Título: Love Story
Autora: Carol1408
Fandom: Harry Potter
Par: Harry/Draco
Sinopse: As escolhas feitas podem levar duas pessoas a caminhos diferentes, mas isso não significa que eles não possam viver uma história de amor. Harry/Draco. SLASH. Veela fic. M-preg.
Aviso: Fic SLASH, ou seja, um romance entre um casal de homens. Quem não gosta do gênero, não leia, já está avisado.
Spoiler: Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Disclaimer: Harry Potter não me pertence, ele pertence a J. K. Rowling (várias editoras) e a Warner Bros. Essa fic não possui nenhum fim lucrativo.
Capítulo 1
Dezessete anos depois...
Dezembro de 2015.
Harry caminhava tranquilamente pela estação King's Cross, em direção a plataforma nove e meia. Seu peito se encheu de uma nostalgia já conhecida, não era a primeira vez que ele ia buscar um filho para a volta do feriado de Natal de Hogwarts. Mas James tinha muito mais desenvoltura que Albus com as pessoas, por isso a preocupação com o filho.
Seu filho do meio era tímido e recatado, menos com os irmãos, não tinha muitos amigos, por isso ficou feliz com as cartas empolgadas de Albus contando que havia feito um grande amigo sonserino. Sim, sonserino. Seu filho havia entrado para a casa das serpentes. Ele mesmo havia dito no embarque do filho que teria muito orgulho dele, não importando a casa que ele entrasse.
Mas Sonserina o fazia lembrar dele.
Draco Malfoy havia desaparecido do mapa. Ele e sua família.
Harry sentiu um aperto com a lembrança de Draco batendo a porta na sua cara. Ele tinha sido um covarde, tratando-o daquela maneira. Tinham acabado de... Bem, e ele ficava choramingando por outra. Grande grifinório que ele era. Mas a estranha atração que sentiu por Malfoy não era normal. Na hora, ele achou que havia sido enfeitiçado. A culpa que sentia, contudo, também não era um sentimento de alguém que sentia simples aversão aos fatos que ocorreram.
Não. Ele sentia muito mais, mesmo agora.
No decorrer do mês depois do incidente no Ministério, Harry tinha tentado encontrar Malfoy a todo custo. Foi a todos os julgamentos de Lucius, foi a Mansão, mas o loiro havia se recusado a recebê-lo. Ele não deixou de sentir a atração que sentira por Draco naquela tarde, mas não era mais aquela loucura que o fizera atacá-lo. Nesse meio tempo, ele brigara com Ginny incontáveis vezes, quase culminando no fim do namoro. Ele estava convicto que tinha algum tipo de sentimento por Draco Malfoy, por mais absurda que a ideia lhe soasse. Harry também já não estava se dando bem com Ginny, além de se sentir culpado por tê-la traído. Então, ele decidiu que iria lutar por ele, nem que tivesse que azarar a Sra. Malfoy, que sempre impedia a sua aproximação.
Mas, no início de agosto, quando Ginny deu a notícia que estava grávida, ele entrou num redemoinho de confusão.
Grávida. Ginny estava grávida de um filho dele. (1)
A família Weasley explodiu de alegria, dizendo que teriam que marcar o casamento logo, antes que ela ficasse com muita barriga.
Harry se sentiu perdido. Ele não amava mais Ginny, mas não podia deixá-la desamparada nessa situação. Ele não sabia mais o que fazer, apesar de não amar mais a namorada, ele também não tinha certeza dos seus sentimentos por Draco. Sabia que a loucura que o tomou não era o único motivo para tê-lo agarrado daquele jeito. Mas o que ele sentia, afinal?
Ele nunca teve a resposta para essa pergunta. Depois do anúncio da gravidez de Ginny, que um jornalista teve acesso e acabou por publicar no outro dia no Profeta Diário, houve a última audiência de Lucius Malfoy. E ele foi condenado.
E então, a explosão. Literalmente. Assim que o veredicto foi dado, Narcisa se levantou e Draco irrompeu pela porta do tribunal. Os dois executaram um feitiço que ele nunca tinha visto, o ar pareceu queimar e "explodir". Tudo foi tomado pela fumaça. Magia negra, a perícia disse. Eles anularam todas as proteções mágicas da sala e aparatam. Foi a última vez que o viu. Os três desapareceram, deixando tudo para trás.
