A promessa

Capítulo 01 - Rua Orange


Ginevra, agora.

Ali sentada na cozinha, eu era uma estranha dentro de minha própria casa. Ao menos era aquilo que meu suposto marido me falava: nossa casa por dez anos. Dez anos! Estava sendo um gigantesco exercício de autocontrole permanecer sentada sem me render a uma crise de pânico enquanto observava o loiro fazer um chá de camomila, porque aparentemente naquele bizarro universo eu não tomava mais café. Por que diabos havia desistido justo da minha abençoada cafeína?

"Malfoy, uma explicação maior do que você bateu a cabeça cairia bem." disse, reunindo o resto de minha pouca calma. Vi os ombros do bruxo, agora cobertos por um roupão cinza, tensionarem: meu marido claramente não gostava quando eu o chamava pelo sobrenome.

Não sendo tudo uma brincadeira sádica de alguém que supostamente me detesta, e abraçando a ideia de que sim, ele é meu esposo e sim, ele me amava, o bruxo deveria estar tão desesperado quanto eu. Dez anos.

"Realmente não existe café nessa casa?" perguntei ao pegar a caneca quente, olhando com desgosto para o líquido amarelo claro.

"É o seu favorito, Virgínia." Só mesmo nessa dimensão errada. Poderia ser isso, não poderia? De algum jeito, de alguma forma bizarra e ainda desconhecida, eu poderia ter entrado em contato com algo, alguma coisa, algum objeto mágico que estava no lugar errado e na hora errada, e por um alinhamento único dos planetas naquele instante, o contato me trouxera até aqui - e como então, eu voltaria, caso essa hipótese fosse verdadeira?

"Por que você me chama de Virgínia, Mal-" Daquela vez, ao ver os olhos cinzas já angustiados, resolvi não terminar o sobrenome. "Draco." E era estranho deixar aquele primeiro nome sair de meus lábios. Draco Malfoy, sonserino filhinho de papai, sumido do mundo mágico desde 2001. Draco Malfoy, meu marido.

"Porque esse é o seu nome, Gi." Ninguém me chamava de Gi, Ginny no máximo. Gin, para Harry. Oh Merlin, o que havia acontecido com Harry? "Do que você se lembra da noite passada?"

"Eu me lembro de precisar chegar no trabalho." falei, minha cabeça ainda explodindo mesmo com os remédios tomados minutos atrás.

"Ontem foi sábado, você não trabalha aos sábados." Mas é claro que trabalho aos sábados, quase gritei. Quintas eram minhas folgas! Aquilo estava errado, mas tão errado- "E mesmo que quisesse trabalhar, você não precisa chegar ao trabalho. Seu estúdio é no jardim detrás da casa." Estúdio? "Gi, o que acha de voltarmos para o hospital? Não é muito longe daqui, vai levar só alguns minutos, se eu chamar um táxi agora-"

"Por que não simplesmente aparatamos para o St. Mungos?" Ouvi um suspiro frustrado vindo dele, as mãos bagunçando mais os cabelos platinados que sempre foram tão arrumados, sempre estavam tão perfeitamente no lugar durante toda nossa pouca convivência. Mas não, não era pouca. Para ele, eram dez malditos anos.

"Nós não fomos para o St. Mungos." Draco falou, começando a explicação devagar como se eu fosse uma criança - e eu queria soca-lo. "Nós fomos para um hospital trouxa, como sempre vamos quando necessário. Mas dada a atual situação, estou começando a acreditar que deveríamos dar uma chance ao mundo mágico novamente."

"Nós vivemos como trouxas." Não foi uma pergunta. Eu e Draco Malfoy - justo Draco Malfoy! - vivíamos como trouxas. Tão, mas tão errado. "O que aconteceu noite passada, Draco?"

...

Draco, antes.

Nossa vida era boa ali, de verdade. Apesar do jeito trouxa de viver adotado por nós há mais de dez anos, nossa vida era realmente boa. Quem poderia imaginar me ouvir falando isso algum dia – meu pai deve se revirar no seu caixão cada vez que eu pensava naquelas palavras. Só de pensar em como seu único filho vivia agora não mais em uma mansão gigantesca, mas numa casa simples de tijolos em uma rua estreita no meio do subúrbio de Londres, com uma fachada discreta e janelas escondidas por plantas e mais plantas. Muitas plantas, porque a Vermelha era apaixonada por todo aquele verde.

