Era de madrugada quando dois dos capitães da Casa do Preto e Branco se encontraram em um dos becos escuros, a chuva desabava sobre Bravos e o frio vinha junto da neblina, que cada vez mais revelava navios novos atravessando o Titã.
Alguns gatos procuravam abrigo em uma tenda em cima do beco que não permitia que a chuva molhasse àqueles homens perigosos e imponentes. Arya era um deles, silenciosa como apenas uma troca-peles, segundo ela mesma leu nos livros, e ninguém suspeitava do seu dom. Pelo menos é o que eu penso. Várias vantagens eram tidas de acordo com a sua astúcia em se infiltrar em um ambiente usando o corpo de algum animal que nunca iria ser vítima de suspeitas, aparentemente ninguém sabia lidar com as magias dos deuses antigos.
Seus nomes verdadeiros eram Aliah, um homem bonito de olhos castanhos-escuro profundos e um longo cabelo negro, era um exemplar muito peculiar de um homem da classe alta de Myr. Arya suspeitava que era filho da aristocracia que, assim como ela, enfrentou várias crueldades a ponto de chegar até a Casa do Preto e Branco. O outro pertencia ao solo braavosi, mas a sua origem sempre foi um mistério para todos, mas ela tinha uma certeza.
Hector não é nenhum criado, camponês ou cortesão.
Até mesmo a postura do homem, que era muito mais jovem que Aliah, demonstrava elegância e altivez. Seus cabelos prateados, tão atípico dos habitantes de Bravos, combinam com olhos índigo astutos extremamente racionais. Era, de certa forma, a mente por trás dos planos dos capitães da organização e sua facilidade de arranjar mantimentos, sejam roupas, alimentos ou armas, era espetacular. Mas era Aliah que recebia os dados que os espiões recolhiam, analisando um por um e averiguando fatos para que o erro não pudesse ocorrer nas conclusões.
Eram os principais estrategistas da Casa do Preto e Branco.
- Como estão os planos? – perguntou Hector baixinho, quase um sussurro.
O gato que Arya estava possuindo se aproximou silenciosamente deles
- Eles estão relutantes a respeito do pagamento – começou Aliah aos sussurros – Aqueles westerosi sabem que acordo conosco é honrado, mas cobrado. Ofereceram a Cidadela para ser nossa sede no continente, mas aí que está a beleza de um desespero... com tudo dentro. Os Meistres estão sendo desacreditados, é uma questão de tempo até caírem completamente, e jovens comandantes sabem que de nada adianta invocar os deuses e não nos contratar. Jaqen viveu lá por algum tempo, ele tem um inventário de tudo que existe naqueles calabouços, inclusive o veneno que usamos contra os dragões durante a Perdição de Valíria.
Hector assentiu seriamente.
- Se conseguirmos superar esse Inverno, não podemos ter dragões voando por aí.
Opa.
- Os três dragões estão com três Targaryen diferentes – revelou Aliah sem esperar um segundo sequer, aparentava nervosismo.
Três Targaryen diferentes?
Aegon, Daenerys e...?
- O que eu sei a respeito deles é que estão honrando o trato de deixar Bravos em paz, mesmo com a insistência daquela Targaryen em ser imperatriz de Essos – Hector revirou os olhos impacientemente. Já era de cunho popular a aversão da cidade em relação àquela menina que se dizia Mãe de Dragões – Os escravos que ela liberta desejam virar escravos novamente! Isso nunca aconteceu em Bravos.
- Vamos supôr que o mestre aceite, - começou Aliah passando a mão na testa – quantos irão para Westeros e onde ficarão?
Hector olhou para lados aparentemente checando se havia alguém escutando.
Apenas eu.
- Jaqen é o melhor capitão para uma tarefa militar em grupo naquele continente assolado pelos Caminhantes Invernais, mas o mestre parece estar decidido em mandar mais capitães – respondeu – Eu e você estamos na lista, é melhor nos prepararmos porque o Inverno finalmente chegou.
Uma pausa curta, mas incômoda surgiu entre eles. Pareciam hesitar em dizer algo.