Harry percebeu que ficara muito tempo parado, encarando a entrada da plataforma nove e meia, e as pessoas começavam a reparar. Deu uma volta para disfarçar, voltando para a entrada, atravessando o portal.
Fazia muito tempo que ele vira Draco, mas ele não pode esquecê-lo. Ainda assim, ele casou com Ginny e tiveram três filhos ao longo desse tempo.
Avistou o trem se aproximando.
Ninguém podia dizer que ele não amava os filhos, Harry era louco por eles. Também não havia sentido interesse por mais ninguém, e Ginny precisava de si, apesar dele não sentir atração por ela. Ginny era boa com ele, apesar de ter um gênio difícil de lidar, viver implicando com seu jeito modesto, afinal ele era o herói do mundo bruxo e, segundo ela, deveria agir como tal, além de se importar com coisas pequenas demais para o seu gosto, como gastos financeiros, apesar deles terem dinheiro de sobra para as próximas gerações. E a estranha antipatia dela com James, coisa que ele não entendia. E roncar de noite. Parecia que a mulher tinha um trator na garganta.
Mas ela era a mãe de seus filhos e ele a respeitava como tal. Todo mundo tinha defeitos. A vida era tranquila, aquilo que ele sempre sonhara. Ele tinha uma esposa, problemas de casal, filhos lindos, um bom emprego com chefe do departamento dos aurores. Mas ele não tinha Draco Malfoy, e não entendia o que sentia por ele. Não era simples atração, mas também não o amava, eles mal se conheciam. Mas havia aquela vontade de vê-lo, de conhecê-lo, saber o que estava fazendo, o que gostava e o que não gostava.
Coisas que ele não poderia ter.
Mais uma vez, decidiu enterrar esse sentimento no fundo de sua mente, como fizera muitas vezes. Não podia mudar as escolhas que fizera.
Quando o trem parou na estação, viu um aglomerado de crianças descendo, famílias acenando, abraços sendo trocados, despedidas sendo feitas. Avançou, tentando se aproximar, mas a multidão o impediu. Viu James e Albus descendo do trem, levantou a mão para acenar também, e eles vieram ao seu encontro.
- Pai, pai! – Albus correu para abraçá-lo – Pai, Hogwarts é o máximo, você não vai acreditar! – E desatou a falar sem parar para respirar. Sorriu da empolgação do filho. James também se aproximou, abraçando o pai, mas parecendo meio alheio a conversa.
- Okay, meninos! Sei que vocês têm muitas novidades para contar. Vamos, então, vocês me contam tudo em casa.
- Espera! – os dois dispararam, mais foi Albus que completou – Quero que você conheça uma pessoa, o amigo que eu te falei nas cartas. – Harry acenou, concordando. Virou-se para encarar James, que também havia pedido que esperasse, mas ele se fez de desentendido. Albus notou, e logo disparou – É que ele ta apaixonado!
- Cala a boca, Albus! Que apaixonado o quê, animal?
- Apaixonado? – Harry arqueou uma sobrancelha ao filho mais velho, mas ele negou tudo.
Albus voltou ao trem, para buscar o tal amigo.
- Quem ta apaixonado aqui é o Albus, não desgruda desse cara. – Soltou James, quando viu que o pai ainda lhe analisava. Harry sorriu ao filho, fingindo acreditar. Adolescentes. - E cadê a Ginny?
- Sua mãe não pode vir, está viajando por causa de um jogo. Ela vai chagar amanhã. (2)
Albus logo estava de volta, sorrindo, segurando a mão de um menino para não se perderem na multidão. Um menino de cabelos loiros platinados, penteados para trás, olhos de um azul metálico, a pele clarinha, pálida. Harry ofegou. Draco Malfoy estava diante de si, novamente com 11 anos de idade.
- Pai, quero que conheça o meu colega de casa. Este é Scorpius Malfoy. Corp, esse é o meu pai, Harry Potter. O pai dele vai se atrasar para pegá-lo, então eu falei com ele e combinamos do Corp esperar lá em casa. Não tem problema, né?
- É um prazer conhecê-lo, senhor Potter. – o menino falou, estendendo a mão para si. Sentiu uma sensação de déjà vu lhe dominando, lembrando-se que, anos atrás, Draco havia estendido-lhe a mão, oferecendo sua amizade, e ele negou. Sentiu o olhar de Albus queimar sobre si, e percebeu que estava demorando muito para aceitar a mão estendida.