Numa casa trouxa, numa rua trouxa, e o melhor ainda está para vir: vivendo com uma das maiores amantes de trouxas que o mundo mágico já conheceu, Ginevra Molly Weasley, que agora respondia por Virgínia Malfoy. Ginny, para os mais íntimos. Gi, somente para mim.

"Vamos nos atrasar, Gi!" gritava da cozinha, enchendo minha xícara com mais uma dose de chá verde: os cinco minutos habituais haviam se transformado em quinze, como de costume. Era sempre assim, e eu não exatamente me importava com a sua demora em escolher uma roupa, mas Zabini, que nos aguardava há mais de uma hora em sua casa, com certeza não tinha a mesma opinião. Não era mais apenas aparatar, afinal - pelo menos não para nós.

"Estou acabando, eu juro!" ouvi a voz abafada vinda do nosso quarto e não contive um sorriso ao pensar na nossa rotina.

Rotina. Quantos anos já haviam passado mesmo, desde que nos achamos de uma forma tão – não havia uma palavra, inesperado não começava nem ao menos a descrever nosso encontro. Quase onze anos, e eu nem os vi passar. Completamente clichê, Draco Malfoy apaixonado, justo a última coisa que meus poucos amigos achavam que algum dia seria possível acontecer. Eu mesmo duvidara, e muitas vezes me peguei ponderando sobre tudo aquilo no nosso início, se aquele monte de vermelho realmente estava por livre e espontânea vontade esparramado bem na minha cama, e porque estava – esse, até hoje não sei explicar. Não é o amor, afinal, um sentimento sem explicação? A ruiva me amava, e não tinha ideia do porquê.

Draco Malfoy, apaixonado e tão, tão clichê.

A casa de três quartos na rua Orange, comprada por nós após um ano morando em Londres havia sido a escolha ideal. Ali era calmo, a vizinhança era tranquila e era perto de nossa pouca família – longe, muito longe de qualquer entrada para o Ministério da Magia. E por Deus, não havia nem sinal de uma lareira registrada, a nossa mesmo sendo maravilhosamente trouxa: elétrica.

"Está pronto?" Mais um sorriso quando meus olhos pararam em Virgínia. Estava um frio insuportável do lado de fora, mas mesmo quase toda coberta por camadas e mais camadas de roupa ela brilhava, tão como sempre. Os fios vermelhos presos em um coque só destacavam mais aqueles olhos quase pretos, que contrastavam com a pele a cada ano mais coberta de sardas. Como ela conseguia ficar cada vez mais linda ainda era um mistério para mim.

"Há séculos atrás." Larguei a xícara vazia na pia e a peguei pela cintura, trocando um beijo rápido enquanto íamos em direção à porta. "Se não nos apressarmos Blaise vai nos matar, você sabe." Um ponto branco parou no meu pé, passando por entre minhas pernas e as dela.

"Tera, comporte-se enquanto seus pais estão fora!" ela disse para a gata antes de fechar a porta, recebendo um miado de volta.

Fomos até nosso carro, eu dando a partida e engatando a ré enquanto minha esposa abria o portão automático com o controle. Olhava para o pedaço de metal levantando – aquilo realmente precisava de uma pintura urgente – quando me lembrei do par de ingressos sobre a mesa da sala.

"Você vai me matar." falei, desconectando o cinto após parar o carro entre a rua e a calçada, ligando o pisca alerta e contendo meu riso - estávamos fadados ao atraso desde o início. Virgínia me olhou e imediatamente entendeu o que não estava no bolso da minha calça. Já abria a boca para falar algo quando minha vermelha foi mais rápida e rumou de volta para a entrada, a chave já na mão esquerda.

"E você ainda tem a audácia de me culpar por nossos atrasos!"

Sacudi a cabeça, encostando no carro enquanto tirava o celular do bolso. Mensagem de Blaise, claro: onde vcs ESTÃO? Nos encontrem no teatro. Ok, os dois resolverem pegar um táxi praticamente nos fazia ter quase meia hora de vantagem - não mais atrasados, então. Poderíamos até pensar em usar aquela meia hora para outras coisas, se conseguíssemos demorar apenas meia hora.