- O mestre enviará a menina? – perguntou Aliah curioso. Menina? – Não é sábio fazê-lo, não creio que ela esteja pronta para algo do tipo.
Foi aí que Hector o surpreendeu com um sorriso.
- A lobinha... – oi? - ...sabe matar e curar. Acho que é o suficiente, ela é impecável nas missões e parece ter um dom premonitório esquisito. Os olhos dela são marcantes e... não, eu não quero saber o que você tem para falar, nem adianta fazer essa cara.
Aliah estava com uma expressão facial de quem comeu e não gostou.
- Ela é território do capitão Jaqen, você sabe disto.
- Mas é diferente, Aliah – insistiu Hector – Ele a trata como filha, uma irmã mais nova.
- A menina é uma Stark, Hector – estão falando... de mim? – Qualquer hora estaremos com dragões na nossa frente exigindo a posse da garota, você sabe quanto dragões gostam de uma loba-gigante. Não falo no sentido de desejo sexual, mas sim pela utilidade que ela teria já que é muito parecida com a linhagem tradicional dos Stark. Sem falar que eles sabem que Arya Stark não está morta, mas em Essos.
- Acha que o mestre irá entregar a pupila tão fácil? – perguntou Hector erguendo a sobrancelha esquerda.
- Óbvio que não – respondeu Aliah balançando a cabeça – Um Homem Sem Rosto sempre será um Homem Sem Rosto, mesmo se for uma menina. Eu mesmo tive a oportunidade de largar tudo e voltar para minha antiga vida, mas estamos em um caminho sem volta.
Eu sei muito bem disto.
- Toda menina deve se tornar uma mulher, se é que o capitão Aliah me compreende – estava visível que o homem não aprovava Hector, fazendo-a pensar a respeito daquele capitão que mal trocara duas ou três palavras em toda sua estadia em Bravos – Nesta missão, o mestre não nos acompanhará e Jaqen estará ocupado demais coordenando os westerosi, talvez a sub-capitã queira meu colo.
Oi?
Era isso mesmo que estava escutando?
- Isso se o Senhor Comandante da Patrulha da Noite... – Jon?! - ...não cortar seu lindo pescoço. Sabe que a ideia foi dele de pedir nossa ajuda, então não é apropriado uma atitude como esta, Hector. Temos que honrar nosso manto alvinegro. Amanhã iremos saber para onde todos nós iremos, quem sabe você pense melhor nas loucuras que está me contando.
-Loucura? Temos três Targaryen montados em dragões! – alegou Hector – Falando nas bases, teremos Vilavelha, Jardim de Cima, Porto Real, Correrio, Rochedo Casterly e Porto Branco. Sei que os acólitos ficarão na Cidadela colocando em prática o que aprenderam na Casa do Preto e Branco, as idosas também estarão lá para ajudar com os alimentos. Isso é tudo que sei. Como está a configuração dos westerosi?
Aliah retirou de um dos bolsos escondidos das mangas um pedaço de pergaminho envelhecido, mas dava pra enxergar nitidamente um mapa com o formato do continente que Arya pertencia. O mesmo continente que fora esquecido pelos deuses.
- Daenerys Targaryen se reveza entre Pentos e os Degraus, ajudando a passagem dos refugiados enquanto o conselho de guerra não acontece – Hector recebeu um olhar significativo do capitão Aliah, que falava aparentemente bem informado -, ou melhor, enquanto nossa resposta ainda é incerta. Vários guerreiros de R'hllor se uniram às tropas westerosi, mas isso é idiotice. Esses guerreiros são de Essos e só conhecem, em sua maioria, um longo Verão.
Mas ainda é uma ajuda, seu imbecil.
O Verão foi bom e cruel com Westeros e sua nova geração, Arya sabia disto muito bem pois era filha dele. Os westerosi esqueceram como as estações eram mortíferas, agindo da forma mais sutil possível: enganando o psicológico alheio. No auge daquele Verão houveram colheitas fartas e um tempo confortável de poucas preocupações com a natureza enquanto o lado político fervilhava, surgindo as guerras e o fim de várias Casas.
A minha Casa sobrevive.
