Cicatrizes
Como Harry reagiria se soubesse que Malfoy fora sempre um espião de Dumbledore, e pior, que agora fugindo dos comensais ele precisa ficar na antiga casa de Sirius, junto a Harry?
Avisos: Os personagens pertencem a J.K. Rowling, porem essa historia é minha, e se passa três anos após a morte de Dumbledore, excluindo completamente o ultimo livro (Relíquias Mortais) – não eu não gosto dele.
Atenção: Esta é uma fanfic Slash, para os pobres inocentes que não sabem o que é isso significa que vai ter muita pegação homem com homem (hihi =D). Então não adianta reclamar dizendo que eu não avisei!
Capitulo 2
- Malfoy terá de morar aqui.
Essas ultimas palavras foram ditas por um Snape que também viera da lareira. Estava claro que esse seboso viria ajudar o seu afilhado, mas isso não deixava Harry nem um pouco mais contente.
Ele encarou o loiro, que encarava o chão, e dessa vez, Harry notou a falta de vida que existia nele, algo que ele não vira no dia em que Malfoy tentara matar Dumbledore.
- Porque? – Harry perguntou sabendo que já estava amolecido pela aura de tristeza do menino.
- Ele fez um denuncia que foi descoberta sua ultima localização. – Tonks disse - Tentaram matá-lo, por isso ele precisa estar aqui. Ninguém sabe onde fica, sem contar nós, é impossível aparatar dentro da casa, se alguem não a conhece, e as portas para o mundo troxa estão sempre trancadas. Este é com certeza o melhor lugar para se esconder.
- Porque Malfoy mudou de lado? – Harry o encarou e viu a mudança clara quando ele ergueu o rosto com aquele jeito metido.
- Não lhe interessa, Potter. – ele cuspiu o nome de Harry, quase como se tivesse nojo de falá-lo.
- Se você vai ficar na minha casa, então é obvio que me interessa, Malfoy.
- Harry, não faça isso. – Arthur disse cortando rapidamente a briga dos dois – Malfoy deve ter tido seus motivos, mas não vem ao caso agora. Eu sei que o que estamos pedindo aqui é um pouco complicado, ainda mais com o histórico de vocês dois em Hogwarts, mas isso daqui é diferente, e vocês dois não estão mais na escola. O que você fizer hoje, sobre nos ajudar a proteger uma importante testemunha não lhe contara pontos para você ganhar alguma coisa, mas ajudara com que toda essa bagunça de comensais termine mais rápido.
O moreno sabia que isso era verdade, e era por isso que se sentia tentado em aceitar. Ele encarou novamente Malfoy, e dessa vez sua expressão de superioridade tinha voltado, a mesma que ele usara em todos os anos da escola. Harry pensou seriamente em enxotá-los, somente por imaginar como sua paz terminaria se ele aceitasse, mas então lembrou de como essa era a única coisa que lhe era permitido fazer enquanto ele não se formasse no curso de aurores.
- Certo. Ele pode ficar aqui.
Draco permaneceu em silencio durante todo o tempo, enquanto o Arthur Weasley dava informações a Potter sobre os últimos aparecimentos de comensais. Fora treinado por seu pai durante toda a infância para mostrar-se frio, incapacitado de mostrar emoções, e era isso que fazia agora.
Assim que terminaram, um a um eles foram embora, alguns somente encarando o loiro com uma expressão de temor, e outros se despedindo com educação, até sobrarem somente ele e o moreno.
Harry passou alguns minutos se sentindo meio envergonhado pela situação, mas achou melhor dar-lhe um quarto e voltar para ficar sozinho na frente da TV.
- Você não tem bagagens? – Harry perguntou acenando para que ele o seguisse.
- Está parecendo que eu tenho, Potter? – Draco ironizou e o seguiu.
- Só estava tentando ser educado.
- Guarde sua educação para outras pessoas. – Draco disse e conseguiu que Harry se calasse. Era melhor assim, já que o loiro sentia a cabeça explodir de tanta dor de cabeça.
