Escrita por: Clockwork Mockingbird;
Traduzida por: 13hexe.

All rights reserved to Masashi Kishimoto (characters) and Clockwork Mockingbird (plot). I am just the channel.
Todos os direitos reservados a Masashi Kishimoto (personagens) e a Clockwork Mockingbird (enredo). Eu sou apenas o canal.

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What To Expect Out Of Life
O Que Esperar Da Vida

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(2/23)

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Levou apenas um minuto para que Sasuke lembrasse que Sakura havia se mudado. Ter acabado de acordar e já ouvir alguém se movendo na cozinha não fora uma ótima maneira de começar o dia, apesar de isso não ser novidade pra ele. Normalmente, Naruto iria entrar sem se importar com as portas trancas ou as pessoas dormindo, mas quem quer que estivesse se movendo estava quieto demais para ser o loiro. Quando finalmente lembrou quem era, ele grunhiu.

Se ele estivesse em sã consciência, perceberia que estava procurando por razões para ficar bravo com a mulher, mas era cedo, ele estava cansado, e ela estava lá. Então podia culpá-la pelo que quisesse.

Ele se vestiu e seguiu para a cozinha. Era exatamente por causa disso que não tinha contratado nenhum empregado—eles tendiam a ficar no caminho e eram muito barulhentos nas manhãs. Com uma careta plantada em seu rosto e com seus punhos cerrados, Sasuke entrou na cozinha.

"Sal, sal... Claro que não tem sal."

Sasuke encarou.

Sakura estava andando pela cozinha como se já estivesse familiarizada com o lugar (o que era possível). Ovos estavam fritando em uma frigideira, torradas saindo da torradeira, e suco de laranja em cima da pia, esperando para ser bebido. Ela revirava o armário de temperos com o cenho franzido, suas costas viradas para ele. A rosada ainda estava em seus pijamas—calça de moletom e uma camiseta, descalça. Parecia estar completamente à vontade.

"O sal ta no armário ao lado."

Ela não parecida surpresa em vê-lo, apenas sorriu triunfante por ter achado o que estava procurando.

"Naruto?" ela perguntou, jogando o sal gentilmente sobre os ovos e pegando uma espátula com a outra mão.

"Ele normalmente guarda as coisas nos lugares errados." Sasuke confirmou. Seu estômago revirando quando sentiu o cheiro dos ovos.

Sakura o olhou sobre os ombros. "Presunto, ovo frito e torradas. Quer um pouco? Eu fiz demais."

Sasuke instantaneamente esqueceu tudo sobre estar bravo com ela, e pegou um prato. Sakura serviu os ovos e sentou a mesa com o suco de laranja. Ela hesitou por um segundo. "Esqueci de perguntar, você quer algo pra beber além de suco de laranja? Eu acho que tem outro galão leite."

"Se tem mais leite, ta estragado. Eu não vou ao mercado faz um mês."

Sakura mastigou seus ovos com um sorriso. "Eu pensei que sim. Não tinha quase nada na geladeira."

A comida estava muito boa. Sasuke comeu devagar para saborear bem e evitar sentir fome mais tarde. Sakura não pensava como ele e devorou seus ovos antes de começar a torrada. Sasuke não comentou, lembrando que mulheres não gostavam muito de comentários sobre como elas comiam. Ou quanto elas comiam.

Sakura estava pondo sua louça suja no lava-louças enquanto ele estava ainda começando a comer sua torrada. A mesa e a pia já estavam limpas quando ele se levantou. Sasuke repentinamente desejou ter um empregado na casa. Não parecia justo ela ter que limpar tudo, ainda mais depois de já ter feito todo o café da manhã. Mas não houve comentários enquanto ela pegava o copo e o prato dele e colocava junto com os dela.

"Então..." Sakura começou, jogando água na panela. "Algum plano? Ou nós sentamos em silêncio até nos casarmos?"

Ele aceitaria o silêncio, mas duvidava que Sakura fosse ficar quieta. "Você é livre pra fazer o que quiser. Naruto vem pra cá quase que todos os dias, então duvido que fique entediada. Ele trará Hinata com ele pra você conhecê-la."

