Nome Original: Green Eyes Sublimes

Autor: Spirit

Tradutor: Aniannka

Betagem: Arwen Mione


Capítulo 02 - Um acordo de trabalho

Severus caminhou pelos corredores de Hogwarts em direção as masmorras com uma carranca em sua face e raiva irradiando de seus olhos. Era muito cedo para ele fazer este caminho. Ele não tinha nem planejado como lidaria com o problema do Potter e agora parece que o garoto tinha outro problema com o qual ele teria que lidar.

Ele sabia exatamente o que Potter era capaz de fazer.

Ele tinha conhecimento do momento que ele tinha visto o sangue, mas o tinha tomado de surpresa. Ele amaldiçoou-se por esse deslize agora porque ele não deveria estar surpreso. Quantas vezes ele tinha visto os mesmos sintomas nos estudantes Slytherins durante os anos? Quantas vezes tiveram as outras cabeças para lidar com esse assunto em suas casas?

Ele não deveria estar surpreso, mas ele estava porque era Harry Potter e não algum outro estudante desta vez. Ele não tinha previsto que a bravura pudesse ir tão longe.

"Potter, este é o meu quarto".

Ele parou repentinamente antes de uma porta olhando estranhamente e o Gryffindor o seguindo quase morto de alívio. Eles podiam praticamente estar andando em círculos pela quantidade de giros e voltas que o professor de poções tomou. No final Harry começou a se perguntar se esta era a mesma rota que todos os Slytherins pegavam não importa quando eles tivessem que ir para seus quartos. Os quartos para todos os professores das casas não eram parte das salas comunais, mas estavam localizados perto delas. Ele não tinha estado dentro do da professora McGonagall, mas todos os Gryffindors sabiam onde era. Ele presumia que era a mesma coisa para Snape e os Slytherins.

"Potter", Snape disse novamente e sem uma palavra Harry reforçou sua atenção na porta.

Era difícil porque estava sentindo seu braço entorpecido então, mas ele tinha que admitir que essa era uma das portas mais fascinantes de Hogwarts que ele já tinha visto. Parecia com qualquer outra porta com dobradiças e maçaneta. Exceto que a maçaneta estava exatamente no oposto do lugar em que se esperaria que estivesse.Estava no lugar das dobradiças onde nem pensariam, não havia dúvidas, que a porta estava firmemente fechada.

Harry assistiu Severus bater levemente na maçaneta com sua mão e murmurar um estranho feitiço, antes de virar-se para olhá-lo.

"Bata três vezes então vire a maçaneta", Severus o instruiu.

Harry queria perguntar sobre o porque e o que de tudo isso, mas em vez disso ele fez o que ele tinha dito. Assim que ele virou a maçaneta começou a deslizar ao longo da porta como se estivesse deslizando no ar. Então, fixando-se no lugar que originalmente esperava-se que estivesse, ele a abriu como qualquer outra porta faria.

"Todos os Slytherins sabem como fazer isso?" Harry perguntou impressionado.

Corando atrás dele, Harry quase não ouviu quando Severus respondeu, "Não".

Ao entrar, a porta se fechou atrás deles. Eles estavam esperando um quarto que estivesse limpo e, no entanto era muito diferente estar nele. Ao longo das paredes havia prateleiras. Algumas estavam cobertas de fileiras e fileiras de livros e o resto guardava frascos e garrafas de poções. No centro estava uma longa mesa cheia de pergaminhos e penas e outros equipamentos de escrever. O chão estava coberto por um carpete de cor creme. Para a direita do quarto estavam três outras portas.

"Este é o meu escritório pessoal. Aquela porta leva ao meu quarto, aquela para a minha sala de preparar poções e a outra para o banheiro", Severus apontou-as.

Em réplica, Harry perguntou, "Porque eu estou aqui professor?".

"Tire suas vestes escolares Potter, eu já volto", Severus disse, caminhando para a sua sala de poções sem responder a pergunta de Harry. "Não. Toque. Em nada".