"Gi, os ingressos estão na mesa da cozinha!" gritei, colocando novamente o celular dentro do bolso. Dali tinha visão da porta aberta, Pantera olhando obediente para fora sem dar sinal algum de querer sair.

E então tudo aconteceu rápido demais.

O barulho, alto demais. O grito conhecido. A gata se assustando e saindo da frente da porta. Em um momento eu estava congelado ao lado do carro, e no outro eu corria casa adentro, o coração mais acelerado do que em muito tempo. Por alguns segundos meu cérebro tentou me enganar: Virgínia deixou cair alguma coisa, quebrou alguma coisa, era uma de suas brincadeiras de mau gosto. Mas daquela vez não era.

Ela estava deitada na frente da escada, desacordada, os dois ingressos ainda perto da mão esticada numa posição que parecia desconfortável demais. E havia sangue, mais sangue do que esperava - e queria - ver.

"Gi," Peguei-a no colo antes de pensar que com isso poderia lesiona-la ainda mais. "Vermelha, fale comigo." Nada. "Vamos amor, acorde." Ao menos ela respirava. Mesmo com o sangue que escorria do corte na cabeça, ela respirava - e aquilo era bom, certo? Precisava ser.

Apenas batendo a porta atrás de nós, corri para o carro a colocando deitada no banco traseiro e voei para o banco do motorista, dando a partida no Sedan preto.

...

Ginevra, agora.

Escutara tudo aquilo em silêncio: era uma história muito, mas muito boa. Era uma história talvez boa demais para ser inventada: aquela realmente deveria ser a vida da mulher que vivia com ele, aqueles deveriam ser, para ela, os acontecimentos da noite passada. Por todos os deuses, eu não era essa mulher.

"Onze anos?" Não eram dez?

"Recém feitos." Onze anos.

"Você me chama de Vermelha." comentei justo o mais mínimo detalhe, atordoada com toda a informação que me estava sendo despejada. Explicado enfim o motivo de minha cabeça estar explodindo, o problema agora era a explicação fazê-la doer apenas mais. "E você me levou para um hospital trouxa?"

...

Draco, antes.

Fazia um tempo que não entrava daquele jeito num hospital: exatos dois anos, três meses e vinte e cinco dias. Antes mesmo de passar da entrada uma maca já vinha em nossa direção, um atendente junto de uma enfermeira iniciando o procedimento padrão enquanto deitava Virgínia o mais cuidadosamente que conseguia.

"Minha esposa caiu da escada!" falei, meus olhos nunca deixando os ainda fechados da ruiva.

"Nome? Quantos anos?"

"Virgínia, trinta e quatro."

"Algum problema de saúde, toma alguma medicação, está grávida?"

"Não, nada." Ao menos eu achava, para aquela última pergunta. Quando passamos por mais uma porta foi que um dos enfermeiros me parou, a maca seguindo para uma sala que, de onde estava, conseguia ainda ver pelo vidro os cabelos vermelhos.

"Vamos leva-la para uma tomografia e já falamos com o senhor, ok?" E foram com essas palavras que a vi ser removida da sala, o enfermeiro antes ali indo atrás do plantonista.

Merda.

Merda, merda, merda.

E então quando a vi sumir por completo foi que finalmente comecei a sentir o celular vibrar no bolso da calça: já três ligações perdidas. Merda, esqueci daqueles dois.

"Cara, nós estamos aqui faz meia hora-"

"Eu estou no hospital, Blaise." falei, achando uma poltrona para desabar. "Virgínia caiu da escada, bateu a cabeça, ela está desacordada fazendo alguns exames e-"

"Estamos indo."

"Não precisa." escutei uma reclamação do outro lado da linha. "Sério, aproveitem a peça por nós."

"Como você acha que vamos aproveitar qualquer coisa-"

"Eu mando notícias, Blaise. Diga para seu marido que não é nada grave, ok?" A última coisa que precisava era ter aqueles dois aqui, agora - e não, Blaise nunca era o problema. "Se houver qualquer notícia ruim, vocês vão ser os primeiros a saber, eu garanto. Vocês são nossa família, afinal."

