CAPÍTULO II

Harry e Pansy aparataram em frente a Mansão Malfoy, fora dos portões, pois só seriam admitidos no casamento os convidados pelos noivos e suas famílias. Imediatamente foram iluminados pelos flashes das câmeras da imprensa bruxa.

- Ótimo – murmurou Pansy – amanhã serei a fofoca da semana.

- Nós seremos! – disse Harry sorrindo para ela – Não esqueça de sorrir se quiser que isso funcione.

Pansy imediatamente sorriu para ele e eles caminharam para dentro.

Harry já vira outras moças atraentes e lindas, é claro, além de Ginny. Também sentira atração instantânea por alguma dessas mulheres, como Cho, mas nunca experimentara antes aquele desejo imediato e urgente de tocar, de possuir uma mu lher de uma maneira tão intensa. Aquele instinto primário fora despertado depois de um breve toque de mão e até agora ele sentia ondas de calor emanarem das mãos de Pansy e envolvendo-o. Os músculos de seu corpo todo estavam tensionados, mas ele se obrigou a fazer o cérebro funcionar com raciona lidade. Harry arqueou as sobrancelhas. Precisa va controlar a reação de seus hormônios, levava algum tempo sem ter uma mullher na cama, mas nao era pra estar desse jeito.

- Draco me dispensou há dezoito meses – disse Pansy a uma distância segura de ouvidos curiosos – Astoria e ele apareceram juntos três dias depois e eu tenho certeza que de nÃo aconteceu como num passe de mágica.

- Acredita que Draco estava te traindo?

- Tenho certeza.

- Porque veio a este casamento se isso é tao doloroso para você?

- O que sabem vocês Griffindors sobre ser guerreiro? Eu perdi a batalha, mas não perdi meu orgulho.

- Quer dizer que não suportaria os olhares piedosos e sussurros maldosos?

- Acertou. Suponho que já passou por situações similares.

- Após o rompimento com Ginny sim. Ela tambem se envolveu logo com o Cormaco MacLaggen e os boatos eram de que eles se envolveram quando estávamos juntos.

- Então somos dois traídos! Alguma coisa em comum pelo menos! – Pansy sorriu irônica.

- Porque pediu ajuda a Luna?

- Não pedi, ela que ofereceu. Eu ia encantar algum trouxa para que viesse comigo a festa e depois desaparacesse. Esse era o plano. Mas Luna disse que tinha alguém perfeito e que ia dar certo, pois ninguém ia suspeitar que era mentira.

- Eu.

- Sim Harry, você é um truque para salvar minha pele - confessou. – Mas estou curiosa pra saber o que ela disse a você.

- Luna disse que queria que eu acompanhasse uma amiga a uma festa, apenas isso.

- Muito esperta e astuta. Deveria ter sido Slytherin.

Pansy estacou quando viu a capela da mansão. Ela sonhara sair pela nave da quela mesma capela ao lado de Draco. Agora ela teria de esboçar seu melhor sorriso quando a prima desempenhasse o papel que tanto desejara para si.

- Não se torture Pansy – Disse Harry apertando a mão dela e sentindo compaixão pela serpente. Ele via nos olhos dela a dor que ele mesmo sentia por Ginny.

- Não irei mais me torturar - Pansy disse com firmeza ao sentir a emoção aumentar, quase sufocando-a. - Não tenho a intenção de se deixar consumir pela autopieda-de, apesar da grande dor.

- Hoje seremos apenas eu e você, sem preconceitos, sem Griffindors e Slytherins, seremos apenas Harry e Pansy, um homem e uma mulher.

- Mas é só uma encenação Harry – Ela disse olhando-o nos olhos.

- Então vai ser a melhor de nossas vidas.

Pansy sorriu e eles se perderam mais uma vez nos olhos um do outro.

- Fingiremos estar juntos a algum tempo, mas o que acontecer hoje não será uma mentira. Eu quero estar nisso com você Pansy. – Harry disse com intensidade.

- Por mais louco que isso seja, eu também. – Pansy sussurou.

Harry deu um passo a frente e a abraçou.

- O quê...

- Convidados para o casamento, às dez horas - Harry cochichou ao ouvido dela.

Para dar mais realidade à farsa Harry beijou-lhe o pescoço delicadamente e por alguma razão, Pansy fechou os olhos, e um arrepio percorreu-lhe a espinha. Piscando, ela afastou-se e olhou dentro dos olhos verdes inten sos. Profundos lampejos irradiavam dos cantos, e os cílios escuros e espessos contrastavam com o bri lho claro. Não se tratava de olhos apenas arrebatadores, davam a impressão de inteligência e humor.

- Pansy! É você, querida? Não lhe havia reco nhecido. Eu e George estávamos falando a seu respeito. Tão corajosa... Apesar de tudo, foi me lhor assim.

Pansy mordeu o lábio e assentiu, ficando ao lado de Harry.

- Tia Helen, tio George, este é Harry - Pansy apresentou, triunfante, como um mágico quan do tira o coelho da cartola.

Harry percebeu que estava sendo examinado com minúcia pelos parentes dela. O reconhecimento estampou a face deles quando olharam para cicatriz.

- Enfim conheci alguns dos parentes de Pansy - disse Harry, cumprimentando o tio com um aperto de mão que o fez retrair-se e um beijo na face de Helen que a fez enrubescer e parecer tão agitada como qualquer adolescente.

Harry pegou a mão de Pansy, entrelaçou os dedos nos dela e continuou:

- Estou falando com os pais da noiva, querida?

- Os próprios.

Pansy estremeceu ante a menção da palavra "noiva". Astoria, a querida prima, esperara a opor tunidade e se atirara sobre Draco sem pudores. Pansy sempre soubera que Astoria cobiçava seu namorado, no entanto, tinha uma confiança ina balável de que Draco nunca nem mesmo olharia para qualquer outra mulher. Fora aquilo o que mais a deixara arrasada. Como pudera ser tão ingênua? Assim que Draco teve a chance, fez muito mais do que apenas olhar.

- Vamos indo? Acredito que o casamento está para começar. - Sugeriu Harry e o pequeno grupo caminhou até a porta aberta, com Helen e George indo cochichando à frente.