Quando ele retornou Harry ainda estava esperando no centro da sala com seu uniforme no mesmo lugar. Severus tinha esperado por isso, então sem uma palavra ele segurou a poção que ele tinha preparado para Harry.

"Beba isso", ele comandou.

"O que é isso?" Harry olhou furioso. Ele não iria beber nada vindo daquele homem a sua frente, porque ele sabia exatamente o quanto Snape sempre quis a oportunidade de envenená-lo.

Snape o olhou como se ele realmente quisesse responder com algo cruel, mas em vez disso ele se acalmou por tempo suficiente para replicar a suspeita adolescente.

"Irá parar a dor em seu braço e parar o sangramento por tempo suficiente para eu examinar a ferida".

Harry o encarou com uma voz determinada, quando ele falou estava muito desafiante. "Não há nada para examinar professor. Eu estava com pressa para chegar na torre Gryffindor e eu passei muito perto de uma das armaduras".

"Potter não comece a insultar a minha inteligência", Severus o repreendeu. "Seu uniforme não mostra sinais de ter sido rasgado e se você ainda pretende consertar isso, o sangue é originalmente da região interna do seu braço. Eu duvido ainda que a mais ambiciosa armadura poderia fazer isso se você estivesse de fato com pressa como você diz. Agora beba a poção e deixe-me ver seu braço antes que você sangre até a morte no meu carpete!".

Severus estendeu a mão transversalmente para pegar o braço de Harry, mas Harry entrou em pânico.

"Não!" Ele gritou confuso indo para trás em sua pressa de escapar. Em vez disso ele colidiu com a mesa atrás dele.

"Potter", Severus o chamou enquanto dava um passo adiante.

Harry deslizou para o chão, pernas encostadas em seu peito, ele envolveu seus braços em torno de si e começou a balançar-se pra frente e pra trás. Lágrimas começaram a descer silenciosas por sua face, mas ele nada fez para detê-las. Parado em frente a ele, Severus tomou fôlego antes de aproximar-se do angustiado adolescente.

"Potter, eu não vou machucar você", ele disse tão igualmente quanto pode. "Eu não vou punir você ou ficar com raiva pelo que você fez. Eu somente quero ver o ferimento e parar o sangramento. Eu estou aqui para ajudar você então me desculpe se eu me recuso a permitir que você sangre até a morte".

Harry não falou ou se mexeu, mas ele começou a gemer baixinho então o choro silencioso estava quebrado.

Severus parou em frente a ele, mas os olhos de Harry colados no chão. Seu balançar e gemidos ficando constantes.

"Potter", Severus tentou novamente. "Eu tenho que curar seu ferimento. Pode ser feito por mim ou pela Pomfrey e eu tenho certeza que você não quer que eu o leve ao hospital voando por causa disso".

O balançar e o gemido continuavam.

"Eu deixarei a cicatriz lá se você quiser", Severus continuou suavemente. "Eu sei que é importante pra você as ter. Eu só preciso parar o sangramento e fechar a ferida".

Harry inspirou. As lágrimas finalmente pararam de correr e ele parou de balançar-se. Então lentamente ele estendeu seu braço.

Severus lhe deu a poção. "Você tem que tomar isso primeiro".

Harry bebeu a poção e imediatamente a vertigem pela perda de sangue tinha ido embora. A sensação de latejar de seu braço e dedos também diminuiu. Severus lentamente removeu o sangue ensopado da manga da veste de Harry e estava finalmente hábil a ver o ferimento. Depois da inspeção ele percebeu que não era tão fundo quanto todo o sangue perdido fez parecer. Exceto, pela outra cicatriz no braço, Severus pode ver que Harry tinha se cortado mais profundamente tempos atrás.

Ele puxou um pequeno frasco de cor azul do seu bolso e derramou um pouco no fresco ferimento e olhou de forma milagrosa o fechar e diminuir até estar como a outra linha das linhas brancas da cicatriz que marcaram a pele de outra maneira perfeita de Harry.

"Onde está a do seu padrinho?" Severus perguntou ainda gentilmente quando ele terminou.

Harry rapidamente retraiu seu braço. Seus olhos em evidente suspeita.