Sakura secou a panela e sentou novamente na mesa. "Namorada dele?"

"Ás vezes. Ele não sabe como chamá-la." Sentindo que devia fazer algo, ele colocou o suco de laranja de volta na geladeira.

"O que você faz durante o dia? Conselho e atribuir missões?"

"O conselho normalmente se encontra uma vez por semana. Neji e eu dividimos as atribuições de missões. Quando não estou lá, estou aqui no escritório, ou treinando."

Sakura assentiu, limpando os farelos da mesa com a mão de jogando-os no lixo. "Então é melhor eu me trocar antes que Naruto chegue." E ela saiu da cozinha e de seu campo de visão. Alguns segundos depois uma porta se fechou.

Sasuke ficou parado em sua cozinha impecável e levou um momento pra constatar que mulheres eram estranhas, e mutio provavelmente ele ia se casar com a mais estranha de todas.


Sasuke não sabia por que ainda esperava coisas dessa mulher. Ela parecia gostar de destruir suas ilusões. Talvez fosse por isso que fora selecionada para ser sua mulher—ela continuava a provar que ele estava errado. Bem, o mais próximo de errado que ele podia chegar, quero dizer. Se esse fosse realmente o caso, Sasuke apostaria dinheiro que Naruto estava envolvido de alguma forma.

Quando Sakura mencionou que iria se trocar, Sasuke estava preparado para esperar por um tempo e depois entreter Naruto (o que nunca era fácil) e Hinata até que ela aparecesse uma hora mais tarde. No entanto, cinco minutos depois, quando sua campainha tocou, o que dizia que Hinata estava com Naruto forçando-o a fingir que tinha modos, Sakura o encontrou na porta, completamente vestida.

"Oi, Sakura!"

Sakura sorriu. "Hey, Naruto." Ela ofereceu uma mão para mulher ao lado de Naruto. "Sakura."

Hinata aceitou a mão com um sorriso. "Hinata. É bom conhecê-la."

Sasuke notou que Hinata não gaguejou, sua única fraqueza quando se tratava de política. Naruto deve ter contado o suficiente sobre Sakura a ponto de deixá-la confortável, porque sua voz permaneceu firme.

"Oy, teme, eu tenho as negociações com Terra. Vamos renová-las?"

Pessoalmente, Sasuke achava estupidez renovar negociação e tratados com aliados. O ponto de serem aliados era que ajudariam quando ajuda fosse precisa. Terra normalmente precisava um pouco dos medicamentos e colheitas, e Sasuke não tinha problemas em enviar os suplementos necessários em troca de ajuda nas batalhas e a certeza que eles não entrariam em guerra com o país vizinho.

O que Sasuke considerava estúpido, no entanto, não significava que não precisava ser feito.

"traga-os para o escritório. Nós ficaremos lá hoje."

Naruto grunhiu. "Eu esperava que fosse nossa vez de distribuir missões."

"Nós fizemos isso ontem." Sasuke relembrou.

"Eu sei, mas eu amo fazer os mais novos sofrerem."

Sasuke percebeu que ele provavelmente devia avisar Sakura. Fazia sentido deixá-la sabendo pra onde ele estava indo. Ela era nova no país e podia precisar de algo. Sem contar que Naruto estaria com ele o dia todo, então não seria capaz de ajudá-la. Provavelmente ela seria capaz de se virar na maior parte do tempo, mas se tivesse alguma pergunta seria bom saber pra onde ir.

Naruto parecia ter pensado o mesmo, mas decidira tomar uma atitude menos súbita.

"Moças!" ele berrou. "Estamos indo governar o país. Voltamos mais tarde."

Sasuke rolou os olhos. "Você podia ao menos fingir não ser narcisista?"

Hinata e Sakura, que haviam ido para a sala e estavam conversando no sofá, compartilharam um sorriso. Hinata voltou seu sorriso para Naruto, que devolveu com um sorriso bobo. Sasuke honestamente não tinha ideia do porque o loiro não admitia que era louco por ela, mas perguntar isso novamente resultaria em outra dor de cabeça e ele não queria ter que lidar com isso naquele momento.