Estendeu a sua também, apertando a pequena mão.
- O prazer é meu. Desculpe o choque, é que você se parece muito com alguém que eu conheci.
- O senhor também estudou em Hogwarts a alguns anos atrás, não? Deve estar me achando parecido com o meu pai, Draco Malfoy.
"Oh, Deus."
HPDM&HPDM
Harry encarou pela enésima vez os garotos conversando sentados no sofá da sala, pela porta da cozinha.
Draco Malfoy tinha um filho. Um filho. Sentiu suas entranhas revirarem. Ele tinha seguido em frente.
"Claro que seguiu em frente, idiota, queria que ele estivesse sentado esperando você aparecer?" Sua consciência o alertou. Ele também tinha tido seus filhos, tinha se casado. Draco não ia ficar chorando o leite derramado para sempre. Provavelmente estava casado com alguma baranga loira horripilante, ou com Pansy Parkison. Não, essa tinha se casado com Zabini, lembrou.
Uma baranga a menos no caminho.
"Mas o que diabos você está pensado, retardado mental?" Sua consciência lhe alertou novamente, mas ele mandou-a calar a boca.
Tinha que descobrir alguma coisa sobre Malfoy, e essa era a oportunidade perfeita. Ele não estava cometendo nenhum crime, afinal, o próprio Ministério deu o perdão judicial aos Malfoys, na esperança que eles aparecessem e destrancassem o cofre com milhões e milhões de galeões guardados no Gringotes, para pagar as multas devidas. Coisa que nunca aconteceu. E ninguém conseguia mexer no dinheiro, por causa dos feitiços de proteção, para a tristeza do Ministério.
Mas agora ele estava com Malfoy Júnior, ou melhor, Scorpius em sua casa.
Como é que a imprensa não caiu em cima do menino? Como eles não sabiam que Draco estava em Londres? Ele estava, não? Seu filho estava, pelo menos. E ele estava vindo pegá-lo. Na sua casa.
"Oh, meu sagrado Merlin."
Arrumou de novo os sanduíches, a jarra de suco de abóbora e os copos na bandeja.
Lily e James jogavam xadrez bruxo no chão da sala, e no sofá estavam Albus e Scorpius.
Tomado por uma coragem grifinória que não sentia a tempos, levou a bandeja com o lanche para a sala. Seus sentidos estavam alertas. O menino ia falar, ele era um auror, tinha que interrogá-lo e arrancar a verdade.
"Ou você pode simplesmente perguntar o que os pais dele fazem da vida, como um pai interessado nos amigos do filho." Sua consciência sugeriu, sarcástica. Estranhamente, ela tinha uma voz arrastada muito familiar. Okay, isso também era uma ideia.
Depositou a bandeja na mesinha de centro, recebendo um agradecimento dos meninos. Sorriu a eles, sentando-se na poltrona.
- Desculpe o incômodo que estou causando, senhor Potter. O sinal do celular caiu, mas meu pai já estava a caminho quando falei com ele.
- Oh, não se preocupe. Não é incômodo algum recebê-lo. – Harry passava-lhes o suco como se fosse água benta, mas as crianças (e adolescente) ignoraram o seu nervosismo - Mas, Scorpius, conte-me, como vai o seu pai? E sua mãe? Estão morando aqui em Londres? O que eles andam fazendo? Nunca mais tive notícias deles.
"Que sutileza, Potter. Parece a Inquisição da Igreja Católica. Só falta os instrumentos de tortura."
Scorpius terminou de tomar um gole de seu suco, antes de responder:
- Bem, da minha mãe eu não sei, meus pais não se falam a muito tempo. O pai ficou com a minha guarda – o loiro falou, monotonamente, não parecia abalado. Harry também não, estava vibrando internamente com a notícia – Mas a minha família não mora em Londres, nós nos instalamos em Oxford depois da guerra. O meu pai foi fazer faculdade lá, onde eu e minhas irmãs nascemos. Acabou por ele encontrar um emprego lá, também. Vivemos entre os trouxas. Esse é o porquê da demora, até. O meu pai estava vindo de carro, parece que houve um engarrafamento. Depois do perdão do Ministério, meu pai ofereceu a oportunidade para que eu me formasse em Hogwarts, ao que eu aceitei. Fui o primeiro filho a vir para cá estudar. Ele está tomando as medidas necessárias para que nos mudemos para a capital, já tem até uma proposta de emprego melhor aqui, mas ainda não sabemos quando poderemos vir definitivamente.