Ela só não sabia dizer se isso era bom ou ruim. Não era o sonho de toda família ver que a filha mais nova se tornara parte importante daquela organização que nem se pronuncia o nome em Bravos. Pensar em quantas pessoas Arya havia matado, envenenado, degolado, espancado, queimado e toda a sorte de execução da missão recebida.
Homens, mulheres, crianças e velhos.
Valar Morghulis.
Arya fechara todos aqueles olhos... para sempre.
- Amanhã saberemos, meu amigo – Hector falou por fim, parecia não ter mais o que confidenciar... com Aliah – Mas se acabarmos na linha de frente da guerra, o que provavelmente acontecerá, eu quero o meu navio de brinquedo que você escondeu quando cheguei na Casa do Preto e Branco.
- Está falando como uma criança, pequeno Hector – Aliah pareceu se divertir com aquilo, mas a lobinha não viu graça alguma pois compreendia Hector perfeitamente. Jaqen tentou esconder Agulha dezenas de vezes mas logo desistiu quando percebeu que a pupila sempre achava a fina espada que Jon lhe presenteara na última vez que se viram, ainda em Winterfell milhares de anos atrás – Pensei que você já tivesse superado a morte de sua mãe após vingá-la.
Pelo menos não estou sozinha em meus planos.
- Não importa o que você acha ou deixa de achar – Hector encarou o 'amigo' seriamente – Minha amada mãe me deu aquele navio de brinquedo um dia antes de ser estuprada e morta em minha frente, me protegendo de tudo e todos até você se sensibilizar no meio de uma missão, escondendo-me do então mutilado, torturado e assassinado Gregor Clegane.
Espera aí...
Será que Hector... se chamava Hector mesmo?
- Ouvi falar que fez um bom trabalho com aquele cavaleiro medonho - era isso mesmo que ela estava escutando? -, Aegon VI.
Pelos deuses antigos, que porra é essa que estou presenciando?
- Não me chame assim, sabe que não gosto. A última coisa que preciso é ter que lidar com minha real vida – pediu incomodado, mas era um tipo diferente de pedido pois um tom autoritário se misturava à sua voz – Espero que não me reconheçam, Aliah.
- Você tinha dois anos quando te tirei daquele pesadelo, podem até suspeitar mas ninguém irá reconhecê-lo – Aliah tranquilizou-o como se estivesse lidando com um irmão mais novo, lembrando a relação que a própria Arya tinha com Jaqen. Nós fomos salvos praticamente da mesma forma... – Vou te perguntar algo pessoal, então é escolha sua ficar em silêncio já que conheço-te muito bem para saber quando mente. Não tem raiva da menina Stark por causa da tia dela?
Eu de novo.
Agora sentia um certo constrangimento pois se fosse ela já teria decapitado-a se fosse aquele Hector, ou melhor, Aegon VI.
- Não, - ele suspirou – ela é só mais uma azarada que acabou tendo o mesmo destino que eu. Mesmo se eu fosse tão infantil a ponto de nutrir algo assim por ela, o mundo já fez o trabalho colocando-a nesse meio impróprio para meninas. É uma realidade dura porque enquanto ela for útil exercendo funções masculinas, como seu posto indica, ficará longe do serviço de quarto, se é que entende o que estou falando.
- Prostituta, sim – Aliah assentiu em concordância – É, acho melhor pararmos por aqui porque amanhã teremos um longo dia pela frente.
- Não se esqueça do meu navio de brinquedo.
E foi aí que Arya se sentiu em seu limite, os poderes warg iam até certo ponto e então foi forçada a sair da pele do gato curioso, voltando para o seu corpo original que se situava em sua confortável cama na cela que condizia com seu posto na organização.
Precisou de alguns minutos para pensar em tudo que escutou, verificando se estava certa acerca dos fatos. Era como se o mundo desse cambalhotas, dando-a uma certa impressão de que o destino sacaneava qualquer um. Não tinha a mínima idéia do que as pessoas fariam caso uma revelação como aquela viesse à tona, seria um choque para toda Westeros, mas e...
...Aegon?