"Vou ligar assim que a peça terminar. E se estiverem ainda aí, eu quero o endereço."

...

Ginevra, agora.

Não. Não, não, não não, não! E sim, com toda a certeza, o bruxo que me contava sobre meu último dia via o quão desesperada eu estava: minha mão foi e parou na minha barriga, tentando examinar qualquer protuberância, qualquer coisa diferente, qualquer sinal que me dissesse que oh Merlin, aquilo era realmente sério.

"Nós estamos," Mas não havia nada - ainda. "Tentando?" Minha barriga se encontrava reta como sempre, mas eu não conseguia ter muita certeza quanto aos peitos - eram onze anos de diferença, certo? Eles poderiam ter simplesmente crescido, não poderiam? Peitos crescem - você não precisa estar necessariamente esperando um bebê para eles aumentarem.

"Você não está grávida, Virgínia." Aquela não parecia ser a verdade, pois os olhos cinzas mais uma vez me falavam aquilo com um certo conflito: ele estava triste por eu não estar? Provavelmente, nós estávamos tentando - o que era uma maneira bem discreta de falar que oh Merlin, eu estava transando com Draco Malfoy. "Eles fizeram um teste, e eu não teria te dado nenhum desses remédios se estivesse." Respirei fundo: era uma história boa demais. Eram detalhes demais.

"E quando você diz Blaise," Só uma pessoa com aquele nome vinha à mente quando pensava no nome. "É Blaise, o sonserino que estudava conosco em Hogwarts? Blaise Zabini? Ele é um de nossos amigos mais próximos?" O sim veio com um meio sorriso de Malfoy, como se ele estivesse se divertindo com as últimas palavras. Blaise Zabini e seja lá quem fosse seu par eram nossa família. "Merlin, tenho dúvidas sobre querer ouvir o resto."

...

Draco, antes.

Quatro e meia da manhã marcava o relógio pendurado na parede branca. Quase dois dias desde que demos entrada no hospital. Quase dois dias desde a última vez que vira abertos seus olhos castanhos. Sentado na poltrona perto da cama, sentia meus olhos já pesados mas a última coisa que conseguia fazer era dormir - o copo de café ao meu lado fazendo o trabalho de me deixar minimamente desperto.

Não deveria estar tomando nosso antigo vício, e numa tentativa de me livrar das evidências fui até o corredor jogar o copo já vazio na lixeira. O pulso direito estirado, vinte e sete pontos na cabeça e alguns roxos nos braços, costas e pernas: e fora isso, estava tudo bem. Não parecia haver qualquer inchaço preocupante, não tinha nada que pudesse estar impedindo-a de acordar - poderia estar apenas cansada, segundo o médico.

Como é a vida de vocês, corrida? Com certeza era.

Não, não me importava de Virgínia passar o final de semana dormindo, pois eu com certeza conseguia dar conta de todos os afazeres da casa - só não queria ela dormindo num hospital. Então sim, quando voltei para o quarto e vi os olhos que tanto esperei ver abertos nas ultimas horas, eu fiquei feliz, e aliviado, e-

"Puta que pariu, Vermelha." xinguei, indo em direção à cama enquanto passava as mãos no cabelo que deveria estar uma bagunça após quase dois dias sem pentear. Em instantes ela estava no meu abraço, e eu passava minha mão livre nos olhos para dispersar as lágrimas de alívio que se formaram. "Porra." Precisava afinal xingar enquanto estávamos apenas nós dois.

"E é assim que sou recebida pelo meu marido após passar horas desacordada." a escutei dizer numa voz um pouco grogue, vendo o rosto fazer uma carranca ao tentar se sentar.

"Já é domingo, Gi. Você dormiu o sábado inteiro." E um pouco de surpresa no rosto da ruiva. "Nunca, nunca mais faça isso comigo." pedi, encostando minha testa na dela por um segundo. "Não pode nos assustar mais desse jeito. Eu não sei o que faria sem você, Vermelha."

"Você não deve ter dormido nada." Foi a resposta que veio, sua mão livre do acesso passando pelas minhas olheiras - que deveriam estar tão enormes quanto antigamente. "Está tudo bem, Draco. Eu estou bem." Um beijo, muito mais curto do que eu precisava. "Desculpe estragar nosso aniversário."