- Hum... Muito bom. Ele estudou em Oxford, foi?
- Sim, ele se graduou em Medicina. Vai indo muito bem na vida profissional, posso dizer.
- Ah... – "E na vida pessoal?" Se segurou para não perguntar.
Draco tinha ido para Oxford, estudar Medicina. Medicina trouxa. Draco Malfoy vivendo como trouxa. Inacreditável. O mais impressionante de tudo, é que Draco era pai solteiro, pelo que captou. Tivera seus filhos e se separou. Ou nem se casou. Era uma possibilidade, pelo desprezo que captou na voz de Scorpius quando falou da mãe.
Bom para a baranga, que se livrou da sua fúria.
Scorpius também falou que tinha irmãs. Quantas seriam? Deviam ser mais novas, já que o garoto era o primeiro a entrar em Hogwarts. Já estava imaginando menininhas lindas, loirinhas, com vestidos rendadinhos e um ar monótono característico dos Malfoys.
- E ele não chegou a se casar de novo?
- Oh, não. Meu pai nunca se casou. Astoria só queria o dinheiro que ele vinha juntando, devido as dívidas da família Greengrass, ainda hoje tenta uma aproximação comigo. Ele diz que já tem que cuidar das minhas irmãs e de mim, além de ter uma vida muito corrida como médico. Na minha opinião, acho que ele ainda não encontrou a pessoa certa.
"Pessoa certa, hum? Não se preocupe, garoto, que disso eu me encarrego", pensou.
- Mas ele n-... – Harry foi interrompido pelo barulho da porta se abrindo, e levantou-se depressa, achando que Draco ia aparecer no corredor. Mas quem ele viu foi Ginny. Merda. Nem lembrava da existência da esposa.
Ela veio até si, depositando um beijo casto em seus lábios, que ele não correspondeu. Sorriu, enquanto tirava o cachecol e os casacos e recebia os filhos, que foram abraçá-la. James permaneceu sentado no chão, Ginny o ignorou também. Eles vinham discutindo muito de uns tempos para cá, e a esposa decidiu dar o tratamento de silêncio a ele. Harry não concordava, e não entendia a implicância que ela tinha com o filho. Ele era adolescente, claro que dava um pouco de trabalho, mas não era para tanto.
- O que faz aqui? Você não voltava só amanhã? – Harry disparou, tentando disfarçar o desapontamento em ver a mulher.
- Por causa da nevasca, o treino foi cancelado. – ela explicou, voltando-se para o filho - Então, Albus, conte-me como foram as aulas. Você gostou de Hogwarts? O q-... – ela se interrompeu, ao reparar no outro garoto sentado no sofá. Scorpius se levantou, indo até Ginny para apertar sua mão.
- Ah, mãe, deixa eu te apresentar. Esse é o Scorpius, meu amig-... – mas Albus se interrompeu pelo grito da mãe.
- Meu Deus! Você é filho do Malfoy? O que faz aqui na minha casa?
Scorpius deve ter captado uma pontinha de desprezo na voz de Ginny, assim como Harry, e abaixou a mão, estreitando perigosamente os olhos.
- Sim, sou Scorpius Malfoy. Amigo do seu filho. – falou, erguendo o queixo - Não queria atrapalhar, mas meu pai se atrasou para me buscar na estação e o senhor Potter me convidou para esperá-lo aqui.
Ginny olhava horrorizada do menino para o marido. Harry deu um cutucão super discreto na mulher, para ela fechar a boca e parar e arregalar os olhos. Daqui a pouco eles iam saltar das órbitas.
- Desculpe minha esposa, Scorpius. Acho que ela também ficou impressionada com a sua semelhança com o seu pai. – Desconversou. Tocou o ombro do menino, guiando-o de volta para sala, ignorando completamente Ginny. James riu discretamente da cara dela e Lily lhe deu um cutucão, alertando-o para não arranjar briga.
"Merda, mancada dessa louca. Como ela trata uma criança assim?"
- Talvez eu deva ir, senhor Potter. Não quero atrapalhar.