"Eu só quero ver se está cicatrizando corretamente. Eu não farei nada se você não quiser que eu faça". Severus explicou. "Além disso, eu não gosto da cura trouxa. Demora muito e nunca cura corretamente".

Harry acenou entendendo. A questão de como Severus sabia que ele tinha se cortado por seu padrinho, queimou em seus lábios para perguntar, mas em vez disso ele retorquiu gentilmente "Está na minha perna".

Com um rápido aceno de sua mão e mais alguns feitiços ditos, Severus removeu a atadura da calça de Harry que cobriu seu joelho e coxa.

O machucado era certamente mais profundo do que o feito recentemente e Severus supôs que deveria ter ao menos dois meses e ainda estava muito vermelho e olhando muito frágil.

"Você pode curar se você quiser", Harry disse quebrando o silêncio em que eles tinham caído. "Só... eu quero que fique como os outros três".

Severus acenou e passou o creme no mal curado ferimento. Imediatamente perdeu sua cor avermelhada e começou outra cicatriz na perna de Harry. Estas cicatrizes não eram somente linhas brancas finas apesar. Eram definitivamente mais óbvias. Como Harry tinha a intenção de que fossem.

Enquanto Severus magicamente fixava suas calças de volta Harry olhava para o homem com uma pergunta não dita em seus olhos.

"É uma poção que eu criei para este exato propósito Potter", Severus respondeu quando se levantou. "Então não, você não vai achar em nenhum outro lugar, nem mesmo no Beco diagonal. Somente alguns tipos de indivíduos especiais desejam ter cicatrizes quando curam seu ferimento".

"Oh", foi tudo que Harry disse enquanto ele também se levantava e preparava-se para ir. "Eu tenho que ir".

"Tudo bem", Severus disse. Seus olhos retornando a serem ilegíveis e ele permanecia de lado para permitir que Harry tivesse acesso à porta. "Mas se você quiser falar sobre isso ou se você precisar de qualquer ajuda então você pode vir e me ver, Potter. Você sabe como abrir a porta e eu estou aqui a maior parte do tempo".

Sem responder Harry caminhou até a porta e a abriu. Ainda de costas para seu professor de poções ele finalmente replicou calmamente, "Sem ofensas professor Snape, mas você provavelmente seria a última pessoa com quem eu falaria".

Então ele saiu e fechou a porta firmemente atrás de si. Severus observou ele sair sem uma palavra.

Aquilo era o mais civilizado que ele alguma vez seria com Potter ou mesmo algum dos outros estudantes e ele soube que não seria a última. Potter voltaria ele sabia e Dumbledore esperava que ele o ajudasse. Isso significava que esperavam que fosse tolerável com o 'garoto de ouro' do mundo mágico. Ele realmente esperou que nesse evento Potter pudesse ao menos tentar ser tolerável de outra forma, ele desconfiava, ele acabaria matando o garoto ele mesmo.

Pela presença dessas outras cicatrizes no braço de Harry, e ele presumiu mais no outro braço também, Severus percebeu que talvez Harry Potter fosse diferente do que ele sempre pensou que ele fosse. Não seria uma injustiça se ele levasse uma vida de ouro cheia de felicidade. Requeria muita dor presa internamente para promover a idéia de trazer dor para a superfície intencionalmente.

Severus deveria saber, ele tinha estado ensinando em Hogwarts por um tempo e ele tinha muita experiência com este problema.

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"Harry, posso ter uma palavra com você, por favor?".

Harry tentou não gemer enquanto virava-se. Esse dia nunca acabaria? Ele estava novamente indo em direção a torre de Gryffindor quando o diretor aproximou-se dele e agora parecia que ele não poderia cair na cama tão cedo quanto ele esperava.

'Bem, ao menos os corredores estão vazios'.

Dumbledore olhou para ele com piedade. Ele estranhamente entendeu tudo o que ele viu nos olhos de Harry e silenciosamente jurou não fazer desta uma de suas características conversas longas e frívolas.

"Ele só está tentando ajudá-lo Harry. Você deveria falar com ele. Ele entende mais do que você pensa que ele entende".