Harry o levou até o segundo andar e então abriu a porta a sua direita. O quarto era pequeno, porem bem aconchegante, com uma cama de casal e um armário. A única porta além da entrada levava para um banheiro mais simples ainda.
- Não é nenhuma Mansão Malfoy, mas eu acho que serve. – Harry disse – meu quarto fica no andar de cima, embaixo temos duas salas, e a cozinha no fim do corredor, normalmente eu não almoço aqui, mas Monstro pode servir, então deixarei ordens para que ele prepare sempre algo para você comer.
- Pode deixar que eu me viro, Potter. – Draco o cortou, desejando que ele sumisse.
- Certo, qualquer coisa que precisar pode me chamar – Harry não tinha idéia do porque tinha dito isso.
Malfoy estava alto, um pouco mais que Harry, e os dois se encararam por um breve segundo, que lhe rendeu um estranho frio no estomago quando notou como aqueles olhos cinzas pareciam cansados, porem envergonhado, o moreno se virou e saiu.
Harry entendia que uma pessoa poderia estar arrasada por ter enfrentado problemas, mas nunca imaginara que veria Malfoy assim. Então, sem saber muito o que fazer desceu até a cozinha, encontrando Monstro murmurando irritado, só para variar.
Depois de pedir que os pedidos de Malfoy fossem atendidos, ele pode se sentir livre de obrigações e catando algumas guloseimas que trouxera da sua ultima viagem a Hogsmeade na semana anterior, correu para frente da sua fiel TV.
Fuçou durante uns bons quinze minutos até encontrar uma série de comédia bobinha. Ele não acompanhava nada, mas adorava pegar essas coisas que o faziam rir um pouco. Ainda mais agora.
Estava tão concentrado que nem notou Draco parado na porta com uma expressão estupefata diante da TV, e quando finalmente enxergou uma mancha branca no canto dos olhos se amaldiçoou por ter esquecido de trancar a porta.
- Por Merlin, O que é isso? – Draco perguntou.
- Se chama TV, é um eletrônico troxa, serve para... bom, para nós sabermos as noticias do mundo, e banalidades.
- Os troxas que fizeram isso? – a expressão de surpresa foi tomada pelo nojo.
- Eles não são tão burros assim, Malfoy. – Harry disse ficando irritado – Hermione é filha de dois e sempre foi a mais inteligente.
- A Sangue-ruim?
- Não chame ela assim. – Harry se levantou sentindo seu peito inflar de raiva. – pelo menos ela não é uma traidora.
Harry sabia que não devia ter dito isso, afinal o loiro estava ajudando os aurores, mas aquele menino, do alto de sua superioridade o deixava louco. E quando o encarou notou que tinha acertado no que dissera, que quebrou por um breve segundo a superioridade do loiro.
Foi rápido, mas o que Harry viu, foi dor.
- Engraçado, Potter – Draco o encarou erguendo o queixo daquela maneira que dizia a Harry que ele já se recuperara. – Quando eu faço o errado, você me julga, e quando eu faço o certo, você me julga também. No fim das contas, você não é nem um pouco melhor do que meu pai.
Harry sentiu como se o loiro o tivesse esbofeteado, mas antes que pudesse responder, ele se virou e saiu, provavelmente voltando ao seu quarto, deixando o moreno sozinho com sua vergonha.
Ele imaginou quanto tempo mais Malfoy iria ficar por ali, e o que mais lhe faltava acontecer.
N.A. AAhh, que liiindo, vocês deixaram reviews *-* mesmo que poucos. Sim, eu sou uma pessoa sem confiança que precisa que vocês me digam o que estão achando.
Esse capitulo em especial foi meio complicado, eu fiquei em duvida se deveria fazer o Draco ficar quieto e triste, mas no fim das contas eu sou uma DRAMA QUEEN, gosto mesmo de sofrimento.
Então, me contem o que estão achando, e continuarei postando novas emoções. Hihi.