Sasuke enfiou as mãos no bolso e Sakura se viu recebendo um bolo de dinheiro.

"Pra que é isso?" ela perguntou.

Sasuke estava parcialmente intrigada e parcialmente aliviado por ela não ter pego o dinheiro logo de cara. "A moeda de Konoha é diferente da do Som. Seu dinheiro provavelmente não foi transferido. Isso é para o caso de você querer reabastecer a cozinha."

Sakura parecia que ia recusar o dinheiro, mas ela eventualmente o pegou com um suspiro. "Se a sua geladeira não se resumisse a suco de laranja e leite estragado eu não teria pego isso," o informou. "Isso," ela balançou o dinheiro pra ele, "é sua culpa."

Hinata riu. "Enquanto tiver algo pra comer, homem não percebe a falta de comida de verdade."

"Ramen é comida de verdade!" Naruto argumentou.

"Não quando você come três vezes por dia." Hinata disse docemente.

Sasuke encarou o amigo. "Você ta comendo aquela merda de novo?"

"Não é merda!"

"Tch. Tanto faz, dobe."

Naruto fechou a cara para seu Hokage. "Não 'tanto faz' pra mim não, teme. Você sempre fala isso porque não consegue argumentar e porque sabe que eu to certo."

Sasuke deu de ombros. "O que te ajudar a dormir a noite." Ele saiu da casa antes que Naruto pudesse pensar em algo pra argumentar de volta. Eles iam para o mesmo lugar, mas Naruto sempre parecia levar mais tempo pra chegar lá. Havia dias em que Sasuke chegava uma hora antes do loiro quando os dois haviam saído no mesmo horário. Naruto dizia que parava pra apreciar as cosias e falar com as pessoas, enquanto Sasuke marchava pra onde precisava ir sem nem ao menos olhar ao seu arredor. Sasuke decidiu deixá-lo achando que tinha razão. Além disso, haviam dias que realmente, ele não tinha vontade de ficar parando por qualquer coisa. Tinham muitas coisas a serem feitas e pouco tempo pra ficar parando e conversando com qualquer um que cruzasse seu caminho.

Ele estava há vários passos distante de sua casa quando ouviu Naruto berrar um 'tchau' e bater sua porta. Poucos minutos depois, Sasuke sentiu Naruto andar ao seu lado, o que só podia significar uma coisa. O loiro queria conversar.

"Hinata parece ter se dado bem com Sakura," ele começou.

"Naruto, passou-se apenas uma noite. Você não pode esperar que eu já saiba tudo sobre ela."

"Bem, não." Naruto concordou. "Mas você deve ter conversado com ela, certo? O que você acha até agora?"

Sasuke não fazia ideia, mas ele não ia dizer isso pra Naruto. "Ela não é uma idiota," ele admitiu.

"Nós não estabelecemos isso ontem?" Naruto fingiu pensar sobre isso. "Oh, certo, nós estabelecemos." Ele deu uma cotovelada de brincadeira em Sasuke. "Qual é, você deve ter notado alguma coisa sobre ela."

Irritado, Sasuke apenas suspirou. Então, com um pouco de má vontade, disse. "Ela é um a boa cozinheira. Pelo menos com ovos."

Naruto deu batidinhas em seu ombro. "Viu, não foi tão difícil. E pelo menos você sabe que ela não vai te envenenar." Ele pausou. "Na verdade, talvez ela vá envenená-lo se é ela que vai ta cozinhando. Tome cuidado, teme."

"Cinco minutos atrás você estava tentando me fazer gostar dela e agora você acha que ela vai me matar com comida?"

"Mulheres são sorrateiras!" Naruto argumentou.

"Pessoas são sorrateiras," Sasuke combateu. "Não faz diferença seus gêneros."

Naruto riu. "Cara, você realmente não entende nada das mulheres, não?"