Se o verdadeiro Aegon VI estava na Casa do Preto e Branco, quem era aquele que se dizia filho do Último Dragão?
Jaqen se referia ao Aegon Targaryen em Westeros como um exemplar verdadeiro da dinastia draconiana, até mesmo repreendeu um dos soldados por incitar dúvidas a respeito do rapaz.
Como capitão, é claro que ele deve saber sobre o tal do Hector.
Se o verdadeiro filho de Rhaegar Targaryen e Elia Martell estava em Bravos...
...quem é a mãe do que está em Westeros?
Perdida em seus pensamentos confusos e cheios de possibilidades, teorias e hipóteses, Arya puxou a pesada coberta até o queixo e foi assim que suas pálpebras começaram a pesar até sentir o corpo amolecer antes do sono tomar conta de si, adormecendo automaticamente.
(...)
Nunca presenciou a Casa do Preto e Branco tão cheia, ou melhor, completamente lotada.
Mas não de fiéis ou suicidas.
Os membros da organização se comportavam livremente, e sem penalidades, não dando o trabalho de esconder de Bravos e do resto do mundo sobre qual é a sua finalidade no quesito do 'Valar Dohaeris'. Aquele estado de emergência fez com que os Homem Sem Rosto saíssem da escuridão, afinal, qual era o propósito de se ocultarem enquanto o fim do mundo se escancarava na cara deles?
Sentada em um dos bancos perto do Estranho, Arya notou que apenas duas mulheres aparentavam executar as mesmas tarefas que ela embora a diferença de idade fosse gritante. Provavelmente tinham por volta dos trinta e poucos anos, bem distantes dos quase catorze anos da pequena loba. Não sabia quando que seria o dia do seu nome, se esquecera disto há muito, mas muito tempo.
Não conseguiu evitar ao colocar os olhos sobre o capitão Hector, ou Aegon VI, e pensar o quanto sua história de vida era parecida com aquele homem tão bonito. Poucas vezes encontrou-o na Casa do Preto Branco, apenas quando as reuniões aconteciam que o dito cujo aparecia. Arya não fazia idéia das missões que ele recebia, e muito menos cogitaria quem ele realmente era...
...o verdadeiro herdeiro de Westeros.
Mas ele mesmo parecia ter abandonado aquele caminho há muito tempo, talvez sua identificação com o seu lar natural havia terminado a partir do momento que aquilo destruiu sua família.
Não é tão diferente do que sinto.
Seguiu-o com o olhar, ele cruzava o salão lentamente e cumprimentava o resto da hierarquia da organização. Algo nele despertou uma lembrança peculiar de quando morava em Winterfell, talvez um pouco do formato do rosto ou talvez da forma com que ele se movia. Era parecido, bem mínimo, com o seu irmãozinho.
Jon.
- Sabe que é feio encarar as pessoas, não sabe? – Jaqen se aproximou rapidamente, pegando-a de surpresa. Desviou sua atenção para o capitão de cabelos vermelhos com a marcante mecha branca, aqueles olhos azul-claro a miravam atentamente. Ele me analisa... como sempre – Está concentrada, minha criança? Fiquei curioso agora.
Manteve sua face impassível, mas não encarou nem Jaqen e muito menos 'Hector'.
- Eu? – fez-se de desentendida – Encarar quem?
O seu mentor abriu aquele tradicional sorriso de quem se divertia com alguma brincadeirinha interna.
- Um homem de olhos claros e cabelos prateados, talvez? – sugeriu erguendo uma sobracelha, deixando-a levemente corada – Nosso capitão Hector te procurou alguma vez?
Encarou-o surpresa, ele geralmente não era tão direto assim quanto aos assuntos pessoais dela.
- Nem nunca trocamos meia dúzia de palavras, Jaqen – informou-o balançando a cabeça – Eu só fiquei pensando que... o capitão Hector tem uma aparência peculiar para quem mora em Bravos.
- Então está confirmando que ficou observando o pobre rapaz? – ele irritou-a novamente, como um irmão mais velho.
Escutou as imponentes portas de entrada se fechando, sinalizando que todos os que importavam já estavam ali dentro.