Harry balançou sua cabeça, sabendo exatamente quem era o 'ele'. "Não. Não ele não entende diretor. Esse é o Snape, lembra? A única ajuda que ele quer dar é o lugar onde eu devo acabar morto nos pés de Voldemort".

Dumbledore sorriu um pouco pela ousada opinião e pela pequena falta de formalidade no discurso de Harry. Talvez Harry não odiasse totalmente o diretor então. Talvez pudesse mesmo te-lo perdoado pelo ano passado. Somente desta vez Dumpbledore decidiu não corrigir Harry pelo fato de que Snape ainda era seu professor e deveria ser tratado como tal.

"Ah, mas ele só ajudou você não ajudou?" Dumbledore perguntou, ainda com o pequeno sorriso.

Os olhos de Harry estreitaram-se. "Bem, eu tenho certeza de que enquanto nós falamos, ele provavelmente deve estar escrevendo em seu Grande Livro do Mal que este foi um dos grandes enganos que ele cometeu na vida. A direita de como deixar o Lado Negro".

"Harry", a vos de Dumbledore avisou e Harry lhe deu um olhar defensivo.

"Ele me odeia diretor", ele apontou pra si. "Ele pensa que eu sou um pouco mimado, o centro das atenções, amado desnecessariamente pelo mundo e beijado pelos deuses. E de preferência eu não tenho nada a ver com ele, eu suspeito. Eu aposto que ele pensa que deve isso a você ou pior ao meu pai!".

Dumbledore riu. Era provavelmente exatamente o que Severus pensaria. "Talvez seja verdade sobre ele Harry, mas eu tenho certeza que você pensa algumas coisas nada boas sobre ele também".

Harry corou um pouco. Mas então, Dumbledore não tinha lhe feito a pergunta, porque era de conhecimento geral em Hogwarts que Harry e Severus não eram as pessoas mais agradáveis quando estavam em companhia um do outro.

"Ensine ele Harry", Albus disse gentilmente. "Conte a ele sobre sua vida e veja como ele responde. Eu suspeito que ele estará realmente disposto a escutar depois de tudo que aconteceu hoje à noite. E você irá escutá-lo porque se há qualquer coisa sobre dor e trevas, Professor Snape sabe. Talvez você irá aprender algo sobre ele também".

Harry acenou para mostrar que ele iria considerar. Era a única coisa que ele poderia fazer no momento. Este estava sendo um longo e cansativo dia e ele estava começando a desenvolver uma séria dor de cabeça. Até pior, sem contar a Murta que geme, duas pessoas tinham descoberto o seu segredo hoje. Uma, ele deveria de preferência não saber nada, mas revelar o essencial da sua vida, e a outra ele precisava saber onde encontrar sobre isso cedo ou tarde. Não havia nada em Hogwarts que Dumbledore não soubesse. Harry deveria se lembrar disso.

"Bom eu estarei desligado então. Eu fugi dos sopros de menta hoje então eu terei que ver para mudar minha senha. Não pode continuar sendo algo que eu não tenho em minha posse agora pode?" Dumbledore disse com sorriso forçadamente enorme e um piscar de olhos. No olhar divertido que Harry teve, Albus lutou contra o impulso de puxar o adolescente em um abraço de esmagar ossos.

Ele não pensou, Harry tinha dezesseis agora então ele duvidou que ele iria apreciar, se todos, fossem abraçados no meio dos corredores pelo diretor e um homem velho como ele.

Quando deixaram a companhia um do outro ambos se sentiram um pouco melhor, seus pensamentos mais fáceis.

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Tão cedo quanto pode Harry finalmente entrou na sala comunal da Grifinória, seus dois melhores amigos o bombardearam com perguntas. Todos os outros já tinham ido pra cama já que a sala estava vazia, mas Harry não se sentiu como permitindo mais pessoas em sua vida secreta hoje à noite, então, com algumas vagas respostas que satisfizeram Rony e minaram o interesse de Hermione, ele manipulou a conversa com eles em vez de permitir o contrário.