"Você não estragou nada, boba." Eu nem mesmo lembrava da data, assim como não lembrei de cancelar a reserva feita em nosso restaurante favorito. "Sempre temos o ano que vem para comemorar." Era verdade.

"Temos que ligar para Luna." ela falou, sempre tão preocupada, sempre pensando em tudo.

"Não precisamos pensar nisso até segunda, meu amor." E eu conhecia muito bem a mulher que tinha. "Mas eu já liguei, e já falei com ela, e está tudo bem, então não se preocupe muito, ok? Passamos lá amanhã pela noite." terminei, não conseguido mais esconder um bocejo.

"Que horas são?"

"Quatro e quarenta." respondi, considerando ir jogar uma água no rosto para ver se surtia mais efeito que a cafeína. "Eles querem você pelo menos mais algumas horas em observação antes de te liberarem, mas parece que está tudo bem. Com você acordada está tudo bem."

"Vem cá." E Virgínia, mesmo acamada, tentou me puxar para seu lado na cama - e como sempre eu deixei. Ela falaria alguma coisa do café? Com certeza sentia o cheiro da bebida, não tinha como não sentir, não tinha como seus lábios estarem nos meus novamente e sua língua não sentir o gosto ainda tão presente em minha boca. Mas a Vermelha falou de tudo, menos do café.

...

Ginevra, agora.

"Então é isso, Gi: você bateu a cabeça. Você acordou ontem de madrugada, foi liberada depois do almoço e veio para casa comigo. Até fechar os olhos, estava tudo bem."

Tinha uma coisa que eu muito me lembrava em Hogwarts: Draco Malfoy era um péssimo ator - era só lembrar bem do caso do hipogrifo. E eu não acreditava que sua atuação pudesse ter melhorado com o passar dos anos: bons atores não se fazem, bons atores nascem atores. E o homem que me contava em detalhes os meus últimos dois dias era um péssimo, horrível, pavoroso ator, e eu acreditava em cada palavra que ele me contava, porque cada maldita vírgula parecia me dizer a verdade. Cada olhar gritava sinceridade. Eu tinha a mais absoluta certeza do amor que o bruxo sentia por mim, um amor que nem mesmo de Harry algum dia sentira vir. E eu não conseguia me lembrar de um bom momento sequer ao lado desse amor.

"Isso não é uma brincadeira." E ele sacudiu a cabeça. Isso não é uma brincadeira, e eu estou dormindo com um dos piores bruxos que já conheci.

Vi de canto de olho o gato chamado Pantera subir na pia, miando desconfiado para o ar. Draco hesitou por um momento, mas acabou levantando e abrindo a torneira - da onde o gato começou a tomar o filete de água que escorria - antes de ir ajoelhar-se ao meu lado da cadeira. Tirar minhas mãos das dele foi automático, e outra vez, sentia uma pontada no peito ao reparar nos olhos tristes.

"Não é uma brincadeira, Virgínia."

Eu não iria me desesperar.

"Acho que precisamos voltar para o hospital."


Nota da Autora: Oi leitorinhos, tudo bem?

Primeiro, queria agradecer a todos vocês que mandaram sua opinião, favoritaram, seguiram, mandaram e-mail, msg, me deixaram saber que sim, estão lendo o que escrevo: muito obrigada! Pode parecer besta, mas qualquer coisinha é sempre muito legal de se ler, a única forma do autor saber que a história está sendo bem recebida é assim. Tayane e Mi, que comentaram mas não tenho o contato para responder em privado, que bom que gostaram e espero que continuem acompanhando!

Eu geralmente começo a escrever o que me aparece na cabeça e de repente vem uma ideia e outra e quando vejo minha fic tem 30 capítulos. Eu não sei quantos capítulos terá essa, mas as ideias já estão vindo - e já mudei a linha que ia seguir hoje de manhã rs. Talvez seja um pouco confuso no começo, mas qualquer dúvida que surja, ou algum provável erro que vejam, vou adorar saber! Pq vai ser uma quantidade razoável de informação.

E é isso! Quem quiser mandar mensagem, vou amar ler!

Um beijo grande e ótimo final de semana pra vocês,

Ania.