- Imagina se você atrapalha, Scorpius. Não vou deixar você ficar na estação sozinho esperando o seu pai. Nada disso. Coma seu lanche tranquilamente, você não causa nenhum incômodo. – Harry baixou o tom de voz, só para que o loiro ouvisse – Não ligue para Ginny, finja que ela não está aqui. Sempre funciona comigo. – piscou-lhe um olho. Scorpius se espantou com o comentário num primeiro momento, mas depois sorriu para ele, compreensivo. O menino era bem atento para a idade, e tinha uma maturidade diferente da dos seus filhos. Inclusive James, que apesar de não se dar muito bem com a mãe, não conversava com Harry sobre isso.
Albus parecia estar dando um puxão de orelha na mãe também, e logo voltou para junto do amigo. Ginny ficou rondando a sala como um urubu.
Harry conversou com as crianças sobre temas leves, tentando trazer o clima de conforto anterior.
Até que uma música alta ao longe começou a tocar.
Back in black,
I hit the sack,
I've been too long,
I'm glad to be back, yes
I'm let loose from the noose,
That's kept me hangin' about
I been livin like a star 'cause it's gettin' me high,
Forget the hearse, 'cause I never die
I got nine lives, cat's eyes
abusing every one of them and running wild
Scorpius se virou para a janela. Então anunciou:
- São eles. Deve ser a Diana dirigindo, ela só consegue dirigir com música alta. Pobre do pai. – virou-se para Harry, explicando – Ela tirou a carteira agora que fez 16, em abril desse ano.
"O que?" Harry pensou, também se virando para a janela, vendo um carro preto se aproximando. (3) Ele estacionou na frente da porta, e o moreno ainda pode ouvir o refrão da música.
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm baaack, baaack...
Well, I'm back in black,
Yes, I'm back in black!
O carro desligou e a música cessou. Scorpius e Harry já estavam na porta, cada um por seus motivos. Saiu do carro uma garota, 16 anos, os cabelos loiros soltos iam um pouco abaixo dos ombros, a pele levemente bronzeada e os olhos verde-esmeralda. Olhos iguais aos de Harry. "Não pode ser."
- Mana! – Scorpius se adiantou, correndo para abraçar a irmã, que sorria alegremente.
- Corp, Corp! Viu o que o pai me deu? O meu bebê? Esse carro é incrível! – ela também correu para o irmão, levantando-o no ar.
Harry ficou parado na porta de casa, vendo a interação dos dois. "Não pode ser."
Outra porta se abriu, de onde saiu mais uma garota, também parecia ter 16 anos, o cabelo negro comprido preso em uma trança, da mesma cor do de Harry, a pele clara, pálida, e os olhos de um azul metálico. "Não pode ser."
- Diana, para com o escândalo! O que quer que a família do amigo do Corp ache de nós? Já basta os novos vizinhos, que acham que somos loucos de pedra.
- Fica calma, Samantha! Você também está fazendo escândalo gritando desse jeito! (4)
E então, a última porta se abriu. Harry sentiu o coração falhar uma batida. O cabelo loiro platinado balançando ao vento, altivo e cheio de si, Draco Malfoy. Estava lindo. Ele tinha um sorriso leve nos lábios, olhando os filhos, algo que Harry nunca tinha visto. O moreno avançou um passo, sem perceber.
Draco se voltou para ele, percebendo a movimentação. Seu sorriso sumiu.
- Potter.
Três cabeças se voltaram para si. Harry viu a morena soltar um gritinho de exclamação ao vê-lo, levando as mãos a boca. "Não pode ser." A loira arregalou os olhos verdes e soltou Scorpius no chão sem nenhum cuidado. Draco estreitou os olhos.
"Não pode ser."
Notas:
(1) Eu vou fazer uma "pequena" modificação no epílogo, como dá para perceber. Eu adiantei a concepção e o nascimento do James e, consequentemente, do Albus e da Lily, mas dos últimos é em bem pouco tempo. Ginny fica grávida de James em 1998 e ele nasce em 1999, em maio, e ele vai ter 16 anos na fic. A diferença de idade dele para o Albus é de cinco anos, pois este vai ter 11 anos na fic, tendo nascido em 2003. Lily tem 9 anos, e nasceu em 2005.