Sasuke destrancou a porta de seu escritório, olhando de relance para Naruto pelo canto dos olhos. "E você sim?" ele perguntou. "Você ainda não sabe como chamar Hinata." Ele pegou os arquivos de Naruto enquanto seguia para sua mesa, buscando em seus bolsos uma caneta que ele tinha certeza de que tinha guardado ali ontem.

"Hinata é... Hinata é Hinata. Como mais eu a chamaria?"

Decidindo que sua caneta foi parar numa dimensão alternativa que comia apenas canetas e meias, Sasuke começou a buscar em suas gavetas por um. "Não sei, talvez sua namorada?" ele disse sarcasticamente.

Naruto começara a rir. "O pai dela teria uma síncope, me esfolaria vivo e me pregaria na parede. Ele já ta puto da vida porque somos amigos."

Sasuke conseguiu achar uma caneta, mas quando tentara assinar o novo tratado descobrira que estava sem tinta e, portanto a devolveu para sua gaveta. "Hiashi é assim com a Hanabia também," Sasuke apontou. "Neji ouviu que ela treinou com um cara que não era companheiro de equipe dela e desde então, ninguém mais viu o garoto."

Naruto sorriu. "Não me surpreende."

"Ele só ta sendo um pai. Onde diabos estão todas as minhas canetas?"

Jogando-se em sua cadeira de costume sem grandes rodeios, Naruto deu de ombros. "Acho que outro dia eu vi uma na última gaveta, mas eu juro que essa mesa come elas." Ele encarou o teto em silêncio por um minuto. "Hinata é incrível, sabe? Ela é gentil, inteligente e linda. Qualquer um seria sortudo em namorá-la."

"Acabei de achar um monte de canetas, então essa é a nossa sorte do dia." Sasuke jogou metade dos papéis para Naruto. "Assine meu nome nesses antes que as tintas acabem."

"Sabe..." Naruto disse depois de alguns minutos assinando, ou em seu caso, forjando, "A Sakura é muito bonita..."

"Seria uma pena arruinar uma caneta porque a enfiei em seus olhos."

Naruto continuou a assinar em nenhum comentário.

tbc.


N/T: Bom pessoas! Aqui está o segundo capítulo, e provavelmente eu irei manter esse rítmo de um post por semana. CLaro que se eu atrasar eu irei implorar perdão, sahushaushau.

Enfim, eu queria agradecer a todos que mandaram reviews, favoritaram e estão seguindo a fic, e também a todos vocês leitores fantasmas. Não se preocupem não vou exigir reviews nem nada, porque eu sei que as vezes é difícil deixar uma review (eu já fui e ainda sou leitora fantasma de muitas fics. OOOH, é.)

Anyway, REVIEW TIME!

Sophie-Hatake: SHuahsaush, fico feliz que tenha gostado, fiquei do mesmo jeito quando a li pela primeira vez. Minha sorte foi que já faviam cinco capítulos! Espero que goste do cap 2!

Kekedia: Fico feliz que tinha gostado!

Akasuna no Sakura: Muitíssimo obrigada! Fico feliz (de verdade) que tenha gostado da tradução. A história é realmente muito legal, e uma das poucas que eu gosto do universo ninja. (Sou uma leitora mais UA). Eu tava nervoso no quesito tradução, porque as vezes eu só consigo perceber que não captei a mensagem do autor quando leio uma segunda vez o que eu traduzi. E como não revisei... Bem. Shaushaush, mas que bom que não errei tanto! Obrigada pela review, espero que goste desse segundo capitulo!

Sasatogether: AQUI ESTÁ! HAUHAUSH, que bom que amou! Obrigada pela review!

Azami-san: AZAMI-SAAAN! Hello, já te respondi a review, né? HSUASHUH, mas enfim, obrigada pela review, leitora mais que fiel XD. Espero ansiosa pelas suas fics! Aqueles tesouros, sahushaus. Kisses.

Bom é isso aí, seres humanos. Críticas (construtivas ou destrutivas), REVIEW! Podem só deixar um oi se quiserem também. uahusahsuhaush.