Era uma linda manhã em Tortuga. A jovem garota de dormia tranquilamente em sua cama, seu quarto estava calmo até que uma segunda garota entra no quarto, lhe dizendo:
– Acorda vagabunda, que merda, temos que falar com eles. E se a Cinderela não levantar vamos perder nosso navio chegando. – Disse Pérola enquanto sacudia a amiga. Vendo que essa nem reagia começou a se lembrar do dia em que se conheceram.
[flashback on]
Em um convento inglês respeitado, duas garotas eram expulsas. A primeira baixa, de cabelos castanho claro e olhos verdes estava sendo expulsa por má conduta diante de seu professor, Padre Ângelo que afirmou que fora seduzido pela garota " infernal" e diz não ter culpa de ter sido encontrado na cama com ela.
Já a segunda garota, de estatura média, cabelos ruivos e olhos azuis profundos. Ela fora expulsa, não por " seduzir" um professor mas atacá-lo de certa forma. Quando a professora disse não ter gostado de seu trabalho, ela apenas "sugeriu" um lugar para colocá-lo.
Isso não pareceria tão estranho se não fosse o fato de elas estarem ali a pouco tempo. Uma semana no máximo. Elas tinham muita coisa em comum, seus pais eram piratas e como tais não eram muito bons em seguir regras.
Minutos depois elas já haviam ido juntas a um bar ali próximo. Uma delas começou a dizer após algumas garrafas de rum:
– Como é seu nome? - A ruiva perguntou para a baixinha
– Penélope Sparrow, e o seu?
Sparrow, filha do capitão Jack Sparrow.
Sim, mas não conta pra ninguém, conhece meu pai?
Bom, talvez, meu nome é Pérola.
Pérola do que?
Só, Pérola. - Disse ele tentando disfarçar algo.
Não se preocupe, intendo que não deve ser fácil ser filha do capitão Hector Barbossa. - Disse Penélope desmascarando Pérola.
Pérola que não era muito paciente pegou Penélope pelo braço e e arrastou ela para o porão do bar.
Olha aqui Cinderela, se você contar pra alguém que eu sou filha daquele desgraçado eu mato você! - Gritou ela apertando a ponta da espada no pescoço da baixinha.
Para com isso sua selvagem! - Gritou Penélope puxando o rabo de cavalo de Pérola.
Cara! Você puxou meu cabelo! É assim que você ataca as pessoas? - Disse Pérola morrendo de rir.
Há há há! Olha aqui, eu não to nem ai se você é filha do Barbossa, eu também me envergonharia de ser filha de um senhor que coleciona pererecas. - Ela riu.
Eu prefiro pensar que são sapinhos venenosos. - Disse Pérola recolhendo sua espada.
Eu não ia contar pra ninguém, Jack Sparrow também não é um pai que se orgulhe ter.
Pelo menos ele não odeia você. - disse ela se lamentando.
Ele acha que eu sou o anjinho dele, e que eu nunca faço nada errado, pobre papai ingenuo. - Disse Penélope.
Só pra saber, existem mais de vocês no mundo? não por nada só que esse tipo de coisa é bom que os seres humanos saibam, só por proteção. - Disse Pérola segurando o riso.
Muito engraçada você! Mas pra sua informação eu tenho um irmão sim, só por parte de pai, o nome dele é Joe Sparrow e tem dezenove anos.
Tá bom sua vida não me interessa eu tenho que ir. - Disse Pérola indo embora.
Não, espera onde você vai? - Perguntou Penélope.
Te interessa?
Não, talvez... eu posso ir com você?
Ah! Cinderela, é que, na verdade eu nem sei pra onde eu vou agora.
Eu também não, mas posso ir pra qualquer lugar desde que seja longe dos meus pais.
Tudo bem, eu estava pensando que não quero ficar em um lugar só, eu quero ficar viajando.
Façamos assim, vamos... beber um pouco mais e depois a gente resolve o que vamos fazer. Certo Cinderela?
Claro! Eu vou pegar mais rum pra gente!
Você com certeza é uma Sparrow.
Penélope foi buscar mais rum, tirou um sache do bolso, jogando seu conteúdo dentro de um dos copos e os leva a té mesa.
Aqui esta nosso rum.
Algumas horas depois, com Pérola já bêbada, Penélope começa a dizer.
Sabe Pérola, talvez nos possamos... fazer um... pacto.
Mais é … claa..ro – Diz ela tonta.
Era o que Penélope queria, ela sabia que não era forte o suficiente para se defender sozinha e precisaria de uma parceira para começar sua vida nova, longe de regras e de pessoas que ela não gostava. Ela só não tinha tanta certeza se era a pessoa certa que ela escolhera.
Certo preciso que você me prometa uma coisa.
O que você quiser. - Sussurrou Pérola tonta de beber e logo depois soluçou.
Nós vamos andar juntas a partir de hoje, o tempo todo e vamos cuidar uma da outra, como irmãs, e quero que me dê sua palavra que o pacto só pode ser quebrado se as duas concordarem. - Disse Penélope com um canivete na mão.
Como irmãs, eu vou... eu vou... cuidar de … você, palavra de Barbossa Hêic! - Disse Pérola prometendo.
O nosso pacto é de sangue.
De sangue! - Gritou a bêbada comemorando.
Penélope pegou o canivete e começou a cortar a superfície da palma da mão esquerda de Pérola fazendo um P para que o pacto fosse velado, e em seguida fez o mesmo em sua mão.
E a partir daquele dia as duas nunca mais se separaram, e viviam juntas viajando, e se sustentavam fazendo pequenos roubos pelas cidades onde passavam.
[flashback off]
Pérola! - Gritou Penélope depois de ver que a amiga estava com a cabeça perdida no passado.
Que foi! Não sou surda! - Gritou ela de volta. - Vai se arrumar! Agente não tem tempo pra perder.
O que agente tem que fazer hoje mesmo? - Disse Penélope tentando disfarçar que estava obedecendo Pérola.
Hoje o navio dos nossos papais vai atracar aqui em Tortuga e agente tem que ir com eles.
Relaxa eles com certeza vão passar a noite aqui, ainda falta gente pra tripulação deles, e só amanhã que eles vão embarcar.
Você vai dançar no bordel a noite?
Vou sim, parece que tem um gringo ai que quer me ver, ele é podre de rico, então se prepara, vai ser nosso maior roubo aqui em Tortuga.
Vamos, eu quero ver este navio atracar.
Então as duas foram para o porto onde se esconderam e para observar de longe seus pais, a ideia era que quando o navio partisse elas iam se disfarçar de garotos para se juntar com a tripulação.
Proximo Capitulo: Surpresas.