Outro ponto é que a parte do epílogo em que o Harry vê o Draco na estação deixando o Scorpius não aconteceu.
(2) Aqui eu ignorei que a Ginny parou de jogar quadribol depois que ficou grávida, conforme a entrevista da J. K. Rowling. Ela continuou como membro das Harpias, mesmo depois de ter os filhos.
(3) Gente, a música (AC/DC – Back in Black) e o carro são uma espécie homenagem que eu estou fazendo ao seriado Supernatural, em que um dos personagens dirige um Chevy Impala 67 preto e adora músicas de rock antigas. n_n Para quem não conhece, recomendo!
Além de eu ter achado que a letra combinava com a volta do Draco, vejam a tradução, para quem não conhece:
De Volta de Preto
Eu fui dormir
Estive longe por muito tempo
Estou contente por estar de volta, sim
Estou me libertando do nó da forca
Que me manteve pendurado até agora
Continuo olhando para o céu
Porque isto está me animando
Esqueça o carro fúnebre
Pois nunca morrerei
Tenho nove vidas, olhos de gato
Maltratando cada um deles e correndo selvagemente
Porque eu estou de volta
Sim, eu estou de volta
Bem, eu estou de volta
Sim, eu estou de volta
Bem, eu estou de vooolta, vooolta
Eu estou de volta de preto
Eu estou de volta de preto
(4) O nome das meninas também é uma homenagem a Supernatural, em que os protagonistas são Dean e Sam. Elas são Diana e Samantha (o Dean, quando quer avacalhar com o irmão, chama-o de Samantha). Eu gosto muito dessa série, dá para perceber! n_n
N/A: Ai, estou tão feliz! Sério, não esperava receber reviews tão animadoras! Na realidade, achei que todo mundo ia detestar... XD Acabei por terminar o capítulo no outro dia, mas esperei um pouco pra ver a reação de vocês! #se esconde# Mas nem demorei tanto assim, né? Já iniciei o próximo capítulo também, logo eu posto. Aproveitem que eu estou de férias, então estou com tempo. Quando a facul voltar vou me desdobrar para postar, se eu não tiver terminado a fic, mas não vou deixar nada pela metade!
Para quem gosta da Ginny, perdoem-me! Não pude controlar, fiz de tudo para ela ser o mais boazinha possível, mas não deu. Nunca entendi o porquê dessa antipatia que eu tenho por ela, até que ela é boa pessoa. Mas não pude resistir fazê-la roncar de noite! Pelo menos não foi flatulência noturna, né, gente? huahuahauhauahua
Eu respondi aos reviews logados, mas vou responder tudo de novo! #empolgada# Inclusive aos não-logados, claro, nunca ia esquecer de vocês, chuchus! ;D Também agradeço a quem favoritou a fic e a adicionou ao alert!
Schaala: AAAAHHHH! #aperta a Mila até não poder mais# Brigadão, flor! Se não fosse por você, a fic ia ficar guardada numa gavetinha na minha cabeça. Capítulo sem amasso i.i Mas me aguarde! Quando for ter, vai ser hot! #risada maligna# Bjão, chuchu!
Lyla: Que bom que você gostou, flor! Espero que tenha atingido a suas expectativas! n_n Bjão!
Nicky Evans: Brigadão! Não pude me controlar, sou muito perva! Hauhauhauahua Esse cap não teve amasso i.i Mas como eu disse a Schaala, quando for ter, vai ser um rola-rola pela cama! ;D Bjão!
Kimberly Anne Evans Potter: Brigadão! Foi meio tenso esse final também, não? Mas eu amo demais esses meninos para fazê-los sofrer por muito tempo! Espero que tenha gostado desse cap também! n_n Bjão!
Rafa Malfoy: Brigadão mesmo! Quando vi seu review fiquei toda feliz, pulando na cadeira. Uma das melhores? Uhuuuul! Pobre da minha mãe, deve achar que a filha é louca, pulando desse jeito! XD Espero que continue gostando da fic com esse cap. Bjão!
AB Feta: =DDD Espero que goste desse cap também! Bjão!
Morg' Malfoy: Obrigada por adicionar a fic aos favoritos! Bjão!
Tomoyo-chan vulgo To-chan: Obrigada por add a fic ao alert! Bjão!
Lien Li: Obrigada por add a fic ao alert! Bjão!
Até a próxima, gente!
Bjão!