- Não é nada que você está pensando, seu intrometido.
- Tão sutil quanto um coice de égua, é claro – provocou-a novamente, fazendo-a revirar o olhar – Mas vou falar sério agora, minha criança. Não se envolva em problemas dos outros, todos nós temos um passado conturbado pois chegar aqui na Casa do Preto e Branco requer problemas como abandono, pobreza e desgraça generalizada em nossas vidas. Estão chamando os capitães agora, tenho que ir.
Todos dessa hierarquia tão restrita se reuniram na sala principal do templo, deixando o serviço de organizar o resto dos membros da organização para a principal subcapitã.
Principal e única.
(...)
Retirou um baú que estava debaixo de sua cama, tinha espaço o suficiente para levar suas vestes, substâncias necessárias como venenos e soníferos, armas e vários casacos de pele, cada um mais pesado que o outro. Não conseguiu deixar de pensar nos seus tempos de Winterfell, quando as neves de verão eram cada vez mais frequentes.
Voltar lá é o que eu temo.
Não sabia o que sentiria quando isso acontecesse, mas era tão iminente que já sofria por antecedência.
Foi determinado que cada capitão ficaria em uma região diferente para comandar todos os membros da organização e usar de toda diplomacia ao lidar com os westerosi raivosos que se achavam no direito de comandá-los. São sete capitães para os poderosos Sete Reinos, e a pequena loba recebeu um privilégio por ser uma das favoritas do mestre e comandante da Casa do Preto e Branco.
Gostaria que Jaqen me acompanhasse.
O seu mentor foi mandado, diferente do que todos pensavam, para o Norte e assim o próprio aceitou de muito bom grado. Foi uma clara oportunidade para Arya, mas logo percebeu que a última coisa que precisava em sua dúvida era ficar em Winterfell e lembrar dos tempos em que fora feliz. Tudo aquilo lhe dava medo. Talvez não tinha consciência disso, mas era como se as cobranças do sangue dos reis de Inverno se intensificassem fazendo-a sentir-se culpada sobre o destino que 'escolheu'.
Resolveu ficar com as Terras Fluviais, conhecia aquele território como ninguém após ir para lá e para cá durante sua estadia com a Irmandade Sem Bandeiras, sua fuga de Porto Real e as andanças com Sandor Clegane, que ainda estava vivo.
Harrenhal, Correrio e as Gêmeas.
Poderia até ser uma chance de vingança... se os Frey ainda respirassem. Foi uma das Casas que sucumbiram ao Inverno, e à minha mãe, assim como os Arryn, que teve o herdeiro morto por um vassalo que gostava de menininhos e aliado do inescrupuloso Mindinho, dentre outras história trágicas. Era incrível pensar que a Casa Stark se reerguia no meio daquela neve, segundo as informações que lhe deram, e era mais incrível ainda a vontade de não voltar.
A verdade era que ser membro de uma organização milenar, secreta e que prega a morte acima de tudo, poderia causar mais problemas do que gostaria. Imaginar o olhar de Jon, Bran, Rickon, Catelyn, dentre outros, a torturava. Chegar na posição que chegou significava muito sangue frio, e talvez essa não fosse a menina que morava em Winterfell.
Logo os Stark que tem a honra acima de tudo, um código de conduta rígido e cheio de ética.
Arya se tornaria uma vergonha para sua dinastia inteira.
Já com Hector não funciona assim.
Digamos que os Targaryen tinham um jeito mais... prático de viver.
E foi aí que a surpresa veio, não sabia que o seu mentor e supervisor era o próprio.
Não parava de pensar no modo em que ele a analisou quando perceberam que fariam aquela missão juntos, sentiu um bolo estranho em sua garganta bastante difícil de se desfazer. Foi como se aqueles olhos diferentes examinassem sua alma, e não se esqueceria tão cedo do momento em que o capitão em questão se aproximou e falou:
- Teremos problemas.
N/A: Ahh, como sempre a Fernanda Oliver veio comentar! Muito obrigada por ser a primeira (e espero que não seja a última). Tomara que esteja gostando! Obrigada por favoritar e seguir, Winter Queen! Beijos!
