu calma, como se ele estivesse saboreando cada palavra.

-Eu... não... - ela não conseguia formular uma frase coerente. Por Merlin, nem os pensamentos dela eram coerentes. A cabeça dela estava andando á roda e a única coisa de que ela tinha a certeza era que, se se mexesse, se respirasse, os seus lábios tocariam os dele.

-Tu não, o quê? O que podes tu querer fazer com o noivo da tua melhor amiga, ruiva? Um homem que nem conheces?

-Nada!- ela murmurou.- não quero fazer nada... por favor, afasta-te!

-Por que não me afastas tu?- ele desafiou.

Draco estava se divertindo com a situação e, ao mesmo tempo, estava incomodado. A verdade é que a presença dela também o afectava de alguma maneira. Ele não tinha dúvidas de que Hermione era a mulher certa para casar. Não a amava, mas só porque não se julgava ser capaz de amar. Ele admirava-a, respeitava-a e confiava nela como não confiava em mais ninguém. Era a mulher mais inteligente que ele conhecia e era a única pessoa que tinha a capacidade de fazê-lo sentir-se inferior, embora fossem raras essas vezes. Além disso, era bonita. Tinha uma beleza despreocupada e simples, mas, de qualquer maneira, era bonita. E já nem se preocupava com o facto de ela ser filha de Muggles. Ele aprendera da pior maneira o que é ser excluído da sociedade. Quando escapara ás garras de Voldemort e conseguira fugir da morte certa, fora desprezado pela sociedade mágica, vira-se obrigado a fugir para outro país, onde vivera durante os últimos anos e onde reencontrara Hermione. O primeiro encontro não foi o que se pode chamar de cordial, mas tanto ele como ela haviam mudado.

Ginny era diferente de Hermione. Quando vira a ruiva na noite passada surpreendera-se por ver que ela crescera muito. A pequena Weasley de quem ele fazia troça em Hogwarts mudara muito. Estava linda. Era muito mais feminina que Hermione. Tinha uma cara angelical e marota ao mesmo tempo. Sentira o seu corpo reagir á presença dela e nem conseguia bem explicar por quê. Depois notara como ela era afectada pela notícia dele ser o noivo de Hermione e como a presença dele a fazia ficar tensa. Estranhara a esse facto, mas depois julgou que ela simplesmente estivesse intimidada por ele ser o filho do homem que quase a matara, ou pelo facto de ele ter feito tantas crueldades no passado. Mas depois notou que não era isso. Era outra coisa.

E depois ele reparou como lhe era impossível tirar os olhos dela. Era como se o corpo dela fosse um iman que capturasse sempre o olhar dele. Convenceu-se de que era apenas curiosidade.

E não conseguiu conter-se em atormentá-la quando a encontrou sozinha naquela manhã e reparou no desespero expresso nos olhos dela. Sentiu-se culpado ao aperceber-se que o corpo dele também reagia á proximidade dela. Como é que alguém conseguia ficar a afectá-lo tanto em apenas dois dias? E, ainda por cima, era a melhor amiga da sua noiva!

Ele estava determinado a descobrir a razão pela qual ela agia daquela maneira perto dele. Acreditava que era apenas a sua curiosidade que o fazia sentir aquelas coisas por ela. Era apenas curiosidade, nada mais.

E agora estavam ali, sozinhos, a poucos milímetros de distância, e a única coisa que passava pela cabeça dele era beijá-la.

O som do trinco da porta fê-lo afastar-se da ruiva tão depressa que Ginny julgou que ele tivesse se desmaterializado.

-Já chegaste, Ginny? Eu fui comprar cerveja de manteiga porque me esqueci!- Hermione disse ao entrar. A morena não reparou no clima tenso entre Draco e Ginny.

-Tudo bem!- Ginny murmurou, evitando encontrar o olhar da sua amiga. Talvez com medo de que ela pudesse ver tudo o que Ginny estava sentindo naquele momento nos seus olhos.

-Anda, vem comigo me ajudar a colocar a mesa, porque o Draco nem sabe o que isso significa.- Hermione riu e dirigiu-se á cozinha.

