E de repente, já era o dia de ir para Hogwarts. Tudo passou tão rápido! Eu acordei cedo pra chegar na hora. Não que eu demora horas e horas passando maquiagem e Oh, eu preciso disso e daquilo outro pra me sentir bem (como a maioria das meninas da minha idade) mas eu ainda tinha que escutar o showzinho da minha irmã de "não percam tempo com essa aberração" antes dos meus pais me levarem para Hogwarts e eu seguir a minha viagem tranquilamente, obrigado.

Acontece, que a minha irmã percebeu que eu tinha me aprontado mais cedo para chegar na hora certa, e não em cima da hora como nos outros anos. E com um sorrisinho safado, ela se virou pra mim e cinicamente falou:

-Lilly, querida, eu vou sentir tanto a sua falta. Um ano é muita coisa irmãzinha! – E me deu um abraço apertado e falsamente emocionado. Meu pais, inocentes, acharam que a filha mais velha estava amadurecendo.E eu estava indignada.

-Vamos Lilie? – Chamou meu pai, nervoso. Ele não poderia virar pra petúnia e dizer que esperava um chilique dela, mas que como ela estava calma íamos nos sentar e esperar uma hora antes de sair.

-Vamos papai – Falei rolando os olhos – Tchaaau Tuneey! – Quem disse que eu também não sei ser cínica? – Vou sentir tanto a sua faalta! E nunca se esqueça maninha: Eu não trocaria nada por você!

Se você não me conhece não entende, provavelmente. Sabe aquele bom e velho "Eu não trocaria você por nada"? Pois bem eu e o Six inventamos o "Eu não trocaria nada por você". Discreto o suficientemente discreto para que a pessoa à quem você se refere não perceba, o suficiente para que você seja sincero (e para que outras pessoas riam da cara do pobre coitado que recebeu esse fora).

A minha mãe percebeu, riu discretamente, mas não comentou nada. Entramos no carro e seguimos para a estação. Meus pais me deixaram lá. Sozinha. Uma hora e quinze antes da partida do trem. Nem o trem está aqui, só para você ter uma idéia. Maldição.

Fui no banheiro da estação 9¾ e coloquei logo o uniforme. No meu peito reluzia um crachá de monitora chefe. Eu não entendo porque me escolheram, né, mas tudo bem. Quero dizer, eu não consigo nem tomar conta de mim mesmo sem quase pirar, quanto mais tomar conta de mim e mais um monte de monitores. Eu espero que o monitor chefe seja alguém sensato. Não, espera, o monitor chefe é James Potter! Affs, lascou-se tudo. As vezes eu me pergunto se Dumbledore tem fios de barba branca dele no lugar de cérebro. Não, mentira, ele é só um gênio maluco. Tipo aqueles cientistas pirados. Tipo Ainstein.

Eu vi o trem chegando. Ótimo, só falta uma hora. Comecei a pensar no grande loop de montanha russa que a minha vida estava dando. Formatura. Escolha de profissão. NIEMs. Parece tão surreal! Ainda ontem eu entrei pela primeira vez no castelo, completamente fascinada com a magia. E agora eu já ia sair! Eu nem sabia o que eu queria fazer da vida. Eu só tinha dezessete anos, pelamordeDeus! Eu estava entre essas: Curandeira, Auror, preparadora de poções no ministério e professora em Hogwarts. E mesmo que eu me decidisse, quem falou que iam haver vagas pra mim?

-Lilly, querida!

-Senhora Potter! Tudo bem? – Deixe-me explicar: Ela é mãe do Potter, mas também é mãe adotiva do Six. Além de ser muito legal e ter uma biblioteca enorme...! E de me amar também.

-Claro que sim! E com você? Sétimo ano heinh? Já escolheu que carreira quer seguir?

-Ainda não. Eu estou em dúvida entre: Curandeira, Auror...

-Pode parar! Você vai ser uma auror. Mas vai estudar muito do curadeirismo.- E assim que ela terminou de falar me pareceu a perfeita opção.

-Mas...

-Mas nada! É o combina com você. Tenho certeza que você vai adorar seguir esses ramos.

Era tudo que eu precisava. Mais gente fora eu e minha consciência pra me ajudar a decidir minha profissão. Maldição ou Benção? Eis a questão.

-Lils... – Tá, isso eu tenho CERTEZA que é maldição.

-Evans.

-Seu sobrenome? – e o Potter faz cara de cínico. Cínico.

-Me chame de Evans, Potter.

-Ok, Evans Potter, que tal procurar pelo resto do pessoal. - E a senhora Potter deu um risinho, como quem segura uma grande gargalhada. Ótimo, todo mundo contra Lilly!

-Não chegaram.

-Tem certeza?! – E ele apontou pro nada... AAAAh! É O SIIIIX!

-SIIIIIIIIIIIIIX!

-LIIIILS! – E eu pulei em cima dele, num abraço. Você deve estar se perguntando: Se eles moram na mesma casa, porque diabos não chegaram juntos? Bem, O Sirius sempre se atrasa. Daí eu vi as meninas ao longe e deixei o Six com o Potter. Mas, claro, a anta aqui se deu conta: Se já tem tanta gente aqui, é porque já está perto da hora do trem sair. Se está perto da hora, então eu já deveria estar dentro do trem com o Potter começando a ajeitar a reunião dos monitores. Botei a cabeça para fora do trem olhando irritada pro peste (digo: Potter) como quem diz "Entra logo seu idiota, retardado antes que eu vá te arrastar pelos cabelos!"

-Você tem que ir mesmo para lá Pontas? Eu fico me sentindo meio traído, sabe? Eu e você costumávamos dizer o Remie era a vergonha dos Marotos e agora você me fala que é MONITOR-CHEFE...?

-Deixa de ser dramático Almofadinhas – Vai Remo, vai Remo!

-Na king's cross, Às onze da manhã, Vejo os alunozinhos uns atrás dos outros,Vejo Lílian Evans me olhando irritada,Paf-paf, puf-puf,Vou partiiiiir ! – OK. Eu vou fingir que não acabei de ver James Potter fazendo a paródia de uma música infantil trouxa e...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK OK,EU VI ISSO KKKKKKKKKKKKKKKKK.

Agora chega, Lilly Evans, se controle. Vamos à reunião! (E vamos fingir que isso é empolgante!) fui me sentado na cabine dos monitores, que é um pouco maior que a maioria os banco um pouco mais confortáveis e tem uma mesa no centro, com alguns doces nos quis ninguém meche (já avisei que aquilo era inútil, mas alguém ouve a Lily? NÃO!)

Já tínhamos passado um monte de blábláblá quando eu ouvi um barulho, parecido com uma explosão, algo quebrando. Depois gritos, muitos gritos. Saí do trem junto com os outros monitores; Está tudo um caos! Como o trem é protegido com muitos feitiços, estão todos os pais e alunos tentando entrar no trem. Lá fora, praticamente toda a casa grifinória, alguns pais (a maioria tinha os filhos na grifinória) e no total uns quinze lufa-lufanos e uns sete corvinais. Nenhum sonserino. Haviam alguns pais sem os filhos lá fora e alguns filhos sem os pais também. Os pais trouxas fugiram pela pilastra.

E lá longe, um bando de encapuzados.


N/A: Oiiii! E aí, gostaram? eu só demorei por que eu estav lá, com o capítulo pronto, e minha internet passou uma semana sem pegar!!! Quando eu conseguia entrar era na casa dos outros e lá não tinha o capítulo para que eu postasse, então me desculpeem! Ah... E comentem!! Beijinhos meu povo!