"Boa noite Harry", Hermione disse a ele suavemente antes dela puxá-lo para um abraço muito apertado.

Harry a abraçou frouxamente no início então muito devagar verdadeiramente com força. Ele se perguntou o quanto ela compreendeu e se ela sabia que existia qualquer coisa para entender em tudo. Hermione era sempre perceptiva, e por mais que ele apreciasse a amizade de Rony, era em ocasiões como essa em que ele verdadeiramente apreciava ter uma mulher como outra melhor amiga.

"Mione, deixa ele ir", Rony parecia estar vermelho pelos dois, Harry e ele mesmo enquanto falava. "Nós não temos mais onze anos você sabe. Você não pode mais simplesmente lançar-se em nós".

Dando a Harry um pequeno sorriso quando ela o liberou, ela virou-se para Rony com os olhos chamejando. "Bem se você não quer que eu o abrace mais Ronald Weasley, então está tudo bem. Harry não se importa e eu também não, então farei como eu quero e, vou abraçá-lo o quanto eu quiser".

Ela virou-se e começou a ir embora, mas então de repente parou e adiantou-se para encará-los novamente.

"Para falar a verdade, eu queria abraçar você, então o fiz!" Ela declarou, então continuou a subir as escadas que levavam ao dormitório das garotas.

"Tudo bem!" Rony gritou um pouco atrasado, mas ele ainda estava corado quando ele focou sua atenção em Harry novamente. "Garotas. Eu não imagino quando iremos entendê-las".

Enquanto Harry subia as escadas para seu quarto, ele imaginou que era melhor não apontar que Hermione era a única fêmea que Rony parecia julgar tão mais difícil de entender.

Meia hora depois Harry estava deitado em sua cama tentando forçar-se a dormir, a voz de Rony o chamou fora de sua própria cama no escuro quarto.

"Você tem certeza que Severus não tentou te enfeitiçar ou fazer você tomar outra detenção Harry?".

Harry sorriu consigo. "Sim Rony eu tenho certeza. Não era nada realmente importante, somente perguntou se eu tinha absoluta certeza se eu queria ficar em poções no sexto e sétimo ano".

"Sim ele perguntaria isso! Eu espero que você tenha dito a ele que infelizmente para ele nós três certamente ficaríamos lá. Nós passamos depois de tudo, pensei que os céus soubessem como nós obtemos sucesso!" Rony disse tão apaixonadamente e tão sussurrado quanto era permitido.

Harry deu uma curta risada para mostrar seu esperado divertimento, mas uns minutos depois Rony sussurrou novamente.

"Você tem certeza disso Harry? Ele podia te dar uma detenção e não te contar e quando você não aparecesse lhe dá outra, após outra... -".

Aquilo foi o mais longe que conseguiu ir em seu discurso porque da escuridão do quarto Dean repreendeu, "Que diabos, Rony, ele disse que tem certeza! Deixa ele ou discutam isso de manhã!".

Para ajudar Simas adicionou, "Certo. Além disso, ele não conseguiria ir longe com isso Rony. Harry não o deixaria".

Rony deu um alto, "Ha!" E Neville roncou em seu sono, mas antes disso não havia som. Todos tinham caído no sono. Todos, menos Harry, que ficou acordado pensando. Sobre seus amigos e suas expectativas deles… e sobre Snape.

A primeira pessoa a oferecer ajuda emocional ao Garoto-que-sobreviveu.

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Quando as batidas soaram na porta, Severus olhou para o pergaminho que ele estivera corrigindo. Ele checou o horário com um feitiço. Eram 2:00am na névoa de luz verde, o que queria dizer que ao menos uma regra estava sendo quebrada.

Três batidas, uma pausa então a porta estava aberta cautelosamente e Harry estava entrando na sala.

Severus lhe deu um olhar desprovido de qualquer interesse então retornou para corrigir os pergaminhos novamente. Ele ouviu a porta ser fechada, mas esse foi o único som enquanto Harry permaneceu parado e encarando o homem sentado a mesa no centro da sala.

"Quantos outros estudantes sabem como fazer aquilo?" Harry finalmente perguntou.