Ginny seguiu-a, mas não conseguiu evitar olhar para Draco antes de passar pela porta. Este esboçou um sorriso que fez as pernas de Ginny fraquejarem e depois piscou-lhe o olho. Ginny sentiu-se corar, não de vergonha, mas de culpa, por estar sentindo aquilo pelo noivo de Hermione. Baixou a cabeça e foi ter com a sua amiga, sentindo-se a pior das traidoras.

Pouco depois chegou Harry e jantaram todos juntos. Hermione e o Rapaz-Que-Sobreviveu conversavam animadamente, completamente abstraídos dos olhares que Ginny e Draco trocavam. Ginny sentia-se cada vez mais culpada pelo que sentia por ele e também mais revoltada por não conseguir se controlar. Draco simplesmente sorria com a reacção dela.

-Bem, chamei-vos aqui porque quero vos pedir uma coisa!- Hermione disse a certa altura.- Quero que vocês os dois sejam os padrinhos do casamento.

Ginny sentiu como se lhe tivessem esbofeteado. Já não bastava estar apaixonada pelo noivo, ainda seria a madrinha? Definitivamente aquele dia não podia correr pior. Sentia-se devastada. Estava tudo a acontecer tão depressa, demasiado depressa para uma pessoa conseguir assimilar tudo. Ela sentia-se desesperada, mas disfarçou.

Tinha a certeza de que a sua vida também não iria melhorar nos próximos tempos. Só esperava que, com o passar do tempo, todos aqueles sentimentos fossem se tornando mais suportáveis, porque naquele momento, ela sentia-se capaz de gritar.

N/A: Bem trabalhei muito para este capítulo. Espero que gostem e decidi fazer uma coisa nesta fic que ainda nao tinha feito: vou responder a todas as reviews que me deixaram. É uma maneira de agradecer por estarem a apreciar o meu trabalho.

Aqui vai:

Biazinha Malfoy: Eu Também estou gostando muito deste meu Draco. Quanto á action já começamos a ver alguma aqui mas prometo muito mais.Ainda bem que vais acomanhar a fic, fico muito feliz.Beijo

Franinha Malfoy: Bem, quanto a Hermione sofrer acho que não da pa evitar que ela sofra um pouco, mas se tudo correr como eu estou planeando, essa fic ainda vai dar muitas voltas. Quanto ao noivado ser perfeito, bem, como viste neste capítulo não é mesmo. Mas o Draco gosta da Hermione, na sua maneira um pouco distante.Obrigada por leres a fic.Beijo

Nanda Pretáh: É, a Hermione vai sofrer mesmo, embora demore um pouco. Como ja deves ter visto, ela ainda não percebeu que alguma coisa se passa. É como se costuma dizer: O corno é sempre o último a saber, não é? Ainda bem que gostaste do primeiro capítulo! Obrigada por leres a fic.Beijo

Gla Evans-Dumbledore: É, a Ginny e o Harry nao estão juntos e vou explicar o porquê num dos próximos capítulos. Ainda estou tentando arranjar uma boa justificação para esse facto. Quanto ao Ron e a Hermione, parece mesmo que a chama não se extinguiu. Mas isto ainda pode dar muitas voltas. Obrigada por ler minha fic. Beijo

EuDy: Podes apostar que muitas surpresas virão. Espero que gostes deste capítulo. Beijo

Anaisa: Fico feliz por ter gostado. Tenho que te confessar que eu decidi responder ás reviews pk fikei muito contente por ver resposta ás reviews que deixei na sua fic. Achei que devia dar tal atenção aos meu leitores.:). Beijo

Pry: Espero que tenhas gostado deste mais...:D Obrigada pela review. Beijo

Ara Potter: Aí está novo capítulo e espero que tenha gostado tanto quanto o outro. É horrível mesmo "olhar e não poder comer" como dizem.Obrigada pela review. Beijo

Agora não esqueçam de deixar mais reviews e de fazerem uma escritora feliz. Nem custa tanto, para mim basta um Oi!

Beijo para todos!