"Somente você Sr. Potter", Severus respondeu sem olhar para cima.

"Então o feitiço que você colocou na maçaneta da porta era para permitir que eu usá-la?".

"Muito bem Sr. Potter".

Houve uma pausa, então "Porque eu preciso bater? Você tem que fazer isso também?".

Novamente, os olhos de Severus permaneceram no que ele estava corrigindo. "Você bate na sua própria porta em casa Potter?".

"Não".

"Você bate na dos seus parentes?".

"Não".

Nessa hora Severus olhou para cima. Harry estava ocupado encarando o chão.

"Eu suponho que você quis dizer se eu bato na porta das outras pessoas se eu precisar conversar com elas ou alguma coisa? Bem, se essa é a pergunta então, sim". Harry olhou para cima para encontrar os olhos do outro homem. "Mas eu nunca bateria na minha própria porta, professor. Eu, de preferência, gosto dos meus dias com a menor quantia de broncas quanto for possível".

Severus acenou e então retornou ao seu trabalho. "Bem, Potter, as portas de Hogwarts são muito particulares como eu tenho certeza que você já percebeu até agora. A porta espera que você bata se você não é um residente permanente. Se você não bater irá presumir que você é muito rude. Acredite em mim Potter, então não há nada pior do que uma porta desprezando você".

Harry riu genuinamente perante a imagem e apesar de Severus não fazer nada para mostrar, o Mestre de Poções considerou isso sua segunda boa ação do ano.

Ele fez tudo para restaurar um dos seus mais prezados pergaminhos e transfigurar em uma poltrona na frente da sua mesa. No forro do encosto, o emblema Snape tinha sido transferido em um grande modelo no outro lado do veludo preto. Harry sorriu timidamente enquanto se aproximava da mesa e estirava-se na poltrona, sua cabeça em um encosto para o braço e seus pés no outro.

"Conte-me sobre seus parentes Potter", Severus disse enquanto ele mergulhava sua pena no tinteiro perto da sua mão. "Porque eles xingam você por simplesmente bater na porta?".

"Bem tudo certo, mas só se você me chamar de Harry. Me chamar de Potter me lembra muito as aulas de poções..." Harry deixou a sentença suspensa, sabendo que Snape sabia exatamente o que ele quis dizer.

"Tudo bem, você também pode me chamar pelo primeiro nome, mas somente se você me der sua palavra, de que você entendeu, de que se você me chamar de Severus em qualquer lugar fora desta sala eu transformarei você em um minuto num vidro na minha mesa por um dia".

Harry rolou seus olhos, mas enquanto ele encarava o teto sua mente corria para onde começava sua história.

"Minha tia e tio são provavelmente o mais desagradável par de trouxas que você alguma vez conheceu e seu filho Duda, só pode ser descrito como um hipopótamo andando em duas pernas. Acredite em mim, mesmo que seja um insulto ao pobre hipopótamo, na minha opinião...!".


Nota Do grupo:

Desculpem a demora, mas tivemos alguns problemas. Mas agora como vocês podem ver as fics estão sendo atualizadasm tenham calma que todas serão, especialmente Luz Embaixo Dagua que vem pela semana, ok?

Nossos agradecimentos à: Tachel Black, Bela-Chan, Srta. Kinomoto, Kirina Malfoy, Dark Wolf 03, Sury, Carolina Gonçalves, Drika, xmaripottermalfoyx, Veleth, Paty Black, Kikis, Elis, Shinny, Polarres, Ia-Chan, Cris Snape, Gabi Potter-Malfoy, Mikage-sama (esperamos que sua amiga esteja bem!), Lunna, Dana Malfoy (dizer palavrões não vai fazer com que a fic ser atualizada mais rápido, então, por favor, sem xingamentos!) e msmdhr.

E para as pessoas que não sabem o que escrever na reviews a dica: ótima tradução, continuo a ler! XD!

Não deixem de ler nossas outras fics slash: Luz Embaixo D'agua, Cânon In D, Poção Irresistível, Quem é o papai, e também nossas fics não-slash.

Os Tradutores